A cultura Chinesa na visão do Ocidente



Baixar 0.51 Mb.
Página10/14
Encontro19.07.2016
Tamanho0.51 Mb.
1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   14

Dinastia Zhou


No ponto em que o rio Amarelo completa o seu trajeto em direção ao sul e se vira subitamente para nordeste, ele recebe pela margem esquerda um importante afluente, o rio Wei. Viajando desde o vale do Wei, surgiu, em 1027 a.C., uma tribo vigorosa e guerreira, conhecida como Zhou, a qual conquistou os Shang e tomou seu território. Os Zhou não eram "bárbaros", e sim chineses, embora sua terra de origem, situada na parte oeste da China, os tenha levado a entrar em contato com os nômades das estepes e lhes tenha dado treinamento nas lides guerreiras. Eles já haviam tido contato com os Shang e sua cultura; e, de fato, provavelmente forneceram aos Shang cavalos trazidos de suas pastagens nas terras altas.

O Período Zhou Ocidental

O rei Wen dos Zhou preparou o ataque, e o rei Wu completou-o com sucesso, com sua vitória em Mu. O duque de Zhou, irmão de Wu, teve, logo depois, de retomar ao domínio conquistado para sufocar uma revolta organizada por alguns dos Shang derrotados, que tinham o apoio de um grupo de descontentes, até que, por fim, os Zhou assumiram o controle da situação. Tão grande foi o vigor do ataque dos Zhou que bem cedo atingiram eles a costa leste da China setentrional. Para controlar um território tão extenso, os reis Zhou nomearam parentes para governarem as várias cidades e regiões. Por essa razão, deu-se por vezes a esse período o nome de "idade feudal", mas o termo não é muito apropriado, pois não há indícios de contatos feudais nessa época, no sentido de outorga de parcelas definidas de terra em troca de levas de tropas.

Os Shang, embora reduzidos a uma posição muito inferior depois de sua revolta, tiveram permissão para conservar um pequeno território, a fim de que os sacrifícios ofertados aos seus ancestrais não se interrompessem. Aí está uma prova da importância da posse da terra na China dos primeiros tempos. Considerava-se necessário, a uma família nobre, ocupar um território para realizar os ritos religiosos do culto dos ancestrais, do qual dependia seu bem-estar. Embora essa doação de terra pelos Zhou a seus inimigos derrotados possa ser tida como "cavalheiresca", era também uma precaução sensata, pois, uma vez abandonados, os espíritos de personagens outrora poderosos poderiam causar dano considerável aos vivos.

A importância da mudança de governo dos Shang para os Zhou reside não só no próprio acontecimento, mas também na interpretação que posteriormente lhe atribuíram os filósofos da escola confuciana. Em sua visão moralista da história, a transferência do poder de uma dinastia para a outra é tradicionalmente justificada como representando a vontade do Céu. Muito se explorou, portanto, a malvadez e iniqüidade do último soberano Shang, Zhou Xin (o nome pode levar a confusões, mas ele não pertence, evidentemente, à nova linhagem Zhou), em contraste com a bondade, altruísmo e comedimento dos reis Wen e Wu, e do duque de Zhou. O próprio Confúcio teria compartilhado esse sentimento, pois exclamou certo dia: ”A que ponto pioraram as coisas para mim! Na verdade, há bastante tempo que não sonho com o duque de Zhou!" [Analectos, VII, 5]. Zhou Xin, nas descrições tradicionais, aparece como um monstro de perversidade, mergulhado na devassidão, pois divertia sua corte em torno de um lago de vinho, forçando moços e donzelas nus a se caçarem mutuamente no interior de uma floresta de cujas árvores pendiam porções de carne. Os antropólogos modernos consideram esse episódio como sendo a expressão de um festival primaveril de fertilidade, destinado, por obra de algum sortilégio, a promover a fecundação da terra (os bosques associam-se à fertilidade), o êxito nas caçadas e o crescimento da tribo.

