A educação ambiental como ferramenta de mobilização social no processo de implementação do Corredor de Biodiversidade Miranda – Serra da Bodoquena (Mato Grosso do Sul, Brasil) Elionete de Castro Garzoni a, Angela Pellin b



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A educação ambiental como ferramenta de mobilização social no processo de implementação do Corredor de Biodiversidade Miranda – Serra da Bodoquena (Mato Grosso do Sul, Brasil)
Elionete de Castro Garzoni a, Angela Pellin b*
a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Aquidauana, Rua Oscar Trindade de Barros, 740, Aquidauana, MS, Brasil. elionete.garzoni@yahoo.com.br

b Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. Av. Trabalhador Sãocarlense, 400 – CEP 13566-590 – São Carlos – SP. apellin@sc.usp.br.

* Autor para correspondência: +55-16-33738262. apellin@sc.usp.br
Palavras Chave: conservação ambiental, metodologias participativas, oficina de futuro, participação comunitária.
Título Abreviado: Mobilização social no Corredor de Biodiversidade
ABSTRACT

The environmental education proposes to stimulating a consciousness raising, southing an ethical practice and the change of our attitudes towards environment. It can contribute on the implementation of a biodiversity corridor, because a corridor only will be effective if the inhabitants of the region accept and participate in its establishment. This article reports the activities of the environmental education in Project “Biodiversity Corridor Miranda - Serra da Bodoquena/MS”, which occurred in five municipalities. Several workshops were held and totalled 84 hours of activities with the participation of the 166 people. Among the results, is the collective construction of a Action Plan in Environmental Education - APEE to each municipality, which was made through participatory methodologies. The active involvement of local folk, stimulated by play activities, allowed the respect to opinions of the local community about the experiences, priorities, availabilities and difficulties pertinent to each local reality, and also gave veracity to APEE. Thus, the environmental education can be an option further to support the implementation of this Corridor, serving as strategy of the mobilization and empowerment of social subjects.


RESUMO

A Educação Ambiental propõe o estímulo a uma consciência crítica, visando um resgate da postura ética e modificações de nossas atitudes em relação ao meio. Configura-se como um processo transformador que pode contribuir na implementação de um Corredor de Biodiversidade, já que o mesmo só se efetiva à medida que os moradores da região tomam parte no processo. Este artigo relata as ações de Educação Ambiental do Projeto Corredor de Biodiversidade Miranda – Serra da Bodoquena/MS, as quais ocorreram em cinco municípios. Foram realizadas diversas oficinas, totalizando 84 horas de atividades e com a participação de 166 pessoas. Entre os resultados está a construção coletiva de um Plano de Ação em Educação Ambiental – PAEA para cada município, a partir da utilização da metodologia da Oficina de Futuro – Agenda 21 do Pedaço e demais práticas participativas de dinâmicas de grupo. O envolvimento ativo dos agentes, estimulado por atividades lúdicas, viabilizou o respeito às leituras da comunidade local sobre as experiências, prioridades, disponibilidades e dificuldades pertinentes a cada realidade municipal, bem como conferiu veracidade ao PAEA. Desta forma, a educação ambiental mostra-se como mais uma ferramenta na implementação deste Corredor, funcionando como estratégia de mobilização e estímulo ao empoderamento dos sujeitos locais.




INTRODUÇÃO

Em virtude da utilização intensa dos recursos naturais pelos seres humanos desde muito tempo, o ambiente natural vem sofrendo sérias alterações, como a perda de hábitat e o isolamento dos remanescentes de florestas, quer pelas atividades agrícolas, pelas industriais ou pela construção de cidades (Pellin, 2006a).

A criação de áreas naturais protegidas é uma das principais estratégias de conservação da biodiversidade in situ. Há, entretanto, alternativas que integram conservação e planejamento regional, destacando-se os Corredores de Biodiversidade. Desta forma, os Corredores de Biodiversidade são definidos como grandes unidades de planejamento, compostas por áreas de alta biodiversidade em um mosaico de diferentes paisagens e usos da terra (Rocha et al., 2006). Dentro dos corredores as atividades devem ser desenvolvidas de forma harmônica, visando manter ou restaurar a ligação entre porções de florestas e garantir a sobrevivência do maior número de espécies e o equilíbrio dos ecossistemas (Pellin, 2006a).

Por se tratarem de grandes unidades de planejamento a consolidação dos Corredores depende do envolvimento de toda sociedade civil em seus processos, já que a disponibilidade ou não de recursos no futuro dependerá da postura cidadã dos dias de hoje, o que se dá mediante as atitudes ambientalistas. Estas atitudes têm início na luta das comunidades por preservar o bem-estar de sua localidade e, conforme Orellana (1985), a cultura de um povo, suas aspirações e desejos e seu modo de vida, ou seja, a noção de espaço e ambiente adquirida através das gerações, ditarão como ele se relaciona com o meio.

Dessa forma, se a prática do ambientalismo pressupõe uma relação de pertencimento, de identidade com o local, podemos entender que as pessoas não se furtariam em tomar parte nos processos decisórios que ali ocorrem. Martins (2002) entende a participação comunitária como um desafio para que o desenvolvimento local aconteça, por estarmos distantes “da cidadania, da identificação sociocultural e territorial e do sentido de vizinhança”. Entretanto somente o exercício da participação poderá contrapor esta situação e transformá-la.

Conforme afirma Bordenave (1994), a participação faz crescer a consciência crítica dos cidadãos, fortalecendo seu poder em sociedade e viabilizando a solução de problemas que não seriam possíveis individualmente. Além disso, para o autor a participação seria o caminho mais adequado no enfrentamento dos complexos desafios dos países em desenvolvimento, bem como configura uma preparação para o exercício de cidadania na sociedade global.

A Educação Ambiental (EA), cujas bases conceituais agregam diferentes dimensões (social, política, econômica, cultural e histórica), reforça as relações de interdependência entre o homem e o meio ambiente numa visão holística, e resgata as atitudes cidadãs, visando co-responsabilidade e pró-atividade na construção de um mundo com melhor qualidade de vida para todos os seres vivos.

Para Pardo Díaz (2002) a concepção de EA evolui à medida que evolui seu conceito, todavia, tomaremos neste trabalho o conceito formulado durante a Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental de Tbilisi, em 1977, por entender que abarca os principais pontos que a EA busca tratar, quais sejam: ‘dimensão do discurso e da prática’ educativa, prevenção e resolução de problemas ambientais, ‘enfoque interdisciplinar’, e ‘participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade’ (Pardo Díaz, 2002, p. 58).

Por partilhar dessa visão, a Fundação Neotrópica do Brasil, instituição parceira da Conservação Internacional do Brasil no processo de implementação do Corredor de Biodiversidade Miranda-Serra da Bodoquena (CBMSB), optou pela realização de oficinas de educação ambiental, com vistas à mobilização e capacitação dos sujeitos locais, além da integração entre os educadores ambientais de cada município, o esclarecimento de conceitos pertinentes ao tema e a construção coletiva de planos municipais de educação ambiental.

O referido CBMSB está localizado no sudoeste do Estado do Mato Grosso do Sul – Brasil, possui cerca de 4.300.000ha e abrange parte de sete municípios: Miranda, Jardim, Bodoquena, Bonito, Nioaque, Porto Murtinho e Corumbá (Figura 1).




Figura 1. Mapa localizando o CBMSB na América do Sul, Brasil e Estado de Mato Grosso do Sul, apresentando seus limites e os municípios que o compõe.
Ocupa uma posição estratégica no continente sul-americano por estar em uma área de contato entre os biomas Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e o Chaco úmido, o que lhe confere uma grande biodiversidade. Além disso, protege a Serra da Bodoquena, uma importante zona de recarga de aqüífero e divisor de águas que abastece as principais bacias hidrográficas da região. Na área do Corredor residem cerca de 99.000 pessoas, sendo que o município de Miranda é o de maior ocupação (23,18%) e o de Bodoquena o de menor ocupação (8,43%) (Pellin, 2006b).

Considerando o exposto, o presente trabalho tem o objetivo de apresentar e discutir os resultados alcançados pelas oficinas de educação ambiental que configuraram uma primeira etapa do componente de mobilização e capacitação do Projeto CBMSB, assim como a importância dessa iniciativa no seu processo de implementação.


METODOLOGIA

Para realização de tais oficinas, inicialmente foram feitos contatos com as Secretarias Municipais das pastas de Educação e Meio Ambiente que apoiaram o projeto tanto mobilizando educadores ambientais, como providenciando espaço físico para a realização de oficinas de educação ambiental nos municípios. As oficinas não ocorreram no município de Porto Murtinho por incompatibilidade de agenda com a Secretaria de Educação local; nem no município de Corumbá, onde as atividades são desenvolvidas por outra instituição.

A metodologia escolhida para o trabalho foi a Oficina de Futuro – Agenda 21 do Pedaço, criada pelo Instituto Ecoar para a Cidadania, considerada uma importante ferramenta de planejamento participativo, que visa, a partir da metodologia de pesquisa-ação, desenvolver um plano de ação de educação ambiental (CI Brasil, 2004).

Quatro momentos compõem a Oficina de Futuro: 1) Árvore dos Sonhos, onde os participantes respondem à questão “Como gostaríamos que este lugar fosse?” que são escritos em cartelas em forma de folhas e flores e colados numa grande árvore, onde serão agrupados por similaridade e entendidos como os objetivos de um projeto; 2) Muro das Lamentações, onde a questão a ser respondida é “o que nos incomoda no nosso pedaço?” e escritas em cartelas em forma de gotas, representando lágrimas, e pode ser entendida como a justificativa de um projeto, ou análise contextual; 3) História do Pedaço, onde os participantes são convidados a recuperar a memória do local, relatando as experiências já vivenciadas e as transformações delas provenientes; 4) Plano de Ação, que consiste na formulação de um plano, a partir dos resultados das discussões anteriores, considerando para cada objetivo, as ações, os responsáveis, o tempo de execução e os indicadores de avaliação (CI Brasil, 2004).

As oficinas foram estruturadas em três encontros, assim definidos: 1) Primeiro Encontro, dividido em: 1a) Oficina de Apresentação, onde aconteceu a apresentação do projeto, além do esclarecimento de conceitos pertinentes ao tema; e 1b) Oficina de Futuro – Parte I, onde foram trabalhados a ‘Árvore dos Sonhos’ e o ‘Muro das Lamentações’; 2) Segundo Encontro: Oficina do Futuro – Parte II, que tratou da ‘História do Pedaço’ e do ‘Plano de Ação’; 3) Terceiro Encontro: Oficina de Tema Livre, onde cada grupo escolheu o tema a ser trabalhado. Importante ressaltar que em todos os encontros foram aplicadas dinâmicas de grupo e atividades lúdicas para integração e estímulo à participação dos presentes.
RESULTADOS E DISCUSSÕES

Em cada um dos municípios de Nioaque, Jardim, Miranda e Bonito, foram ministradas 20 horas de oficina, e no município de Bodoquena foram ministradas 24 horas, perfazendo uma carga horária total 84 (oitenta e quatro) horas na soma dos municípios. Os participantes foram prioritariamente professores da rede pública de ensino, e 166 (cento e sessenta e seis) pessoas ao todo estiveram em pelo menos um dos quatro encontros realizados em cada município.

As Árvores do Sonho e os Muros das Lamentações renderam 47 (quarenta e sete) tópicos a serem trabalhados no CBMSB, divididos por municípios em seus Planos de Ação – PAEA, estruturados da forma que segue: em Bodoquena foram catorze objetivos e trinta e três ações; em Nioaque dez objetivos e vinte e nove ações; em Jardim sete objetivos e vinte e cinco ações; em Miranda sete objetivos e dezenove ações; e em Bonito nove objetivos e dezenove ações. Os objetivos escolhidos como prioritários em cada município, podem ser vistos na Tabela 1.

Os resultados do presente trabalho vêm ao encontro dos pressupostos do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, elaborado durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento em 1992, uma vez que foram consideradas as proposições ali existentes e que as ações de Educação Ambiental do Corredor de Biodiversidade Miranda – Serra da Bodoquena, aqui relatadas, se baseiam em tais orientações.

O referido Tratado tem como premissa fundamental “que as comunidades planejem e implementem suas próprias alternativas às políticas vigentes”, como forma de respeito à realidade e às necessidades locais, valorizando diferentes saberes e fazendo com que as comunidades exercitem a condução de seu próprio destino.

Além disso, dentre seus Princípios, a EA deve valorizar as diferentes formas de conhecimento, o que foi feito na construção participativa dos PAEAs; bem como promover “a cooperação e o diálogo entre indivíduos e instituições”; além de “integrar conhecimentos, aptidões, valores, atitudes e ações” e transformar “cada oportunidade em experiências educativas de sociedades sustentáveis”.


