A doutrina da Divindade na Igreja Adventista do Sétimo Dia Gabinete do Capelão Professor Jean Alves Cabral Macedo



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A Doutrina da Divindade na

Igreja Adventista do Sétimo Dia
Gabinete do Capelão

Professor Jean Alves Cabral Macedo

Fortaleza – Ceará – Brasil

Janeiro de 2007


  1. Uma Questão de Coerência e de Respeito!

Ensinadores religiosos conduziram almas à perdição ao mesmo tempo em que professavam guiá-las às portas do Paraíso. Antes do dia do ajuste final de contas, não se conhecerá quão grande é a responsabilidade dos homens no mister sagrado, e quão terríveis são os resultados de sua infidelidade. Somente na eternidade poderemos com acerto avaliar a perda de uma única alma. Terrível será a condenação daquele a quem Deus disser: Retira-te mau servo.1

Ellen Gould White


    1. Tenho o Direito de Me Indignar e de Exigir Coerência!

A questão em pauta neste livro é bem simples; não há como confundirmos o que está sendo tratado a não ser que tenhamos o hábito de sermos mentirosos ou se formos possuídos de um espírito antolhado.

A questão é a seguinte: a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sede em 12501 Old Columbia Pike, Silver Spring, Maryland 20904-6600 USA, onde fica a General Conference of the Seventhy-day Adventist, defende de modo formal e oficial a partir de 1980 uma declaração de crenças que possui a seguinte definição para a Divindade:
Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido por meio de Sua auto-revelação. Para sempre é digno de culto, adoração e serviço por parte de toda a criação.2
Tudo estaria em paz e em completo sossego, sem qualquer discussão sobre este assunto se, a mesma Igreja, com a mesma autoridade mundial, não houvesse sustentado de 1863 até 1979 (portanto 163 anos) uma declaração sobre a Divindade absolutamente diferente estruturalmente e que declarava o seguinte:
1. Que existe um Deus, uma pessoa, um ser espiritual, o Criador de todas as coisas, onipotente, onisciente e eterno; infinito em sabedoria, santidade, justiça, bondade, verdade e misericórdia; imutável, e presente em toda a parte por seu representante, o Espírito Santo. Salmos 139:7.

2. Existe um Senhor Jesus Cristo, Filho do Eterno Pai (....).

(Publicado no Year Book de todos os anos que vão de 1894 até 1914, pela Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia).3
Os que possuem o tal “espírito antolhado” que mencionei a pouco, e que acham que aqui nestas duas citações não há nada de complicado, porque não sabem ler com cuidado o que está escrito, eu particularmente reputo como analfabetos ou mal-intencionados!

Em um texto (de 1980 até hoje) temos a afirmativa de que o único Deus é uma unidade composta de três pessoas distintas e coeternas. No segundo texto (de 1863 até 1979) temos a afirmativa de que Deus é somente o Pai e que Cristo é o Senhor. Temos a afirmativa claríssima de o Espírito Santo é a representação deste Pai e não uma terceira pessoa de uma suposta trindade.

Portanto, não há, na declaração original da fé adventista, em décadas de publicação de um Livro (Year Book) que representava a expressão da denominação mundial, com a indicação de seus oficiais e lideres devidamente escolhidos e empossados, qualquer possibilidade de “um deus composto por mais duas pessoas coeternas que se chamassem Deus em igualdade com o Pai”.

Para os pioneiros adventistas era claro como a luz do dia que não há trindade, há uma hierarquia universal onde o Pai é Deus Absoluto e Jesus Cristo é Seu Inferior eternamente e, abaixo de Cristo estão todas as coisas e todos os seres vivos de todas as dimensões. Cristo é exatamente o elo de ligação do Pai com as coisas vivas, é Seu nomeado Senhor sobre toda a vida; porém, todo o centro de energia, poder, autoridade e vontade supremas são sempre da Pessoa única, literal e real do único Deus Altíssimo: o Pai!

