A formulação da Doutrina da Trindade



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A Formulação da

Doutrina da Trindade


Pr. Lynnford Beachy

A

doutrina da trindade nem sempre foi uma parte do ensinamento cristão. De fato, esta doutrina não foi formalmente estabelecida até o século XIV. É muito interessante aprender sobre a história desta doutrina. Este livro foi elaborado para mostrar como a doutrina começou a ser discutida, os eventos que encaminharam para a reuniào da mesma, e a maneira em que foi finalmente aceita.

Muito da historia que você irá aprender está no livro entitulado The Two Republics (As duas Repúblicas), escrito por A. T. Jones e publicado em 1891 pela Review and Herald Publishing Company (Editora Adventista) em Battle Creek, Michigan. A não ser que, em caso contrário, estarão citadas as fontes, todas as citações neste material são tiradas deste livro. Os números das páginas serão dados para referências. Tudo de minha própria autoria será posto em um conjunto de tipo e estilo diferente de letras.

Primeiro, vamos dar uma olhada de como a controvérsia iniciou-se. A controversia é frequentemente chamada “A Controversia Ariana.” Nós levantaremos a históra a partir de um incidente ocorrido na cidade Alexandria nos primórdios do século XIV.

“Certa vez Alexander era bispo de Alexandria. Arius era presbítero reponsável numa paróquia da igreja na mesma cidade. Alexander tentou explicar ‘a unidade da Santíssima Trindade.’ Arius discordou da visão apresentada por Alexander. Uma classe do sínodo dos presbíteros da cidade foi chamada, e a questão foi discutida. Ambos lados clamaram vitória, e a controvérsia espalhou-se. Então Alexander convenceu um concílio de cem bispos, a maioria dos pontos de vista de Alexander foram endossados. Depois disto, Arius recebeu ordens de abandonar suas próprias opiniões e adaptar às de Alexander. Arius refutou, e Alexander o excomungou junto com todos que sustentavam essa opinião, dos que haviam era um considerável número de bispos e outros clérigos e muitas pessoas.” (Pág. 332)

Como você pode ver, não era uma pequena controvérsia.




O que era a controvérsia ao todo?
“Dúvidas em relação ao Filho de Deus, por isso, é a mesma substância, ou único em substância, com o Pai, era a questão em disputa. A controvérsia foi tratada no grego, e como foi expressa em grego, toda questão tornou-se sob uma a simples carta. A palavra que expressava a crença de Alexander, é Homoousion. A palavra que expressava a crença de Arius, é Homoiousion. Uma das palavras tem dois ‘i’s’, e a outra tem só uma; mas por quê a palavra deveria ou não deveria Ter aquela letra adicional ‘i,’ nehnuma das partes puderam determinar com exatidão. Até o próprio Athanasius, quem succedeu Alexander no bispado de Alexandria, e transcendeu-o em uma outra qualidade, ‘tinha francamente confessado que todas as vezes que ele forçou seu entendimento para meditar sobre a divindade do Logos, seu trabalho duro e inutilizável esforço retrocedeu nele mesmos; quanto mais ele pensava, ele então menos compreendia; e quanto mais escrevia, menor era a capacidade de expressar seus pensamentos’— Gibbon , Declínio e Queda, Cap. V, versão inglesa par. i.”Pág. 334)
É bem interessante notar que nem mesmo, o principal perpetuador da visão de Alexander ,o próprio Alexander, entendia as coisas que ele estava obrigando que os outros aceitassem. Poderia ser maravilhoso, como então muitas pessoas estavam relutando para aceitar estas novas visões sobre Deus?

Vamos olhar as idéias que Alexander veiculou.

“declarou Alexander:—‘ O Filho é imutável e invariável, auto suficente e perfeito, como o Pai, diferenciava somente no respeito, Que o Pai é um não gerado. Ele é a imagem exata de Seu Pai. Tudo é achado em imagem que existe no arquetipo [original]; e era isto que nosso Senhor ensinou quando disse, ‘Meu Pai é maior que Eu.’ E por essa razão acreditamos que o Filho procedeu do Pai; pois Ele é o reflexo do da gloria do Pai, e a imagem de Sua substância. Mas não deixou que ninguém fosse conduzido disto à suposição que o Filho é não-gerado, como é crido por alguns que são deficiente em raciocínio intelectual: para dizer que Ele era, que Ele sempre foi, e que Ele existiu antes de todas as eras, é não dizer que Ele é não-gerado.'" (Página 333)

De acordo com Alexander, a única diferença entre o Pai e o Filho é que o Filho foi gerado. Explicando como o Filho foi gerado, Alexander cita Jesus dizendo que Ele procedeu do Pai. Ainda em sua declaração final, Alexander afirma concenente ao Filho," que Ele sempre foi." De alguma maneira ele lutou para reconciliar a idéia do Filho que é gerado com a nova idéia de que Ele sempre existiu. Examinaremos esta idéia nova depois neste material.

Vamos dar uma olhada agora no que Arius ensinou.

"Arius disse:.' Nós dizemos e acreditamos, e ensinado, e ensina-se, que o Filho não é nenhum não-gerado, de nenhuma maneira não-gerado, até mesmo só em parte; e que Ele não deriva a sua subsistência de qualquer matéria; mas que pelo Seu próprio testamento e aconselha Ele subsistiu antes do tempo, e antes das eras, como Deus perfeito, e somente gerado e inalterável, e que Ele não existiu antes, Ele era gerado, ou criado, ou pretendido, ou estabelecido. Porque Ele não era nenhum não-gerado. Nós somos perseguidos porque dizemos que o Filho teve um começo, mas que Deus era sem início. Esta realmente é a causa de nossa perseguição, e igualmente, porque dizemos que Ele não é do nada. E isto nós dizemos, porque Ele é parte de Deus, não é de qualquer material subjacente.'" (Página 333)



É interessante notar que Arius usou a palavra " criado" ao referir-se ao Filho de Deus, mas como você pode ver da declaração anterior, ele entendeu aquele Cristo foi gerado do Pai, e então teve um começo. Então Arius acreditou verdadeiramente que Cristo era" o único Filho gerado de Deus."

A expansão da controvérsia

"Arius escreveu sozinho um livro intitulado “Thalia - Canções de Joy”. Uma coleção de canções nas quais ele expôs seus pontos de vista. Este livro foi bem aceito, nas festas deixava em um estado de entusiasmo, as canções doutrinárias foram como seus divulgadores em todos lugares. Alexander à parte, fez o mesmo, escreveu cartas circulares enviou-as para os principais bispos sobre o assunto. A controvérsia esparramou-se em todos lugares, e como esparramou-se, aprofundou-se." (Página 332)

"Marinheiros, moleiros, e viajantes cantaram as disputadas doutrinas nas suas ocupações ou nas suas viagens. Todo canto, cada ruela da cidade [isto foi dito depois de Constantinopla, mas ainda deveria ter sido mais verdade em Alexandria] as ruas eram cheias desta discussão, os mercado, o drapers, os cambistas, o victualers,. Pergunte para um homem' quanto oboli?' ele responde por dogmas na existência de gerado e não-gerado. Pergunte o preço do pão, e lhe é falado,' O Filho é subordinado ao Pai.' Pergunta-se o banho está pronto, e lhe é falado,' O Filho surgiu fora do nada.'. (Stanley, História Igreja Oriental,' Leitura III, parte. 10.

O sonho dourado de Constantino" de uma Cristandade unida era novamente e gravemente perturbado." (Página 337)

Em um esforço para reunir as duas partes, Constantino escreveu uma longa carta à Arius e Alexander que expressava o seu desejo de ter um reino unido. Porém, esta carta teve o efeito oposto, porque fez com que cada lado dissesse que já ganhara a aprovação do imperador. A contenção foi aprofundada em lugar de abatida.

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