A extinção do Triásico (alguns) tetrápodes terrestres



Baixar 10.85 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho10.85 Kb.
A Extinção do Triásico - (alguns) tetrápodes terrestres
Luís Azevedo Rodrigues (Paleontólogo) | Centro Ciência Viva de Lagos

lrodrigues@cienciaviva.pt

laz.rodrigues@gmail.com

O período Triásico (entre há 251 e 201 milhões de anos) constituiu uma fase da história da Terra plena de acontecimentos biológicos. Aparecimento e diversificação mas também declínio e extinção de muitos animais e plantas contribuíram para que esta fase do nosso planeta fosse uma fase chave da vida no nosso planeta.

Sendo um dos três períodos do Mesozóico, o Triásico assistiu à radiação adaptativa de um grupo de animais importante em termos de diversidade morfológica e de grupos mas também da duração da sua existência em variados ambientes terrestres – os dinossauros.

Menos famosos que este ícones da cultura popular, outros grupos de tetrápodes terrestres contribuíram para a riqueza faunística do Triásico, alguns deles a diversificarem-se neste intervalo temporal e a desaparecerem durante ou no seu final - Parasuchia, Rauisuchia, Aetosauria, Phytosauria ou Dicynodontia, entre outros mas com grupos a deixarem descendência até aos nossos dias – Lissamphibia (anfíbios modernos), Testudines (tartarugas), Squamata (lagartos e serpentes), mamaliformes (antepassados dos mamíferos e seus descendentes), crocodilomorfos (antepassados dos crocodilos e seus descendentes) e dinossauros (aves).

Estas personagens animais do passado constituirão a linha narrativa para a apresentação do fenómeno biológico de extrema importância que constituiu a extinção do final do Triásico. Para além da apresentação genérica das características que definem um tetrápode, será feita a introdução mais actualizada e descrição dos principais grupos de tetrápodes dominantes nos ambientes terrestres triásicos, bem como as suas relações internas e com outros grupos, para além de outros factores paleobiológicos que os definem, com particular atenção à anatomia, alimentação, modo de locomoção e distribuição paleogeográfica.

Particular atenção será dada ao aparecimento e diversificação dos dinossauros, importante fenómeno macroevolutivo em larga escala bem como à justificação deste fenómeno em termos paleobiológicos.

As principais jazidas mundiais de tetrápodes terrestres serão também apresentadas com algum detalhe no registo deste grupo na Península Ibérica e em particular no escasso património do Algarve.

Referências:
Benton, M.J. 2005. Vertebrate Palaeontology. Blackwell Publishing, Oxford. 3rd ed.

Benton, M.J., Forth, J. & Langer, M.C. 2014. Models for the Rise of the Dinosaurs. Current Biology 24, R87–R95. http://dx.doi.org/10.1016/j.cub.2013.11.063

Brusatte, S.L. 2012. Dinosaur paleobiology. Wiley-Blackwell. ISBN 978-0-470-65657-0.

Brusatte, S. L., Butler R. J., Mateus O., Steyer J. S., & Whiteside J. H. 2013.  Terrestrial vertebrates from the Late Triassic of Portugal: new records of temnospondyls and archosauriforms from a Pangaean rift sequence. 61st Symposium on Vertebrate Palaeontology and Comparative Anatomy. 15-16., Edinburgh

Brusatte, S. L., Nesbitt, S. J., Irmis, R. B., Butler, R. J., Benton, M. J. & Norell, M. A. 2010. The origin and early radiation of dinosaurs. Earth-Science Reviews 101, 68–100.

Ezcurra, M.D. 2010. Biogeography of Triassic tetrapods: evidence for provincialism and driven sympatric cladogenesis in the early evolution of modern tetrapod lineages. Proc Biol Sci. 277(1693):2547-52. doi: 10.1098/rspb.2010.0508 (PDF gratuito)

Ezcurra, M.D. 2010. A new early dinosaur (Saurischia: Sauropodomorpha) from the Late Triassic of Argentina: a reassessment of dinosaur origin and phylogeny. Journal of Systematic Palaeontology, 8, 371– 425.

Kasprak, A. H., Whiteside J. H., Lopes, F. M., Brusatte, S. L., Butler, R. J., Mateus, O. 2010. New paleoenvironmental and biotic records from the Triassic-Jurassic boundary interval of the Algarve Basin, Portugal. Eos Transactions, American Geophysical Union, Fall Meeting Supplement, Abstract #B51F-041.

Langer, M.C., Ezcurra, M.D., Bittencourt, J.S., & Novas, F.E. 2010. The origin and early evolution of dinosaurs Biological Reviews, 85, 55-110 DOI: 10.1111/j.1469-185X.2009.00094.x

Nesbitt, S. J., Brusatte, S.L., Desojo, J.B., Liparini, A., De França, M. A. G., Weinbaum, J. C. & Gower, D. J. 2013. Rauisuchia. In Nesbitt, S. J., Desojo, J. B. & Irmis, R. B. (eds) Anatomy, Phylogeny and Palaeobiology of Early Archosaurs and their Kin. Geological Society, London, Special Publications, 379.

Rodrigues, L.A. 2009. Sauropodomorpha (Dinosauria, Saurischia) appendicular skeleton disparity: theoretical morphology and Compositional Data Analysis. PhD Thesis, Biology Department, Universidad Autónoma de Madrid, Madrid – Spain, Supervised by Professor Angela Delgado Buscalioni and Co-supervised by Professor Jeffrey A. Wilson, University of Michigan, Ann Arbor. December 2009. ISBN 978-84-693-3839-1.

Stocker, M. R. & Butler, Richard J. 2013. Phytosauria. In Nesbitt, S. J., Desojo, J. B. & Irmis, R. B. (eds) Anatomy, Phylogeny and Palaeobiology of Early Archosaurs and their Kin. Geological Society, London, Special Publications, 379, http://dx.doi.org/10.1144/SP379.5



Sues, H.-D. & Fraser, N. C. 2010. Triassic life on land: the great transition. New York: Columbia University Press.

Witzmann, F. & Gassner, T. 2008. Metoposaurid and mastodonsaurid stereospondyls from the Triassic –Jurassic boundary of Portugal. Alcheringa 32, 37–51. ISSN 0311-5518.

Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal