A doutrina Espírita Vista por Amílcar Del Chiaro Filho



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A Doutrina Espírita


Vista por Amílcar Del Chiaro Filho

Apontamentos Palpitantes

sob a Perspectiva Espírita

Irmãos W. e Irmão R.

Brasil (2011)


Da esquerda para a direita: Éder Fávaro, Amílcar Del Chiaro Filho e um entrevistado na Rede Boa Nova de Rádio, programa Diálogos Espíritas.

Data da publicação: 04 de abril de 2011


CAPA: Irmãos W.

COMPILAÇÃO: Irmãos W. e Irmão R.

REVISÃO: Irmãos W.

PUBLICAÇÃO: www.autoresespiritasclassicos.com

São Paulo/Capital

Brasil



Poesia em homenagem Amílcar Del Chiaro
Anjo da Paz

                            

Socorrendo almas,

Amparando,

Colaborando incansavelmente.

Jamais deixando transparecer,

O que padece ou se padece.

 

Almas em aflição buscam lenitivo em seu ombro Amigo,



Seu coração abre portas e janelas,

Agasalhando o sofredor.

Põe a alma neste socorro fraterno,

Encorajando,

anjo da paz

Chave que as portas aos necessitados.

 

Exemplo de trabalho,



Dedicação.

Parabéns pela vida profícua,

Amílcar Del Chiaro Filho

Guilhermina Helfstein

Espírita, Poetisa, Artista Plástica

(2005)




Amílcar Del Chiaro Filho
(1935 - 2006)

Biografia de Amílcar Del Chiaro


Hoje, dia 16 de abril de 2011, Amílcar Del Chiaro completaria 74 anos de idade.

 De um olhar doce e um sorriso amigo: assim era nosso querido Amílcar Del Chiaro Filho. E foi assim que o víamos, sempre que adentrava os estúdios da Rádio Boa Nova para gravar os seus programas. Foi em 1977 que estreou na Rádio Boa Nova com o programa Sol nas Almas, da USE Guarulhos, que está até hoje no ar. Produziu e apresentou juntamente com Roberto Rios o programa: Gente Como a Gente, e fez parte das equipes de Diálogos Espíritas - Ação 2000 e Conversa Amiga com você. Escreveu Radionovelas e produziu os textos dos programas Quem Pergunta Quer Saber e Campanha Boa Nova Pela Paz.

 Amílcar, com muita dedicação foi expositor espírita bastante requisitado e articulista de vários jornais e revistas espíritas. Amílcar teve, também, grande destaque como intelectual.

 Publicou 09 obras que alcançaram grande repercussão e valiosa contribuição à cultura. Seus livros são considerados preciosos para o conhecimento espírita. Amigo e sempre muito presente, era também solicitado para ocupar as tribunas dos Centros Espíritas, bem como de solenidades e confraternizações diversas, o que sempre fez com elevado sentimento de zeloso prestador de serviços da causa doutrinária. Um exemplo, um modelo como estudioso do espiritismo. Contava em roda de amigos que leu e releu nada menos de 07 vezes a Revista Espírita de Allan Kardec, composta de 12 volumes encadernados, tendo cada volume aproximadamente 300 páginas.

Livros publicados: Tirando Dúvidas I, Tirando Dúvidas II, Tirando Dúvidas III, Escrito nas Estrelas, A maior jornada de todos os tempos, A minha paz vos dou, Alma Vigilante, A Barca do Destino, Cantai comigo a luz da eterna Aurora, Chão de Estrelas, Lições da Sabedoria Universal, Quando o amor fala mais alto.

Amílcar conheceu o Espiritismo em 1954 freqüentando o Centro Espírita Nova Era, sediado no Belenzinho – São Paulo. Em 1958 passou a freqüentar a Sociedade Espírita Discípulos do Evangelho, no antigo Sanatório Padre Bento, em Guarulhos. Participou da formação e fundação do Centro Espírita Estudo e Meditação e Centro Espírita Jesus é o caminho também em Guarulhos. Posteriormente fundou, com alguns companheiros, o Grupo de Estudos e Pesquisas Espíritas Herculano Pires, também em Guarulhos, onde militou até seu desencarne. Em 1976 participou da instalação da União Municipal Espírita de Guarulhos, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo e foi presidente em várias gestões. Hoje se denomina USE Intermunicipal de Guarulhos.

 Amílcar nasceu em 16 de abril de 1935, em Catalão - GO, mas foi registrado em Jardinópolis - SP. Filho de Amílcar Del Chiaro e Maria Pimentel Barbosa Del Chiaro, foi o mais novo de seis irmãos. Casou-se com Leonil Maria Bucheroni em 1958 e adotaram dois meninos: Carlos, em 1959 e Marcos Allan, em 1965, sendo que este desencarnou em 1996 e sua esposa, em 1999. Amílcar conheceu o Espiritismo em 1954 freqüentando o Centro Espírita Nova Era, sediado no Belenzinho – São Paulo. Em 1958 passou a freqüentar a Sociedade Espírita Discípulos do Evangelho, no antigo Sanatório Padre Bento, em Guarulhos.

 Sempre falava da sua vocação pelo estudo da doutrina espírita.

Amílcar Del Chiaro Filho desencarnou na manhã de 30 de Novembro de 2006.

Sumário

Poesia em homenagem Amílcar Del Chiaro / 04

Biografia de Amílcar Del Chiaro / 05
1ª Parte
Para que somos imortais / 13

A Criança e o Mundo / 16

A Era do Espírito / 18

Amizade e Preconceito / 20

As Enchentes e A Lei de Causa e Efeito / 22

A Síntese de Três Eras / 24

Contradições Sobre Maria / 26

Enganos de Um Principiante Espírita / 28

Esperanças Que Se Renovam / 30

Espiritismo e Sociedade / 32

Laços de Família / 34

O Plantador de Arroz / 36

O Que É Lícito Pedir Ao Espiritismo / 37

O Que O Espiritismo Oferece / 39

Pães e Peixinhos / 40

Preservadores da Vida / 42

Reflexões sobre o Espiritismo / 44
2ª Parte
A Antevisão de Kardec / 47

A Criança é o futuro / 49

A herança dos nossos filhos / 51

A Linha Reta da Evolução / 53

A Mensagem Que Veio da Galiléia / 55

Abrindo a Porta da Prisão / 57

Adolescência / 59

Caminho de Estrelas / 61

Casamentos e separações / 63

Colonizadores do Espírito / 65

Começar Pelo Começo / 67

Desafio / 69

Destino / 71

Dia do Trabalho / 74

Elegia a um homem simples e bom / 76

Etapas Evolutivas / 78

Eva simbólica / 80

Felicidade e Infelicidade / 82

Homenagem Às Mães / 86

Medir com Amor / 88

Novo Século / 90

O Amor Tudo Pode / 92

O bem vencerá / 94

O Crepúsculo e a Aurora / 96

O Fim de um Ciclo Evolutivo / 99

O Hábito de Rotular Pessoas / 101

O Passe / 103

O que o Espiritismo oferece? / 106

O que o Espiritismo pode nos dar / 107

Partilhe o Amor! / 109

Pela Paz / 111

Pequenos Cristos Crucificados / 113

Poetiza a Vida e Ilumina a Morte / 115

Possuir e não ser Possuído / 117

Profano - Místico - Cósmico / 119

Renúncia Por Amor Ao Próximo / 121

Somos Verdadeiramente Cristãos? / 123

Ser Médium / 125

Sonhar é Preciso / 127

Uma Nova Ordem Social / 129

Unidos pelo Amor / 131
3ª Parte
A areia e o açúcar / 133

A força do amor / 135

As Coisas Que São de Cima / 137

Como Desenvolver Mediunidade / 139

Comunicação: Via de Duas Mãos / 142

Crer ou compreender? / 144

Criança Especial / 146

Desafio Kardequiano / 148

Dia dos Namorados / 150

Divisão das Riquezas / 152

Elegia Para Os Pais Que Engravidaram / 154

Função Social do Espiritismo / 157

Leis Morais / 159

Liberdade - Igualdade e Fraternidade / 161

Mulheres e Mães / 163

Mundo Violento / 165

O Crivo da Razão / 167

O Mistério das Mães / 169

O Tesouro de Bresa / 171

Para Não se Decepcionar / 174

Resultados do Censo / 176

Um Novo Ciclo / 178

Vida é Amor: Amor é Vida / 181