Quem se diz adventista do sétimo dia e não sabe o que significa afirmar uma coisa ou outra, estará justificado de sua ignorância se é recente na fé adventista, ou ainda se estiver nas “primeiras letras do Evangelho”, porque ainda não estará acostumado ao grande conflito que tem sido travado entre Satanás e os servos de Deus neste Mundo tenebroso. Mas os outros que estão a anos na militância da fé adventista têm a obrigação moral de resolver esta questão de uma vez por todas, dentro de bases devidamente sustentáveis!

Então vamos lá!

A Igreja Adventista do Sétimo Dia durante todos os seus anos de existência formal e oficial neste Planeta, detém agora, enquanto escrevo estas palavras, a expressiva marca de 144 anos (porque surgiu em 05/05/1863 no Michigan, EUA). Se considerarmos que surgiu em 22/10/1844 no grande desapontamento milerita, então sua marca é de 162 anos de existência. Hoje é o dia 27/12/2006. Estou em Fortaleza, Estado do Ceará, Brasil.

Em todos estes anos a marca principal da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a tônica de suas pregações, para quem entende de adventismo interna e externamente, é a seguinte questão assim afirmada por Ellen Gould White e por dois textos oficiais da denominação:


No Mundo só existe uma Igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados; e todo homem que chamar a atenção do Mundo e de outras igrejas para esta igreja, denunciando-a como Babilônia, está trabalhando de acordo com aquele que é o acusador de nossos irmãos. Será possível que dentre nós se levantem homens que falem coisas perversas, propagando os mesmos sentimentos que Satanás deseja ver disseminados no Mundo, com referência aos que guardam os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus?4 (WHITE)
A comissão evangélica do Salvador, de levar o evangelho ao mundo inteiro (Mateus 28:19-20) é uma tarefa gigantesca. Todas as denominações, até certo ponto, aceitam essa responsabilidade. Mas os adventistas do sétimo dia são os únicos que se sentem RESPONSÁVEIS PELA PROCLAMAÇÃO DAS MENSAGENS DOS TRÊS ANJOS a cada nação, tribo, língua e povo (Apocalipse 14:6). Por conseguinte, não pode ser realçado em demasia que a Igreja Adventista, de maneira única e proposital, sempre deve permanecer organizada com destacada ênfase à missão mundial. (...) A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu de UM GRUPO DE REFORMADORES QUE FICARAM DESILUDIDOS E SE DESLIGARAM DE OUTRAS ORGANIZAÇÕES DENOMINACIONAIS. Assim, havia relutância em iniciar outra organização – (não poderia vir a ser igual às que eles abandonaram?) Mas a necessidade de organização logo superou o ceticismo em relação a ela. Note os cinco motivos para a organização da Igreja, apresentados em um resumo de Ellen White: ‘Aumentando o nosso número, tornou-se evidente que sem alguma forma de organização, haveria grande confusão, e a obra não seria levada avante com êxito. A organização era indispensável para prover a manutenção do ministério, para levar a obra a novos campos, para proteger dos membros indignos tanto as igrejas como o ministério, para a conservação das propriedades da igreja, para a publicação da verdade pela imprensa e para muitos outros fins’5 (GUIA PARA ANCIÃOS).
Notemos bem cuidadosamente:

  • No Mundo só existe uma Igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados”; e,

  • “Mas os adventistas do sétimo dia são os únicos que se sentem RESPONSÁVEIS PELA PROCLAMAÇÃO DAS MENSAGENS DOS TRÊS ANJOS a cada nação, tribo, língua e povo.”

Estas afirmativas são viscerais, são a base de sustentação de toda a construção adventista do sétimo dia. Sem elas não existe esta denominação religiosa!

Há um bando de idiotas saindo pelo Mundo afora, dizendo-se adventistas do sétimo dia com meio mundo de mensagens e metodologias que inventaram sabe lá Deus onde! Há um monte de pregadores de besteirol e de tolices religiosas por toda parte dizendo-se adventistas. Por que me refiro assim a tais chacais e aves de rapina? Porque os dois textos que acabei de apresentar (um da Sra. White e outro do Guia dos Anciãos) são a base da missão do ideal e de todo o propósito e trabalho desta denominação. Quem estiver fora deste ideal não é adventista; é um bufão! Ou um malandro espiritual!

Quem se diz adventista do sétimo dia e não entende este contexto doutrinário, na verdade não é adventista coisa nenhuma e não entende nada sobre esta denominação! Não tem o direito de participar do debate sobre este assunto na qualidade de articulador. Não adianta vir com palavrinhas imbecis do tipo “vamos amar uns aos outros”.

O assunto aqui é a missão adventista e quem não agüenta o rojão que caia fora! O que iremos tratar aqui, de modo forte e duro, é o fato de que está havendo uma enorme traição dos ideais que acabamos de ler nestas duas passagens que acabamos de identificar; e quem for adventista do sétimo dia de verdade e tiver amor a esta denominação (a sua história e valores, com seu ideal e missão), tem que assumir uma atitude e uma postura firme de um dos lados em conflito!

O problema está exatamente aqui! Estamos permeados de covardes que preferem ficar de boca fechada porque são assim mesmo (covardes), ou temos um bando de salafrários espirituais que preferem defender o erro com um mundo de posições do tipo “ficar em cima do muro”, porque convém à temporalidade de suas vidas medíocres, porque quem vive de mentiras e sem autenticidade é nada mais e nada menos que um fraco.

Se sou forte? Não sei! Mas, minha consciência está me dizendo o seguinte: chega de palhaçada com nossas próprias vidas! Vamos colocar as coisas em pratos limpos! Isto mesmo, as cartas sobre a mesa e resolver esta situação de uma vez por todas!

Na Internet, ficam alguns nobres estudiosos escrevendo um mundo de mensagens e a denominação através de seus líderes oficiais não tem a coragem de chamar esta gente para o pau? Não há a droga de um Davi na Divisão Sul-americana?

Cadê os senhores Doutores diplomados na Andrews University?

Por que estes cidadãos cheios de ilustres títulos e roupas elegantes não chamam estes “supostos bufões” e inimigos da doutrina pura da Igreja para um encontro cara a cara e via satélite, na Internet Mundial, e acabam com esta questão de uma vez por todas?

Eu responderei: porque a derrota da administração adventista no cara a cara no assunto sobre a Divindade seria tão avassaladora que ao terminar o debate cara a cara, com os dirigentes oficiais, não sobraria uma Igreja Adventista do Sétimo Dia em pé.

Por que isto seria assim?

Porque vou demonstrar neste material a seguir e dar a qualquer um que queira, de graça, via Internet, abertamente, um argumento que prova em si mesmo o colapso total da denominação enquanto instituição. O próprio fim imediato de todo o adventismo!

Embora os defensores da empresa religiosa digam que ela está de pé, eu afirmo que Roma Papal está também de pé como instituição, mas já decaiu de sua situação há mais de mil anos. A instituição Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sede em 12501 Old Columbia Pike, Silver Spring, Maryland 20904-6600 USA, onde fica a General Conference of the Seventhy-day Adventist – para tristeza minha que fui rebatizado há um ano e que muito amei esta estrutura, morreu completamente em termos espirituais.

Como se deu esta morte?

No dia em que a administração, traindo a fé dos pioneiros adventistas, negou completamente o Deus que se manifesta na mensagem do Primeiro Anjo de Apocalipse 14:6-13 e, pior ainda, fez isto em uma atitude de franca negação da mensagem do Segundo Anjo da mesma passagem, se envolvendo na sentença da mensagem do Terceiro Anjo que não demora a ser cumprida em breve!

É uma calamidade mundial! Os Céus só não estão atônitos porque profecias pressurosas já afirmavam esta traição e esta imundície!

Ah! E antes que me esqueça: quando no passado éramos estimulados a usar palavras duras como as que eu uso aqui (imundície, canalhice, bufões, etc.) contra o Papado que era déspota do Mundo (nos livros whiteanos), tudo bem, mas quando a crítica é contra nós mesmos, então ficamos “rasgando seda”?

É de revoltar e de se indignar muitíssimo!

Um grupo de demônios armados até os dentes de toda sorte de malvadezas tomou a estrutura de assalto. Quereis uma prova profética? Lede esta passagem da Sra. White datada de 1900:


Satanás ideou um estado de coisas por cujo meio a mensagem do terceiro anjo será detida.6
Sabemos que a mensagem dos três anjos é uma mensagem que se torna única e exclusiva nesta denominação. A pergunta óbvia para quem não sabe o que estamos falando então é: Que anjos são estes?

Eu disse que teria três textos iniciais aqui, então eis aqui o terceiro que estava faltando com a resposta cabal para a pergunta:


A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.7 (MANUAL DA IGREJA).
Para fins de esclarecimento amplo e irrestrito, apresento ainda um quarto texto do mesmo Manual da Igreja, que é oficial e mundial para toda a instituição, ele declara de forma claríssima como água de nascente:
Segundo o plano uniforme que Deus tem em Sua relação para com os seres humanos, de adverti-los acerca dos acontecimentos futuros que afetam vitalmente o seu destino, providenciou Ele a proclamação da mensagem da volta iminente de Cristo. Esta mensagem preparatória é simbolizada pelas mensagens dos três anjos de Apocalipse 14 e tem a sua realização no grande Movimento do Segundo Advento hoje em dia. Isto deu origem ao povo remanescente, ou seja, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus.8
Ora, vamos pôr as idéias em ordem um pouco?

Se somos leitores atentos das finas questões expostas aqui; se sabemos ler com cuidado cada palavra destes quatro textos iniciais, então temos pelo menos cinco pontos claramente identificados e que devemos esclarecer de modo bem nítido em nossas cabeças:




  1. A Igreja Adventista do Sétimo Dia se vê como a única Igreja sobre a face de toda a Terra com a devida qualificação “histórica e institucional-doutrinária” para representar o Remanescente de Apocalipse 12:17 e 14:6-13, as outras denominações foram até “certo ponto”, mas esta denominação é “a denominação”;

  2. A Igreja Adventista do Sétimo Dia se vê como a única Igreja que presentemente “tapa os buracos no muro da defesa da verdade doutrinária” que, evidentemente foram adulterados por Roma Papal e que lhe compete restaurar – as demais denominações não o podem fazer porque chegaram somente “até certo ponto”;

  3. A Igreja Adventista do Sétimo Dia se vê como uma Igreja que surge dentro de um momento profético que a impõe como “o povo remanescente, ou seja, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus” – o que é decididamente uma atitude de exaltação extraordinária, e também é a confissão de uma responsabilidade sem igual no tempo presente – em outras palavras, a Igreja Adventista não é nada modesta em seu documento oficial e se vê como o Israel de Deus no tempo presente;

  4. A Igreja Adventista do Sétimo Dia se vê como uma instituição que surgiu de UM GRUPO DE REFORMADORES QUE FICARAM DESILUDIDOS E SE DESLIGARAM DE OUTRAS ORGANIZAÇÕES DENOMINACIONAIS, portanto, um grupo de pessoas que se viam acima das organizações de onde vieram porque tais organizações estavam apostatadas da verdade de Deus e, no colégio que se instaurou na formação da Igreja Adventista do Sétimo Dia, surgiu uma denominação com um forte senso de missão que tem entre suas principais atividades o seguinte ponto que já vimos e relembro:

    1. Mas os adventistas do sétimo dia são os únicos que se sentem RESPONSÁVEIS PELA PROCLAMAÇÃO DAS MENSAGENS DOS TRÊS ANJOS a cada nação, tribo, língua e povo (Apocalipse 14:6). Por conseguinte, não pode ser realçado em demasia que a Igreja Adventista, de maneira única e proposital, sempre deve permanecer organizada com destacada ênfase à missão mundial.

  5. Por último, a Igreja Adventista do Sétimo Dia se vê como uma organização centrada e focada na questão de apontar ao Mundo todo, a necessidade de que todos nós guardemos os mandamentos de Deus e tenhamos a fé de Jesus.

O que iremos verificar a seguir é um fato incontestável, a não ser para um espírito antolhado que não seja sincero consigo mesmo, ou se for alguém que vive às custas do dinheiro da denominação (portanto, uma espécie de Balaão moderno).

Eu afirmo e declaro a quem interessar, que a denominação modificou visceralmente toda a sua concepção de Divindade que foi mantida pelos seus pioneiros, e que na época deles servia como base para uma fé que era entendida como a fé de Jesus e que correspondia a guarda dos mandamentos imutáveis de Deus.

Hoje, professar a fé original na Divindade, como os pioneiros adventistas criam, é considerado uma traição das doutrinas oficiais da Igreja e, quem pretender seguir as instruções de Tiago White, Josef Bates, Hiran Edson, Josef Turner e da própria Sra. White sobre o assunto, está com seus dias contados na denominação. Os que já o fizeram já colheram (por exemplo) de Santa Catarina ao Maranhão uma absurda perseguição inquisitiva dos oficiais da instituição; muitos sem direito de resposta, outros sumariamente e alguns execrados como servos de Satanás.

A bagaceira, como se diz aqui no Nordeste Brasileiro está troando solta por toda parte do País numa das maiores piadas religiosas já vistas nos tempos de globalização e abertura que vivemos! É incrível, mas este pessoal que lidera a denominação não tem o menor senso de lógica, porque nos ensinam que devemos seguir ao seguinte princípio: a Lei e ao Testemunho (Isaías 8:20). Quando o fazemos, somos servos do demônio?

Vou demonstrar que a Doutrina da Divindade foi adulterada e irei colocar na linha direta de todos os que desejarem o imenso acervo que encontrei na Internet para que qualquer um possa acessar o material que lhe convier, para aprofundar o estudo é claro!

O que quero com isto?

Coerência doutrinária! Vergonha na cara! O fim da cara de pau de dizerem-me que as coisas estão bem e que não está acontecendo nada! Quando na verdade há uma crise sim!

Queremos o fim desta espúria e ridícula administração aviltante dos direitos dos adventistas que amam a doutrina que os pioneiros nos legaram, mas que um grupo de demônios está procurando destruir, afrontando um dos pilares da doutrina fundamental que faz do adventismo o que ele era (ou devia ser) e deixou de ser, ou seja, a denominação guardiã da guarda dos mandamentos e da fé em Jesus! Entretanto, cônscio que sou da realidade profética em pauta, relembro um texto que assim enfatiza:
Temos esperança de ver toda a Igreja reavivada? Tal tempo nunca há de vir!9


    1. Para Ficar Bem Clara a Minha Posição Pessoal!

Ser crítico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ser duro e bater pesado nela (em termos teológicos e apologéticos é claro) é ser satanista?

Isto é de uma estupidez que remonta aos dias da Igreja Bizantina ou mesmo da Inquisição Papal!

Ninguém está além ou acima da Lei de Deus! Nem Conferência Geral, nem pastores que pensam que estão pastorando alguma vida (os da atualidade são gerentes de negócios institucionais e não homens da Palavra e da Oração como manda Atos 6:2).

No meu País um homem pode criticar uma ideologia abertamente, está escrito na Constituição Federal de 1988, no Artigo 5º, Incisos VI, IX:
É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. (VI)

É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. (IX)


É uma maldição ficar calado na hora que temos que testemunhar de nossa fé!

Milhões morreram em nome da defesa da verdade e da doutrina pura revelada no Evangelho, mas hoje este tipo de zelo é tratado como coisa de fanáticos? Quem meteu estas idéias na cabeça de nossa gente?

Mas quem pretender defender a posição dos pioneiros se torna hoje um anátema na Igreja que eles fundaram? Que maluquice é esta?

Todos os que me lêem aqui sabem que eu escrevi no final de 2004 um livro intitulado “O Desafio da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, que se pode encontrar de forma amplamente livre e democrática nos seguintes endereços eletrônicos:




  • http://www.adventistas.ws/Desafio1.htm /

  • http://www.adventistas.com/downloads/7desafiosdaIASD.doc /

  • http://solascriptura-tt.org/Seitas/DesafioIgAdventista7Dia-JeanMacedo.zip

Ao tempo em que escrevi este material, eu não estava na Igreja Adventista do Sétimo Dia e todos os críticos de plantão desta Igreja estavam exultantes com o fato de que meus argumentos eram (e são até certo ponto) incontestáveis pela denominação em muitos aspectos que até hoje só recebem o silêncio como explicação.

Houve quem perdesse o tempo atacando-me, ao invés de considerar o conteúdo da discussão, mas nenhum destes pagou qualquer conta minha e nem conseguiu apresentar uma refutação digna de um pesquisador de efeito. Houve um monte de blá, blá, blá, e nada com substância e verossímil força que derrubasse nossos argumentos.

Todavia, em uma ampla revisão, depois de discutir com inúmeros especialistas em muitos aspectos que ali estão elencados, eu modifiquei parcialmente a minha posição sobre alguns dos desafios que apresentei àquela ocasião e, retratei-me de todos aqueles que julguei que deveria me retratar. Esta retratação está enunciada no seguinte documento:




  • Carta de Meu Retorno ao Adventismo: http://www.adventistas-bereanos.com.br/Arquivos%20.doc/Carta%20Para%20o%20Pr.%20Jonatan%20Bezerra.doc

Outros materiais meus foram publicados na Internet, em sites que me cederam o espaço de modo muito gentil e cordial, ao que agradeço aqui.

Pois bem, entendi que deveria ser reintegrado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, porque havia possibilidade de estar novamente nesta instituição e defender os valores que expresso de modo bem nítido no texto acima indicado. Minha exposição foi feita na sala do Presidente do Campo na época em que eu retornei à denominação (18/12/2005)!

Fui rebatizado, mas insisti publicamente que fui trazido à convivência denominacional mediante a confissão que está escrita textualmente no Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, edição de 2000, página 32 e que reza “ipsis literis”:


O pastor ou o ancião deverá dirigir estas perguntas ao(s) candidato(s), cuja resposta deverá ser por assentimento verbal ou pelo ato de erguer a mão: voto – 1) Crê em Deus, o Pai, em Seu Filho Jesus Cristo e no Espírito Santo?.10
Não há um adventista legítimo que se recuse a confessar isto em qualquer lugar ou circunstância. Esta frase inquisitiva e questionadora de intenções e valores é absolutamente compatível com o que está escrito em 1ª Coríntios 8:5-7 e que não saía de minha cabeça:
Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também. Entretanto, nem em todos há esse conhecimento (...)11.
Fui esculhambado por alguns e acusado de traição aos valores adventistas originais porque assim procedi. Houve quem tivesse dito que eu havia me vendido para a denominação. Teve quem tivesse dito que “Dr. Jean volta às boas com a denominação” – como se eu tivesse chutado valores antes defendidos e que havia renunciado sem a devida justificativa.

Reagi a estas indignas declarações expondo que minha carta anteriormente indicada explicava as coisas como de fato eram e ampliei esta explicação com a mensagem que está em:



  • Minha disposição em ser criticado com decoro: http://www.adventistas.ws/Quem_desejar_criticar_a_minha_mudan_a_poder__faz_[1].doc

Não sou o senhor da verdade, mesmo porque o Senhor é o Unigênito de Deus, mas uma declaração sobre a razão de minha fé foi apresentada de modo claro e formal àquela ocasião e, as questões de foro rigorosamente pessoais e íntimas não são para os ouvidos de fofoqueiros e mexeriqueiros de plantão. O assunto ali e aqui é doutrinário, não pessoal!

Até hoje estou disposto a responder perguntas que sejam objetivamente pertinentes ao tema em pauta no referido material. Disponho-me a entregar esclarecimentos que obtive sobre aqueles pontos que renunciei e retratei-me a quem desejar a qualquer época; este material eu já defini e pus em um CD que tenho aqui comigo e mando as cópias de graça para qualquer um que quiser, mas as questões de foro pessoal não representam a discussão aqui. O nosso tema não é o pecador Jean Alves Cabral Macedo, mas a esperança que não é só minha, mas de milhões de adventistas em todo Mundo e que no meu entendimento está sendo desrespeitada absurdamente.

