A educaçÃo do corpo e o método natural de georges hebert nas décadas de 30 e 40. 1



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A EDUCAÇÃO DO CORPO E O MÉTODO NATURAL DE GEORGES HEBERT NAS DÉCADAS DE 30 E 40.1

Edilson Laurentino dos Santos2



INTRODUÇÃO
A Educação Física no Brasil passou por profundas transformações, nas últimas três décadas do século XX, tanto no que diz respeito à produção teórica - quantitativa e qualitativa - quanto ao entendimento da mesma como área do conhecimento. De acordo com TAFFAREL (1993, p.212), “temos que considerar que o conhecimento é um dos modos de apropriação do mundo pelo homem, apropriação esta que somente se torna possível mediante a atividade humana”.

O movimento realizado por pesquisadores da Educação Física, no intuito de integrá-la em várias instâncias de produção do conhecimento, proporcionou o aprofundamento e a ampliação das pesquisas, contribuindo para que a sociedade em geral pudesse vislumbra uma Educação Física para além de sua origem médico-higienista e militar, onde seus fundamentos estavam atrelados apenas nas concepções de corpo e movimento. CASTELLANI FILHO (1994, p.15) nos diz que “ao aprendermos os significados da leitura da história da Educação Física no Brasil correlacionamo-los com as ‘tendências’ que a permeiam, na direção do estabelecimento de relação entre os papéis por ela representados ao longo de sua existência e sua configuração presentes”. Esse processo de mudança ocorreu a partir de uma análise crítica, buscando a superação de paradigmas, da concepção restrita da Educação Física, e aponta para um caminho que “considera também as dimensões cultural, social, política e afetiva, presentes no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas, que interagem e se movimentam como sujeitos sociais e cidadãos”. 3

Nesta perspectiva, a relação da Educação Física com outras áreas do conhecimento (fora do contexto da ciência da saúde), como por exemplo, a sociologia, a antropologia, a história, dentre outras, cada vez mais vêm contribuindo para que ela (a Educação Física) aprofunde e dinamize sua função social e pedagógica, levando em consideração o trato com o conhecimento e a formação de um pensamento teórico-crítico em seu âmbito. Neste grupo de pesquisa de Teoria e História da Educação, consideramos relevante desenvolver um estudo sobre a Teoria do Método Natural de Educação Física, elaborado por Georges Hébert (1875-1957), um oficial da marinha de guerra e educador francês, que na primeira metade do século XX sistematizou um conjunto de procedimentos para exercitar o corpo, o qual ficou conhecido como “Método Natural”.

E parafraseando a professora Carmen Lúcia Soares (2003) 4, quando a mesma se refere à Georges Hébert como sendo um “educador a frente de seu tempo, que constituiu um significativo conjunto de idéias sobre a educação do corpo que teve como princípio norteador, a indicação de um retorno racional do homem à natureza, que tocam, de maneira sutil, sensibilidades do presente”, afirmamos que esta pesquisa tem como propósito rememorar um autor e uma teoria pouco tratados pela historiografia da educação física brasileira. Por isso acreditamos que esta é uma proposta de relevância acadêmica e ressaltamos aqui a sua importância.

Para realizarmos tal intento, também nos utilizaremos da atividade física denominada Le Parkour (do francês “parcour”- em português: percurso), também conhecido como “L’art du Déplacement” (A arte do Deslocamento), desenvolvida na França, baseada no Método Natural. No início de sua constituição o Le Parkour foi desenvolvido como uma técnica de treinamento militar, primeiro para combate e logo em seguida para salvamento, e chamava-se “Le Parcours du Combattant” (o percurso do combatente). Com o tempo o Parkour passou a ser praticado como uma atividade física popular, em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil, e hoje é vivenciado mais como um estilo de vida, do que uma modalidade esportiva. Utilizar-nos-emos do Parkour como um eixo de interlocução com as idéias centrais do Método Natural, por ser esta, uma atividade analisada nos meios acadêmicos, como sendo “um Fenômeno Contemporâneo da Cultural Corporal”5. Com isso tentaremos identificar a influência do Método Natural na constituição/construção da Educação Física brasileira nas décadas de 30 e 40, e como poderemos demonstrar através de teorias pedagógicas6 como tratar de conteúdos como o Le Parkour para alterar tempos, espaços, conteúdos e métodos na escola, que se configura como sendo uma nova abordagem do Método Natural na contemporaneidade.
JUSTIFICATIVA
Consideramos de significativa relevância esta investigação pelo fato de buscarmos a gênese da Educação Física, e termos a possibilidade de analisar/interpretar as mudanças ocorridas, a partir de um determinado período histórico que corresponde à constituição da Educação Física no Brasil, período este que, pela historiografia da área, poderemos considerar de 1900, onde os primeiros discursos pedagógicos sobre Educação Física são vinculados a questões médico-higienistas, e as aulas não eram vistas como parte do trabalho da escola, até 1961, quando a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional torna obrigatória a Educação Física no primário (atual Ensino Fundamental I e II). Neste período também ocorreram influências de várias correntes de pensamento oriundas da Europa, como por exemplo, a ginástica sueca, francesa, alemã, dinamarquesa, a calistenia, dentre outras, que serviram de base para constituir e configurar a Educação Física como a conhecemos hoje.

E dentre estas correntes, em específico, o Método Natural, será nosso foco de investigação, mais precisamente nas décadas de 30 e 40 do século XX. A escolha do Método Natural como objeto de estudo, está atrelada ao meu envolvimento como praticante da atividade denominada “Le Parkour há pelo menos um ano e meio, na fase de construção do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, na graduação em Educação Física, e a partir da aproximação com a filosofia e a experimentação prática desta atividade, descobri indiretamente o Método Natural, que serviu de base conceitual utilizada para a criação do mesmo, desde a década de 50.

Na aproximação profissional com este estes conteúdos, formulei alguns questionamentos acerca do Método Natural: 1. Por que a literatura vigente não cita se houve, ou não, a contribuição do Método Natural como sendo uma das correntes constituidoras da Educação Física brasileira? 2. Por que outra teoria de mesma origem e época, a Ginástica Francesa, teve uma influência significativa nesta construção, mas o Método Natural, não? 3. Quais eram os referenciais sócio-político-culturais vigentes neste período histórico que contribuíram para este fato? 4. Poderemos considerar o surgimento do Fenômeno Contemporâneo da Cultura Corporal denominado “Le Parkour” como sendo uma nova abordagem do Método Natural na contemporaneidade?

Uma suposição atual é que o surgimento do “Le Parkour” de certa forma alavancou a discussão sobre o Método Natural, e a proximidade que tive com a prática desta atividade, possibilitou-me o acesso ao Método Natural, que para mim foi de grande surpresa, pois sendo acadêmico da Educação Física, até então, nunca ouvira falar nesta teoria, dentre as que eu havia estudado na graduação.

A chegada do “Le Parkour” ao Brasil, num primeiro momento, não suscitou nos meios acadêmicos quase nenhum interesse, até o momento em que a mídia, principalmente a televisada, começou a divulgá-lo, como “uma nova mania” entre os jovens brasileiros. A partir disso, a prática desta atividade torna-se conhecida nacionalmente, e em várias cidades brasileiras vão surgindo grupos organizados de praticantes.

Acreditamos que esta pesquisa nos possibilitará uma maior aproximação com a Teoria do Método Natural de Georges Hébert, tantos aos educadores da Educação Física quanto a outros educadores em geral, pelo fato de ampliar o referencial teórico da História da Educação e da Educação Física brasileira.


OBJETIVOS
Analisar as influências e contribuições teóricas do Método Natural de Educação Física idealizado pelo educador Georges Hébert na constituição da Educação Física brasileira, na primeira metade do século XX, nas décadas de 30 e 40:


  • - Investigar a base teórica do Método Natural de Educação Física;

  • - Identificar as influências conceituais e teóricas do Método Natural como teoria na constituição da Educação Física brasileira nas décadas de 30 e 40;

  • - Avaliar se a atividade denominada Le Parkour se caracteriza como uma nova abordagem do Método Natural na contemporaneidade da Educação Física brasileira.


METODOLOGIA
Utilizaremos a Teoria do Processo Civilizador de Norbert Elias(1897-1990)7, autor que aborda em suas obras as relação entre poder, comportamento, emoção e conhecimento na História. Tentaremos analisar/interpretar as mudanças ocorridas na configuração da Educação Física brasileira, a partir de um período histórico, que corresponde à constituição e o reconhecimento da mesma como área do conhecimento na história da educação no Brasil. Ao definirmos como objeto de estudo o Método Natural de Educação Física, pretendemos desenvolver o tema investigando a importância dessa teoria na constituição da Educação Física brasileira. Atrelado a isto, também investigaremos se a atividade “Le Parkour, que se apresenta numa condição de outsiders8, poderá ser identificada como sendo uma nova configuração do Método Natural nessa contemporaneidade histórica da Educação Física. Inicialmente buscaremos identificar as fontes documentais, que basicamente serão as principais obras do próprio George Hébert, e de autores que escreveram sobre seu método, em livros disponíveis no Brasil, revistas que ele dirigiu e artigos que publicou, fontes estas que estão disponíveis no Centro de Memória do Esporte – CEME - da Escola Superior de Educação Física – ESEF/UFRGS, coordenado pela professora doutora Silvana V. Gollner. Em seguida investigaremos como a Teoria do Método Natural de Educação Física se constituiu neste período histórico, e quais foram os teóricos utilizados por Georges Hébert para tal construção teórica. Este dado torna-se importante, pelo fato de podermos fazer uma co-relação temporal neste período histórico entre os dois países – França-Brasil, e situarmos quais as correntes filosóficas, políticas e ideológicas vigentes em cada um deles.

Em seguida, a pesquisa situa-se no Brasil, especificamente nas décadas de 30 e 40, onde os discursos metodológicos e pedagógicos utilizados para a elaboração da Educação Física brasileira, estão vinculados a questões médico-higienistas e militares. Este período corresponde, fundamentalmente, a uma etapa importante nesta constituição, pois é nesta época que são incorporadas as novas teorias da ginástica oriundas da Europa9. Além das análises documentais das abras do próprio Georges Hébert disponíveis no Brasil, buscaremos acessar as informações de grupos de pesquisa, como por exemplo o coletivo da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, coordenado pela professora Doutora Cármen Lúcia Soares, que vem estudando as obras de Georges Hébert desde 2004. Outras obras literárias de referência sobre a História da Educação Física no Brasil10 também servirão de base documental para nossa pesquisa. Num segundo momento, será feito um estudo sistemático do material catalogado para buscarmos responder as questões que aqui levantamos: o Método Natural de Educação Física contribuiu para a construção/constituição da Educação Física brasileira? Este método se constituía como uma nova abordagem de educação do corpo?




5. REVISÃO DE LITERATURA
Nas diferentes maneiras de olhar o passado, o historiador Marc Bloch nos ensina que, verdadeiramente, de forma consciente ou não, são as nossas experiências cotidianas que, em última análise, “vamos buscar, dando-lhes, onde forem necessários, os matizes de novas tintas, os elementos que nos servem para a reconstituição do passado” (Bloch, s.d., p. 43), um tempo que não retorna intocado, pelo contrário, retorna reconstruído pelo presente por dados e atos de conhecimentos possíveis.

Na tentativa de enxergarmos o passado, através dos estudos históricos, no intuito de possibilitar uma contribuição com a Educação Física brasileira, permitindo assim interpretações de seus processos e caminhos no decorrer do tempo, para compreendermos melhor o presente, e quem sabe o futuro, direcionamos nossos olhares, nosso foco de pesquisa, para a Teoria do Método Natural de Educação Física, desenvolvido na primeira metade do século XX na França. Neste mesmo período ocorria, sistematicamente, a constituição da Educação Física brasileira, onde a historiografia nos traz fatos como por exemplo, a Constituição Federal de 1937 que passa a considerar a Educação Física uma prática educativa obrigatória para o ginásio (atualmente corresponde ao Ensino Fundamental I e II), mas não ainda uma disciplina; As atividades esportivas passam a ser mais importantes que a ginástica no currículo escolar; Muitos militares eram os responsáveis por orientar aulas práticas em varias escolas brasileiras, ensinando ginástica.

Na pesquisa documental, faremos o levantamento das obras literárias referentes à historiografia deste período, e em especial, as obras do próprio Georges Hébert sobre a concepção do Método Natural. Disporemos também de duas referências específicas: Jean-Michel Delaplace (2000), por se um autor fundamental na compreensão global do pensamento de Hébert, e Gilbert Andrieu (1995), que faz uma análise sobre o tema da “beleza selvagem” na obra de Hébert. Em relação ao referencial da história da Educação Física brasileira, SOARES (1994, p.25) nos diz que “a Educação Física brasileira aparecerá colada aos ideais eugênicos de regeneração e embranquecimento da raça, no início do século XX, em congressos médicos, em propostas pedagógicas e em discursos parlamentares”. Estas teorias raciais, eugênicas, de manutenção das forças produtivas, dentre outras, surgem exatamente na Europa do final do século XIX, diretamente influenciam todas as áreas do conhecimento no Brasil, inclusive a Educação Física. Conforme ARIÈS (1989. p.17) “é assim que todo ato humano, aparentemente banal e singelo, vincula-se a uma rede de outras ações de indivíduos, grupos e classes, revelando que nada existe à margem de uma consciência, de uma oral pública”.

O professor Vitor A. de Melo (1997) afirma que é “preciso ocupar um lugar no âmbito dos estudos históricos, onde estes terão uma probabilidade maior de contribuir efetivamente com a Educação Física brasileira, permitindo interpretações de seus processos e caminhos no decorrer do tempo, lançando luz nas discussões contemporâneas, e diriam alguns, até mesmo, no perspectivar do futuro”.

Este estudo se propõe a contribuir com o Núcleo de Teoria e História da Educação no momento em que traz referências, fontes, para a compreensão da historiografia da Educação Física brasileira, ampliando a discussão da contribuição teórica e metodológica desta área do conhecimento para a Educação brasileira.
BIBLIOGRAFIA


  1. ARIÈS, Phillipe. O tempo da história. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.

  2. BOLCH, Marc. Introdução à História. [S.I] Europa América, s.d.

  3. CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. Campinas, SP. Papirus, 1994.

  4. ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1994.

__________. A busca da excitação. Lisboa: Difel , 1985, 421 p.


__________. Introdução à sociologia. Braga, Portugal: Pax, 1980.
__________. O processo civilizador: uma história dos costumes. V.1. 2ª. Ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994b.
__________. O processo civilizador: formação do estado e civilização. V. 2. 2ª. Ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994c.
_________. Os Estabelecidos e os Outsiders: Sociologia das Relações de Poder a partir de uma Pequena Comunidade. Rio de Janeiro : Jorge Zahar. 224pp


  1. GEBARA, Ademir. O tempo na construção do objeto de estudo da História do Esporte, Lazer e da Educação Física. Coletânea do II Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e Educação Física. Ponta Grossa, 1994.

  2. MELO, Victor Andrade de. Reflexões sobre a História da Educação Física no Brasil – uma abordagem historiográfica. Movimento, Porto Alegre, ano III, n.4, p.41-48, 1996c.

  3. SOARES, Carmen Lúcia. Educação Física: raízes européias e Brasil. Campinas, SP: Autores Associados, 1994.

  4. ___________________. Georges Hébert e o Método Natural: nova sensibilidade, nova educação do corpo. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v.25, n.1, p. 21-39, set. 2003.

  5. ­­­­­­­­­­­­ __________________. Memórias da Natureza: Georges Hébert e a educação do corpo. IV Encuentro Deporte y Ciências Sociales, Buenos Aires, nov. 2002.

  6. TAFFAREL, Celi Neulza Zülke [et al.]; MOREIRA, W.W. (organizador). Educação Física e Esportes: perspectivas para o século XXI.Campinas, SP: Papirus, 1993.

1 Esta produção é parte introdutória das reflexões que estão sendo iniciadas para a dissertação de Mestrado em Educação - Núcleo de Teoria e História – do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco/UFPE.

2 Licenciado em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE/Mestrando em Teoria e História da Educação pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE/Bolsista da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – FACEPE.


3 Parâmetros Curriculares Nacionais – Educação Física – p. 27

4 Artigo de autoria da Professora Dra. Carmen Lúcia Soares com o titulo “Georges Hébert e o Método Natural: nova sensibilidade,nova educação do corpo” - Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Campinas, v. 25, n. I, p. 21-39, set. 2003.

5 O primeiro registro monográfico sobre o Le Parkour no Brasil, desenvolvido pelo acadêmico Eder Manfrote Neto, com o título “Le Parkour: um Fenômeno Contemporâneo da Cultura Corporal", foi apresentado em 26 de novembro de 2007, na Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas – FEF/UNICAMP. O orientador da pesquisa foi o Prof. Dr. Jorge Sérgio Peres Gallardo. Pelas minhas pesquisas, esta foi a primeira vez que o tema Le Parkour foi discutido nos meios acadêmicos e referendado nas Ciências Sociais como um “Fenômeno Contemporânea e Cultural”.

6 Poderemos citar como bases de estudo utilizando-se da Teoria Histórico Social, a Teoria Crítica da Educação ou a Metodologia Crítico Superadora.

7 Sociólogo alemão sociólogo alemão nasceu em Breslau (22 de junho de 1897), criador de uma abordagem a que chamou ‘Sociologia Figuracional’, a qual examina o surgimento das configurações sociais como conseqüências inseperadas da interação social. Suas obras focaram a relação entre poder, comportamento, emoção e conhecimento na História. Devido a circunstâncias históricas, Elias permaneceu durante um longo período como um autor marginal, tendo sido redescoberto por uma nova geração de teóricos nos anos setenta, quando se tornou um dos mais influentes sociólogos de todos os tempos. A obra mais importante de Elias foram os dois volumes de O Processo Civilizatório (Über den Prozess der Zivilisation). Originalmente publicado em 1939, foi virtualmente ignorado até sua republicação em 1969, quando o primeiro volume foi traduzido ao inglês.

8 O termo “Outsiders” na Teoria Elisiana identifica àqueles que representam uma parcela da sociedade que sempre está a margem, tentando ser “Estabelecido”. Estes termos foram utilizador por Norbert Elias em sua obra intitulada “Os estabelecidos e outsiders: sociologia das relações de poder a partir de uma comunidade”, de 1965.

9 Ver por exemplo Carmem Lúcia Soares (2003) Educação Física: raízes européias no Brasil.

10 Uma das fontes teóricas mais acessadas sobre a História da Educação Física no Brasil são as obras do professor Inezil Penna Marinho, que basicamente subsidiou pesquisas de vários autores na abordagem histórica. O professor Inezil foi autor de uma vasta obra na área da Educação Física, e em 1943 publica “Contribuições para a História da Educação Física no Brasil”, dando início a uma série de publicações com a temática histórica. Para além da referência deste autor, outros mais contemporâneos serão acessados, como por exemplo os professores Lino Castellani Filho, Carmen Lúcia Soares, Mário Ribeiro Catarino Filho, Victor Andrade de Melo, dentre outros.




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