Durante os três primeiros séculos do governo Zhou, a sociedade e a cultura continuaram nas mesmas linhas estabelecidas pelos Shang. Construíam-se casas praticamente da mesma forma, embora se usassem telhas de barro. Ainda se fundiam magníficos vasos de bronze, mas no final desse período, a qualidade do trabalho começou a diminuir e a inspiração do desenho já não era tão rica. As Inscrições nos bronzes tornaram-se mais extensas e mais pormenorizadas. Alguns vasos eram fabricados em jogos, um para cada finalidade, como, por exemplo, os três de bronze recém-descobertos: um vaso quadrado para vinho, outro para água e um vaso com tampa em forma de animal grotesco, todos eles com uma idêntica Inscrição: "Precioso vaso ritual dedicado a Zhe Qi. Possam seus filhos e netos fazer dele, durante 10 milênios, eterno e valioso uso”. Foram encontrados jarros de protoporcelana, feitos da mesma argila que, mais tarde, seria utilizada na porcelana famosa das fábricas imperiais de Jingdezhen, na província de Jiangxi. Um dos mais antigos carrilhões de nove sinos de bronze, o carrilhão do marquês de Cai, data deste período. Os sinos eram um componente importante da música ritual Zhou, assim como as pedras musicais que soavam por percussão.

O uso da tinta e o pincel de escrita eram conhecidos na época dos Shang e a existência de livros de bambu, que consistiam em tabuinhas ligadas por cordéis, é atestada por um símbolo Shang. Mas, no tempo dos Zhou, a escrita era uma atividade mais corrente e registros eram conservados em muito maior quantidade Sabe-se que existiram listas Zhou de objetos valiosos, contabilidade, instruções escritas para subordinados e editos reais redigidos em linguagem formal por escribas especializados. No final do período Zhou havia coleções de obras de história compêndios sobre ritual e música, manuais de arco e flecha e outros assuntos, bem como coletâneas de poesia.

Como parte da visão idealista confuciana dos primórdios da dinastia Zhou, exagerou-se o grau de controle central exercido pelos reis. Mas até o limitado controle, que efetivamente houve, declinou no século IX. Uma revolta popular depôs o rei em 841 a.C. e o estabelecimento subseqüente da regência de Gong He dá-nos a primeira data absolutamente segura da história chinesa. Desse ponto em diante, as datas são consideradas como certas.

O Período Zhou Oriental

Pouco tempo depois, em 771, o rei Zhou foi implacavelmente derrotado por uma tribo nômade, o Chuan ("Cachorro") Rong. Conta-se que o monarca havia previamente mandado acender as tochas de alarme com o intuito de agitar as tropas, arrancando assim risos de sua concubina favorita, que era rabugenta e caprichosa. No momento em que foi desfechado o verdadeiro ataque, os soldados não atenderam às tochas de aviso e recusaram-se a responder à chamada. Depois desse desastre, os reis Zhou foram forçados a transferir a sede do Governo do vale do rio Wei para uma nova capital mais a leste, perto de Luoyang. Chegava ao fim o sub-período dos Zhou ocidentais e iniciava-se o dos Zhou orientais.

A partir desse momento, a submissão dos vários Estados e das várias cidades aos Zhou tornou-se quase nula. Apenas a corte Zhou tinha o direito e o dever de oferecer sacrifícios ao Céu e continuava a ser, em teoria, a fonte de todas as honras, mas aos poucos os reis foram se convertendo em figuras decorativas, praticamente despidas de poder. Do ponto de vista tradicional, isso representou um triste declínio, desde o primeiro governo glorioso e legítimo dos Zhou. Na verdade, o período subseqüente, até o fim oficial da dinastia, em 221 a.C., embora cheio de violência e intriga, foi uma época de intensa criatividade e inventividade no domínio do pensamento, da tecnologia e da mudança social. Foi o grande período formativo da filosofia chinesa, quando, conforme veremos no próximo capítulo, muitas escolas, das mais variadas gamas de pensamento, tentaram conquistar a mente das pessoas no domínio da teoria e da política prática. Essa revolução do pensamento fazia-se acompanhar de mudanças radicais na sociedade e de técnicas muito desenvolvidas na agricultura e economia.

A dinastia Zhou é inquestionavelmente a mais longa da história chinesa, sendo muito diferentes as condições de vida e a situação da sociedade em seu princípio e no seu fim. O único elo de ligação é a existência da Casa dos Zhou, que começa como conquistadora e termina, após um longo período de 801 anos, como uma família esquecida de reis-sacerdotes, sem quase nenhum vestígio de poder. A segunda metade, ou período dos Zhou orientais é, por sua vez, usualmente subdividida em duas partes que cobrem a maioria, mas não a totalidade, dos anos envolvidos. A primeira parte é a de Chungiu, ou da Primavera e do Outono (722 a 481 a.C.), assim chamada em virtude do título de uma obra, a primeira crônica da história chinesa, que registra os Anais do Estado de Lu entre essas datas. A segunda parte é o período dos Estados Rivais, de 403 a 221 a.C., período em que se iniciou a dinastia Qin. A dinastia Zhou já havia sido deposta alguns anos antes. A situação durante os Zhou orientais era a seguinte: de 10 a 12 Estados importantes e rivais, depois reduzidos a sete, digladiavam-se por territórios e supremacia sobre os demais, numa série inconstante de alianças, intrigas e guerras abertas em que os aliados de hoje podiam ser os inimigos de amanhã. Além disso, havia um sem-número de Estados secundários, alguns deles consistindo apenas numa cidade amuraIhada e alguns quilômetros quadrados de território circundante, os quais iam sendo gradualmente absorvidos pelos maiores. Os Estados passaram de principados sob a tutela Zhou a reinos independentes. Os chefes, que haviam sido divididos em cinco graus de nobreza, equivalentes a duque, marquês, conde, visconde e barão, tinham todos, em meados do período dos Estados Combatentes, usurpado o título de wang (rei), antes reservado unicamente aos soberanos Zhou. Nenhum dos reis rivais, porém, arrogou a si próprio o título de "Filho do Céu" ou reclamou o direito de oferecer sacrifícios ao Céu. Entre os símbolos de poder e status que contribuíam para elevar a família reinante de um Estado, grande ou pequeno, acima de suas rivais, estavam a força militar, medida pelo número de carros de combate, o prestígio, avaliado através das ligações com a Casa de Zhou, a longa linha de ancestrais e privilégios religiosos reconhecidos, e a riqueza, exibida em tesouros e símbolos da classe, tais como vasos de bronze, sinos, jade e outros objetos preciosos.

A natureza da guerra sofreu mudanças durante o longo período da dinastia Zhou. No final do século VII, prevalecia ainda a idéia antiga de que a guerra era atividade de cavalheiros, a ser conduzida com alguma moderação e algum respeito pelos decretos do Céu. O duque de Song permitiu que seu inimigo Chu atravessasse um rio e colocasse suas forças em formação de batalha, antes de desfechar o ataque. E foi completamente desbaratado. Quando interpelado por seus conselheiros a respeito do que lhes parecia ser um excesso de cavalheirismo, o duque respondeu: "O sábio não esmaga os fracos, nem dá ordem de ataque antes que o inimigo tenha formado suas fileiras”. Mas as atitudes começaram a mudar e os ritos, cerimônias e hierarquia passaram a ser menos respeitados; a polidez dos combates foi posta de lado. Os homens passaram a lutar menos por pundonor e mais por territórios e lucros. Tornaram-se mais comuns as guerras sem trégua nem quartel. Quando os Qin conquistaram toda a China, a guerra era implacável não só na prática, mas também na teoria dos Qin.

As táticas e as armas também mudaram. A primeira inovação foi a espada, conhecida há muito tempo no Ocidente. Provavelmente adotada dos nômades das estepes, a espada de bronze só veio a ser usada na China a partir do século VI a.C., e a de ferro seria introduzida com êxito pelos Qin, em suas conquistas do final do século III a.C. A besta foi introduzida no século V. Essa arma, que podia ser distendida, empinada e carregada pelo pé, era mais poderosa e certeira do que o arco composto. O mecanismo de gatilho foi gradualmente aperfeiçoado, até atingir, em período ulterior, um alto grau de eficiência. Com alavancas dispostas em três peças móveis, a besta podia suportar uma carga pesada, quando retesada, e mesmo assim propiciar um tiro fácil e sem esforço para o atirador. A remoção de dois pinos desmontava o mecanismo em caso de captura pelo inimigo, e não podia ser facilmente montado de novo por quem desconhecesse o seu funcionamento. Depois, em 307 a.C., o rei de Zhao aprendeu uma boa lição com seus vizinhos nômades, no Norte, e adotou a cavalaria no lugar dos carros de combate, por ser mais veloz e dotada de maior mobilidade. Isso, por sua vez, acarretou uma mudança no vestuário: o uso de calças e túnica na China data desse período. Mas a maior transformação na arte da guerra foi a nova importância conferida ao uso da infantaria. Em terreno montanhoso ou nos lagos e pântanos do vale do rio Yangzi, os carros de combate eram de pouca utilidade. Por si só, a cavalaria era insuficiente, e também não lhe era possível evoluir em certos tipos de terreno. Passou-se a confiar mais no emprego dos grandes corpos de infantaria, quer apoiando os carros de combate e a cavalaria, quer combatendo sem ajuda de outras forças. Isso teve conseqüências muito amplas no campo social, tal como ocorreu no Ocidente ao fim da Idade Média.



L'état centralisé est contemporain d'une promotion de Ia paysannerie au rang de cultivateurs indépendants et à celui de combattants. Le droit à Ia ferre et le droit aux honneurs acquis sur le champ de bataille vont de pair. [O Estado centralizado é contemporâneo da promoção dos camponeses à categoria de agricultores independentes e à de combatentes. O direito à terra e o direito às honras conquistadas no campo de batalha caminham lado a lado.] [J. Gernet, Le Monde Chinois, p.65.]

O trabalho do camponês em tempo de paz era tão encorajado quanto seu lugar na guerra, pois esse período de agitação dos Estados Rivais, deplorado pelos eruditos chineses posteriores como tendo representado o rompimento com a velha ordem, foi também uma época em que se procurou estimular o desbravamento de novas terras, o uso de fertilizantes, o estudo dos tipos de solo e das melhores épocas para semear, e o crescente emprego de sistemas de drenagem.

A melhoria das técnicas agrícolas teve como conseqüência o aumento da população. Um recenseamento do ano 2 A.D. apontou uma população de 57.671.400 habitantes, a qual era ligeiramente superior ao número de habitantes de todo o Império Romano revelado pelo censo de Augusto, alguns anos depois.

A invenção tecnológica foi, uma vez mais, tão útil à agricultura quanto era na guerra. Nessa época; foi inventado o arnês de peitoral, ou coelheira, que aumentava a eficiência, seguindo-lhe pouco depois, já no século V d.C., um novo tipo de coelheira rígida. Esses dois tipos de arreios permitiram a um único cavalo fazer o que dois ou até quatro faziam antes, quando o arnês de pescoço ameaçava estrangular o animal se tivesse de deslocar um peso excessivo no tiro. O maior avanço técnico de todos foi a introdução dos processos de fusão e fundição do ferro, mencionados pela primeira vez em 513 a.C. O ferro fundido é encontrado em objetos que datam de 400 a. C., época em que o uso desse minério já entrara em uso bastante generalizado. Um dos primeiros usos conhecidos do ferro na China era como revestimento das bordas cortantes de pás de madeira, e para outros implementos agrícolas como enxadas, facões e foices. Mas as enxadas de pedra ainda eram usadas na época dos Han e mesmo depois, em virtude do alto preço do ferro. Aproveitando-se de sua experiência na fundição do bronze, os chineses fizeram rápidos progressos na produção do ferro, conseguindo inclusive reproduzir várias peças, ao mesmo tempo, de apenas um molde composto. Na província de Rehol, no Extremo Norte, descobriu-se o local de uma fundição em que havia 87 moldes para pás de ferro, talhadeiras e peças de carros, datados do século IV a.C.

Na Europa, o ferro foi forjado antes de ser fundido, mas, na China, os dois processos apareceram quase ao mesmo tempo. É possível que o aperfeiçoamento dos arreios e a fundição do ferro, que só se tomaram conhecidos na Europa séculos mais tarde, no fim do período medieval, tenham, na verdade, vindo da China através de outros povos.

Um elemento importante da metalurgia, o fole aperfeiçoado, foi introduzido no período dos Estados Combatentes e, durante a dinastia dos Han, foi convertido num fole com pistão duplo e válvulas, que libertava uma corrente de ar forçada e contínua, com a qual se alcançavam temperaturas superiores no interior da fornalha. Isso tornou possível a produção do aço, que foi realizada na China desde o século II a.C.

Não apenas a indústria, mas também o comércio cresceram no período dos Estados Rivais, revelando-se também um agente de mudança social. Nos períodos anteriores, o comércio tinha-se restringido, na maioria das vezes, aos artigos de luxo, como seda, pérolas e jade. Mas agora mercadores empreendedores principiavam a comerciar em larga escala com produtos como cereais, sal, metais, peles e couro. Eles operavam barcos nos rios e carroças em terra, em comboios de tamanho razoável. As suas atividades foram facilitadas pela nova possibilidade de cunhar moedas, embora nem sempre de forma muito conveniente. Havia quatro tipos principais de moeda usados em diversas partes do país: miniaturas de espadas de ferro; facas; peças em forma de búzios, que eram usadas tanto como amuletos e ornamentos quanto como moedas; e, finalmente, peças de cobre circulares com um orifício central por onde passava um fio que as ligava. Este último tipo foi o único que sobreviveu e continuou a ser utilizado até o século XIX. Voltemos, para concluir, à situação política no final da dinastia dos Zhou. Podemos notar que os Estados centrais, como os de Zhou, Song, Lu e lin (após 403 a.C. o Estado Jin dividiu-se em três: Han, Wei e Zhao), tendiam a desprezar os Estados periféricos, como Qi a leste; Chu, no sul e Qin, a oeste, como sendo semibárbaros. Mas foi justamente nesses Estados mais livres, maiores e menos vinculados à tradição que muitas das inovações supracitadas primeiro ocorreram, particularmente na esfera militar.

Os Estados Combatentes

O Estado de Qi, no século VII, tornou-se poderoso ao aperfeiçoar a sua administração e ao incorporar novos territórios. O duque de Qi foi nomeado titular da hegemonia (ba) em 651 a. C., com a missão de defender uma fraca confederação dos Estados centrais contra o crescente poder de Chu. Wu, nos braços inferiores do no Yangzi, tornou-se uma grande força em 482, mas foi derrotado, poucos anos mais tarde, por Yue, localizado mais ao sul, na moderna província de Zhejiang. Chu prevaleceu contra Yue no século seguinte, em 334, e alguns dos Estados menores foram absorvidos por seus vizinhos mais poderosos. O resultado dessas mudanças calidoscópicas, que se estenderam por vários séculos, foi deixar um caminho mais livre para a rápida ascensão de Qin, pondo fim à longa série de guerras e assegurando um só governo central para todos os Estados chineses divididos. Qin, reforçado pela adição de dois territórios na distante província de Sichuan e organizado para guerra total, destruiu o sagrado Zhou em 256 e, com rápidas manobras, (230 a 221 a.C.), conquistou todos os outros Estados, emergindo como incontestáveis senhores da China.


1   ...   6   7   8   9   10   11   12   13   14


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal