A economia monetária internacional índice capítulo 8 – o mercado cambial 4



Baixar 304.31 Kb.
Página1/5
Encontro06.08.2016
Tamanho304.31 Kb.
  1   2   3   4   5
PARTE III

A ECONOMIA MONETÁRIA INTERNACIONAL

ÍNDICE

Capítulo 8 – O mercado cambial 4

8.1. O mercado cambial e as taxas de câmbio 5

8.1.1. Definição e funções do mercado cambial 5

8.1.2. A taxa de câmbio 6

8.1.2.1. Cotação ao incerto e cotação ao certo 6

8.1.2.2. Taxa de câmbio à vista e taxa de câmbio a prazo 7

8.1.2.3. Taxa de câmbio nominal, real e efectiva 8

8.1.2.4. Taxa de câmbio bid e taxa de câmbio ask 9

8.1.3. Regimes cambiais e determinação da taxa de câmbio à vista 10

8.1.3.1. Regime de câmbios flexíveis 10

8.1.3.2. Regime de câmbios fixos 11

8.1.3.3. Outros regimes cambiais 11

8.1.4. Arbitragem das taxas de câmbio, risco cambial e especulação 12

8.1.4.1. A arbitragem em dois pontos (ou espacial) e a unicidade

das taxas de câmbio 12

8.1.4.2. A arbitragem em três pontos (ou triangular) e a consistência

das taxas de câmbio 13

8.1.4.3. Risco cambial 14

8.1.4.4. A cobertura comercial 15

8.1.4.5. A arbitragem das taxas de juro com cobertura do risco

de câmbio: a condição de paridade dos juros coberta 17

8.1.4.6. Especulação 19

8.2. Teorias explicativas do valor da taxa de câmbio 21

8.2.1. Paridade dos poderes de compra e lei do preço único 21

8.2.2. Versão absoluta e versão relativa da paridade dos poderes de compra 22

8.2.2.1. Versão absoluta 22

8.2.2.2. Versão relativa 22

8.2.3. Versão generalizada da paridade dos poderes de compra 23



Anexos do Capítulo 8 25

Anexo 8.1: Taxas de câmbio de referência diárias 26

Anexo 8.2: Evolução de algumas taxas de câmbio bilaterais 27

Anexo 8.3: Taxas de câmbio nominais, reais e efectivas 29

Anexo 8.4: Taxas de câmbio bid e ask 30

Capítulo 9 – A Balança de Pagamentos 31

9.1. Caracterização da Balança de Pagamentos 32

9.1.1. Definições e convenções acerca da Balança de Pagamentos 32

9.1.2. Princípio do registo contabilístico 33

9.1.3. Componentes da Balança de Pagamentos e identidades fundamentais 34

9.1.3.1. Balança de Transacções Correntes 34

9.1.3.2. Balança de Capitais 34

9.1.3.3. Balança Básica 35

9.1.3.4. Balança de Operações Não Monetárias 35

9.1.3.5. Balança de Operações Monetárias 35

9.1.4. Excepções ao critério de residência 36

9.1.5. O financiamento do défice da BTC 37

9.1.6. Os aspectos monetários da Balança de Pagamentos 38

9.2. A abordagem monetária da Balança de Pagamentos 39

9.2.1. O conceito de desequilíbrio da Balança de Pagamentos 39

9.2.2. O modelo monetário 40

9.2.2.1. Hipóteses e equações do modelo 40

9.2.2.2. A equação monetária para a determinação da taxa de câmbio 43

9.2.3. Efeitos de uma desvalorização 44

9.2.4. Críticas à abordagem monetária 45



Anexos do Capítulo 9 47

Anexo 9.1: Dados sobre a Balança de Pagamentos Portuguesa 48
Capítulo 10 – A integração monetária 49

10.1. As teorias sobre as zonas monetárias óptimas 50

10.2. Os custos e os benefícios da integração monetária 52

10.2.1. Os custos da integração monetária 52

10.2.2. Os benefícios da integração monetária 54

10.2.3. A relação entre os custos/benefícios da moeda única e o grau de

abertura dos países 55

Exercícios sobre o Capítulo 10 57
Bibliografia e sítios utilizados/recomendados 58
CAPÍTULO 8

O mercado cambial
Existe uma diferença entre as transacções económicas efectuadas entre cidadãos residentes num determinado país e aquelas que envolvem agentes económicos estrangeiros. Ao contrário das primeiras, as últimas requerem, geralmente, a troca de moeda estrangeira por moeda nacional (ou vice-versa) no mercado cambial.

Neste capítulo iremos caracterizar o funcionamento do mercado cambial. Analisaremos a forma de determinação das taxas de câmbio, os diferentes regimes cambiais, a explicação do comportamento de alguns agentes económicos que recorrem ao mercado de câmbios, os processos de arbitragem das taxas de câmbio e das taxas de juro, de cobertura do risco cambial e de especulação. Na última parte deste capítulo, iremos fazer uma breve referência às teorias de determinação da taxa de câmbio, nomeadamente às três versões da teoria da paridade dos poderes de compra.


8.1. O mercado cambial e as taxas de câmbio

8.1.1. Definição e funções do mercado cambial

O mercado cambial traduz o “local” onde se troca uma moeda (ou divisa) de um determinado país, por outra. A sua existência encontra-se necessariamente ligada à existência de transacções internacionais, na medida em que para que se realize uma transacção internacional poderá haver a necessidade da conversão de uma moeda noutra. Dados dois países, N e J, respectivamente com moedas n e j, a oferta da primeira divisa (n) pode ser garantida por importadores de N, turistas de N em J, imigrantes em N, etc.; e a procura de n por importadores de J, turistas de J em N, imigrantes em J, etc..

O mercado cambial não pode ser, portanto, considerado como sendo um espaço singular, uma vez que funciona em vários locais (ou praças) permanentemente. Inclusivamente, poderemos acrescentar que o mercado cambial é caracterizado por diversos espaços imateriais, constituídos por redes telefónicas, de computadores, telegráficas e de telex, onde os agentes económicos realizam as suas operações de compra e venda de moeda a preços livremente estabelecidos pela concorrência entre os agentes1.

Além disso, o mercado cambial trata-se de um mercado em contínuo, funcionando 24 sobre 24 horas por dia. De facto, se analisarmos o mapa-mundo, em qualquer momento do dia existe sempre pelo menos uma praça a nível mundial que se encontra em funcionamento2.

Em suma, o mercado cambial tem como função a troca de moedas e traduz o resultado da actividade dos agentes económicos que compram e vendem divisas ao pretenderem satisfazer as suas necessidades expressas em moeda externa. Para o efeito, confrontam a oferta e a procura de cada uma das moedas e durante a respectiva transacção especificam igualmente as condições inerentes, incluindo os preços ou as cotações e as datas de entrega ou realização das operações estabelecidas.

8.1.2. A taxa de câmbio

A taxa de câmbio é uma relação de troca entre duas moedas, ou seja, traduz o preço de uma moeda expresso noutra. Se:



t: momento de tempo;

n: moeda do país N;

j: a moeda do país J;

então Sn,j (t) designará a taxa de câmbio que relaciona as duas divisas referidas.



8.1.2.1. Cotação ao incerto e cotação ao certo

Podem-se utilizar duas formas diferentes para cotar a moeda nacional. A moeda nacional tem uma cotação ao incerto se a taxa de câmbio nos indica directamente o número de unidades de moeda nacional necessário para se obter uma unidade de moeda estrangeira. Sempre que a taxa de câmbio nos indica directamente o número de unidades de moeda estrangeira necessário para obter uma unidade da moeda nacional, diz-se que a moeda nacional apresenta uma cotação ao certo.

Generalizando e utilizando a notação atrás definida pode dizer-se que3:


  • Quando se utiliza Sn,j (t), a moeda n está cotada ao incerto e a moeda j está cotada ao certo;

  • Quando se utiliza Sj,n (t), a moeda j está cotada ao incerto e a moeda n está cotada ao certo.

De acordo com estas definições podemos concluir que:



Exemplo 1:

Admita-se que, num determinado dia: 1 euro = 1,2621 dólares americanos, isto é, 1 EUR = 1,2621 USD4. Considerando o euro como moeda nacional (n) e o dólar americano como moeda estrangeira (j), temos:

Cotação ao certo para o euro (e ao incerto para o dólar): SUSD,EUR (t) = 1,2621 (USD). Este valor significa que, naquele dia, um euro valia 1,2621 dólares americanos (note-se que, de acordo com esta forma de cotação, a moeda que se encontra a variar é o dólar – o euro apresenta sempre um valor de uma unidade monetária).

Logo, a cotação ao incerto para o euro (e ao certo para o dólar):

. Este valor significa, por sua vez, que um dólar americano valia naquele dia 0,7923 euros (note-se que, de acordo com esta forma de cotação, a moeda que se encontra a variar é agora o euro – o dólar americano apresenta sempre um valor de uma unidade monetária).

Confirmando, temos: .

8.1.2.2. Taxa de câmbio à vista e taxa de câmbio a prazo

A taxa de câmbio atrás descrita, Sn,j (t), é designada por taxa de câmbio à vista para o momento t, porque se regista e se aplica às transacções efectuadas no momento referido. É também possível definir uma taxa de câmbio no momento t para operações a realizar no momento t+h. Esta taxa de câmbio denomina-se de taxa de câmbio a prazo para o momento t+h e é designada por Fn,j (t+h).




Exemplo 2:

Se FUSD,EUR (t) = 1,2621 (USD) isso significa que, no momento presente (t), o acordo de qualquer transacção que envolva as moedas USD e EUR a realizar no momento t+h utilizará a seguinte relação de troca: 1 EUR = 1,2621 USD.

8.1.2.3. Taxa de câmbio nominal, real e efectiva

As taxas de câmbio à vista podem ainda ser nominais ou reais. Relativamente às taxas de câmbio nominais, não se consideram os níveis de preços dos países cujas moedas estão relacionadas pela taxa de câmbio (é o que acontece com Sn,j (t)). Nas taxas de câmbio reais5 já se tem em conta essa informação acerca dos preços praticados em ambos os países.



ou

sendo P* o índice de preços do país J e P o índice de preços do país N.

Analisando as fórmulas anteriores podemos retirar as seguintes conclusões:



  1. Quando o Sn,j (t) sobe, a moeda n deprecia-se, logo aprecia-se a moeda j;

  2. Se aumenta, a moeda n regista uma depreciação real e a moeda j uma apreciação real, traduzindo um ganho de competitividade para o país N;

  3. Quando Sj,n (t) aumenta, a moeda n aprecia-se e a moeda j deprecia-se;

  4. Se sobe, a moeda n regista uma apreciação real e a moeda j uma depreciação real, traduzindo um ganho de competitividade para o país J.

Pode falar-se, ainda, na taxa de câmbio efectiva (para o país N) e defini-la como uma média geométrica das taxas de câmbio nominais para o mercado de câmbios à vista, onde as ponderações reflectem o peso do comércio com o país J (J = 1, …, T) em relação ao comércio total do país N com os T países considerados6. Se designarmos esta taxa por EN, então7

em que .
8.1.2.4. Taxa de câmbio bid e taxa de câmbio ask

Finalmente, ainda sobre as taxas de câmbio, convém fazer uma breve referência às taxas bid e ask. De facto, se estivermos situados perante duas moedas, verificamos que o conceito de taxa de câmbio pode dar origem a alguma confusão, quando queremos falar de compra e de venda. Com efeito, se tivermos euros e quisermos comprar dólares americanos, dizemos que estamos a comprar dólares mas, se estivermos do lado do banco, se estamos a comprar dólares (a vender euros) o banco, por seu lado, está a vender dólares (que nos fornece) e a comprar euros (que nós lhe vendemos). Se tivermos dólares e quisermos euros, fazemos exactamente o raciocínio oposto: compramos euros e vendemos dólares, enquanto que esta mesma operação, vista pelo banco, significa que este compra dólares e vende euros.

Basta olharmos para um quadro de cotações de moedas de um banco para verificarmos que temos duas cotações para a mesma moeda – a de compra e a de venda8. Trata-se da compra e venda do próprio banco, já que este agente económico (que representa o mercado) compra sempre pelo valor mais baixo e vende pelo valor mais alto, ou seja, um indivíduo vende sempre pelo valor mais baixo e compra pelo valor mais alto9. Em linguagem do mercado cambial, à taxa de compra de uma divisa, ou seja, à taxa a que o banco a compra dá-se o nome de taxa bid; à taxa de venda de uma divisa, isto é, à taxa a que o banco vende a divisa dá-se o nome de taxa ask10.

Exemplo 3:

USD/EUR = 1,27362 (Bid) 1,23598 (ask)11


Taxa de câmbio

Operador cambial

Cliente

USD/EUR = 1,27362

A esta taxa, o banco compra dólares americanos e vende euros. É a taxa de compra ou taxa bid da divisa dólar americano.


A esta taxa o cliente vende dólares americanos e compra euros. Como é evidente, as operações são simétricas.


USD/UER = 1,23598

A esta taxa o banco vende dólares americanos e compra euros. Esta é a taxa de venda da divisa dólar americano ou taxa ask

A esta taxa o cliente compra dólares americanos e vende euros.


8.1.3. Regimes cambiais e determinação da taxa de câmbio à vista

O modelo ou a teoria tradicional que apresentaremos nesta secção relaciona a procura e oferta de moeda com as exportações e importações de bens e serviços. Neste contexto, as variações de Sn,j (t) designam-se por apreciações ou depreciações se ocorrem num regime de câmbios flexíveis e por revalorizações ou desvalorizações se ocorrem num regime de câmbios fixos.

Se utilizarmos a cotação ao incerto para a moeda nacional (n), estamos perante uma apreciação (revalorização) de n se o seu preço aumentou relativamente a j, isto é, se Sn,j (t) diminui. Nas mesmas circunstâncias, uma depreciação (desvalorização) da moeda nacional reflecte um aumento do preço da moeda j em termos da moeda n, ou seja, uma subida de Sn,j (t).

8.1.3.1. Regime de câmbios flexíveis

Comecemos então pelo regime de câmbios flexíveis. Num regime de câmbios flexíveis, a taxa de câmbio de equilíbrio é determinada, no mercado cambial, pela lei da oferta e da procura, como o preço de um qualquer bem. Utilizando como referência a cotação ao certo de j em relação a n, o equilíbrio para as transacções que ocorrem no mercado cambial entre estas moedas pode ser representado pelo ponto E do gráfico seguinte:



G
Sn,j (t)
ráfico 8.1: O regime de câmbios flexíveis e a taxa de câmbio


Apreciação da moeda n



js

jd < js

ns < nd


Sn,j (t1)

E


Sen,j (t)

Depreciação da moeda n



jd > js

ns > nd

Sn,j (t0)

jd


Qej



Qj

0

Como se observa, sempre que a taxa de câmbio se encontra acima do seu valor de equilíbrio, o mercado regista excesso de oferta de moeda j (js). Para valores da taxa de câmbio inferiores ao nível de equilíbrio existe excesso de procura da divisa j (jd). Em ambos os casos, por que se admite ser a taxa de câmbio perfeitamente flexível, o mercado converge para o ponto E.



8.1.3.2. Regime de câmbios fixos

Quando o regime é de câmbios fixos, o nível da taxa de câmbio é decidido pelo banco central que intervém no mercado cambial, comprando ou vendendo a moeda estrangeira de forma a manter fixa uma determinada cotação.



G
Sn,j (t)
ráfico 8.2: O regime de câmbios fixos e a taxa de câmbio


Aumento das reservas cambiais do país N (compra de j)



js










Diminuição das reservas cambiais do país N (venda de j)

jd


Qej



Qj

0

No gráfico anterior considera-se, alternativamente, três valores distintos para a taxa de câmbio neste regime:



  • Quando o nível é fixado em , existe excesso de procura de n (excesso de oferta de j). Para que o banco central de N mantenha esta cotação terá de vender a sua moeda e comprar a divisa j, registando um aumento das suas reservas;

  • Quando o nível é fixado em , existe excesso de oferta de n (excesso de procura de j). Para que o banco central de N mantenha esta cotação terá de comprar a sua moeda e vender a divisa j, registando uma diminuição das suas reservas;

  • Quando o nível é fixado em , o mercado está em equilíbrio e o banco central de N não necessita de efectuar qualquer intervenção para manter fixa a cotação da sua moeda.

8.1.3.3. Outros regimes cambiais

Atendendo ao grau de intervenção do banco central no mercado cambial, podem ainda identificar-se outros regimes cambiais, dos quais se podem destacar:



  • Regime de câmbios ajustáveis, implícito nos acordos de Bretton Woods que fixava a taxa de câmbio e um intervalo para a sua variação, podendo a mesma ser ajustada em caso de desequilíbrio fundamental da balança de pagamentos;

  • Regime de câmbios deslizantes ou crawling peg caracterizado por uma alteração permanente e gradual da cotação de uma moeda em relação a outra ou a um cabaz de divisas;

  • Regime de flutuação gerida onde as taxas de câmbio são, basicamente, determinadas pelo mercado mas as autoridades monetárias intervêm no mercado para “amortecer” as flutuações de curto prazo não alterando o equilíbrio de longo prazo.

8.1.4. Arbitragem das taxas de câmbio, risco cambial e especulação

A arbitragem das taxas de câmbio consiste na compra e venda simultânea de moeda de forma a obter um ganho. Os agentes económicos estabelecem processos de arbitragem das taxas de câmbio sempre que:



  • A mesma taxa de câmbio apresenta valores diferentes em duas praças financeiras e/ou

  • As taxas de câmbio são inconsistentes, o que acontece quando a taxa de câmbio directa difere da taxa de câmbio indirecta.

Em cada uma destas situações os processos de arbitragem que se estabelecem envolvem a intervenção em diferentes praças financeiras. No primeiro caso, os arbitragistas recorrem a duas praças (ou pontos); no segundo caso, em três praças (ou pontos). Comecemos pela primeira situação.

8.1.4.1. A arbitragem em dois pontos (ou espacial) e a unicidade das taxas de câmbio

Exemplo 4:

Admita-se que:

SUSD,EUR = 1,2621 (USD), em Lisboa;

SUSD,EUR = 1,2521 (USD), em Nova Iorque.

Neste caso, qualquer arbitragista que compre euros em Nova Iorque e os venda em Lisboa obtém um ganho de 0,01 dólares por cada euro transaccionado. Consequentemente, deverá registar-se:

  • Um aumento da procura de euros (oferta de dólares americanos) em Nova Iorque, apreciando o euro relativamente ao dólar americano nesta praça;

  • Um aumento da oferta de euros (procura de dólares americanos) em Lisboa, depreciando o euro relativamente ao dólar americano nesta praça.

É importante notar que os procedimentos atrás descritos só cessarão quando a taxa de câmbio bilateral do euro relativamente ao dólar americano for igual nas duas praças, podendo concluir-se que a actividade destes agentes conduz a este resultado.

Generalizando, podemos dizer que os processos de arbitragem espacial garantem que:



representando , a taxa de câmbio à vista para o momento t na praça i.



8.1.4.2. A arbitragem em três pontos (ou triangular) e a consistência das taxas de câmbio

Além da arbitragem em dois pontos (ou arbitragem espacial) atrás referida, pode também suceder a arbitragem em três pontos (ou arbitragem triangular). De facto, apesar de se verificar a unicidade das taxas de câmbio em todas as praças financeiras, a taxa de câmbio directa pode ter um valor diferente da taxa de câmbio indirecta, como acontece no exemplo que se segue.


  1   2   3   4   5


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal