A história de Agnes



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Reforço da Influência das Mulheres &


A história de Agnes

"Antes da VSLA, a vida era difícil. Nós, as mulheres, dependíamos totalmente dos nossos maridos porque não tínhamos dinheiro nosso. Quando precisávamos de dinheiro para alguma coisa, diziam-nos que não tinham dinheiro, mesmo que tivessem. E não contribuíam quando os nossos pais ou os nossos parentes estavam doentes.

“Desde que comecei a participar na VSLA, tive a oportunidade de poupar e contrair empréstimos várias vezes, o que me ajudou a recuperar a minha loja, que estava à beira da falência. E também comecei a vender peixe. Com os lucros do meu negócio, posso comprar comida para casa e pequenas coisas para o meu filho e para a minha filha. Sinto-me muito livre para fazer isto sem ter que pedir dinheiro ao meu marido.

“A VSLA ajudou-me a mudar a ideia que tenho sobre mim própria. Agora, acredito em mim. Acredito que sou capaz de fazer seja o que for. Tenho muita confiança e já não tenho medo de dar a minha opinião diante de outras pessoas. Posso contrair empréstimos porque não tenho medo de não os poder pagar. Mesmo que passe por dificuldades, sou capaz de pagar o que devo.

“A minha gratidão vai para quem descobriu a VSLA porque nos ajudou imenso. Já não dependemos dos nossos maridos para tudo e quando temos problemas podemos pedir empréstimos ou esperar pelos pagamentos da VSLA. Peço à Care que continue a dar formação sobre VSLA…em especial [às] mulheres porque são elas quem mais sofre.”

-Agnes, (2006). VSLA and Women’s Empowerment. CARE Tanzânia

A


Estudo de Impacto Estratégico da CARE

Na CARE, abordamos a questão do reforço da influência das mulheres à luz dos esforços das mulheres pobres para adquirirem direitos humanos completos e iguais. No seu percurso, as mulheres lutam por equilibrar as suas conquistas práticas, diárias e individuais com um trabalho estratégico, colectivo e de longo prazo no sentido de desafiar normas sociais e instituições instaladas. Através de um Estudo de Impacto Estratégico (EIE) sobre o reforço da influência das mulheres, milhares de mulheres em dezenas de locais de investigação protagonizam uma história de reforço de influência que desafia muitas convenções sobre o que é e como se processa esse reforço de influência e a relação que mantém com as actividades do sector de desenvolvimento. Um ponto fulcral desta história é uma consciência de interdependência – de que o reforço duradouro da influência de qualquer mulher assenta numa conjugação de alterações das suas aspirações e conquistas (agência), das das normas sociais e hábitos culturais que moldam as suas escolhas e possibilidades de vida (estrutura) e da natureza dos relacionamentos em que conduz a sua vida (relações).



{0>This brief highlights strategic opportunities our research has revealed for
microfinance programming to use this framework of agency, structure and relations
to dramatically deepen the impact our work can have on women’s empowerment.<}0{>A presente síntese destaca as oportunidades estratégicas reveladas pelo nosso programa de microfinanciamento no que se refere à utilização deste nível de agência, estrutura e relações no sentido de aprofundar radicalmente o impacto que o nosso trabalho pode exercer no reforço da influência das mulheres.

história de Agnes ilustra as oportunidades que o microfinanciamento pode oferecer aos pobres, àqueles que normalmente estão excluídos dos serviços financeiros. Para ela, o acesso ao dinheiro permitiu-lhe enviar os seus filhos para a escola e pôr comida na mesa. Ela não gasta o dinheiro consigo própria, mas com a família. A sua história revelou que é um poço de energia e sensatez. Está motivada. Tem iniciativa. E, apesar de pobre, está confiante de que vai pagar os empréstimos – a pronto.

No entanto, a forma como isto influencia o reforço da influência das mulheres não é clara. Para Agnes, as associações de poupança e empréstimos locais (VSLAs) permitiram-lhe ganhar mais, falar mais e viver melhor. Isso faz dela uma mulher com a influência reforçada? Até certo ponto, a resposta é sim mas o reforço da influência das mulheres vai muito além estas alterações.

A CARE parte do princípio de que a participação em VSLAs permite às mulheres criar liderança nas suas casas e empresas. Isto origina espaço para as mulheres conquistaram reforço da influência nas suas comunidades relacionamentos.1 O Estudo de Impacto Estratégico sobre as VSLAs pára para perguntar: Como podemos testar estes princípios e ficar a conhecer como se relacionam com as realidades das mulheres nos milhares de projectos de microfinanciamento em todo o mundo?


  • Qual é o potencial que o trabalho das VSLAs pode ter em relação ao reforço da influência das mulheres?

  • E o que é que pretendemos conseguir? A que é que tendemos a não dar a devida atenção ou o que é que tendemos a evitar ou piorar?

  • O que é que sabemos que é melhor e deve fazer parte de qualquer trabalho de VSLAs que visem o reforço da influência das mulheres?

  • E como é que as intervenções das VSLAs podem ser uma plataforma de mudanças mais abrangentes nas forças que determinam as vidas das mulheres com que lidamos?

Esta síntese explora essas questões e revela os ensinamentos retirados do EIE no Burundi, Índia, Malawi, Mali,
Níger, Tanzânia e Uganda. Apesar de os impactos específicos das VSLAs variarem consoante o país e consoante as mulheres, os impactos gerais do trabalho das VSLAs da CARE encontram-se resumidos na resposta de uma das participantes na Níger.

Estamos orgulhosos do que fizemos mas sabemos que podemos fazer melhor.”2

Mas então de que é que estamos orgulhosos?

As palavras de Agnes reflectem as principais vantagens de que muitas mulheres beneficiaram com a sua participação nas VSLAs:




  • O Modelo de Poupança e Empréstimos Locais:

    Também conhecidas na Ásia como Grupos de Auto-Ajuda, as associações de poupança e empréstimos locais (VSLAs) promovem a poupança local auto-gerida e as associações de empréstimo em zonas rurais. Embora a CARE tenha muitos grupos VSLA, a concepção da metodologia da maioria, e a original, foi no sentido da solidariedade entre as mulheres. O sistema auto-gerido e flexível permite às participantes responder às oportunidades económicas, assim como às vicissitudes imprevistas que tipicamente as podem envolver num ciclo de dívida incontrolável e impagável.


    Posso comprar comida para casa e pequenas coisas para o meu filho e para a minha filha.” À medida que as mulheres começam a ganhar dinheiro através das actividades rentáveis proporcionadas pelas VSLAs, tornam-se capazes de contribuir financeiramente para o lar – muitas delas, pela primeira vez. Não precisam de pedir autorização aos maridos para gastarem o (seu) dinheiro. Com rendimentos próprios, as mulheres conseguem muitas vezes fazer ouvir a sua voz e as suas opiniões tornam-se importantes em termos de decisões “seguras” do lar, como a saúde e educação dos filhos. No entanto, algumas das decisões, como as que se referem a grandes investimentos no lar e à saúde sexual/reprodutiva, continuam fora do controlo das mulheres e as decisões dos homens continuam a ser consideradas como definitivas.

  • “A VSLA ajudou-me a mudar a ideia que tenho sobre mim própria. Agora, acredito em mim.”Em vários estudos, as mulheres referiram que as experiências com as VSLAs – quer através das suas vantagens económicas e sociais, quer através das vantagens ao nível da comunidade – lhes permitiram ganhar mais confiança e maior auto-estima.

  • Continuem a dar formação sobre VSLA para que as pessoas possam compreender o conceito…em especial as mulheres porque são elas quem mais sofre.”3 As actividades das VSLAs nos seis países ajudaram as mulheres a saber mais sobre gestão financeira e de negócios. No Uganda, Malawi, Mali, Uganda, Burundi e Mali, o âmbito do projecto estendeu-se a outras áreas para além da económica e as mulheres revelaram um maior conhecimento sobre diversos temas, tais como o VIH e a SIDA, o saneamento e a higiene. Referiram também que as VSLAs ajudavam as mulheres as partilharem as suas ideias e informações entre si.

…e o que podemos fazer melhor?

Juntamente com estes resultados, o EIE lançou uma luz sobre os desafios reais relativos aos impactos das VSLAs nas vidas das mulheres. Embora o EIE tenha registado progressos importantes em alguns aspectos das competências, conhecimento e confiança das mulheres, produziram-se escassos resultados nos relacionamentos que as mulheres mantêm com as suas comunidades e as famílias, bem como com as leis, tradições e normas que orientam as suas vidas. Nalguns casos, o EIE constatou a existência de prejuízos advenientes da participação das mulheres em projectos da CARE. Em vários locais, as provas recolhidas pelo EIE demonstraram que algumas mulheres utilizaram os seus rendimentos para suportar práticas tradicionais prejudiciais, as líderes de grupo utilizaram a sua posição para abusar de outros membros e alguns homens tentaram impedir a participação das suas mulheres em VSLAs.4 Por que é que isto pode acontecer e o que é que podemos fazer para o impedir? O EIE apresenta impressões e recomendações importantes sobre a forma como os programas podem produzir mudanças mais sólidas e duradouras quanto ao reforço da influência das mulheres.

Estas impressões dizem respeito a todo o ciclo de vida dos programas – desde a análise, concepção, implementação e avaliação – e deixam ideias sobre o que é necessário para que sejamos uma organização com mais impacto.

PARA ANÁLISE: Dos Estudos de Preparação ao Acompanhamento e Avaliação

ANÁLISE DO CONTEXTO

Reforço da Influência das Mulheres. O que significa?

O EIE verificou que o reforço da influência das mulheres pode ter vários significados – é diferente de sítio para sítio, de grupo para grupo e de mulher para mulher. Porém, na promoção do reforço da influência das mulheres por parte da CARE, o EIE verificou que por vezes a forma como as equipas dos projectos abordam o reforço da influência nem sempre reforça os desejos das mulheres para as suas próprias vidas.

Quando inquiridas a respeito do seu próprio reforço da influência, as mulheres que participaram na VSLA em Andhra Pradesh referiram que ““Não nos podemos tornar [mulheres com a influência reforçada].” Para surpresa dos investigadores, afirmaram: “A educação é o principal obstáculo. A diferença entre saber o que está escrito num pedaço de papel e não saber é essencial para podermos ascender a posições de liderança.” “Precisamos de um programa de literacia. Sabemos escrever o nome, mas isso não é suficiente. Qualquer um nos pode enganar porque não sabemos escrever. Queremos um programa de literacia juntamente com o nosso microfinanciamento.”5

Nos seus estudos, o EIE destacou a importância de criar projectos que respondam às necessidades e aspirações dos nossos principais clientes: as próprias mulheres. Por outro lado, o EIE alerta para a importância de as equipas dos projectos reflectirem também sobre a forma como as estruturas e relacionamentos em torno das mulheres podem influenciar os seus valores. De um modo geral, na Índia os membros das VSLAs referiram que para elas uma mulher com a influência reforçada é uma mulher que tem um emprego, que tem uma mala, que tem auto-confiança e auto-estima e que é capaz de "chegar-se à frente" dentro do lar e marcar uma posição no mundo.’6

No entanto, nalguns casos as mulheres também reforçaram os estereótipos de género com os seus comportamento.. Uma mulher na Índia descreveu uma mulher com reforço de influência como uma mulher “boa no seu trabalho”, que “ouve a sua família e cuida dela.” No Mali, as mulheres participantes em VSLAs começaram por definir as mulheres com a influência reforçada como mulheres que têm trabalho. Em segundo lugar, afirmaram que uma mulher com a influência reforçada é uma mulher que tem um marido e filhos (ou a capacidade de os vir a ter) que são produtivos e capazes de assumir responsabilidade pela própria mulher.”7

O trabalho da CARE em prol do reforço da influência das mulheres exige o sólido entendimento quer das próprias aspirações das mulheres, quer das dinâmicas de género e poder nas suas vidas.

ACOMPANHAMENTO e AVALIAÇÃO

Apesar das linhas orientadoras, do acompanhamento e da avaliação, as equipas do EIE descobriram realidades que desconheciam simplesmente porque o reforço da influência das mulheres não estava incluído em análises anteriores.

No Uganda, o EIE verificou que as VSLAs produziram mudanças positivas e negativas nas vidas das mulheres. Os projectos VSLA proporcionaram às mulheres a formação e a capacidade de ganhar dinheiro, pagar despesas escolares e comprar comida para as suas famílias. Por outro lado, os homens sentiam-se por vezes ameaçados pelo papel das mulheres cada vez mais forte enquanto garante do sustento das famílias. As mulheres revelaram a existência de mais tensões com os seus maridos por causa das VSLAs. Para algumas mulheres, isto significou que os homens podem interferir na participação das mulheres em VSLAs, tornar-se mais violentos ou controlar o dinheiro que as mulheres ganham ou pedem emprestado através da sua participação nas VSLAs.

Além disso, o EIE mostrou que os membros das VSLAs trabalhavam de mais. As mulheres que trabalhavam nos campos de deslocados internos ia buscar água, recolhiam lenha, trabalhavam nas quintas, cuidavam dos filhos e agora participavam na VSLA. Nas entrevistas do EIE, as mulheres referiam que se sentiam cansadas e que trabalhavam de mais. Além disso, as mulheres no Uganda também referiram que havia factores externos – muitos casos de violações, pouca ajuda alimentar e fracos sistemas de justiça e saúde – que limitavam a sua possibilidade de participarem plenamente na VSLA.

O EIE concluiu que, para detectar factores prejudiciais e adaptar os programas para poderem responder mais eficazmente às necessidades das mulheres, os projectos de VSLAs devem acompanhar as mudanças que vão acontecendo nas vidas das mulheres, com especial atenção para as alterações no ambiente, para o reforço da influência das mulheres e para a equidade de género.



Recomendações para o Acompanhamento e a Avaliação:

  1. Analisar as questões de género e poder nas comunidades locais e identificar actores-chave que influenciam as vidas, decisões e comportamentos das mulheres.

  2. Compreender as aspirações das próprias mulheres no sentido de garantir que as intervenções têm em conta elementos de reforço da influência das mulheres importantes para o grupo alvo.

  3. Adoptar indicadores para o reforço da influência das mulheres enraizados nos contextos locais e institucionalizá-los no âmbito dos sistemas de acompanhamento e avaliação das delegações nacionais.

  4. Acompanhar constantemente os impactos da participação das mulheres e famílias nas VSLAs para garantir que os efeitos negativos são identificados e contrariados.

  5. Integrar métodos de análise de EIE na análise, acompanhamento e avaliação dos programas, com especial atenção para os aspectos relacionais e estruturais do reforço da influência das mulheres.

PARA OS PROGRAMAS: Inclusividade, Sustentabilidade e Reforço da Influência das Mulheres

PLANEAMENTO INCLUSIVO e SUSTENTÁVEL

Um dos desafios que o microfinanciamento enquanto indústria enfrenta é como chegar aos mais pobres. O EIE verificou que os projectos de VSLAs da CARE tentaram, sem excepção, incluir as mulheres mais vulneráveis e marginalizadas das respectivas comunidades.