Tabela 1. Resumo das prioridades estabelecidas nos Planos de Ação em Educação Ambiental dos municípios do CBMSB










OBJETIVO PRINCIPAL

AÇÕES

RESPONSÁVEIS

PRAZO

MATERIAS E CUSTOS

INDICADORES

MUNICÍPIOS E O NÚMERO MÉDIO DE PARTICIPANTES

BODOQUENA

38

Promover a formação continuada dos sujeitos locais em educação ambiental.




Curso de capacitação na área de educação ambiental (p.ex. impacto ambiental, reciclagem)

Secretarias de educação e meio ambiente e organizações não governamentais

1 ano.

Material de escritório, retro-projetor, transporte, alimentação, apostilas e recursos financeiros.

Freqüência dos participantes, relatórios e convites enviados

NIOAQUE

20

Garantir o envolvimento pró-ativo do poder público local, inclusive com destinação de verbas para trabalhos e projetos ambientais.




Incentivar a criação do Conselho Municipal de defesa do Meio Ambiente

Educadores ambientais

6 meses

Material de escritório, espaço físico para realização de reuniões e palestras, cartazes e material de divulgação.

Atas das reuniões, registros fotográficos

Elaboração de projetos ambientais

Educadores ambientais, poder público, parceiros

6 meses

Material de escritório, computador, impressora

Número de projetos aprovados e início das atividades

MIRANDA

23

Incentivar e promover ações de sensibilização com vistas à uma mudança de postura em relação ao meio ambiente.




Promover palestras em escolas e associações de bairros

Educadores ambientais e órgãos ambientais

3 meses

Bibliografia, cartazes, retroprojetor, transparências, computador e vídeo

01 palestra em cada escola e 01 em cada bairro

Elaborar gincanas escolares entre as escolas

Educadores ambientais, alunos e funcionários

2 meses

Material de escritório, computador, impressora

Número de gincanas realizadas

(continua)











OBJETIVO PRINCIPAL

AÇÕES

RESPONSÁVEIS

PRAZO

MATERIAS E CUSTOS

INDICADORES

MUNICÍPIOS E O NÚMERO MÉDIO DE PARTICIPANTES

JARDIM

17

Definir o planejamento de ações que viabilizem recursos humanos e materiais para a E.A. tanto da administração pública, como da iniciativa privada e do terceiro setor.

Elaborar lista de prováveis parcerias

Comissão formada por 05 (cinco) Educadores ambientais

3 meses

Linha telefônica, material de escritório, computador, impressora, meio de transporte, combustível

Lista pronta

Efetuar contato e fazer convites para futuras parcerias

Comissão de E.A.

2 meses

Linha telefônica, material de escritório, computador, impressora, transporte, combustível

Registro dos contatos realizados

Agendar reunião com possíveis parceiros e comissão de EA

Comissão de E.A.e parceiros

1 mês

Espaço físico, lanche, papel, caneta, combustível e transporte

Número de parcerias estabelecidas

Elaboração do planejamento

Comissão de E.A., todos os sujeitos das oficinas, parceiros

3 meses

Linha telefônica, material de escritório, computador, impressora

Planejamento realizado

BONITO

14

Despertar a consciência da comunidade para as questões ambientais, buscando uma integração entre sociedade e natureza.




Divulgar informações sobre meio ambiente através dos meios de comunicação locais

Educadores ambientais, Prefeitura, IBAMA, ONGs, e demais parceiros

2 anos

Material escritório, computador, impressora

1.000 chamadas no rádio local

20 notas no jornal local



Elaborar e ministrar palestras e atividades práticas em Associações de Bairros, Escolas, Igrejas, etc

Educadores ambientais, Prefeitura, IBAMA, ONGs, e demais parceiros

2 anos

Material escritório, computador, impressora, projetor, microfone, som

8 palestras

8 atividades



Fonte: Garzoni, 2006.
A grande distância física entre os municípios do CBMSB não configurou entrave à proposta das oficinas, tampouco as inviabilizou, já que a convicção a respeito da necessidade de mobilização de tais sujeitos era algo extremamente claro à equipe, que percorreu vários quilômetros para alcançar suas metas.

O envolvimento de diferentes instâncias também foi necessário: a equipe da Fundação Neotrópica, organização do Terceiro Setor, que contribuiu tanto nos bastidores, como na linha de frente para a realização das oficinas; o Poder Público, que esteve sempre presente, em maior ou menor escala, e nos fez entender que estabelecer parcerias é fundamental para realização de trabalhos deste gênero; e especialmente os participantes, na vivência dos processos de Educação Ambiental (Figura 2), que participaram ativamente das atividades propostas e da construção dos PAEA dos municípios e demonstraram interesse na busca de alternativas para sua implementação.







