A gênese de uma escola: o caso do colégio sepam em ponta grossa. Aracely Mehl Gonçalves



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A GÊNESE DE UMA ESCOLA: O CASO DO COLÉGIO SEPAM EM PONTA GROSSA.

Aracely Mehl Gonçalves


Cleide Ap. Faria Rodrigues

Universidade Estadual de Ponta Grossa-UEPG

Grupo de Pesquisa: “História, Sociedade e Educação"

dos Campos Gerais” HISTEDBR/UEPG


RESUMO: As instituições escolares são locais que possuem uma grande variedade de informações e fontes essenciais para o estudo e análise de si mesmas e da História da Educação brasileira. Partindo – se do pressuposto de que devemos romper com a visão meramente política da história e incluir novas temáticas historiográficas, este trabalho visa coletar, classificar e tornar disponível para o público, a história de uma escola que tem se destacado entre as escolas dos Campos Gerais : a Sociedade Educacional Professor Altair Mongruel , mais conhecido como Colégio SEPAM. A importância desta pesquisa advém justamente do envolvimento do colégio com a comunidade e do papel transformador que ele tem desempenhado há 65 anos, na vida de muitos cidadãos de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Esta pesquisa se caracteriza por ser de caráter documental uma vez que se fará uso de fontes primárias como base para seu desenvolvimento e bibliográfica pois consideramos haver necessidade de situar historicamente os fatos mencionados para um enriquecimento da mesma. Nesta fase do trabalho pretende-se colocar ao público os aspectos relativos a fundação da escola ocorrido em 1939 e seu primeiro ano de funcionamento. Pudemos observar o grande montante de documentos preservados pela escola numa atitude louvável de entendimento da importância dos mesmos para a história da escola, o que , indiretamente, contribuirá para o estudo dos múltiplos aspectos relativos à História da Educação em Ponta Grossa .

Palavras Chave: historiografia, educação, Campos Gerais.
THE GENESIS OF A SCHOOL: SEPAM CASE IN PONTA GROSSA.

 

 ABSTRACT: School institutions are places that possess a great variety of information and essential sources for the study and analysis of themselves and the History of Brazilian Education. Taking into consideration that we must split with the mere political view of history and include new historical thematic, this work aims at to collect, to classify and to become available for the public, the history of a school that ihas standed out among the other school institutions in the Campos Gerais: the Educational Society Professor Altair Mongruel, best known as SEPAM. The importance of this research comes exactly from the involvement of the college with the community and the transforming role that it has played for 65 years, in the life of many citizens in Ponta Grossa and the region of the Campos Gerais. This research characterizes for being of documental character because it uses the primary sources as base for its development and bibliographical because we consider to be necessary to point out the historical facts of that time to enrich it.. In this phase of the work it is intended to place to the public relative aspects related to the foundation of the school occurred in 1939 and its first year of functioning. We could observe the great sum of documents preserved for the school in a praiseworthy attitude of agreement of the importance of the history of the school, what, indirectly, will contribute for the study of multiple aspects concerning the History of Education in Ponta Grossa.



Key- Words: historiography, education, Campos Gerais.
INTRODUÇÃO
À caminhada da humanidade, dá-se o nome de processo histórico, e, dentro desta caminhada somos inseridos em um espaço que irá desempenhar um papel preponderante em nossas vidas: a escola.

A educação tem sido portanto objeto de estudo dos historiadores e, em especial daqueles dedicados a entender o processo educativo através da análise e descrição da realidade educacional.

Nossos espaços educacionais são locais ricos em fontes e informações para o desenvolvimento de pesquisas em história da educação brasileira.

Tendência recente da historiografia, este novo campo temático, a história das instituições escolares , procura o “homem vIvo” (BORGES, 1986) , no meio dos documentos, e a sociedade na qual ele viveu, abrangendo questões diversas que estiveram presentes neste processo e não somente os fatos educacionais eminentemente políticos, relatando feitos de grandes heróis, dentro da influência positivista, mas também não se atendo somente ao enfoque predominante econômico- social das pesquisas sob a influência do materialismo histórico.

A fim de penetrar mais profundamente no cotidiano escolar, possibilitar ao professor e a sociedade em que as instituições escolares estejam inseridas uma melhor compreensão da realidade educacional presente e voltar-se a aspectos antes relegados nas pesquisas em história da educação, é preciso que se faça uso da “ Nova História”.

Esta forma de abordagem utilizada mais recentemente nas pesquisas vem configurando as atuais produções historiográficas, pois, “...boa parte dos historiadores concordam que não existe uma forma exclusiva de se compreender a realidade, nem muito menos um único motor que determine a desenvolvimento histórico” (GATTI, JR. 2002).

Nascida da Escola dos Anais , na França, que se caracterizou pela ruptura com a tendência historiográfica tradicional , com a crítica à verdade e ao saber absoluto em história, e com a compreensão de que a realidade produzida pelo ser humano é complexa e portanto direcionada por diversos fatores que não somente os eminentemente políticos, a “escola francesa” aceita uma história total , que observe o homem no seu viver diário ou seja sob todos os aspectos, numa visão global e interdisciplinar. Para que isto ocorra, o uso das diversas fontes que a escola vai nos apresentar é de extrema importância, e, sendo este trabalho caracterizado pela visão da reconstituição da história do espaço escolar as fontes tornam-se, segundo Lopes e Galvão (2001) indispensáveis matérias - prima do pesquisador no processo de reconstrução do passado.

Esta pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de resgatar e registrar a história da fundação e de primeiro ano de funcionamento de uma instituição escolar de grande importância no contexto dos Campos Gerais, uma escola que há 65 anos imprime na sociedade Pontagrossense seu carisma e sentimento de responsabilidade educacional, o “Colégio Pontagrossense”, mais conhecido como “Colégio SEPAM” ,unidade de Ponta Grossa.

Diferentes fontes de pesquisa foram utilizadas para uma melhor interpretação histórica: fotografias, documentos internos da escola e governamentais, fichas de matricula, relatórios de inspeção, livros de atas , depoimentos orais.e pesquisa bibliográfica a fim de contextualizar o tempo e o cenário em que tais fatos ocorreram , caracterizando este trabalho como sendo uma pesquisa documental uma vez que “recorre a materiais que ainda não receberam tratamento analítico” (GONSALVES,2001) e bibliográfica pois faz uso da contribuição de diferentes autores para fundamentação teórica, contextualização do período estudado e dados extras sob o assunto .

[...]o significado da educação está intimamente entrelaçado ao significado de História. E no âmbito da investigação histórico-educativa essa implicação é duplamente reforçada do ponto de vista do objeto, em razão da determinação histórica que exerce sobre o fenômeno educativo, e do ponto de vista do enfoque, dado que pesquisar em história da educação é investigar o objeto educação sob a perspectiva histórica (SAVIANI, 1998)


Tendo em vista as palavras anteriores, consideramos que levantar dados sobre o passado do Colégio SEPAM e disponibiliza-los ao público, contribuirá para a ampliação da compreensão do processo educativo de outros tempos , seus desdobramentos até o presente e também despertará nos cidadãos Pontagrossenses os sentimentos de pertencimento e identidade próprios do trabalho com a história que nos mostra “quem somos e porque somos” (LOPES e TEIXEIRA, 2001)
O BRASIL E O MUNDO EM 1939 E 1940
“As tropas allemãs occupam a Bohemia e a Moravia.” (Jornal Folha da Manhã, março de 1939)

“A França, Inglaterra e Rússia concertam um pacto defensivo.” (Jornal Folha da Manhã, abril de 1939)

“França e Inglaterra dirigem um ultimatum ao Reich.” (Jornal Folha da Manhã, setembro de 1939)

“Em impetuosa offensiva, as tropas germanicas invadem o território da Polônia.” (Jornal Folha da Manhã, setembro de 1939)

“Exigida a immediata retirada das tropas alemãs do território polonez.”

(Jornal Folha da Manhã, setembro de 1939)

Percebe-se pelas manchetes do jornal Folha da Manhã da cidade de São Paulo, o desenvolvimento do conflito que iria marcar para sempre o ano de 1939; a Segunda Guerra Mundial, iniciada pela Alemanha, Itália e Japão formando o grupo conhecido como os “Países do Eixo”.

No Brasil, o governo ditatorial de Getúlio Vargas, sob a égide da constituição conhecida como “Polaca” , faz uso do seu Departamento de Imprensa e Propaganda para exercer severa censura , difundir a ideologia do Estado e promover a figura do presidente.

Perante a guerra, Getúlio procura manter o país neutro e aproveita o conflito para conseguir vantagens políticas e econômicas, acenando tanto para os países do eixo quanto para as forças aliadas (Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética).

Na Europa o comércio se desorganiza devido à guerra, dificultando ao Brasil a importação de produtos industrializados . A industria nacional então inicia um processo de diversificação de suas atividades para suprir o mercado interno.

Para tal , se faz necessário à preparação de mão de obra especializada para o trabalho na industria e no comércio. A Constituição de 1937, artigo 129, diz :
“O ensino pré- vocacional e profissional destinado ás classes menos favorecidas, é em matéria de educação o primeiro dever do Estado. Cumpre-lhe dar execução a esse dever, fundando institutos de ensino profissional e subsidiando os de iniciativa dos Estados, dos Municípios e dos indivíduos ou associações particulares e profissionais”.(ROMANELLI, 1978)
O ano de 1940 transcorreu sem muitas modificações políticas : a Europa continua em guerra, os Estados Unidos apóiam a Inglaterra com gêneros e armamento mas não tem tropas no conflito europeu e, no Brasil, Getúlio consolida seu governo através de medidas populistas, assim como a criação do salário mínimo, e é aclamado “Pai dos Pobres”.

Na Europa são presos os educadores Célestin Freinet e Maria Montessori por suas idéias “revolucionárias” quanto à educação: a estimulação da curiosidade, a coleta de informações, o trabalho em grupo favorecendo a cooperação e o debate de novas idéias.



PONTA GROSSA ENTRE DÉCADAS

No espaço de tempo que pretendemos apresentar, Ponta Grossa vive um de seus melhores momentos. È considerada a cidade mais importante do interior do Estado, por ser o entroncamento de todas as estradas de ferro e rodovias mais importantes do Paraná.

Um intenso movimento comercial é percebido nesta época e Ponta Grossa é considerada a cidade que mais progressista do interior paranaense.

Sob o comando do Sr. Albary Guimarães, que foi a princípio nomeado prefeito em 1934, mas que venceu as eleições de 1935 devido à aprovação da população pelo trabalho que havia desenvolvido anteriormente. Ponta Grossa conta então com 38.417 habitantes, sendo que 23% estão na zona rural.

Com construções modernas e o centro urbano todo calçado em paralelepípedos, a cidade exala a riqueza obtida através da agricultura de trigo, centeio, batatas, mandioca, milho e feijão entre outras. A indústria pastoril é a que mais se desenvolve “na criação de gado bovino, suíno, cavalar e mular” (LOYOLA, 1940). Havia diversas indústrias; serrarias, fábricas de caixas, de vidro, banha, espingarda, machados, foices, calçados, cervejaria, ervateria, e também uma pequena hidroelétrica e postos de gasolina.

O principal ramo de comércio de Ponta Grossa é o de madeira, fato este que explica serem quase 80% das casas da cidade feitas deste material e somente 23 são as construções com mais de 2 andares.

Devido a sua importância na economia da região sul, a cidade possui um grande e importante edifício da Agência dos Correios e Telégrafos que é considerado a melhor unidade dos correios do Brasil.

No que se refere á educação, a cidade também se destaca. Tem um dos mais baixos índices de analfabetismo do Estado, possui 4084 estudantes do pré-escolar ao curso secundário e 172 professores .

Inseridos neste contexto, os jovens Pontagrossenses permitem-se gozar de sua juventude em bailes onde a música de Glen Miller embala seus amores e, nas tardes de domingo, sonhar com os braços dos atores hollywoodianos nas telas do Cine Império.


NASCE UMA EXPERIÊNCIA DE SUCESSO

Desde 1928, o professor Roberto Emílio Mongruel , mantinha um curso particular de Comércio em nível de aperfeiçoamento àqueles que desejassem se dedicar à atividade comercial , porém não podia diplomá-los.

Com a necessidade da regularização colocada pelas leis do Governo Federal na Constituição de 1937, que previa o sistema único para toda a nação e enfatizava o ensino pré- vocacional e profissional, e neste caso específico o ensino comercial, o professor Renato Emílio Mongruel funda , juntamente com seu filho , o professor Altair de Oliveira Mongruel, , no dia 31 de outubro de 1939, a “Academia Pontagrossense de Comércio”, que só passará a exercer as atividades educativas no dia 16 de março de 1940, com os cursos de Contabilidade e Propedêutico.

As aulas não se iniciaram em 1939, devido à necessidade de terminar a construção do prédio e a falta de material didático apropriado e suficiente , fato este assim relatado pelo Doutor Joaquim Loyola, inspetor Federal designado para fazer a fiscalização do processo de fundação da escola: “...o edifício ainda não está completo, o senhor diretor está empregando todas as economias e crédito para terminar muito logo toda a construção do edifício projetado, conseguir e adquirir maior material didático para a melhoria dos cursos.”

O prédio da escola situava-se no mesmo espaço em que se encontra hoje, ou seja, na esquina entre as ruas Tiradentes e General Carneiro, num lugar que , na época, não ficava fora do centro da cidade , mas que gozava de absoluta calma, longe do barulho das ruas comerciais, de fábricas e hospitais.

Fonte: Arquivo da escola

Construído especialmente para comportar uma escola, nada no prédio foi adaptado, tudo foi construído visando seus fins escolares, salas amplas, arejadas e iluminadas, “satisfazem plenamente os requisitos da pedagogia moderna” (LOYOLA, 1940). As salas se encontram assim descritas no relatório:

“A sala de número 1, do esquema que acompanha o presente relatório, com as dimensões de 6x 4, 5 metros, apresenta um área de 27m2 e uma cubagem de 94,5mt3, comporta 10 cadeiras com lotação para 2 alunos cada uma, prefazendo o total de lotação 20 alunos. Possue esta sala 3 janelas, tipo guilhotina duplas de 1,20 mt de largura por 180mt de altura.”

Suas quatro salas de aula comportavam de 14 a 30 alunos, que se sentavam em carteiras novas, de pinho envernizado, com tampo preto , para dois alunos cada uma; a mesa do professor era feita do mesmo material.

Além das salas de aula os alunos que ingressaram na Academia tiveram acesso a: um escritório modelo e mecanografia ( aulas de datillografia e lugar para realização de estágio, onde d se encontravam matérias para a prática de contabilidade), um laboratório de física , química e história natural, um laboratório de merceologia ( contava com mostruário de diversos produtos, não só do municício , mas também do Estado e do País, a fim de que o aluno praticasse a compra e venda dos mesmos) uma biblioteca que continha na época 300 volumes , o gabinete da diretoria, uma sala de espera , a secretaria, dois lavatórios e dois bebedouros automáticos.

Assim, após ter pedido a inspeção prévia pelo representante do governo federal, que visitou muitas vezes a academia, examinou os documentos dos alunos que se candidataram ao exame de admissão, presidiu-os e acompanhou, o professor Roberto Emílio Mongruel recebeu o parecer favorável do inspetor que se dizia satisfeito com a inspeção que realizara , concebia a oficialização da escola como sendo de grandes benefícios para a cidade e enaltecia os méritos pedagógicos e de caráter do diretor da Academia que ele considerava ser “um apaixonado que espera a realização de um sonho, para o bem de Ponta Grossa e de todo o interior do Estado”

SEUS IDEALIZADORES


PROFESSOR ROBERTO EMÍLIO MONGRUEL
Nascido em 1888, natural do Estado de São Paulo. Casou-se com Arminda de Oliveira. Na cidade de Ponta Grossa, atuou como professor no curso da Escola Complementar Comercial, que funcionava anexa ao Grupo Escolar Senador Correia, e também na Escola Normal Primária e no Colégio Regente Feijó, nas disciplinas de francês, caligrafia e artes plásticas.

Uma pessoa de caráter exemplar, sempre se preocupou em orientar seus alunos para que estes se tornassem homens de boa conduta e cidadãos participantes da sociedade.

Em 1944 mudou-se para o Rio de Janeiro e deixou em Ponta Grossa seu filho e sócio na Academia Pontagrossense de Comércio, Altair de Oliveira Mongruel , na direção do estabelecimento.

Faleceu em 1972 ,na cidade do Rio de Janeiro.



PROFESSOR ALTAIR DE OLIVEIRA MONGRUEL

Nascido em 1911 na cidade da Lapa, no Estado do Paraná , era o único filho homem de Roberto e Arminda Mongruel.

Tendo o magistério no sangue, diplomou-se na 2o turma da Escola Normal de Ponta Grossa e iniciou suas atividades docentes na Escola de Aplicação anexa à Escola Normal e ao lado do pai em sua escola de preparação contábil, lecionando matériaa técnicas e de humanidades.

Em 1932 casa-se pela primeira vez com Ana Luiza Villaca com quem teve três filhos; Osni, Omari e Odeni.

No ano de 1939 funda com o pai a Academia Pontagrossense de Comércio , uma iniciativa pioneira no ensino comercial no município de Ponta Grossa, da qual vem a tornar-se diretor em 1944, com o afastamento de seu pai, que se muda para o Rio de Janeiro.

Em 1957 , após o falecimeto de sua primeira esposa, casa-se com Jovina Gresowski e tem com ela quatro filhos: Suely, Anália, Oraci e Elizabeth.

Excelente educador, foi conquistando o respeito e o espaço educacional da Academia na cidade de Ponta Grossa, através de seu espírito de liderança e obstinação pela difusão e expansão do ensino.

Tinha como lema “Ser amigo do aluno, para formar o homem.” , assim, foi amigo e conselheiro de várias gerações de jovens Pontagrossenses, incentivando-os , orientando-os, vendo em cada aluno o cidadão do amanhã, em perfeita afinidade com as gerações jovens.

Adepto do ideal progressista, modernizou seu estabelecimento de ensino com a ajuda de seus três filhos com Ana Luiza Villaca.Faleceu em abril de 1968, sendo homenageado com nome de rua na cidade que tanto colaborou para desenvolver e também em Ortigueira, onde existe uma escola Estadual de ensino com o seu nome.

Em 1972, a Academia Pontagrossense de Comércio adota seu nome como forma de homenagear o educador pela sua dedicação e amor à instituição, tornando-se assim o SEPAM que conhecemos hoje; “Sociedade Educacional Professor Altair Mongruel”.



OS PRIMEIROS PROFESSORES

A Academia iniciou suas atividades com o total de 20 professores, entre efetivos e substitutos.

A forma de contratação utilizada consistia de concurso de títulos , o contrato era então lavrado pela diretoria da academia. Os professores efetivos do curso propedêutico eram registrados no Departamento Nacional de Educação e os demais diretamente com a Academia.

Ao ingressarem no corpo docente da escola sabiam ter o respaldo do Regimento Interno , que em seu artigo 35 previa que: “Os professores terão completa liberdade doutrinária em suas respectivas cadeiras.” (LOYOLA, 1940).Dando liberdade pedagógica a seus professores a Academia determinou que cada um elaborasse o programa de sua disciplina, proposta esta que os fazia perceber a confiança e necessidade de compromisso para com a instituição na qual estavam sendo inseridos.

Estes são os professores que fizeram parte do primeiro quadro de docentes da Academia Pontagrossense de Comércio:
Dr.Estevam Zeve Coimbra – Português (efetivo)

Prof. Roberto Emílio Mongruel – Caligrafia / Francês (efetivo)

Contabilidade / Cont. Industrial e Agrícola / Cont. Bancária (substituto)

Prof. Antonio Bracailo – Inglês (efetivo)

Prof. Herbert Gordillo – Inglês (substituto)

Major Manoel Grott – Matemática / Aritmética / Algebra / Geometria (efetivo)

Dr. Carlos Figueiredo – Geografia (efetivo)

Dr. Antonio Ramalho - Geografia (substituto)

Dr. Nivon Weigert – Hist. da Civilização / Hist. do Brasil / Seminário de Economia

Estatística (efetivo)

Dr. Olimpio P. Xavier – Hist. da Civilização (substituto)

Dr. José C. Figueiredo – Corografia do Brasil (efetivo)

Dr. Chafik Curi – Hist. do Comércio / Industria e Agricultura / Elementos de direito civil e constitucional / Legislação Fiscal (efetivo)

Dr. Leopoldo P. Rosas – Hist. do Brasil / Física / Química / Hist. Natural (efetivo)

Prof. Edipo S. Ribas – Física / Química / Hist. Natural (substituto)

Prof. Altair Mongruel – Contabilidade / Matemática / Geometria / Mat. Comercial / Mat. Financeira (substituto)

Dr. Ladislau Bukowski – Estenografia / Mecanografia (efetivo)

Dr. Ivan Sabatella – Mat. Comercial / Mat. Financeira (efetivo)

Dr. Moyses Deiab - Elementos de Direito Civil e Constitucional / Legislação Fiscal (efetivo)

Dr. João Cecy – Direito Comercial e Terrestre / Economia Financeira e Política (efetivo) Português (substituto)

Dr. Joaquim P. Xavier – Merceologia e Tecnologia Merceológica (efetivo)

Dr. Manoel Braga Ramos – Contabilidade Industrial e Agrícola / Cont. Bancária (efetivo)




A RAZÃO DO SONHO: SEUS ALUNOS

A razão de ser de qualquer escola é seus alunos, sendo assim , quando as instalações e materiais estavam prontos, a academia abriu suas portas para recepcionar aqueles que iriam coroar o seu sucesso.

Foram abertas turmas para atender alunos que viessem transferidos de outras escolas, então, foram formadas 4 turmas; o 1o , 2o e 3o anos do curso Propedêutico, e, o 1o ano do curso técnico de Contador.

Estes alunos apresentaram à academia suas certidões de idade, atestado de sanidade , carteira de vacinação ou revacinação, atestado de idoneidade moral, e certificado de aprovação nos exames exigidos.

A profissão da maior parte dos alunos era a do comércio, existiam empregados bancários, da industria e até ferroviários, e, os pais dos alunos menores ,na sua maioria também pertenciam ao comércio e a indústria.

Estes são os nomes dos 69 alunos que constam do relatório do senhor inspetor de ensino , e deste total, somente 4 não residiam em Ponta Grossa:

1o ano Propedêutico:

Altevir Buss, Artur Berger, Arari Duarte, Aguinaldo Contim, Antonio Malachini, Antonio Helmut Scheffer, Agenor Lazzarotto de Oliveira, Arestides Serighelli, Antonio Pinho Ribas, Bady Namur, Bruno Baranowski, Cidenei Francisco Pitella, Daniel Schrutt ,Dinarte Mendes, Dival José de Mendes, Jorge Skrowron, Dalton Matras, Euclides Ferreira Martins, Eurídice Francisco de Oliveira, Edgar Germano Oertel, Egon Weight ,Francisco Domingos Menghini, Gastão Macedo Nogueira, Heraldo Emiliano Ferigotti, João Baran, José Macedo Nogueira, João Fermino Carneiro, Milton Ribas, Milciades Zimmermann, Nelson Jacomel, Oswaldo Westphalem, Roque Lauri Menghini, René Emiliano Carneiro, Rene Gomes Napoli, Rivair Ferreira Carneiro, Renato Sperling, Sebastião Ruchel, Ubaldino Stremel, Estacio Simões Gavinho.

2O ano Propedêutico:

José Maria Ribas , Laurival Gomes, Orlando Villela da Costa, Valdemar Hilgemberg, Felix Adamowscs, Haroldo Santos.

3° ano Propedêutico:

Lauro Hait Schwab, Miguel Taufik Name, Dogmar Pereira Jorge, Adolar Oscar Roedel, Emilio Sallum, Francisco Teixeira Ribas, Israel Moyses Fayntyck, Mathias Dal Col, Italo Contin, Waldemar Camlosfski, Olavo Oscar Roedel , Nelson Alves, Walter Ranny


Curso técnico de Contador.

Consideramos terem sido todos os alunos importantes para o desenvolvimento da Academia, sem nenhuma exceção, porém, devido á necessidade de direcionar esta pesquisa , optamos por detalhar a primeira turma do curso técnico de contador, pois, foi devido à paixão do Prof. Emílio Mongruel por esta atividade de ensino que a Academia Pontagrossense de Comércio foi fundada.

Estes foram seus primeiros alunos:

- Alceu Meister , filho de Arnaldo Meister e Carolina Meister, nascido em 23 de julho de 1921 em Curitiba , Paraná. Diplomou-se Contador em 1942.

- Geraldo Schwab, filho de Gaspar José Schwab e Catarina Schuwab Netta, nascido em 17 de agosto de 1922 , em Ponta Grossa, Paraná. Auxiliar de escritório. Diplomou-se Contador em 1942.

- Hamilton de Lima Ribas, filho de Benedicto de Souza Ribas e Cândida de Lima Ribas, nascido em 28 de maio de 1917, em Ponta Grossa, Paraná. Funcionário público Federal. Diplomou-de Contador em 1942.

- Helio Meneghin, filho de Ebertolim Meneghin e Julia Meneghin, nascido em 23 de novembro de 1921, em Ponta Grossa , Paraná. Comerciário. Diplomou-se Contador em 1942.

- Joaquim Braga dos Santos Ribas, filho de Joaquim Braga dos Santos Ribas e Ana Doteski Ribas, nascido em 12 de março de 1910 em Irati , Paraná. Casado, oficial de farmácia. Diplomou-se Contador em 1942.

- Jacyr Rangel Terlé, filho de Roberto Gomes Terlé e Conceição de Maria Rangel Terlé, nascido em 7 de novembro de 1910, n Rio de Janeiro. Casado, bancário, Banco do Brasil, já havia cursado o 1o ano no curso de Engenharia Civil na Escola Nacional de Engenharia no Rio de Janeiro. Desligou-se da escola na metade do 2o ano do curso.

- Lourival Justus, filho de André Justus Sobrinho e Catarina Luiza Justus, nascido em 29 de novembro de 1921, em Ponta Grossa , Paraná. Diplomou-se Contador em 1942.

- Murillo Lupion de Quadros, filho de Socrates S. de Quadros e Maria Lupion de Quadros, nascido em 30 de janeiro de 1920 ,em Jaguariaíva , Paraná. Freqüentou somente o 1o ano do curso.

- Moacyr Mourão de Araújo, filho de Octavio Gomes de Araújo e Alfredina Mourão de Araujo, nascido em 03 de março de 1922 em Antonio Rebouças, Paraná .Casado, comerciário, deixou a escola na metade do último ano do curso.

- Sylla Barros da Silva, filho de Victor Abrelino da Silva e Coralia Barros da Silva., nascido em 16 de maio de 1911, em Alegrete, Rio Grande do Sul.

- Leocadio Pereira Junior, filho de Leocadio Pereira e Cândida Lopes Pereira, nascido em 05 de fevereiro de 1920, em Curitiba, Paraná.



O QUE MOVE UMA ESCOLA: SEUS ASPECTOS PEDAGÓGICOS

Os cuidados pelo ser humano e a responsabilidade de formar cidadãos para o mundo, sempre estiveram presentes no dia a dia da academia.

Ao ingressar neste espaço educacional , os alunos encontravam regras postas, a serem seguidas, porém , estas eram “modernas” , pois, previam um regime disciplinar suave, falando mais ao coração e ao caráter do aluno que a cega obediência, e , não eram aceitos castigos corporais de nenhuma maneira. A experiência era valorizada e. nas diversas disciplinas os métodos pedagógicos preferidos eram os da observação, aplicação, análise e síntese. Todo conhecimento deveria partir do simples ao composto, do conhecido ao desconhecido, do concreto ao abstrato, passo a passo, cuidadosamente, sem atropelos, falhas ou deficiências, sempre estimulando, permitindo ao aluno a se manifestar e respeitando as tendências e inclinações naturais dos mesmos, tendências estas que poderão ser “... corrigidas e conduzidas suavemente pelos professores sem deturpar o seu cunho pessoal.” (LOYOLA, 1940)

De acordo com o regimento da Academia,o professor teria a função primordial de ser um guia, um condutor,e também um “guarda” junto ao aluno, pois, sem invadir “ o terreno sagrado das manifestações individuais” necessita guiar o aluno em proveito de aprendizagem total , dos aspectos escolares e da vida.

O método que impera na época é portanto o indutivo- dedutivo , onde o professor auxilia os alunos a desenvolverem o raciocínio sobre determinado assunto, fazendo uso da ajuda dos alunos , para que estes cheguem ao resultado, a dedução, prevista pelo docente.

O ensino das línguas é também previsto, e a metodologia adotada para seu desenvolvimento é através do método direto, onde se expõe o aluno a situações práticas na tentativa de habituar o aluno a pensar e a formar suas idéias no idioma que está estudando. O relatório do Inspetor, de 1940. atesta que “este método tem apresentado os melhores resultados, como se verifica pelo entusiasmo de que os alunos se acham possuídos e pelo interesse que se verifica nos mesmos pelo estudo de idiomas estranhos, que dantes tão difícil era.”

O número de aulas por semana era de 18, sendo 3 por matéria, exceto mecanografia, que tinha duas aulas semanais, sendo que, cada aula durava 40 minutos, tendo 5 minutos de intervalo entre as mesmas.
Os períodos das aulas eram:


  1. período da manhã: entre 8 e 11 horas.

  2. Período da tarde: entre 14:30 e 17:30 horas

  3. Período da noite: entre 19:00 e 21:50 horas.

O curso Propedêutico funcionava nos períodos da manhâ e tarde, á noite Academia recebia os alunos do curso técnico de Contador.

As matérias que faziam parte dos cursos oferecidos pela academia dividiam-se da seguinte maneira:



1o ano Propedêutico: português, matemática, francês, inglês, história da civilização, geografia. Os livros adotados neste período eram:

Português : Gramática expositiva – E. Carlos Pereira ; Nosso Idioma – Paulo de Freitas; Método prático de análises gramaticais – A. Nascente

Francês : Francês comercial – H. Lenteuil

Inglês : Curso prático de inglês comercial – Acácio Lobo; Comercial English - Duarte Coutinho

Geografia : Geografia comercial – Lindolfo Xavier; Geografia comercial – Arnaldo Azevedo

Hist. da Civilização : História da Civilização - Joaquim Silva

Matemática : Aritmética comercial – Carlos Calioli ; Aritmética 1o ano – J. Stávale.

2o ano Propedêutico: francês, português, matemática, inglês, história do Brasil, corografia. Alguns materiais didáticos se repetem neste período, demonstrando que eles continuavam a ser usados em anos seguintes, assim como os livros de francês, inglês, e português, com exceção do livro “Método prático de análises gramaticais” que é substituído por “Método da análise lógica” do mesmo autor. Os demais são:

Corografia : Corografia – Aroldo de Azevedo; Corografia – Sebastião Paraná.

História do Brasil : História do Brasil – Miguel Milano; História do Brasil – Cesarino Junior

Matemática : Matemática – Carlos Calioli



3o ano Propedêutico: matemática, francês, português, ciências (física , química e história natural) caligrafia e inglês. Nesta série os alunos continuam usando os mesmos livros de francês, inglês e o livro “Nosso idioma “ de português, adotados na primeira série. Os demais se diferenciam e são:

Português: Prática de redação – Raul Gomes; Correspondência comercial – Paulo de Freitas

Matemática: Geometria de F.T.D. (sem autor) ; Matemática 3o ano – Stávale

Ciências : Elementos de Fis.Quim.Hist. Nat – Carlos Costa

Caligrafia : não há livro registrado.
1o ano Técnico Contador: direito constitucional e civil (noções), estenografia, matemática, contabilidade (prática), legislação fiscal, mecanografia, matemática comercial, contabilidade (teórica). Estes foram os livros adotados:

Contabilidade: Contabilidade – F. D’Auria; Estudos de Contabilidade – C. Carvalho; Formulário Escrituração Mercantil – E. Metynoski

Matemática Comercial : Aritmética comercial e financeira – C. Carvalho; Aritmética comercial e financeira – Raposo Botelho

Estenografia: Esteno-tachigrafia – Elias Metynoski

Legislação Fiscal : Legislação Fiscal e Financeira – H. Orciuoli

Direito Constitucional e Civil: Noções de Direito Civil e Const. – M. Victor

Mecanografia: Mecanografia – Edulo Penafiel.

Os 2o e 3o anos do curso de contador ainda não tinham suas matérias especificadas no relatório do inspetor de ensino por não haverem turmas relativas a estes períodos.

A avaliação dos alunos tinha o caráter de ser uma verificação e controle do ensino e era feita através de provas parciais, de forma escrita, que se realizavam nos meses de maio, agosto, e outubro. Os alunos que não comparecessem a estas provas, não importando os motivos, teriam nota zero.

Terminado o período letivo os alunos eram submetidos às provas finais, de forma oral e escrita, a respeito de toda a matéria dada no ano. Eram promovidos á classe seguinte os alunos que obtivessem nota igual ou superior a três em cada matéria ou média igual ou superior a cinco no conjunto das mesmas.Só poderiam prestar estes exames os alunos que tivessem assistido , pelo menos, 2/3 da totalidade das aulas ministradas , em cada disciplina.

Os alunos que não obtivessem nota suficiente nestes primeiros exames finais, tivessem com sua freqüência acima de 2/3 , e estivessem inabilitados em uma só disciplina, poderiam prestar exames de 2o época.

Ao terminarem seus cursos os alunos do Propedêutico recebiam um certificado de conclusão de curso, e, os alunos do curso técnico de contador recebiam um diploma e o título de Contador.


CONSIDERAÇÕES FINAIS.
O estudo das instituições escolares é de extrema importância para compreendermos o desenvolvimento da região em que ela se encontra e também a sociedade que a envolve.

Já diziam os Pioneiros da Educação Nova em seu manifesto: “Toda a educação varia sempre em função de uma concepção de vida, reflectindo, em cada época, a philosofia predominante que é determinada, a seu turno, pela estructura da sociedade”

(Manifesto dos Pioneiros apud Guiraldelli JR, 1990)

Para estudarmos a filosofia dominante, a estrutura da sociedade e a concepção de vida de uma comunidade, não há lugar melhor que a escola e o seu desenvolvimento .

Seu sucesso ou fracasso demonstra se seus valores e métodos foram aceitos pela comunidade e até mesmo a quanto esta escola mudou seu entorno.

Este é o caso da velha Academia Pontagrossense de Comércio, uma escola que abriu suas portas aos alunos no ano de 1940 e recebeu na época 69 inscrições . Hoje , a academia mudou seu nome e o número de seus alunos ; são 1100 alunos que atestam a favor da história da escola, uma história de sucesso, que foi prevista no relatório que permeou e baseou esta pesquisa, a “ Ficha da verificação para inspeção preliminar” endereçada ao Dr. Lafayette Belfort Garcia, Diretor da divisão do Ensino Comercial, relatório da Academia Pontagrossense de Comércio, apresentado pelo Inspetor Dr Joaquim Loyola, 30 de Março de 1940:

:

“Nada tive a recomendar porque tudo o que vi e examinei foi cuidadosamente elaborado e organizado pela direção do estabelecimento, á testa do qual se acha um técnico competente e entusiasta que já exerceu, no magistério do Estado, elevados postos de admiração, onde se houve sempre com brilhantismo”



“...esta academia, forçosamente, dentro em breve, figurará entre os estabelecimentos mais modelares do país.” (LOYOLA, 1940)


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Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.18, p. 156 - 169, jun. 2005 - ISSN: 1676-2584



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