Voar Nas Asas do Vento / 184


4ª Parte
Adoração / 186

Amor à Vida / 188

Caminheiro / 190

Canção de Paz / 191

Confie Em Deus, na Vida, no Amor / 193

Dor e Evolução / 195

Homenagem a Herculano Pires - I / 198

Livro Luz - I / 199

O Livro dos Espíritos - II / 201

O Livro dos Espíritos - III / 204

O Livro dos Espíritos e a História - IV / 207

Sacrifício / 210

Sorria Para A Vida / 212
5ª Parte
A Bomba D'água / 214

Amelie Boudet - Uma Grande Mulher / 216

Auto de Fé de Barcelona / 218

A Violência da Miséria / 220

Confiança Em Deus / 222

Espiritismo - Ciência e Religião / 224

Homenagem A Herculano Pires / 226

Jesus Para o Espiritismo / 228

O Deus do Pão Velho / 230

O Reino de Deus e a Sua Justiça / 232

Poderia Ser Diferente / 234

Um Manto de Estrelas / 236


6ª Parte
À Nossa Imagem e Semelhança / 238

Jovens e Adultos no Movimento Espírita / 240

Luz das estrelas / 242

O Bem e o Mal / 244

O Fermento e Nós / 246

Qualidade de vida / 248

Questões da mediunidade / 250

Rótulos / 252

Salvação ou Iluminação? / 254

Uma Lei de Amor / 256

Uma passagem entre dois mundos / 258


1ª PARTE


Para que somos imortais
Amílcar Del Chiaro Filho
Já nos perguntaram: o que o Espiritismo fez de bom para a humanidade? A nossa resposta foi simples. Perguntamos, por nossa vez, se a pessoa disporia de tempo para ouvir o relato que tínhamos a fazer. Ela disse que não, por isso queria um resumo do que pretendíamos dizer. Começamos falando das consolações extraordinárias aos sofredores, aos quem perdem um ente querido, para depois falar da imortalidade.

Dissemos, então: o Espiritismo veio trazer a imortalidade ao homem. Nosso amigo protestou dizendo que todas as religiões pregam a imortalidade, ao que respondemos: a Doutrina Espírita não prega, ela prova que somos imortais, e mais ainda, para que somos imortais, porque isso faz toda a diferença.

Ser imortal para sofrer os tormentos do inferno ou os gozar no paraíso, às vezes, separados dos que amamos, é irracional. O Espiritismo demonstra a imortalidade racional, dinâmica. Somos imortais para crescer, evoluir, alcançar a perfeição, e isto será conseguido através das reencarnações.

Nosso amigo argumentou: ora, a reencarnação não é para pagar as dívidas, os pecados?

Não! Embora seja também para isso, a sua finalidade primeira é o aperfeiçoamento do ser. Deus criou-nos simples e ignorantes, mas propensos a aprender o bem e o mal. Através da extraordinária jornada "palingenésica", ou seja, das reencarnações, partimos deste ponto e miramos o alvo que é a perfeição. Nada prova melhor a imortalidade do que duas coisas, as comunicações dos espíritos dos homens que viveram na Terra, e a reencarnação.

O Espiritismo foi o primeiro a penetrar nesse mundo coberto pelo pano negro do luto, e vedado pelos mistérios das religiões oficiais. Por meio da mediunidade, que é um instrumento tão importante quanto o telescópio é para a astronomia e o microscópio para a medicina, os pesquisadores, a começar por Allan Kardec, adentraram esse mundo invisível, conversaram com os seus habitantes e construíram uma ponte por onde podemos passar para lá, e os espíritos podem vir até nós e comunicarem-se por meios físicos ou inteligentes.

É grande a quantidade de espíritos desconhecidos que não podem provar quem foram, quando viveram na Terra e o que fizeram. Contudo é inumerável a quantidade dos que provaram as suas existências como seres encarnados, com detalhes íntimos irrecusáveis.

Quanto à reencarnação, ela é provada cientificamente, com as investigações de cientistas renomados, como De Rochas, no final do século XIX, Banerjí, Ian Stevenson , Puarick e aqui no Brasi, Hernani Guimarães Andrade. Confirmam eles que a reencarnação está em plena harmonia com as leis da natureza.

Filosoficamente o Espiritismo é que tem as respostas para as perguntas: quem somos? Por que e para que estamos na Terra? De onde viemos? Para onde vamos? Como harmonizar liberdade com responsabilidade?

Moralmente, ou religiosamente, só a reencarnação explica a dor, a infelicidade, o sofrimento, as injustiças, as desigualdades e os males que afligem a humanidade. Por tanto é o Espiritismo que pode impulsionar a reforma moral dos indivíduos, e a transformação social da humanidade.

Nosso amigo disse, basta, porque se não, começarei a me perguntar: por que não sou espírita?


A Criança e o Mundo
Amílcar Del Chiaro Filho
Vivemos num mundo globalizado onde o egoísmo alcança níveis insuportáveis. Para muitos, a luta pela sobrevivência consome todas as suas forças, pois perderam emprego e esperanças. Mas, a nossa esperança de construir um mundo melhor não acaba, mas precisa estar bem alicerçada, para que o edifício da fraternidade seja sólido e firme.

O alicerce deste edifício deverá ser a educação. Porém não apenas a instrução, mas também a educação moral, e de uma moral praticada, vivida, valorizada.

A maioria das pessoas acreditam que as nossas esperanças de construir esse mundo novo está na criança. Todos concordam que a criança é o futuro. Mas não haverá futuro se não cuidarmos delas agora. Não é possível adiar por mais tempo as medidas necessária de apoio e amparo à criança.

Como podemos esperar que os futuros cidadãos sejam bons e fraternos se descuramos do seu presente? Não podemos permitir que muitas delas continuem sendo aviltadas, exploradas em trabalhos duros, que as impedem de freqüentar a escola, ou prostituídas, seduzidas por traficantes de drogas, usadas em assaltos.

A esperança da paz está na criança. Mas como ela será pacífica se é induzida à violência pela televisão, histórias em quadrinhos e pelos brinquedos em forma de armas, ou mesmo por conviver com a violência no lar ou nas ruas? Qual é a paz das crianças que tem que sobreviver nas guerras das ruas, e das guerras verdadeiras, em tantos países do mundo, onde elas são as maiores vítimas, juntamente com os idosos ?

O mundo precisa saber que existem crianças e adolescentes lutando em revoluções e guerrilhas em várias partes do planeta. Permitir isto é confiá-las ao mal, é roubar-lhes as esperanças. Se já é triste ver adultos se estraçalhando em guerras, mais triste ainda é ver essas crianças portando armas realmente assassinas.

Toda criança é um apelo mudo ao universo adulto. Elas nascem com uma mensagem de Deus que precisamos decodificar.

Embora tenhamos esboçado esse quadro contristador, temos, não esperanças, mas a certeza, de que este mundo novo será uma realidade, e tão mais rapidamente quanto mais esforços fizermos para construí-lo.

Em nome das crianças do mundo suplicamos amor. Não apenas afagos e carícias, brinquedos e viagens, mas também a luz do entendimento, a educação, bons exemplos, palavras amigas, bondade. Não façamos delas estatuetas para exibir aos parentes e amigos. Toda criança é bela, pois não existem crianças feias.

A criança chega ao mundo completamente dependente. Se a mãe não colocar o peito em sua boquinha ela perece de fome. Mas ela vem em nome de Deus para aprender com os adultos, especialmente os pais e avós, a humildade, o devotamento, o amor ao trabalho, o perdão e a fé.

Como espíritas e reencarnacionistas, sabemos que a forma infantil guarda um espírito adulto, que já tem armazenado um grande patrimônio de coisas boa e ruins. Muita coisa fica registrado no íntimo do espíritos e se manifesta como tendências e vocações. Observar essas tendências e estimular as boas e corrigir as ruins é um dos maiores deveres dos pais e educadores.

Os pais tem, do zero aos sete anos, um campo fértil para semear o amor, o respeito, a bondade, estimular a criatividade e dar noções de cidadania. Dos 7 aos 14 essa facilidade vai diminuindo, e dizem muitos que após os 14 anos somente a dor tem forças para modificar o caráter.




A Era do Espírito
Amílcar Del Chiaro Filho
Indubitavelmente vivemos a Era do Espírito. Os que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, percebem claramente o espírito se derramando sobre toda a carne, como previu a própria Bíblia. O Espiritismo, embora não se dizendo o único caminho, e nem a única verdade, percebe mais claramente essa verdade, e antecipa de mais de um século o movimento Nova Era.

O Espiritismo tem uma força, um vigor extraordinário, e se lhe cerceiam a liberdade em algum lugar, ele contorna o obstáculo e aparece mais à frente. Ouçam o que escreveu Allan Kardec sobre a força do Espiritismo na Revista Espírita de novembro de 1861:

“A força do Espiritismo tem duas causas preponderantes. A primeira é a que torna felizes os que o conhecem, o compreendem e o praticam. Ora, como há muita gente infeliz, ele recruta um exército inumerável entre os que sofrem. Querem lhe tirar esse elemento de propagação? Que tornem os homens de tal modo felizes, moral e materialmente, que estes nada mais tenham a desejar, nem neste, nem no outro mundo. A Segunda é que ele não repousa na cabeça de nenhum homem que possa ser derrubado; não tem um foco único que possa ser extinto; seu foco está em toda parte, porque em toda parte há médiuns que podem comunicar-se com os espíritos; não há família que não os possua em seu seio e que realizam essas palavras do Cristo: vossos filhos e vossa filhas profetizarão e terão visões”.

Este pronunciamento feito em 1861 ainda é muito válido e nos mostra o caráter consolador e iluminador do Espiritismo. A felicidade é o objeto de procura constante da humanidade. O Espiritismo dá essa felicidade, mas não porque oferece bens e vitórias materiais, curas milagrosas, fenômenos chocantes que ensombram a razão, mas sim porque revela ao homem a sua origem e seu destino. Ele não oferece riquezas, títulos, posses, mas conduz o homem para dentro de si mesmo.

Conhecendo o porquê da vida e a sua destinação, ele não torna o homem conformista, porém, tira-lhe a ansiedade e faz com que se desapegue das coisas materiais, para evoluir e conquistar as coisas transcendentais.

O espírita deixou de ser profano e místico para ser cósmico. Embora valendo-se das coisas do mundo, não se prende a elas, e fica livre para o seu vôo transcendental rumo às estrelas.

Embora a Doutrina seja dos espíritos, como afirmou Allan Kardec, ela é também humana, pois o próprio Kardec foi um dos seus elaboradores, e homens de bom senso, como Leon Denis, Delane, Geley, Bozzano, Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim, Herculano Pires e muitos outros vem contribuindo para as formulações doutrinárias. Como disse o próprio Kardec, seu foco está por toda parte, porque, por toda parte existem médiuns e espíritos.

Estamos encerrando o ano de 2002 e temos grandes esperanças que o mundo entre pelos caminhos da paz, da justiça social, da solidariedade. O homem terá que perceber que precisa parar de destruir o meio-ambiente e canalizar as fortunas gastas em armamentos, para solucionar os graves problemas que afetam as nações pobres.

Guardemos a certeza que em 2003 estaremos em plena construção de uma nova era de paz e realizações.