Figura 2. Imagens das oficinas nos municípios, com a participação dos presentes nos trabalhos e nas vivências.

Fonte: Garzoni, 2006.

Assim como Miller et al. (2001) relatam na experiência sobre o Corredor Biológico Mesoamericano, temos que “no será posible realizar la visión que entraña a menos que la mayoría de la gente de la región entienda su propósito y se comprometa con sus metas y objetivos”, afinal isso é que determinará a exeqüibilidade da proposta, tornando os corredores factíveis. Dessa forma, trabalhar a participação comunitária é ponto primordial na consolidação de tais corredores.


CONCLUSÕES

A metodologia escolhida para o trabalho – Oficina de Futuro – Agenda 21 do Pedaço mostrou-se adequada aos objetivos propostos e favoreceu a participação durante o processo de elaboração dos planos de ação de educação ambiental.

Ao todo, foram ministradas 84 horas de oficinas, com a participação de 166 pessoas, que estiveram em pelo menos um dos quatro encontros realizados em cada município. A participação ativa desses sujeitos, estimulada pelas dinâmicas propostas nas oficinas, destacou aspectos da realidade local e valorizou seus conhecimentos com relação à identificação das necessidades locais e busca de soluções, o que conferiu mais veracidade ao PAEA.

A participação ativa dos envolvidos nas oficinas e os resultados obtidos através da construção dos planos de ação municipais indicam a potencialidade da educação ambiental como ferramenta de estímulo e participação social, e conseqüentemente, como instrumento de apoio para a implementação bem sucedida dos corredores de biodiversidade, pois a conservação e manutenção em longo prazo destas áreas dependem do envolvimento de todos os setores da sociedade.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bordenave JED. 1994. O que é participação? Brasiliense, São Paulo: 84 p

CI Brasil. 2004. Relatório da Oficina de Futuro – Plano de Ação para a Educação Ambiental dos Corredores do Cerrado e Pantanal. <http://www.conservation.org.br/arquivos/ OfFuturoPant2004.pdf>

Garzoni, EC. 2006. Mobilização e capacitação de atores com vistas à criação de núcleos de educação ambiental nos municípios do Corredor Miranda – Serra da Bodoquena. En: Pellin, A. (org). Projeto Corredor de Biodiversidade Miranda – Serra da Bodoquena. Fase II: Ações prioritárias do plano de conservação e implementação. Fundação Neotrópica do Brasil. Bonito. vol. III: 69-189

Martins SRO. 2002. Desenvolvimento Local: questões conceituais e metodológicas. Interações – Revista Internacional de Desenvolvimento Local, v. 3, n. 5, Set: 51-59.

Miller K, Chang E & Johnson N. 2001. Em busca de um enfoque común para el Corredor Biológico Mesoamericano. World Resources Institute.

Orellana MMP. 1985. Metodologia integrada no estudo do meio ambiente. Geografia, v. 10, n. 20: 125-148

Pardo Díaz A. 2002. Educação ambiental como projeto. Artmed, Porto Alegre: 168 p

Pellin A. 2006a. Corredores de Biodiversidade.

Pellin, A. 2006b. Corredor Miranda – Serra da Bodoquena. En: Pellin, A. (org). Projeto Corredor de Biodiversidade Miranda – Serra da Bodoquena. Fase II: Ações prioritárias do plano de conservação e implementação. Fundação Neotrópica do Brasil. Bonito. vol. III: 10-16

Rocha CFD, Bergallo HG, Sluys MV, Alves MAS & Jenkins C. 2006. Corredores ecológicos e conservação da biodiversidade: um estudo de caso na Mata Atlântica. En: Rocha et al. (org). Biologia da Conservação: essências. Rima. São Carlos: 317-342.

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. <http://www.ufpa.br/npadc/gpeea/DocsEA/TratadoEA.pdf>


AGRADECIMENTOS

Às organizações não governamentais Fundação Neotrópica do Brasil e Conservação Internacional do Brasil, bem como às pessoas que as compõem e constroem. E, em especial, aos “participantes” das oficinas, de todos os municípios envolvidos, que abdicaram de seu tempo junto às suas famílias e a seus afazeres, dedicando-o aos encontros, possibilitando não só a realização deste trabalho, mas principalmente uma efetiva transformação do mundo ao seu redor.







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