A contribuiçÃo do design de interfaces no desenvolvimento de sistemas web



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A CONTRIBUIÇÃO DO DESIGN DE INTERFACES NO DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS WEB

Heloisa Munaretto, Designer Gráfico, helo.munaretto@gmail.com

Desde o seu surgimento até a atualidade as interfaces gráficas vêm sendo constantemente aperfeiçoadas e melhoradas esteticamente, mas sua finalidade principal continua a mesma: atuar como elemento de ligação entre o homem e a máquina, facilitando a troca de informações entre o usuário e o sistema. Para atingir esse objetivo a interface deve ter usabilidade, que segundo Nielsen (2000), é tradicionalmente associada a esses cinco atributos: ser fácil de aprender, ser eficiente na utilização, ter poucos erros e ser subjetivamente agradável. Este artigo tem por objetivo relatar de forma concisa a importância do desenvolvimento de interfaces gráficas com usabilidade, apontando a contribuição do design da interface no desenvolvimento de sistemas, tendo como exemplo o caso do Laboratório de Transportes e Logística da UFSC (LabTrans) que desenvolve, dentre outros produtos, sistemas web e nos últimos anos tomou a iniciativa de ter um profissional da área de design responsável pelo desenvolvimento da interface destes sistemas como uma estratégia para melhorar a qualidade dos produtos oferecidos aos clientes. O desenvolvimento de uma interface gráfica deve levar em conta o perfil do público-alvo que ira utilizá-la. Segundo Dias (2007), a experiência de um usuário pode estar relacionada não só com o sistema em si, mas também com sua familiaridade ou não com computadores e ainda com o contexto ou área do conhecimento em que o sistema é utilizado. No caso do LabTrans, os usuários do sistema são em sua maioria servidores públicos federais, acima de 50 anos e que não são familiarizados com o ambiente virtual, portanto ao se criar uma interface para usuários com um perfil como este, o cuidado deve ser ainda maior, pois a falta de familiaridade resulta na dificuldade na realização das tarefas. Nielsen (2000), afirma que interfaces com design ruim não apenas diminuem a velocidade de navegação como desencorajam o usuário a utilizá-las, desta forma, um sistema com usabilidade vem minimizar esse problema, pois com um design mais útil os usuários encontram e gerenciam as informações com maior facilidade. Ainda segundo Nielsen (2000), a interface com um bom design é intuitiva, mostra aos usuários onde eles se encontram, onde as coisas estão localizadas e como conseguir o que precisam de uma maneira metódica. Uma arquitetura da informação apropriada faz com que os usuários sintam-se à vontade para explorar e confiantes de que eles podem retornar facilmente às páginas visualizadas anteriormente, gerando assim maior segurança e tranqüilidade durante a navegação, tendo como conseqüência um melhor desempenho no desenvolvimento de suas funções. Para Bahiana (1998 apud Martins; Merino, 2011), os investimentos voltados para a área de design deixaram de ser uma questão estética para se tornarem uma questão estratégica. As indústrias que adotaram as técnicas de Gestão de design tornaram seus produtos diferenciados e racionalizaram os custos produção. Neste contexto percebe-se que o profissional de design se torna cada vez mais importante, e o reconhecimento de seu trabalho como diferencial estratégico já é um grande passo no desenvolvimento de sistemas e produtos com usabilidade, entre outras qualidades provenientes de outros ramos do design.

Referências

DIAS, Claudia. Usabilidade na Web. 2. ed. Rio de Janeiro: Alta Books, 2007.

MARTINS, Rosane Fonseca de Freitas; MERINO, Eugenio Andréz Díaz. . A Gestão de design como estratégia organizacional. 2. ed. Londrina: Eduel, 2011.

NIELSEN, Jacob. Projetando Websites. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000.




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