No Uganda, o EIE constatou que as jovens mães e viúvas estavam constantemente ausentes dos grupos VSLA. No campo Keyo, as líderes explicaram que as participantes no projecto eram normalmente seleccionadas entre todos os presentes nas reuniões gerais do campo. Estando entre as pessoas mais desprotegidas nos campos, quem poderia ajudar a tomar conta dos filhos das viúvas e das jovens mães para que estas pudessem participar nas reuniões do campo ou em actividades de VSLA? Ao identificar os beneficiários do projecto, o projecto da CARE sublinhou a importância do pessoal da CARE e de entidades parceiras efectuar visitas ao domicílio para proporcionar oportunidades iguais a todos os membros da comunidade participantes no programa.

Para além de promover a participação, o EIE também salientou a maior necessidade de assegurar uma gestão equitativa e inclusiva dos grupos VSLA. Na Índia, o EIE verificou que a liderança do grupo era muitas vezes dominada por uma pequena elite de mulheres e que os grupos desenvolveram uma “Síndroma de Dependência da Liderança”. Como este círculo de líderes recebia maior apoio, mais recursos e mais formação do qye os outros, as decisões do grupo, a acção colectiva e o acesso à associação estavam dependentes das decisões e dinamismo das líderes do grupo.8 Por vezes, estas líderes adoptavam o mesmo comportamento corrupto que antes haviam sofrido. Assim, o EIE recomenda que a CARE melhore a sua compreensão do papel das elites nas comunidades. Quem são e quais são as dinâmicas do seu poder e privilégios? De que forma podem os grupos ser formados no sentido de promover a equidade e não substituir uma elite por outra? Estas questões são essenciais para que a CARE possa apoiar os grupos existentes de uma forma mais efectiva de forma a evitar que caiam no poder das elites e a assegurar a qualidade das actividades dos grupos e a distribuição equitativa de benefícios.

As respostas a estas questões e como assegurar a qualidade dos grupos, porém, diferem consoante o contexto. O EIE verificou que vários países adaptaram os seus grupos para reforçar as VSLAs e assim melhor responderem às necessidades. Durante os últimos 30 anos, o trabalho das VSLAs na Níger evoluiu e tornou-se numa base sólida de sustentabilidade de grupo través de uma liderança transparente, de reuniões periódicas, de uma contribuição financeira regular e de estruturas de gestão bem definidas. O EIE concluiu que os princípios de transparência continuaram a ser bem respeitados até ao final do programa, o que permitiu aos grupos de VSLAs da Níger evitar conflitos pelo poder e a distribuição dos empréstimos. A sustentabilidade das VSLAs na Níger foi reforçada por redes de grupos, o quais permitiram uma maior visibilidade às VSLAs, promoveram a mobilização das mulheres para intervenções de desenvolvimento a nível local, tais como bancos de cereais, e permitiram às VSLAs trabalhar directamente com patrocinadores externos numa rede unificada. Além disso, o EIE revelou que estas redes de VSLAs foram mecanismos importantes para mobilizar a defesa da sociedade civil entre os membros, bem como para gerar solidariedade entre as mulheres.

EM PROL DE UMA TRANSFORMAÇÃO ESTRUTURAL

Apesar de várias mulheres na Níger se terem mobilizado para a mudança de políticas através das VSLAs, a maior parte dos programas VSLA apenas conseguiu proporcionar crédito às mulheres para poderem transformar as estruturas que limitam as suas oportunidades e possibilidades. O que entendem por estruturas? O EIE destacou dois obstáculos estruturais fundamentais nas vidas das mulheres: O aceso das mulheres aos serviços, tais como crédito a partir de serviços financeiros, e as normas de género que influenciam o modo como são vistos os papéis, comportamentos e responsabilidades das mulheres. Ambas as áreas, de acordo com o EIE, são essenciais para o desenvolvimento económico e o reforço da influência das mulheres.

Em termos de reforço da influência económica das mulheres, os EIE do Uganda e Tanzânia verificaram vantagens notáveis para as mulheres e os seus lares. No Uganda, onde as inquiridas tinham participado em VSLAs durante um ao três anos, os rendimentos familiares anuais aumentaram em média 38 a 58 dólares.

Durante este período, as famílias referiram que os principais investimentos foram em alimentação, terras e bicicletas. Ao mesmo tempo, no Mali a maioria das mulheres entrevistadas não era financeiramente auto-suficiente, embora tenham participado em VSLAs durante dois anos ou mais. Nas entrevistas aos membros de VSLAs, as mulheres mostraram opiniões favoráveis aos programas e às suas contribuições para os orçamentos familiares. No entanto, os dados quantitativos não revelaram sinais significativos de atenuação da probreza.9 Uma membro no Mali referiu: “Actualmente, os rendimentos que recebemos da nossa participação [na VSLA] não nos permite ser auto-suficientes em termos financeiros. 10 No Mali, o EIE verificou que o problema é que as muçheres e os grupos não tinham acesso a organizações de microfinanciamento que oferecem maiores empréstimos do que os que as VSLAs podem oferecer. Sem acesso a empréstimos suficientes, as mulheres não conseguiam expandir os seus negócios para atingirem um maior nível de segurança.

Para além de acesso a serviços financeiros, o EIE também analisou o impacto das VSLAs nas normas de género discriminatórias. Na Índia, a equipa constatou que os grupos VSLA ajudavam as mulheres a obter um sentimento mais forte de comunidade entre si mas não adquiriam necessariamente um melhor conhecimento nem maior iniciativa contra as normas de género que as limitavam. Algumas mulheres mobilizaram-se no sentido de se ajudarem, mutuamente a juntar dinheiro para financiar dotes ou abortos baseados no sexo do feto – perpetuando assim as próprias convenções que as limitam.

Por outro lado, alguns programas tomaram medidas para lidar com as estruturas sociais. No Burundi, na Tanzânia e na Níger utilizaram-se as estratégias VSLA como factores de iniciação para discussões mais abrangentes sobre a equidade entre géneros. Para além de debaterem o crédito, a tecnologia agrícola e as capacidades de negócio, estes programas fizeram uso das VSLA para abordar temas relacionados com o género, o poder, o VIH e a Sida, e a liderança e a defesa de direitos. Ao ligar os grupos VSLA a redes mais vastas, a CARE permitiu às mulheres na Níger aproveitar oportunidades de formação e crédito. Em resultado disso, quer na Tanzânia quer na Níger as mulheres participantes em VSLAs revelaram uma maior presença e liderança em público, assumindo papéis importantes noutras organizações baseadas na comunidade. Em ambos estes países, nasceu um movimento de mulheres participantes em VSLAs com visibilidade, tornando-se um factor activo na criação de alianças para acções ao nível da comunidade.

RENEGOCIAÇÃO DAS RELAÇÕES com os HOMENS com vista à EQUIDADE ENTRE GÉNEROS

Juntamente com estruturas equitativas, as relações – especialmente entre as mulheres e os homens – são um componente importante para o reforço da influência das mulheres. O EIE colocou a CARE diante de um conjunto de atitudes dos homens relativamente às mulheres e à sua participação em VSLAs:



É ao homem que cabe tomar as decisões: isso faz parte das responsabilidades do homem…da mesma forma que uma mulher casa, também pode divorciar-se. A sociedade não aceita que uma mulher dê a sua filha em casamento; as mulheres são muito fracas para se envolverem nestes assuntos importantes do lar. Esta fraqueza faz parte da sua natureza.”

{0>“If a woman has more power than a man she<}72{>“Se a mulher tiver mais poder que o homem, está a exceder-se<0}{0>will overflow herself.<}0{>.<0} {0>Women are no longer<}0{>As mulheres já não são<0} {0>violated, no longer marginalized, but if she<}0{>violadas, nem marginalizadas, mas se a mulher <0} {0>wants to exceed the limits we have to bring her
back into line.
<}0{>quiser passar dos limites, temos de que a pôr na linha.<0} {0>We do not want to be dominated
by women because of their wealth.
<}95{>Não queremos ser dominados pelas mulheres devido à sua riqueza.<0} {0>We recognize<}0{>Sabemos que {0>that she has not yet reached this level of<}0{>ainda não chegou a esse nível de<0} {0>domination, but she must continue to improve<}0{>dominação, mas deve continuar a aumentar<0} {0>her revenue because her position is without<}0{>os seus rendimentos porque a sua posição <0}{0>equivocation.”<}0{>é clara.”<0}


Hoje em dia, toda a vida do lar está dependente da mulher, por isso os homens estão a começar a permitir que as suas mulheres participem nos programas. Os homens, na verdade, têm menos influência e dependem da assistência das mulheres,por isso muitos homens estão mais receptivos e já aceitam que as suas mulheres participem nos grupos.

Uma ou outra mulher dizem que os seus maridos já ajudam no lar para que elas possam iràs reuniões e a outras actividades do grupo. Os homens estão mais receptivos para ajudar as mulheres em situações no lar importantes em que não há mais nenhuma mulher para ajuda nas tarefas. Algumas mulheres estão surpreendidas e muito satisfeitas ao ver que osseus maridos já entram na cozinha.”

- marido de uma participante, Mali


- funcionário público, Mali


-inquirido, Uganda


Relatório da Índia, p. 23

As opiniões e reacções dos homens relativamente ao reforço da influência das mulheres são extremamente diversas. Nalguns casos, os homens respeitaram mais as mulheres por causa das suas contribuições para o orçamento familiar. Noutros, a participação das mulheres nos projectos representou apenas mais uma tarefa doméstica para elas, uma vez que os homens não estavam dispostos a "fazer o trabalho das mulheres". Outros estudos revelaram que os homens, ou rejeitaram as suas responsabilidades ou sentiram-se ameaçados com o crescente poder da mulher na família.

Para os investigadores no Mali, as opiniões negativas dos homens relativamente ao reforço da influência das mulheres levantaram uma série de questões: O que pode acontecer se um dia a mulher se torna, com as VSLAs, economicamente mais poderosa do que os homens? Por outro lado, o que pode acontecer se ela perder a sua capacidade económica de contribuir para o orçamento familiar? Será que sofreria violência doméstica? Sera que a imagem das VSLAs deixaria de ser associada à satisfação dos interesses da comunidade? Que abordagens pode a CARE tomar no sentido de clarificar e questionar os valores e preconceitos dos homens e das mulheres sobre os direitos e as questões de género?

Com o objectivo de formar alianças entre homens e mulheres, o EIE sublinhou a importância de abrir linhas de diálogo transversais aos géneros no sentido de debater e reflector sobre o género e o poder nas suas vidas. Na Índia, os grupos de mulheres desafiaram vivamente o pessoal a trabalhar com os homens e a sensibilizá-los para os problemas das mulheres. Na Níger e no Burundi, a CARE aproximou homens e mulheres em iniciativas para os encorajar a trabalhar juntos e a dialogar de uma forma mais aberta. Os casais iniciaram em geral processos de tomada de decisões mais abertos, os maridos tornaram-se mais sensíveis às questões de género e os casos de violência doméstica diminuíram.

Recomendações Programáticas e Implicações do EIE


  1. Visar os grupos e adaptar os programas de forma a incluírem as mulheres mais vulneráveis, à luz dos contextos e realidades locais.

  2. Apoiar a gestão de grupo para valorizar e demonstrar a transparência, a participação, a equidade e estruturas de gestão claras.

  3. Rede entre grupos VSLAs com vista ao aumento do capital social, do conhecimento e apoio das mulheres entre os grupos.

  4. Utilizar as VSLAs como um factor de iniciação para abordar outras questões importantes para as mulheres.

  5. Apoiar as mulheres na luta por alterações estruturais a nível local e regional, com base nas próprias experiências, observações
    e feedback.

  6. Identificar e promover parcerias potenciais e sinergias com movimentos de base, organizações locais e organismos
    estatais no sentido de potenciar o impacto dos programas nos direitos das mulheres.

  7. Associar os grupos VSLAs a Instituições de microfinanciamento para oferecer às mulheres os acesso a produtos de financiamento mais extensivos e fornecer maior segurança às poupanças das mulheres e maiores empréstimos para quando forem necessários.

  8. Trabalhar com homens e mulheres para reflectir criticamente e questionar os seus próprios valores, convicções e comportamentos, assim como os papéis desempenhados pelas questões de género e poder nas suas vidas.

PARA A GESTÃO: Trabalhar Estrategicamente para a Justiça Social

ORGANIZAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Uma das vantagens cruciais da CARE quanto ao desenvolvimento é a nossa vasta experiência e trabalho extensivo com os parceiros locais. O programa VSLA está em funcionamento desde 1999. A CARE este empenhada no desenvolvimento económico de África há mais de 25 anos. Com os seus projectos, a CARE colaborou com variadíssimos parceiros.

No entanto, os ciclos dos projectos são tipicamente de três a cinco anos, e grande parte do pessoal de campo abandona a CARE quando os projectos terminam. Quando a CARE consegue patrocínios para novas iniciativas, recebe novo pessoal com poucos conhecimentos sobre o trabalho e os valores da CARE. Na Tanzânia, o EIE verificou que o pessoal mais recente não tinha conhecimento dos princípios programáticos da CARE nem do seu plano estratégico a longo prazo. Isto revela a necessidade de a CARE manter o seu pessoal mais experiente e investir no pessoal mais recente prestando-lhe formação sobre a visão e os princípios da CARE.

Em vários estudos, o EIE constatou a necessidade de a CARE adquirir e usar os ensinamentos do seu pessoal e das suas avaliações. Para tornar os programas mais sólidos, mais sustentáveis e mais inclusivos, a CARE deve reter os ensinamentos das suas décadas de experiência e da riqueza das suas parcerias, assegurando-se de que estas lições são partilhadas sistematicamente.



AJUDAR O PESSOAL a INTERIORIZAR a EQUIDADE ENTRE GÉNEROS e o REFORÇO DA INFLUÊNCIA DAS MULHERES

Para trabalhar eficazmente na promoção do reforço da influência das mulheres, é essencial que o pessoal esteja preparado e se sinta à vontade para debater e defender a equidade entre géneros e o reforço da influência das mulheres. Verificou-se que, em vários locais, o pessoal dos programas simplesmente não estavam familiarizados ou não se sentiam à vontade ao abordar questões relacionadas com o reforço da influência das mulheres e a equidade entre géneros:

Na Índia, um membro do pessoal da parceria referiu: “As mulheres são mais honestas e verdadeiras do que os homens e são melhores clientes de microfinanciamento”11 Muitos afirmaram que não gostam de trabalhar com os homens, revelando estereótipos de género entre o pessoal e os parceiros. Durante a preparação da CARE no Uganda da realização do EIE, o processo de abordagem das questões de género e poder desvendaram preconceitos profundos sobre as questões de género nas vidas do pessoal da CARE e as noções de equidade entre géneros e reforço da influência das mulheres eram algo de novo para grande parte do pessoal que participou no estudo.

Como objectivo de responder às necessidades do pessoal de maior apoio e formação sobre a equidade entre géneros, a CARE promoveu a diversidade e a tolerância no Burundi, na Índia e na Tanzânia através dos seus processos de formação e recrutamento de pessoal. O propósito de promover a equidade entre géneros dá importância não só à proporção entre pessoal do sexo feminino e masculino, mas também encoraja a colocação de mulheres em posições estratégicas de liderança. Na Índia, a CARE iniciou a Iniciativa “Espaços Interiores Caras Exteriores” [Inner Spaces Outer Faces Initiative] (ISOFI) para debater com o nosso pessoal e parceiros os seus próprios valores e convicções sobre as questões de género e a sexualidade. Parte do pessoal demonstrou mudanças profundas no modo como trabalham com as mulheres e vêem as questões de género nas suas próprias vidas em resultado da iniciativa:



Antes da ISOFI, nunca me preocupei muito com o assunto do género. Mas agora sinto confiança ao lidar com os temas relacionados com o género e a sexualidade. A ISOFI trouxe as questões do género para cima da mesa. (Índia)

A ISOFI não nos diz o que fazer. O que faz é fazer-nos crescer e ajudar-nos a aprender com os nossos erros. Ajudou-nos realmente a consciencializar-nos. Acho que foi isto que fez a toda a equipa da ISOFI." (Índia)

A partir da própria experiência da CARE na Índia e dos seus desafios durante o trabalho com o pessoal para o confrontar com as questões de género, equidade e diversidade, a CARE também começou a trabalhar com o pessoal no Burundi para reflector igualmente sobre as suas atitudes, convicções e valores sobre as questões de género. Em todo o trabalho da CARE, o EIE trouxe à superfície a necessidade de preparar o pessoal para promover a equidade entre géneros e promover o reforço da influência das mulheres, confrontando as suas próprias convicções e valores sobre as questões de género e poder.



PLANEAMENTO ESTRATÉGICO

Apoiar o pessoal e as comunidades a abordar a equidade entre géneros nas suas vidas exige um forte empenho organizacional na promoção do reforço da influência das mulheres. Muitas vezes, o reforço da influência das mulheres é visto como um simples acréscimo ou uma qualidade inerente aos projectos que visam as mulheres. Contudo, sem uma estratégica explícita e recursos para a promoção do reforço da influência das mulheres, os impactos dos projectos nas vidas das mulheres provavelmente não passarão do curto prazo. Por outro lado, na análise do planeamento VSLA da CARE, o EIE verificou que os programas que abordaram estrategicamente as questões da equidade de género holisticamente – negociando as relações e questionando as estruturas, proporcionando ao mesmo tempo às mulheres as capacidades e recursos de que necessitam para se desenvolverem – produziram melhorias fundamentais em prol da equidade entre géneros.

O EIE revelou que um empenho sério na promoção do reforço da influência das mulheres e da equidade entre géneros enquanto organização exige estratégias a longo prazo transversais a toda a organização – desde o planeamento estratégico através dos programas e do apoio aos programas – juntamente com colaborações com outras entidades para além da CARE. E, em todos os aspectos do nosso trabalho, o apoio efectivo do reforço da influência das mulheres exige que a CARE continue responsabilizada e transparente perante as comunidades, os parceiros e os patrocinadores com quem trabalha.

Recomendações e Implicações na Situação Organizacional da CARE com vista ao Reforço da Influência das Mulheres


  1. Analisar sistematicamente as avaliações para aplicar as lições aprendidas aos novos projectos.

  2. Aproximação regular de pessoal e parceiros para a troca de experiências e aprendizagens nos vários projectos.

  3. Conjugar contractos para manter o pessoal durante vários ciclos de projectos.

  4. No processo de recrutamento, é importante que as mulheres ocupem posições estratégicas de liderança dentro de CARE.

  5. Formação das equipas dos programas sobre questões de género, direitos e análise. Associar as competências do pessoal adquiridas com a formação à aplicação do projecto. Além disso, utilizar as instâncias superiores e a avaliação de desempenho na responsabilização do pessoal para a promoção da equidade entre géneros.

  6. Reconhecer o valor da diversidade e promover a tolerância, a compreensão e a equidade entre o pessoal, os parceiros e as comunidades. Isto pode ser promovido através de princípios de organização com apoio das instâncias superiores, juntamente com a formação do pessoal e a reflexão sobre preconceitos.

  7. Conjugar a concepção dos programas e a implementação com o reforço da influência das mulheres holístico, o plano estratégico a longo prazo e os delegação e princípios programáticos. Isto inclui enquadrar o reforço da influência das mulheres dentro dos planos e propostas dos projectos, e não considerá-lo apenas como um acréscimo posterior à implementação dos projectos.

  8. Ser responsável, transparente, concreto e sustentável durante a programação e a construção de bases de confiança nas comunidade para um trabalho futuro.

  9. Procurar sinergias com outros patrocinadores, estados e organizações privadas que possam facilitar mudanças estruturais que promovam o reforço da influência das mulheres.

  10. Desenvolver estratégias de organização que reflictam os princípios, as abordagens e os enquadramentos dos programas.

PERSPECTIVAS FUTURAS: Promover Eficazmente o Reforço da Influência das Mulheres

Os estudos do EIE sobre as VSLAs revelaram que o microfinanciamento pode ser um aspecto importante para o reforço da influência das mulheres. Para influenciar efectivamente o reforço da influência das mulheres de forma a que seja sustentável e relevante, a CARE deve manter-se em sintonia com as vozes das mulheres e o sentimento das comunidades locais em termos das questões de género, poder e reforço da influência das mulheres. O apoio efectivo do reforço da influência das mulheres exige um compromisso para a melhoria holística dos direitos das mulheres, para a adaptação a realidades em mutação, para a colaboração em parcerias estratégicas, mas também para fazer com que continuemos a aprender à medida que lidamos com a transformação social.



Recursos para Mais Informações

A Biblioteca sobre EIE da CARE (pqdl.care.org/sii) contém relatórios completes das Delegações Nacionais sobre VSLAs e Reforço da Influência das Mulheres:



  • Phase II Global Synthesis Report: Courage to Change: Confronting the limits and unleashing the potential of CARE’s programming for women. [Relatório Síntese Global da Fase II: Coragem para Mudar: Confrontar os limites e soltar o potencial dos programas da CARE para as mulheres]

  • Enabling Empowerment: Strategic Impact Inquiry. [Promover o Reforço da Influência das Mulheres: Estudo de Impacto Estratégico.] CARE Índia

  • Micro Systems for Macro Changes: The impact of the MJT systems on women’s empowerment and the socio-economic improvements of their households. [Micro Sistemas para Macro Mudanças: O impacto dos sistemas MJT no reforço da influência das mulheres e na melhoria dos seus lares.] CARE International no Mali.

  • Meta-Evaluation : MMD (Mata Masu Dubara) Projects. [Meta-Avaliação: Projectos MMD (Mata Masu Dubara) ] CARE International na Níger.

  • Village Savings and Loans and Women’s Empowerment: Strategic Impact Inquiry. [Poupança e Empréstimos Locais e o Reforço da influência das Mulheres: Estudo de Impacto Estratégico.] CARE International na Tanzânia

  • The Strategic Impact Inquiry on Women’s Empowerment. [O Estudo de Impacto Estratégico sobre o Reforço da influência das Mulheres] CARE International no Uganda.

Recursos Externos

  • N Kabeer e RK Murthy, (1996). Compensating for Institutional Exclusion? Lessons from Indian Government and Non-Government Credit Interventions for the Poor. Institute of Development Studies at the University of Sussex

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1 S Chidiac, (2009). Summary of findings on thin CARE’s Strategic Impact Inquiry on Savings Groups and Women’s Empowerment. CARE USA, p.2.



2 D Koenig, (2006). Meta-Evaluation : MMD (Mata Masu Dubara) Projects. CARE International na Nigéria, p. i.

3 J Tesha, E Ndaki, L Pima e A Sey, (2006). Village Savings and Loans and Women’s Empowerment: Strategic Impact Inquiry. CARE International na Tanzânia, p.2.

4 Por exemplo, na Índia o EIE verificou que as membros se uniram para contribuírem para a prática tradicional do dote. As mulheres na Índia mobilizaram-se para pagar o dote da filha de uma membro (CARE Índia, p. 25). No Burundi, um exercício de construção da solidariedade envolveu o trabalho conjunto das mulheres sobre as áreas umas das outras. No entanto, as mulheres mais pobres que não possuíam terras acharam que o seu trabalho (que era o seu sustento) estava ser explorado por outras, tendo várias inquiridas referido este facto como uma forte influência para abandonarem os grupos. Esta prática recebeu o apoio dos maridos das mulheres que possuíam terras, uma vez que significava que poderiam cultivar a terra a mais baixo custo (CARE Burundi, p. 16). Contudo, alguns maridos em vários locais sentiram-se ameaçados com a participação crescente das mulheres em VSLAs. Em consequência, algumas inquiridas no Uganda responderam que os maridos impediram as suas mulheres de se juntarem aos grupos e, nalguns casos, a violência contra as mulheres aumentou (p. 25).

5 V Sharma, (2006). Enabling Empowerment: Strategic Impact Inquiry. CARE Índia, p. 25.

6 Ibid, p. 21.

7 F. Maiga, AK Coulibaly, RF Ngampana, M Fofana, O Keita, B Diallo, and A Koné, (2006). Micro Systems for Macro Changes: The impact of the MJT systems on women’s empowerment and the socio-economic improvements of their households. CARE International no Mali, p. 4.

8 V Sharma, (2006). Enabling Empowerment: Strategic Impact Inquiry. CARE Índia, p. 30.

9 Apesar dos resultados positivos nas contribuições das mulheres para as despesas do lar, não houve provas claras de melhorias nas condições de sustento dos lares (CARE Mali, p. 20).

10 F. Maiga, AK Coulibaly, RF Ngampana, M Fofana, O Keita, B Diallo, e A Koné, (2006). Micro Systems for Macro Changes: The impact of the MJT systems on women’s empowerment and the socio-economic improvements of their households. CARE International no Mali, p. 20.

11 V Sharma, (2006). Enabling Empowerment: Strategic Impact Inquiry. CARE Índia, p. 28.

EIE da CARE International sobre o Reforço da Influência das Mulher

Reforço da Influência das Mulheres e Associações de Poupança e Empréstimos Locais -





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