A exposição Burle Marx Dez Anos Depois



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Encontro26.07.2016
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A exposição Burle Marx – Dez Anos Depois,faz uma homenagem ao artista plástico e paisagista mundialmente consagrado, falecido em 1994, e que este ano estaria completando 95 anos. A genialidade do mestre, de múltiplas faces, compreende variada e extensa obra, dos projetos paisagísticos a sua vasta produção entre pinturas, desenhos e gravuras, realizadas ao longo de quase sete décadas que a sua criação abrange.

A exposição vai apresentar 44 trabalhos, entre pinturas, desenhos e gravuras, realizados nos anos 40, 60, 70 e 80.




Exposição Burle Marx – Dez Anos Depois

Local James Lisboa Escritório de Arte


Rua Artur de Azevedo, 613 tel. 5096.0745

Abertura 24 de junho, 5a. feira , às 19 hs

Período 25 de junho a 10 de agosto de 2004

Horário 2a a 6a. das 10 às 19hs - sáb. das 10 às 16hs.

Estacionamento gratuito

Nº. de obras 44

Técnicas gravuras, pinturas e desenhos

Dimensão 60 x 80 cm a 160 x 240 cm

Preços A partir de R$ 5.000,00

Informações James Lisboa Tel. 5096.0745



Ass. Imprensa MGM Comunicação


Márcia Marcondes

Tel. 3667.7167 / 3825.7165

e-mail: mgm.tom@uol.com.br

Burle Marx - Dez Anos Depois
Há dez anos, exatamente no dia 4 de junho, o mundo perdia a genialidade do artista plástico e paisagista internacionalmente consagrado Roberto Burle Marx. Para homenagear a data, o novo espaço das artes plásticas James Lisboa Escritório de Arte apresenta a exposição Burle Marx – Dez Anos Depois.
A mostra inaugura oficialmente o novo endereço, que também atende pelo site www.escritoriodearte.com, com um acervo de mais de 500 obras, assinadas por artistas na maioria modernistas. Além de Burle Marx, entre eles estão: Portinari, Di Cavalcanti, Teruz, Bonadei, Oscar Niemeye, Brecheret, Siron Franco.
Marchand de obras de arte há 30 anos, James Lisboa era amigo de Roberto Burle Marx desde 1984, quando passou a trabalhar com suas obras, promovendo inclusive sua primeira exposição com obras do renomado artista, em 1988, em São Paulo.

Desta vez, James Lisboa faz uma homenagem aos dez anos da morte do grande amigo.


Para a mostra, foram reunidas 44 obras do artista, sendo 24 desenhos e gravuras (em média, com 60 x 80 cm) que abrangem os anos 60, 70 e 80, além de 16 paneaux da década de 80 (painéis de grande tamanho, com 1,20 x 1,60 e 1,60 x 2,40), sendo que todas as obras retratam a linha abstrata adotada pelo artista a partir dos anos 50. Há, ainda, quatro pinturas à óleo raríssimas, produzidas nos final dos 30 e anos 40, que ainda pertencem à fase figurativa de Burle Marx.

O entrelaçamento da pintura com o paisagismo
A obra do botânico, do jardineiro, do paisagista se alimenta da obra do artista plástico, do desenhista, do pintor e vice-versa, num contínuo vai-vem” (frase do urbanista Lúcio Costa sobre Burle Marx).

Das formas sensuais encontradas por Burle Marx nas plantas tropicais, o artista plástico extraiu e adotou como seu traço marcante o desenho arredondado, as ondulações e sinuosidades dos volumes, presente na maioria das suas obras.


Nascido em São Paulo, em 1909, e falecido no Rio de Janeiro, em 1994, Burle Marx produziu sua extensa obra ao longo dos seus 66 anos de trabalho. Suas primeiras peças, figurativas, datam do final da década de 20. Somente nos anos 50, “Burle Marx começou a criar um certo abstracionismo em sua pintura, tomando esse rumo até o final da sua vida”, observa James Lisboa.
Filho de alemão, Burle Marx começou a pintar antes mesmo dos seus 20 anos de idade. Para aprofundar-se na sua arte, em 1928 ganhou uma viagem de estudos para Berlim, onde permaneceu por dois anos. Lá, visitou o Jardim Botânico de Dahlem, onde conheceu plantas brasileiras em exposição. Foi a partir daí que o artista passou a interessar-se também pelo paisagismo.
Em 1930, de volta ao Brasil, passou a colecionar plantas tropicais e, ao mesmo tempo, começou a freqüentar a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde teve professores como Portinari e o alemão Leo Putz. Em 1932, Burle Marx realiza seu primeiro jardim, para a Casa Modernista, no Rio de Janeiro, projetada por Lúcio Costa e Gregori Warchavschik. Logo depois, transfere-se para Recife, onde exerceu o cargo de Diretor de Parques e Jardins, projetando seus primeiros jardins ecológicos. Nos anos 40, o renomado artista plástico passou a projetar-se também como paisagista, alcançando o auge da sua carreira nos anos 60, quando participou da construção de Brasília.
Desenhista, pintor, cenógrafo, escultor, paisagista e músico, Burle Marx atuou nos mais variados campos da expressão plástica, arquitetônica e urbanística. Entre seus projetos vinculados à arquitetura e ao urbanismo, estão o Edifício do Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, em 1938; Pampulha, Belo Horizonte, 1941; Conjunto Residencial do Pedregulho, Rio de Janeiro, 1951; Cidade Universitária, Rio de Janeiro, 1953; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1954; Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, 1960; Eixo Monumental de Brasília, 1960; Palácio do Itamaraty, Brasília, 1965; Parque del Este, Caracas, 1956, e a sede da Unesco, em Paris.
Ao longo de sua carreira, o artista plástico esteve presente em inúmeras mostras e exposições individuais. Entre elas: Bienais de Veneza, 1950 e 1970, e São Paulo, 1953, 1957, 1959 e 1963; Salão Nacional de Belas Artes, 1945; Panorama de Arte Atual Brasileira, São Paulo, 1969; Arte em Liberdade, Holanda, 1945; e individuais, no Palace Hotel, Rio de Janeiro, 1941; Museu de Arte de São Paulo, 1952; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1956 e 1963; Museu de Arte de Belo Horizonte, 1972; Museu Nacional de Belas Artes, 1989; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1973; Espaço BNDES, Rio de Janeiro, 1985; e galerias Itapetininga, São Paulo, 1946; Bonino, 1967; Ignez Fiúza, Fortaleza, 1992; e Bolsa de Arte, Rio de Janeiro, 1994.
A exposição que será exibida no Escritório de Arte.Com James Lisboa apresenta 44 trabalhos editados entre os anos 40 e 80, com pinturas, desenhos e gravuras, que abrangem desde obras figurativas até as abstratas. Nelas, são retratadas paisagens, naturezas-mortas, figuras femininas ou masculinas, casarios e composições. Os trabalhos permanecerão expostos até o dia 10 de agosto.

Esta é a segunda mostra desde 1988 que o escritório de James Lisboa realiza com Roberto Burle Marx, um de seus grandes amigos.



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