A história de israel no antigo testamento


Mapa 7: O Império Assírio (cerca de 700 a.C.)



Baixar 2.27 Mb.
Página19/37
Encontro19.07.2016
Tamanho2.27 Mb.
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   37

Mapa 7: O Império Assírio (cerca de 700 a.C.)




Com toda probabilidade foi durante este período da pressão assíria (701 a.C.) que Ezequias caiu gravemente doente. Embora Isaias advertiu o rei que se preparasse para a morte, Deus interveio. Dupla foi a divina promessa dada ao rei de Judá —a prolongação de sua vida por mais quinze anos e a liberação de Jerusalém da ameaça assíria— (Is 38.4-6).

Enquanto isso, Senaqueribe estava sitiando Laquis, talvez fosse o conhecimento de que Ezequiel pôs toda sua fé em Deus para sua libertação o que fez que o rei assírio enviasse seus oficiais ao caminho da herdade do lavandeiro 256, perto da muralha de Jerusalém, para incitarem o povo à rendição. Senaqueribe até afirmou que ele era o comissionado de Deus para demandar a capitulação, e citou uma impressionante listas de conquistas de outras nações, cujos deuses não haviam podido liberá-las. Isaias, contudo, afirmou ao rei e ao povo a sua segurança.

Enquanto estava sitiando Libna, Senaqueribe ouviu rumores de uma revolta babilônica.

Os assírios partiram imediatamente. Inclusive tendo conquistado quarenta e seis cidades fortificadas pertencentes a Ezequias, não citou entre elas a Jerusalém. Se jactou de ter feito 200.000 prisioneiros de Judá, e informou que Ezequias estava encerrado em Jerusalém como um passaro em sua gaiola.

A aclamação e o reconhecimento dos países circundantes foi expressado com abundantes obséquios e presentes ao rei de Judá (2 Cr 32.23). Merodaque-Baladã, o poderoso líder babilônico que estava ainda excitando rebeliões, estendeu sua felicitação a Ezequias por sua recuperação, talvez como reconhecimento da feliz recuperação do rei da ominosa opressão da ocupação assíria (2 Cr 32.31), assim como, ao mesmo tempo, por ter melhorado em seu estado de saúde 257. A embaixada babilônica muito provavelmente ficou impressionada pela demonstração de riqueza existente em Jerusalém. O triunfo de Ezequias, não obstante, foi moderado pelo subseqüente aviso de Isaias de que as sucessivas gerações estariam sujeitas ao cativeiro babilônico. Apesar de tudo, esta triunfal liberação pôde ter dado à forma religiosa um novo ímpeto, enquanto que a paz e a propriedade prevaleciam durante o longo reinado de Ezequias.

Sabendo que somente restavam-lhe quinze anos até o final de seu reinado, teria parecido natural que tivesse associado seu filho Manassés com ele no trono na primeira oportunidade. Em 696-695, Manassés se converteu no "filho da lei", a idade de doze anos, ao mesmo tempo em que começava sua co-regência 258. Na zona do tigre e do Eufrates, o rei assírio suprimiu as rebeliões e em 689 a.C. destruiu a cidade de Babilônia. Prosseguindo com êxito na Arábia, Senaqueribe ouviu do avanço de Tiraca. Devido a que o Egito tinha sido o objetivo real da campanha assíria do 701, pôde muito bem ter acontecido que Senaqueribe esperasse evitar a interferência de Judá, enviando cartas a Ezequias com um ultimato para submeter-se. Enquanto que os oficiais assírios tinham estado ameaçando o povo, aquela comunicação estava dirigida a Ezequias pessoalmente. Esta vez o rei se dirigiu ao templo para orar. Através de Isaias recebeu a certeza de que o rei assírio voltaria pelo caminho que tinha vindo. Precisamente onde o exército estava acampado quando aconteceu a perda de 180.000 combatentes, não consta no relato bíblico, mas o que sim é verdade é que nunca chegou a Jerusalém. O reinado de Ezequias continuou em paz.

Diferentemente de um bom número de seus antecessores, Ezequias foi sepultado com as honras reais, com sincera devoção pela tarefa que havia realizado em levar seu povo à grande reforma na história de Judá. E já que o Reino do Norte tinha deixado de ter um governo independente, esta reforma religiosa se estendeu a esse território. Exceto pela ameaça assíria, Ezequias gozou de seu reinado pacífico.
Manassés – Idolatria e reforma

A Manassés se credita o mais longo reinado da história de Judá (2 Rs 21.1-17; 2 Cr 33.1-20); incluindo a década da co-regência com Ezequias, foi rei por um dilatado período de cinqüenta e cinco anos (696-642 a.C.). mas o governo foi a antítese do de seu pai. Desde o pináculo do fervor religioso, o Reino do Sul foi lançado a mais negra idolatria que se conheceu sob o mando de Manassés. Em caráter e na prática, se parecia com seu avô, Acaz, ainda que este último tivesse morrido antes do nascimento de Manassés. Muito provavelmente, Manassés não começasse a revirar a política de seu pai até depois de sua morte.

Voltando a construir os "lugares altos", erigindo altares a Baal e construindo aserins, Manassés assumiu a imposição de uma tremenda idolatria, tal e como Acabe e Jezabel tinham praticado no Reino do Norte. Mediante ritos religiosos e cerimônias, se instituiu o culto às estrelas e aos planetas. Inclusive a deidade amonita Moloque foi reconhecida pelo rei hebraico, no sacrifício de crianças no vale de Hinom, nos arredores de Jerusalém. Os sacrifícios humanos eram um dos mais abomináveis rituais da prática do paganismo cananeu, e foi associado pelo salmista com o culto ao demônio (Salmo 106.36-37). A astrologia, a adivinhação e o ocultismo foram oficialmente sancionados como práticas comuns. Em aberto desafio ao verdadeiro Deus, os altares para o culto das hostes celestiais foram colocados nos átrios do templo, com imagens entalhadas de Asera, a esposa de Baal, e também introduzidas no templo. Além disso, Manassés derramou muito sangue inocente. Parece razoável inferir que muitas das vozes de protesto diante de semelhante monstruosa idolatria fossem afogadas em sangue (2 Rs 21.16). Já que a última menção do grande profeta Isaias está associada com Ezequias no relato bíblico, é correto supor que seja verdade o martírio de Isaias pelo malvado rei Manassés. A moral e as condições religiosas em Judá foram piores que as daquelas nações que tinham sido exterminadas ou expulsadas de Canaã. Manassés, deste modo, representa o ponto mais baixo da perversidade na longa lista dos reis da dinastia de Davi. Os juízos preditos por Isaias eram coisa segura para chegar.

Os relatos históricos não indicam a extensão do que Manassés pôde ter sido influenciado pela Assíria em sua conduta e política idólatra. Assíria alcançou o pináculo da riqueza e prestígio sob Esar-Hadom e Assurbanipal. Sem discussão, Manassés obteve o favor político da Assíria mediante a vassalagem, enquanto Esar-Hadom (681-669 a.C.) estendeu seu controle até o Egito. Em contraste com Senaqueribe, Esar-Hadom adotou uma política conciliatória e reconstruiu Babilônia. No 678 subjugou Tiro, embora o populacho escapou às fortalezas próximas das ilhas. Mênfis foi ocupada no 673 e poucos anos mais tarde Tiraca, o último rei da XXV Dinastia, foi capturado. Em sua lista de vinte e dois reis desde a nação hetéia, Esar-Hadom menciona a Manassés, rei de Judá, entre aqueles que fizeram uma obrigada visita a Nínive no 678 a.C. embora a Babilônia tinha sido reconstruída por aquela época, nem resulta para nada seguro que fosse tomada por Esar-Hadom 259. Com a destruição de Tebas no 663 a.C., Assurbanipal estendeu o poder assírio a 805 km ao longo do Nilo, até o Alto Egito. Uma sangrenta guerra civil estremeceu todo o império assírio (652) na rebelião de Samasumukim. Com o tempo, a insurreição chegou a seu clímax com a conquista da Babilônia no 648, e outras rebeliões tinham explodido na Síria e na Palestina. Judá pôde ter participado, unindo-se a Edom e Moabe, que estão mencionadas nas inscrições assírias 260. A autonomia de Moabe terminou naquele tempo e o rei de Judá, Manassés, foi feito prisioneiro e levado para a Babilônia, e depois libertado (2 Cr 33.10-13).

Apesar de não termos uma definitiva informação cronológica para datar o tempo exato do cativeiro de Manassés e sua libertação, o relato bíblico está a favor da última década de seu reinado. Se tiver sido capturado no 648 e inclusive devolvido a Jerusalém como rei vassalo no mesmo ano, teve relativamente pouco tempo para desfazer as práticas religiosas que tinha sustentado e favorecido durante tantos anos. contudo, se arrependeu no cativeiro e então reconheceu a Deus. numa reforma que começou em Jerusalém, deu exemplo do temor de Deus e ordenou ao povo de Judá servir ao Senhor Deus de Israel. Resulta duvidoso que esta reforma fosse efetiva, dado que aqueles que tinham servido sob Ezequias e rendido o verdadeiro culto, tinham sido anteriormente expulsados ou executados.
Amom – Apostasia

Amom sucedeu a seu pai, Manassés, como rei de Judá no 642. sem duvidar, voltou às práticas idolátricas que tinham sido iniciadas e promovidas por Manassés durante a maior parte de seu reinado. O precoce treinamento de Amom tinha produzido sobre ele um maior impacto que o curto período da reforma.

No 640, os escravos do palácio mataram a Amom. Embora seu reinado foi breve, o ímpio exemplo dado durante aqueles dois anos proporcionou a oportunidade a Judá para reverter a um terrível estado de apostasia.

Durante o curso dos últimos dois séculos passados, a situação e a fortuna do Reino do Sul tinha sofrido grandes variações. Os reinados de Atalia, Acaz e Manassés tinham sido testemunhos de uma desenfreada idolatria. A reforma religiosa começou com Joás, aumentada com Uzias, e alcançado um nível sem precedentes sob o governo de Ezequias. Politicamente, Judá alcançou seu ponto mais baixo nos dias de Amasias, quando Joás, procedente do Reino do Norte, invadiu Jerusalém. Ao longo destes dois séculos, a prosperidade e o governo autônomo de Judá foram escurecidos pelos interesses em expansão dos reis assírios.






Compartilhe com seus amigos:
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   37


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal