A história de Josué Autores



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A História de Josué

Autores:

Lucinete França

Marta Teixeira

Silvana Cruz


Josué era um menino de aproximadamente 15 anos de idade que tinha vários e sérios problemas de aprendizagem e interação em todas as escolas por onde estudou, por isso ainda estava no 6º ano. Num determinado dia, Josué roubou o celular do colega de classe e em vista do seu histórico, a diretora queria que ele fosse transferido para outra unidade, comunicou o fato ao coordenador pedagógico do seu NRE, pois gostaria de saber como proceder para que isso acontecesse.

O representante do órgão competente, ao conversar com Josué, constatou que suas atitudes eram geradas porque o rotularam de ladrão, visto que alguns membros de sua família praticavam roubos e furtos na cidade, além de serem indisciplinados, baderneiros. Sendo assim, Josué só queria se reafirmar como tal e roubou o celular.

Depois de chegar a essa conclusão, o representante resolveu tentar encontrar um meio de juntos resolverem esse problema e fez uma proposta a Josué, disse que se ele mudasse de atitude daria a ele um celular melhor do que o que ele roubou. Josué respondeu que aceitaria a proposta, mas só se fosse transferido para outra escola. Trato feito.

O representante do NRE encontrou uma nova unidade e relatou o fato à equipe escolar e deixou claro a necessidade de acolhê-lo. Houve muita resistência da maioria da comunidade escolar em aceitá-lo quanto mais em acolhê-lo, porém mesmo a contragosto, ele foi transferido.

Num determinado dia, Josué filava aula no segundo horário e passava pelo corredor em direção à rua e uma música de hip hop chamou sua atenção. Ele parou instantaneamente em frente à sala de aula de onde vinha música, começou a batucar em um instrumento invisível e a dançar freneticamente.

Uma professora passava nesse momento e perguntou a Josué o que ele estava fazendo ali e dançando daquele jeito. Esse foi o início de uma longa e salvadora conversa. Nesse bate papo informal, ela descobriu habilidades e competências referentes à música e à dança presentes em Josué e pediu a ele que as mostrasse, ele retrucou dizendo que para que ela entendesse a música e a dança tinha que as sentir primeiro. Como? Dançando, ora bolas! – respondeu Josué. A professora, mesmo falando que não sabia dançar aquele estilo de música e que era extremamente desengonçada, não pode recusar o pedido de um garoto tão esperto.

Ele fazia os passos e ela o seguia, assim a professora entrou no mundo da dança, da música e de Josué. Dessa forma, estabeleceu entre eles uma relação de amizade, afetividade e, principalmente, de confiança.

Depois de um tempo na escola, ele conheceu e se interessou em participar dos projetos estruturante FACE e DANCE, além de melhorar o seu envolvimento com as práticas realizadas na escola.



A ação-afirmativa, primeiramente da professora e depois da escola, fez com que Josué fosse reconhecido como um sujeito concreto, ativo e social.


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