Amizade e Preconceito
Amílcar Del Chiaro Filho
Quantas coisas ruins poderiam ser evitadas se as pessoas não fossem preconceituosas. Como o mundo seria muito melhor se os adultos em geral, e os pais em particular, não colocassem idéias preconceituosas nas cabecinhas de seus filhos. Sobre isto, vamos contar a vocês uma lenda africana:

Um sapinho vinha pulando por um caminho quando encontrou um bicho comprido atravessado na estrada se esquentando ao sol. O sapinho perguntou: - Quem é você? - Eu sou uma cobrinha. E você? - Eu sou um sapinho. Vamos brincar juntos? convidou o sapinho. Vamos sim! E brincaram o dia todo.

O Sapinho ensinou a cobra pular e a cobra ensinou o sapinho rastejar, subir em arvore e deslizar pelo tronco. No fim do dia combinaram de se encontrar novamente no dia seguinte para brincar.

Mas ao chegar em casa o sapinho começou mostrar para a sua mãe o que aprendera com a sua amiguinha. A mãe ficou muita brava e disse que as cobras eram maldosas, criaturas venenosas, e ele estava proibido de brincar com elas.

A cobra chegou pulando em sua casa, e como a mãe cobra estranhasse o seu procedimento, ela disse que aprendera com o seu amiguinho sapo. A mãe cobra ficou muita brava e disse que cobras não pulavam, que ela estava proibida de ter amizade com um sapinho, mas que se ele chegasse perto dela, que ela desse o bote; e bom apetite.

No outro dia os dois se encontraram e só disseram: ÔI - ÔI. A cobrinha ficou com vontade de comer o sapinho, e pensou consigo: se ele chegar perto vou dar o bote e devorá-lo. Mas ela se lembrou de como foram gostosas as brincadeiras do dia anterior. Ficaram se olhando e suspirando de vontade de brincar, mas foram-se embora, cada um para o seu lado, e nunca se esqueceram daquele dia de brincadeiras, o único dia realmente feliz que eles tiveram em toda a sua vida.

Será que o nosso procedimento não tem sido igual a da cobra mãe e da mãe sapo? Será que não estamos contribuindo para tornar o nosso mundo um lugar ruim de se viver? Façamos um autoexame e se percebermos a nossa distonia com o Evangelho e com a moral espírita, façamos esforços para mudar, porque temos a obrigação de ajudar a construir um mundo melhor.


As Enchentes e A Lei de Causa e Efeito
Amílcar Del Chiaro Filho
Com o verão, ficamos sujeitos às fortes chuvas, e os dramas das enchentes, dos desabrigados, das mortes, se repetem quase como num vídeo-tape, variando apenas a intensidade das chuvas e os estragos por elas provocados.

Angra dos Reis, Teresópolis, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e inevitavelmente São Paulo ocuparam o noticiário, e comoveram as pessoas ao verem tantas vidas ceifadas, e entre elas várias crianças. Assistimos com forte emoção a entrevista de um garotinho que perdeu vários irmãos e disse à reportagem que não sabia que doía tanto perder um irmão. Ele ainda não sabe que não se perde pessoas. Elas viajaram mais cedo. Mas como dizer isso a ele?

Quase sempre surge a inevitável pergunta: por que Deus permite esse tipo de tragédias, que atinge muito mais os pobres do que os ricos? Ora, os pobres já estão às voltas com tantas dores e problemas, e todos os anos vêem suas moradias invadidas pelas águas, seus poucos móveis destruídos e, muitas vezes as águas e os deslizamentos de terra destroem as suas casas. que as vezes não é mais do que um barraco.


Catálogo: Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Amilcar%20Del%20Chiaro
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Humberto Mariotti Dialéctica y Metapsíquica (1929)
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Herculano Pires Pedagogia Espírita █ Conteúdo resumido
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Sociedade Espírita Fraternidade
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Herculano pires
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Alphonse Bouvier
Amilcar%20Del%20Chiaro -> Mílcar Del Chiaro Filho
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Sheila Ostrander Lynn Schroeder Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> O grande Vinícius
Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos -> Artigos Espíritas


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