Meu propósito sempre foi e tem sido em favor da verdade doutrinária, porque acredito que se nossa cartilha de dogmas elementares não está claramente definida, não há qualquer possibilidade de sabermos sequer o que temos crido. Se não sabemos o que cremos, não sabemos como atuar no cenário institucional e experienciar o evangelismo. Quando surge uma dificuldade teológica ou a acusação de que minha Igreja está em erro, o que devo fazer: devo examinar a questão e apresentar uma resposta!

Que resposta devo apresentar? Só há duas possibilidades: admitir o erro ou enfrentá-lo com a verdade!

O que me espantou e ainda espanta é que a Igreja Adventista não tem a coragem de enfrentar cara a cara os seus acusadores e mostrar como sua posição teológica está correta. Se o assunto fosse o sábado, estavam dando estudos bíblicos de casa em casa sobre a matéria, mas quando o assunto é o que vou relatar no próximo capítulo, então a estratégia é a excomunhão?

O adventismo possui certas questões que são polêmicas e que cada um deve analisar se deseja ou não aceitar. Eu li toda a série “O Conflito dos Séculos”, que está enunciada nos livros Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos, O Grande Conflito e História da Redenção; o que me empolgou foi a defesa do direito da liberdade de defender a verdade nem que seja ao preço de pagarmos com a própria vida!

Ora, que se tem notícia, em toda a Bíblia, não existe sequer um único versículo que obrigue a qualquer pessoa declarar que crê no Dom de Profecia de Ellen Gould White para ser devidamente batizado. Um pastor adventista que exige isto de uma pessoa na hora da profissão de fé nega descaradamente toda a Bíblia, e modifica o sentido do batismo como a própria Igreja ensina no ponto pertinente a esta questão no Manual da Igreja ou no Livro Nisto Cremos.

Se é assim, porque aceitei isto na hora de meu batismo?

Porque eu creio firmemente, apesar de todas as denúncias de adulterações nos escritos whiteanos que há no conjunto de sua obra uma revelação de Deus para a minha vida. Eu sei que até a Bíblia possui erros de copistas e de tradução propositais, mas sei também que o conjunto da obra bíblica tem o selo da revelação espiritual e transcendental de Deus, porque eu vi e vivi certezas tão somente minhas e inalienáveis desta realidade, que não são materialistas e nem mensuráveis pela régua humana. Falo de fé em Deus e de Hebreus 11:1,6 (comparar com 1ª Coríntios 10:29 e Romanos 14:12).

Com alegria aceito a realidade de que o Espírito de Profecia se manifestou também (1ª Coríntios 14:1) na experiência de Ellen White e o que houver de bênçãos nos testemunhos dela eu recebo com alegria, assim como recebo de Watchman Nee as bênçãos que Deus lá colocou! (1ª Tessalonicenses 5:19 e 2ª Coríntios 13:5-6). Uma exposição mais pormenorizada de minha crença pessoal neste ponto está publicada para quem desejar em:


  • Sobre a minha crença nos escritos da Sra. White. Publicado no mês de setembro de 2005: http://www.adventistas.ws/Dr.%20Jean.htm

Creio na Igreja Adventista original, dentro de uma contextualização histórica bem específica, mas creio nesta força religiosa “sem seus extremos e sem suas fanáticas afirmativas de que é a Igreja e não uma parte da Igreja.

Julgo minha posição avançada por esta razão. Mas ela é complexa demais para os que querem as coisas em termos de uma denominação perfeita e perfeccionista. O que não deve ser confundido com traição de pontos, que foram postos e definidos como a identidade da Igreja diante do Mundo todo historicamente!

No material “O Desafio da Igreja Adventista do Sétimo Dia” procuro demonstrar que a instituição é falha como qualquer outra e que possui uma empáfia injustificada diante da Bíblia, fica evidente que o que movia certas declarações que não devem constituir a profissão de nossa fé era a paixão que Elleb Gould White e outros pioneiros tinham em relação as verdades especiais para nosso tempo; e creio que devido a originalidade destas verdades doutrinárias, as declarações extremistas devem ser entendidas como manifestações apaixonadas carregadas de zelo e devoção – o que não invalida o fato de que elas eram fanatizantes para quem não tem amadurecimento com as coisas da Bíblia.

A denominação adventista do sétimo dia é de fato uma Igreja muito complicada e cheia de contradições. Eu seria um completo e definitivo imbecil para não admitir isto à luz do dia e das muitas provas que se multiplicam pela Internet e em vasta literatura que tem sido composta nos últimos anos. Porem, o ideal desta denominação, de ser um Movimento que se propõe firmemente pela “guarda mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus”, é uma proposta valiosíssima e que merece o respeito de todos os que buscam uma razão existencial para suas vidas!

Isto tudo, porém, reafirmam minha crença de que o adventismo histórico foi o início de um Movimento bom nas intenções, embora deturpado pela administração que a tem dirigido. E que em certas ocasiões, que enumero em “O Desafio da Igreja Adventista do sétimo Dia”, precisava de revisão. E deve haver outras situações nesta situação, entretanto, quando o assunto são os pilares da fé adventista original, defendida por mais de cinco décadas pelos pioneiros, o negócio fica inegociável, sob a pena de termos que fundar uma outra Igreja, aliás, em 1980, com a adulteração da doutrina adventista sobre a Divindade, foi gerada uma nova denominação.

Hoje sei que eu estou na denominação errada!

A instituição que se denomina Igreja Adventista do Sétimo Dia com sede e foro no endereço que apontei no início deste capítulo, nada tem que ver com a Igreja que Ellen G. White e os pioneiros defenderam e criaram.

Hoje isto está absolutamente claro para a minha mente!

O foco adventista tem sido a quantidade de suas produções e não a qualidade de seu espírito e é este seu maior desafio. É exatamente isto que creio ter apontado em “O Desafio da Igreja Adventista do Sétimo Dia”!

Minhas poucas palavras insistem em gerar a discussão de questões complicadas que estão ali, mas fazemos de conta que não são nossas! Romper com a hipocrisia e discutir de peito aberto, pronto para admitir: sim minha Igreja errou em muitos pontos e pede perdão a quem de direito! Mas, se não errou deixar isto claro!

Hoje encaro Ellen G. White assim: você pode ser até uma profetisa, mas se está errada neste e naquele ponto tem que ser contestada e deve admitir que errou e retratar-se!

Isto é coisa de servo de Deus!

É o que se ordena na Carta a Laodicéia em Apocalipse, mas os que defendem uma santa e católica denominação adventista se recusam a ver – já ouvi de alguns pastores com miolos moles ou atarefados demais para uma discussão bem delineada: “não caeito críticas contra a Igreja” – ora, se a marca registrada do adventismo durante mais de cem anos foi criticar Roma Papal, quem pensam tais pastores que são? Os intocáveis?

Agora me vejo diante de um novo desafio!

Se, a interpretação adventista de Apocalipse 14:6-13 é correta, então a Humanidade toda está em uma situação constrangedora, basta lermos o texto bíblico.

Então em 1980 a denominação oficializa a alteração estrutural e conceitual desta mensagem original, encerrando completamente as condições da Igreja Adventista do Sétimo Dia original.

Eu insisto neste meu trabalho: a Igreja Adventista do Sétimo Dia original não existe mais, ela acabou quando o então Presidente Mundial decretou que os adventistas crêem na Trindade!

Insisto: está claro que esta denominação que hoje existe não é esta Igreja original e ela se perdeu de tal forma que, manter o nome em seus livros e participar de seus projetos, tornou-se um problema de consciência profundamente difícil para todos os homens e mulheres que buscam servir ao Senhor com coerência!

Demonstrarei isto no próximo capítulo, quando provarei sem sombra de dúvidas que a Doutrina original foi adulterada e o trabalho dos pioneiros foi abandonado.

Quando eu decidi retornar ao adventismo diante de diversas testemunhas, buscava uma revitalização ainda que parcial desta comunidade original, que se faz pelas atitudes que cada um de nós toma. Dá até para encarar uma inspiração circunstancial numa mulher que era completamente e totalmente pecadora como Moisés e João Batista, como eu e você; mas, a negação do Deus Altíssimo não dá para aceitar depois da prova que exponho agora!

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