A história do grande oriente do distrito federal uma semente foi plantada



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A HISTÓRIA DO GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL
UMA SEMENTE FOI PLANTADA
Álvaro Palmeira, numa visita aos maçons de Brasília, plantou a semente que faria germinar o Grande Oriente do Distrito Federal. Isto em 1966, quando o Irmão Álvaro Palmeira exercia a elevada função de Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil - o GOB, ainda sediado no Rio de Janeiro.
Grão-Mestre Álvaro Palmeira
A visita do Grão-Mestre da Maçonaria brasileira foi revestida de grande importância, já que era convidado da Universidade de Brasília a UnB - para pronunciar conferência aos professores e estudantes universitários brasilienses.

Com o Auditório Dois Candangos lotado, falou "Da Importância da Educação para a Formação de uma Sociedade Equilibrada".

Até batedores da Polida Militar escoltavam o carro oficial que conduzia Álvaro Palmeira pela cidade. Era, realmente, um sábio com admirável cultura humanística e formação espiritual transcendente. Sua instrução universitária era a Medicina. Na Maçonaria, aperfeiçoou­ se em todos os graus, inclusive nos filosóficos, revelando-se um maçonólogo de escola.
A Ideia do GODF
A ideia de fundação do Grande Oriente do Distrito Federal, naquele momento, em 1966, todavia, não se apresentava viável face à necessidade de um quorum de doze lojas maçônicas. Existiam tão somente oito lojas.

As lojas maçônicas em funcionamento no DF, naquele momento, eram as seguintes:

- Estrela de Brasília, fundada em maio de 1957, na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante;

- União e Silêncio, de abril de 1962, em Taguatinga;

- Fraternidade e Justiça, de maio de 1962, em Sobradinho;

- Atalaia de Brasília, de maio de 1963, no Plano Piloto;

- Acácia do Planalto, de fevereiro de 1965, no Plano Pilloto;

- Obreiros do Planalto, de fevereiro de 1965, no Plano Piloto;

- Aurora de Brasília, de março de 1965, no Plano Piloto;

- Luz e Fraternidade, de maio de 1965, no Gama.

Estas tratativas com o Grão-Mestre Álvaro Palmeira tiveram a participação de uma plêiade de maçons atuantes e dedicados, entre os quais merece citação os nomes de José de MeIo e Silva, Dirceu Torres, Joffre Mozart Parada, Edístio Carlos Fernandes, Nelson Trancoso Meirelles, Elico Gomes de Oliveira Filho, Jeremias Pinheiro Moreira, João Pelles, Aloysio Araruna de Almeida, Geraldo Rodrigues dos Santos. A semente da árvore que faria florescer, um dia, o que seria o Grande Oriente do Distrito Federal estava lançada. De qualquer modo, teve, de imediato, o salutar efeito de congregar e estimular a vida das lojas maçônicas da nascente Brasília.

A Semente foi Plantada

Aquela visita do Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil Álvaro Palmeira foi o primeiro passo para a criação, quando possível do Grande Oriente do Distrito Federal. Com o tempo, existiam mais quatro lojas maçônicas para se completar o número mínimo de doze oficinas necessárias para a formação do Grão-Mestrado brasiliense.

Além desta perpectiva, um marco ficou daquele ano de 1966, ou seja, a instalação do Conselho de Veneráveis do Distrito Federal, congregando todos os dirigentes das lojas maçônicas da nova Capital do Brasil.

O Conselho de Veneráveis ficou assim constituído pelos dirigentes das oito lojas maçônicas existentes no Distrito Federal:

Estrela de Brasília, União e Silêncio, Fraternidade e Justiça, Atalaia de Brasília, Acácia do Planalto, Obreiros do Planalto, Aurora de Brasília e Luz e Fraternidade.


GODF nasce no dia 21 de Abril
No dia do aniversário de Brasília, em 1971, nasce o Grande Oriente do Distrito Federal com o ideal de congregar as Lojas Maçônicas e todos os maçons que vivem no território da nova Capital do Brasil.

É o dia 21 de Abril, tão significativo para a Maçonaria por lembrar Tiradentes, seu obreiro e mártir da independência pátria, e, também, por festejar os 11 anos de fundação da Capital de todos os brasileiros.

As Treze Lojas
As trezes lojas maçônicas existentes no Distrito Federal, em 1971, firmam um documento conjunto criando o seu Grande Oriente e assumem o compromisso de mantê-Ia como organismo administrativo e incentivador de toda a ação dos obreiros da Arte Real no território da Capital Federal. O ato, aquela sessão histórica de 21 de Abril de 1971, teve a presidência do maçam José de MeIo e Silva e a secretaria dos maçons Jair Corrêa Santos e Lauro Menezes, todos Veneráveis Mestre.

Participaram desta decisão as seguintes Lojas Maçônicas (pela ordem alfabética), representadas pelos seus respectivos veneráveis:

- Abrigo da Virtude, pelo Venerável Mestre Eutério Batista de Gusmão;

- Acácia do Planalto, pelo Venerável Mestre Benjamin Goldemberg;

- Águia do Planalto, pelo Venerável Mestre Lauro Martins de Castro;

- Atalaia de Brasília, pelo Venerável Mestre Jair Corrêa Santos;

- Aurora de Brasília, pelo Venerável Mestre Ildefonso Gadioli dos Santos;

- Brigadeiro Proença, pelo Venerável Mestre Lauro Menezes;

- Duque de Caxias, pelo Venerável Mestre Sebastião A. Guimarães;

- Estrela de Brasília, pelo Venerável Mestre Arnaldo Pereira de Almeida;

- Fraternidade e Justiça lI, pelo Venerável Mestre Moacyr Severino Carlos;

- Gonçalves Ledo, pelo Venerável Mestre Natalício Alves Barreto;

- Luz e Fraternidade, pelo Venerável Mestre José de MeIo e Silva;

- Sete de Setembro, pelo Venerável Mestre Jeremias Pinheiro Moreira,

- União e Silêncio, pelo Venerável Mestre Barbosa Castro.

Reconhecimento e Instalação

Criado o Grande Oriente do Distrito Federal, foi escolhido para sede provisória, o Templo da Loja Aurora de Brasília, na Quadra 702 Sul, onde se reúnem, também, as lojas Acácia do Planalto e Brigadeiro Proença.

No mesmo ano de 1971, o Conselho Federal da Ordem Maçônica reconheceu, em 21 de Junho, a criação do Grande Oriente do Distrito Federal, ocorrida em 21 de Abril.

O reconhecimento pelo Conselho permitiu ao Soberano Grão­ Mestre Moacyr Arbex Dinamarco autorizar, por decreto, a instalação do Grande Oriente brasiliense. Tal autorização tem data de 26 de Abril de 1972.

Logo. os maçons brasilienses se movimentam para instalar o seu Grão-Mestrado e eleger seus dirigentes.

Assim, pelos votos dos maçons integrantes das 13 lojas existentes no território, foi eleito o maçom Celso Clarimundo da Fonseca para o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal, tendo como seu Grão-Mestre Adjunto, o maçom Francisco Pinheiro Brandes, que foram empossados em 18 de Novembro de 1972.

Grão-Mestres do GODF.

Daquele momento aos nossos dias, em 2004, quando o Grande Oriente do Distrito Federal completa 33 anos de existência, hoje sob a direção do Grão-Mestre Hélio Pereira Leite e seu Adjunto Jair Felix da Silva, o Grão-Mestrado tem sido exercido pelos seguintes maçons:

- Celso Clarimundo da Fonseca e seu adjunto Francisco Pinheiro Brandes, de 18 de Novembro de 1972 a 23 de junho de 1975;

- José de MeIo e Silva e seu adjunto Benjamim Goldenberg, de 24 de Junho de 1975 a 23 de junho de 1978;

- Lourival Abadia Juvenal de Almeida e seu adjunto Nelson Rabelo júnior, de 24 de junho de 1978 a 23 de junho de 1981;

- Benjamim Goldenberg e seu adjunto Erasmo da Silveira, de 24 de junho de 1981 a 23 de junho de 1984;

- Ildacy Silvério Borges e seu adjunto Albertino José Ribeiro, de 24 de Junho de 1984 a 23 de junho de 1987;

- Vanderlan Moreira Santos e seu adjunto Orlandino Alves de Araújo, de 24 de junho de 1987 a 23 de junho de 1991;

- Marco José Muniz e seu adjunto João Correira Silva Filho, de 24 de junho de 1991 a 23 de junho de 1995;

- João Correia Silva Filho e seu adjunto Manoel Tavares da Silva Neto, de 24 de junho de 1995 a 27 de Novembro de 1998;

- Manoel Tavares da Silva Neto, de 28 de novembro de 1998 a 23 de junho de 1999;

- João Correira Silva Filho e seu adjunto Joseli Dato, de 24 junho de 1999 a 23 de junho de 2003;

- Helio Pereira Leite e o seu adjunto Jair Felix da Silva, de 24 de junho de 2003 aos nossos dias, quando, em 2004, o Grande Oriente do Distrito Federal comemora seus 33 anos de criação, recordando-se o 21 de abril de 1971.


A História da Maçonaria em Brasília

UM TEMPO DE CISÃO, PORÉM, DE DIÁLOGO E FRATERNIDADE
Durante doze anos - de 1973 a 1985 - o Grande Oriente do Distrito Federal esteve desfiliado do poder central maçônico, isto é, do Grande Oriente do Brasil, o GOB, a quem era federado. Isto, face a uma cisão político-administrativa ocorrida em consequência de discordâncias com os resultados das eleições ao Grão-Mestrado nacional, ao qual concorreram os maçons Osmane Vi eira Resende e Athos Vieira de Andrade.

Alguns Orientes Estaduais, entre os quais o do Distrito Federal, contestaram a validade da proclamação do resultado, que considerou Osmane Vieira de Resende o vencedor do pleito nacional para o cargo de dirigente máximo do mundo maçônico brasileiro.

O Grande Oriente do Distrito Federal, recém-criado e instalado, fez-se independente e junto com outros orientes maçônicos estaduais constituíram uma nova obediência maçônica central com o título de Colégio dos Grão-Mestres da Maçonaria do Brasil. Afastou-se, assim, da obediência do GOB, o Grande Oriente do Brasil. O mesmo fizeram outros orientes maçônicos em vários estados brasileiros, notadamente os de Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul e Paraná, principalmente.

Lojas da Cisão

Existiam no Distrito Federal, no final de 1973, dezesseis lojas maçônicas. Apenas duas não se desvincularam do GOB. O pacto, porém, entre os veneráveis, era para a cisão unânime de todas as oficinas maçônicas todavia, duas lojas deveriam continuar federadas ao poder central por motivos estratégicos, as lojas Estrela de Brasília e Abrigo da Virtude. É que um valioso patrimônio imobiliário, o terreno da 913 Sul, destinado para a sede da federação maçônica estava historicamente virlCulado à Loja Estrela de Brasília. Para que esta não assumisse sozinha aquela posição, foi acordado que a Loja Abrigo da Virtude a acompanharia, solidariamente. Participaram da cisão as seguintes Lojas:

- União e Silêncio;

- Fraternidade e Justiça;

- Atalaia de Brasília;

- Acácia do Planalto;

- Obreiros do Planalto;

- Aurora de Brasília;

- Luz e Fraternidade;

- Águia do Planalto;

- Sete de Setembro;

- Duque de Caxias;

- Brigadeiro Proença;

- Gonçalves Ledo;

- Cavaleiros da Fraternidade;

- Três Poderes.

Excetuaram-se, portanto, como já foi lembrado, as Lojas Estrela de Brasília e Abrigo da Virtude.

Com o passar do tempo, três outras Lojas retomaram à obediência do GOB: Obreiros do Planalto, Águia do Planalto e Duque de Caxias.

Assim, durante longos doze anos foi mantida uma indiferença administrativa e uma desobediência ao poder central.

Neste tempo de dissidência, o Grande Oriente do DF fundou quatro lojas: Acácia dos 33, Filhos de Salomão, União e Concórdia e Vigário Fagundes.

Neste desgastante período, a direção do Grande Oriente do Distrito Federal foi confiada aos dedicados Grão-Mestres Celso Clarimundo da Fonseca (de 1973 a 1975), José de MeIo e Silva (de 1975 a 1978), Lourival Abadia Juvenal de Almeida (de 1978 1981), Benjamim Goldenberg (de 1981 a 1984) e Ildacy Silvério Borges (a partir de 1984).

A História registra e os fatos comprovam que havia, na Maçonaria brasileira, uma cisão desconfortável e comprometedora da tradição, dos ideais e das filosofias pregadas pela Sublime Ordem.

Todavia, enquanto se observava nas cúpulas dirigentes uma atitude político-administrativa de dissidência quase separatista, registre­ se que contracenava, a isto, um clima de boa convivência e fraternidade entre os obreiros na planície do mundo maçônico. Os princípios basilares de fraternidade e igualdade estatuídos pela Sublime Ordem se mantiveram nas consciências e foram os instrumentos permanentes e garantidores da manutenção do diálogo, ao tempo em que foram também geradores do desejável espírito de conciliação. Mesmo nas cúpulas dirigentes - seja do GOB seja do GODF - era sentido o desconforto da cisão, cujo episódio marcante tinha gerado suas lições e o tempo vivido, e já passado, oferecera os aconselhamentos e os aprendizados salutares. Havia um ânimo e uma ânsia de conversar, negociar e até conciliar posições anteriormente assumidas.

De Goiás, a Esperança

O Estado de Goiás, pelo seu Grande Oriente, ofereceu ao mundo maçônico brasileiro um de seus filhos mais ilustres para estar à frente do Grande Oriente do Brasil na função de Grão-Mestre Geral, tendo recebido o sufrágio e a confiança de maçons de Lojas de todo o País. Assim, o maçom goiano Jair Assis Ribeiro ascendeu, pela força consciente dos votos dos maçons brasileiros, à função de Soberano Grão-Mestre Geral, em 1983. E logo começou a trabalhar em busca do reencontro, do entendimento de todos, da conciliação benfazeja.

Assim, sob a inspiração e a vontade conciliadora do Soberano Grão-Mestre Jair Assis Ribeiro foram abertas as portas e as janelas - e os portões - para que circulasse intensamente o ar puro e fresco do entendimento e o ambiente maçônico recebesse a luz dos raios solares da energia revitalizadora e capaz de gerar o bem-estar e promover o diálogo, a união e a felicidade tão almejadas por todos. Isto encontrou grande receptividade e reciprocidade por parte dos brasilienses e, depois, noutras partes do País.

Negociação e Conciliação

De ambas as partes, do Grande Oriente do Brasil e do Grande Oriente do DF, foram constituídas comissões de negociações.

O Grão-Mestre Ildacy Silvério Borges, do Distrito Federal, formou uma Comissão de Negociação integrada pelos ex-Grão-Mestres Celso Clarimundo da Fonseca, Benjamin Goldenberg e Lourival Abadia Juvenal de Almeida.

Pelo Grande Oriente do Brasil- o GOB foi igualmente nomeada

uma Comissão liderada pelo maçom e escritor Moacyr Salles.

Logo no início das tratativas, as duas Comissões decidiram propor a troca do título da Comissão de Negociação pelo de Comissão de Conciliação. Isto foi um bom início para as negociações.
Tratado de Unificação
Finalmente, em junho de 1985, firmou-se um tratado de conciliação e entendimento que foi assinado, de uma parte, pelo Grão­ Mestre brasiliense Ildacy Silvério Borges e, de outra, pelo Soberano Grão-Mestre Geral Jair Assis Ribeiro, em nome do GOB. Terminou titulando-se Tratado de Unificação.

O Tratado de Unificação foi firmado em 8 de março de 1985. Sua ratificação pela soberana Assembléia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil data de 23 do mesmo mês e igual procedimento ocorreu na poderosa Assembléia Legislativa do Distrito Federal, que o ratificou no dia 27, também de março.

Com base nestas homologações por parte do Poder Legislativo, o Soberano Grão-Mestre Geral Jair Assis Ribeiro pôde, em 13 de abril do mesmo ano de 1985, assinar o decreto incorporando ao Grande Oriente do Brasil, o Grande Oriente do Distrito Federal, até então filiado ao Colégio de Grão­ Mestres.

Jair Assis Ribeiro, na função de Grão-Mestre do GOB, foi o grande incentivador desta reconciliação, usando para todas as tratativas um habilidoso articulador, o maçom Moacyr Salles, seu imediato, isto é, seu Grão-Mestre Geral Adjunto.

o Mundo Maçônico Brasiliense

O Tratado de Unificação envolvia as seguintes Lojas dissidentes (pela ordem alfabética) e integrantes do Grande Oriente do Distrito Federal:

- Aurora de Brasília;

- Acácia do Planalto;

- Atalaia de Brasília;

- Brigadeiro Proença;

- Cavalheiros da Fraternidade;

- Equidade e Justiça;

- Fraternidade e Justiça II;

- Fraternidade Brasiliense;

- Gonçalves Ledo;

- Luz e Fraternidade;

- Sete de Setembro;

- Três Poderes e União e Silêncio.

Durante o período da cisão, de 1973 a 1985, foram fundadas pelo ·Grande Oriente do Distrito Federal, cognominado de Independente, as seguintes Lojas:

- Filhos de Salomão (1976);

- União e Concórdia (1978);

- Vigário Bartolomeu Fagundes (1979);

- Acácia dos 33 (1981).

Enquanto isto, maçons brasilienses entendendo-se diretamente com o Grande Oriente do Brasil, tomaram providências e fundaram dezenove Lojas vinculadas diretamente ao Poder Central e que são as seguintes:

- Dirceu Torres (1976);

- Equidade e Justiça (1976);

- Fênix de Brasília (1976);

- Hipólito da Costa (1976);

- Fraternidade Brasiliense (1977);

- Pitágoras (1977);

- Fraternidade Universal (1978);

- Geraldo Rodrigues dos Santos (1979);

- Raymundo Rodrigues Chaves (1979);

- Real Segredo (1980);

- Guatimozim (1981);

- Jeremias Pinheiro Moreira (1981);

- Obreiros da Arte Real (1981);

- Miguel Arcanjo Tolosa (1981);

- Vicente Gomes Machado (1982);

- Thomaz Kemphs (1982);

- Estudo e Trabalho (1983);

- Pioneiros de Brasília (1984);

- Humildade e União (1984).

Destas dezenove lojas, duas delas, embora fundadas sob a égide do Grande Oriente do Brasil, resolveram aderir aos independentes:

Equidade e Justiça (de 1976) e Fraternidade Brasiliense (1977).

Em suma, pelo pacto de reconciliação, firmado em 1985, no qual GOB e GODF se reencontraram, integraram-se 36 lojas maçônicas, sendo 17 vindas do GODF e 19 oriundas do GOB.


De 1973 a 1985
Na cisão, em 1973, existiam 16 lojas maçônicas no DF. Das 16 lojas, apenas 2 permaneceram no GOB.

Agora, em 1985, doze anos depois, com a reconciliação, o número total de Lojas maçônicas no DF se ampliou para 36.

Verifica-se, desta forma, que mesmo dividida, a Maçonaria cresceu quantitativamente.

Contudo, o resultado maior é o qualitativo da harmonização da família maçônica brasiliense e brasileira, seja pelo equilíbrio do relacionamento entre os maçons e suas Lojas seja pela normalização das ações administrativas e disciplinares.

Doravante, num clima de paz, trabalho e progresso pode a Arte Real retomar, com toda força e vigor, a sua trajetória evolutiva e concretizar, com maior desenvoltura, os seus princípios e ideais de liberdade de pensamento, igualdade de direitos e fraternidade universal, exercitando-os e promovendo-os na própria casa.

Palavra do Articulador

Convidado a recordar e a opinar sobre aquele momento difícil da Maçonaria em Brasília, o maçom Moacyr Salles, reconhecido como o grande articulador da unificação dos maçons brasilienses, assim se posicionou:

"Se é verdade que todo o conhecimento se funda nos registros da origem e das ocorrências que envolvem qualquer tema, pessoa ou coisa, é inegável que o assunto Maçonaria é mais enfático, ao se fazer essa confirmação. Imagine-se que até a lenda é componente integral da história e da ritualística maçônicas. E não se pode negar que um atrativo maior e mais expressivo se encontra nas figurações lendárias ou místicas.

Os deuses e nomes da mitologias grega, romana, céltica, hindu e egípcia foram destronados há séculos ou milênios, entretanto estão frequentemente invocados, como o faço, neste momento. A evidência é uma evidência: as fábulas da mitologia do Velho Testamento até hoje servem de norma ou inspiração na prática religiosa de milhões de pessoas, em todo o mundo.

Por isso, temos como adorno ritualítico as figuras fabulosas que recebem nossa reverência, na prática dos rituais maçônicos.

Encerram um repositório de verdades históricas as narrativas e descrições que encontramos em toda a literatura de José Adirson Vasconcelos, inclusive quando nos leva às décadas passadas, para a absorção sentimental e, às até emocional dos fatos principais em que se assenta a História da Ordem no Distrito Federal, quando ele escreve " A Maçonaria em Brasília".

O eminente Grão-Mestre do Distrito Federal Helio Pereira Leite fez muito em convocá-Io para esta missão.

Na verdade, a Instituição Maçônica ganhou corpo, expressão e projeção na Capital da República com a encampação ou absorção do Grande Oriente do Distrito Federal pelo Grande Oriente do Brasil, em 1985, quando Grão-Mestre Geral o Soberano Irmão Jair Assis Ribeiro. Os estudos, projetos ou, como diria o saudoso Grão-Mestre Geral Francisco Murilo Pinto, as tratativas se incorporam mesmo, quando Jair assumiu o Grão-Mestrado, em 1983. Daí em diante, reuniões e mais reuniões mostraram o interesse realmente havido, nos âmbitos local e nacional - pela unificação da Ordem em Brasília, Capital da . República Brasileira e Capital da República Maçônica” - conclui o Irmão Moacyr Salles.
Palavra do Soberano Grão-Mestre Geral JAIR ASSIS RIBEIRO
Meus Irmãos

Um dia, um ancião de barbas brancas, contemplando o mundo e os homens, do alto de sua sabedoria multimilenar. Falou: “Toda infelicidade humana é um problema de Desarmonia”, Sri Aurobindo, da casta mais nobre da grande índia disse a Verdade Eterna, que ecoa através das cavernas, iniciáticas de todas as idades, através de todos os tempos através de todas as gerações.

E foi pensando nesta verdade eterna e imutável que arquitetamos o Plano de Unificação da Maçonaria Brasileira, tenha ela o nome que se lhe queira dar, mas que interprete os anseias de todos os verdadeiros. Maçons, desde os pródromos de nossa escolha para presidir os destinos do Grande Oriente do Brasil. Quando se soma, fortalece-se; quando dividimos. enfraquecemos a estrutura social. E os costumes, como agora acontece, desabam às vibrações das falsas trombetas de Jericó, para o advento das novas civilizações, resultado cíclico que a mão do Eterno Ser manipula e decide no grande laboratório cósmico.

Antes mesmo de aplicar, na prática, esse nosso desejo de harmonia, fomos, para alegria nossa, procurados por um querido Irmão pertencente ao Colégio de Grão-Mestres, velho companheiro de lutas maçônicas, a fim de falarmos sobre Pacificação. Após vários encontros, com resultados coincidentes e amistosos, concluímos com a nomeação bilateral de uma Comissão de alto nível, que trabalhou com total liberdade de ação e com o compromisso nosso de acatar e cumprir o documento resultante dos debates (Protocolo de Intenções). Também o Colegiado, após estuda-la, enviou-nos uma resposta que se encontra em nosso poder. As nossas conclusões a respeito foram, em tempo hábil remetidas ao Colegiado de Grão-Mestres, documento esse publicado em Boletim nº 47/48, do Grande Oriente do Brasil.

Maçonaria, meus Irmãos, significa a Luz que ilumina através da Iniciação, isto é, do Amor, da Igualdade consciente, Liberdade controlada e da Fraternidade sem limites.

Viver à Maçonaria de várias Potências, cada uma com palavra semestral diferente e cânones mais estranhos ainda, foge à realidade inalterável dos Landmarques, cria idiossincrasias inaceitáveis e lança a Sublime Ordem ao ridículo das massas ignaras e à condenação dos magos negros, ávidos de destruição das Sabedorias Arcanas.

Foi pensando em tudo isto que fizemos de nossa plataforma eleitoral, entre ou Iras coisas básicas, a catapulta que lançaria em todos os corações maçônicos a ideia salutar e ansiada da Unificação da Maçonaria Brasileira.

Para glória do GA DU e felicidade nossa, celebramos no dia 08-02·85, na sede deste Grão-Mestrado, o tratado de Unificação do Grande Oriente do Brasil e do Grande Oriente do Distrito Federal, cujo desenlace hoje se dá na presença de todos os queridos IIr de todos os graus maçônicos aqui reunidos.

Os antigos Anciãos das Idades, isto é, aqueles que têm nas mãos os destinos do Mundo, não interferem diretamente no poder decisório dos homens, mas estabelecem marcos na terra, ou seja, landmarques, para que não sejam ultrapassados, sob pena de destruição e morte, os limites da verdade humana.

Nós, Maçons, e, portanto, homens livres e de bons costumes, em pleno alvorecer da Era de Aquário, temos o dever sacerdotal de impedir a destruição total da Humanidade em transição. A semente tem que continuar gerando novas formas de vida e inteligência. E como o G A D U constrói e caminha através de nossas mãos e de nossos pés, lançamos do templo de nossos corações o lugar Sagrado da transformação cíclica através do Amor, da retidão dos costumes e da Fraternidade Universal.

É, pois, com imensa alegria, que abraço o Ir lldaci Silvério Borges, Eminente Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal, nesta data histórica, como o início da verdadeira unificação da Maçonaria Brasileira e dou boas vindas aos Queridos Irmãos que hoje se reincorporam ao Grande Oriente do Brasil, convidando-os a, conosco, elevar

mais alto a bandeira do bem-estar material e espiritual da Humanidade.


JAIR ASSIS RIBEIRO

Grão-Mestre Geral

TERMO DE UNIFICAÇÃO
Aos 13 dias do mês de abril do ano de 1985. E Vnesta Capital Federal, no Templo Nobre da sede do Poder Central, na SGAS - Avenida W·5 - Quadra 913 - Módulos 60-61, em cumprimento ao disposto no Decreto nº G08-009/85. reúnem-se JAIR ASSIS RIBEIRO. Soberano Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil e ILDACJ SILV2RIO BORGES, Eminente Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal, a fnn de assinarem. na presença dos representantes dos Três Poderes desta Federação Maçônica e daquele Grande Oriente, Grão-Mestres Adjuntos e outras autoridades maçônicas, este Termo de Unificação do retrocitado Grande Oriente e esta Potência Maçônica, tudo na forma do Tratado de União assinado em 08 de Março do ano em curso e ratificado pela Soberana Assembléia Federal Legislativa e Poderosa Assembléia do Distrito Federal. em 23 e 27 de março do corrente ano. respectivamente. conforme consta do Boletim Especial do Grande Oriente do Brasil, que ora se lê, achando-se ambas as partes acordes quanto ao teor deste instrumento de incorporação. pelo que eu. Clóvis Gomes de Albuquerque, Chefe do Gabinete do Grão-Mestre Geral, lavrei este Termo, que vai também assinado pelas autoridades maçônicas que se seguem.

Capital Federal. 13 de abril de 1985, E V.


JAIR ASSIS RIBEIRO

Grão-Mestre Geral

ILDACI SILVÉRIO BORGES

Grão-Mestre do Distrito Federal

(seguem-se outras assinaturas)

Palavras do Eminente Ir ILDACI SILVÉRIO BORGES

Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal
Sejam de agradecimento ao Grande Arquiteto do Universo as nossas primeiras palavras, por nos permitir a todos vivermos com a nossa sublime instituição, na noite de hoje, um de seus grandes momentos de alegria, de afirmação e de esperanças e, principalmente histórico.

E de justiça, que se rememore e se reconheça o trabalho anônimo

de quantos Irmãos e do multo que fizeram para se chegar a esse dia.

E aqui estamos, meus Irmãos, num ambiente fraterno, de alegrias

e, sobretudo, de esperanças e de fé na realização dos nossos objetivos maiores. Queremos compartilhar com cada um dos Irmãos na tarefa a nos reservada de oferecer aos Irmãos de todo o Brasil um modelo de maçonaria operativa, laboriosa, austera e de vivência da verdadeira fraternidade.

Não desconhecemos as dificuldades vencidas e a vencer ainda; mas não ignoramos em momento algum a capacidade individual e coletiva de cada Irmãos, de cada oficina e de cada oriente. E a presença de nosso poderoso Irmão Jair Assis Ribeiro â frente do Grão-Mestrado Geral tem permitido a Maçonaria Brasileira acalentar velhos sonhos e ideais para torná-los na mais viva realidade.

Estamos convictos de que, pela sua tenaz e obstinada vontade de

ver reunificada toda a grande família maçônica do brasil. Tudo fará para que se eliminem, de vez, as pequenas arestas constitucionais permitindo que essa singular missão de que o soberano não é apenas o fator principal senão o próprio penhor de sua completa execução seja finalmente alcançada.

cabe-nos meditar, nesta hora. e dizer ao soberano Irmãos que a sua pregação e a sua ação de governo não têm sido vãs.

E O Grande Oriente do Distrito Federal com o apoio irrestrito que nos tem dado todos os seus valorosos obreiros nas decisões difíceis e da mais alta responsabilidade a serem tomadas. nos permitiu o retorno a casa paterna. não como filhos pródigos e muito menos cabisbaixos e arrependidos. Voltamos sim. porque !mãos carinhosas nos foram estendidas, o chamamento fraterno e saudoso nos foi dirigido.

Voltamos crescidos e forjados na determinação do querer e poder. e orgulhosos de nesses 12 anos de ausência não havermos trilhado, em momento algum, por caminhos obscuros; em não termos denegrido ou maculado os princípios basilares de nossa sublime instituição.

E aqui. soberano grão- mestre. continuaremos a nos pautar e

guiar na busca incessante do eterno aprimoramento, a trazer no peito a mesma fé, as mesmas esperanças nos destinos da sublime ordem, a que todo autêntico maçom deve aspirar. e permita-nos encerrar estas nossas palavras com o salmo que. diz: "oh! quão bom e agradável é que vivam em união os Irmãos " .
Muito obrigado.
ILDACI SILVÉRIO BORGES

Grão-Mestre do GODF

“TRATADO DE UNIÃO DO GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL, FILIADO AO COLÉGIO DE GRÃO-MESTRES DA MAÇONARIA BRASILEIRA E O GRANDE ORIENTE DO BRASIL”
1 – O “GRANDE ORIENTE DO BRASIL”, neste ato representado pelo seu Grão-Mestre Geral, JAIR ASSIS RIBEIRO, e o ”GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL”, neste ato representado pelo seu Grão-Mestre, ILDACI SILVÉRIO BORGES, tendo em vista a unidade da Maçonaria no país, o que é ardentemente desejado por todo o Povo Maçônico, RESOLVEM, pelo presente Tratado, o que segue:
2 – Considerando a vontade de todos os Maçons de se unirem sob uma só bandeira, para que a Maçonaria Brasileira se fortaleça, o GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL e o GRANDE ORIENTE DO BRASIL se unem formando uma Potência Única, mantendo a denominação “GRANDE ORIENTE DO BRASIL e a sua administração em nível nacional, bem como a do “GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL”.
3 – As Lojas originárias do GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL elegerão imediatamente junto à Soberana Assembleia Federal Legislativa do “GRANDE ORIENTE DO BRASIL” os Deputados Federais. As Lojas do “GRANDE ORIENTE DO BRASIL” que se jurisdicionam ao GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL elegerão seus Deputados à respectiva Poderosa Assembleia Legislativa.
4 – São assegurados ao GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL e a todas as suas Lojas o direito de domínio, posse, administração e livre disposição de seus bens, sem prejuízo dos preceitos da atual Constituição do GRANDE ORIENTE DO BRASIL.
5 – Serão tomadas iniciativas para elaboração de reforma da Constituição do GRANDE ORIENTE DO BRASIL.
6 – O GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL adaptará imediatamente sua legislação à do GRANDE ORIENTE DO BRASIL.
7 – São reconhecidos todos os títulos de Benemerência, Honoríficos e/ou outros concedidos ao GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL às Lojas ou à Maçons, devendo os mesmos serem registrados no GRANDE ORIENTE DO BRASIL.
8 – O GRANDE ORIENTE DO BRASIL se compromete a ratificar os Tratados do GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL com outras Potências Maçônicas Internacionais regularmente constituídas e reconhecidas, ressalvadas as colidências com outros tratados existentes.
9 – As Lojas homônimas, por força deste Tratado, poderão mudar seu título distintivo ou manter o nome, o qual será, porém, esclarecido em expressão que o distinga.
10 – Os obreiros que compuserem, em razão deste Tratado, o quadro do GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL, não estarão sujeitos a contribuições que não as fixadas anteriormente para o exercício em curso, e
11 – O presente Tratado será assinado, em Sessão Solene, na sede do “GRANDE ORIENTE DO BRASIL”, após ter sido aprovado pela SOBERANA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL e pela SOBERANA ASSEMBLEIA FEDERAL LEGISLATIVA DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL.
Oriente de Brasília, DF, 08 de março de 1985 E V.
JAIR ASSIS RIBEIRO

Grão-Mestre Geral

ILDACI SILVÉRIO BORGES

Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal

ALBERTINO JOSÉ RIBEIRO

Grão-Mestre Adjunto do GODF

JOSÉ DE MELO E SILVA

Grande Procurador


DECRETO Nº 009, de 13 de abril de 1985 da EV


Incorpora o Grande Oriente do Distrito Federal ao Grande Oriente do Brasil e dá outras providências.
JAIR ASSIS RIBEIRO, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, no exercício de suas atribuições legais,
R E S O L V E:
Artigo 1º - Fica incorporado ao Grande Oriente do Brasil o Grande Oriente do Distrito Federal, até então filiado ao Colégio de Grão-Mestres , de acordo com o Tratado de Unificação assinado pelos respectivos Grão-Mestres, na data de 8 de Março de 1985, ratificado pela Soberana Assembleia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil e Poderosa Assembleia Legislativa do Distrito Federal, em 23 e 27 de Março de 1985, respectivamente.
Artigo 2º - Serão mantidos os atuais dirigentes do Grande Oriente do Distrito Federal, até o final do mandato dos Grão-Mestres Estaduais, de acordo com a legislação do Grande Oriente do Brasil.

Parágrafo único - A estrutura jurídico-administrativa da Unidade incorporada será adaptada ao sistema organizacional do Grande Oriente do Brasil, até o final do corrente exercício.


Artigo 3º - Os Obreiros integrantes do Grande Oriente do Distrito Federal, que já pertenciam ao Grande Oriente do Brasil. não estarão sujeitos, neste exercício às contribuições financeiras cobradas por aquela nova Jurisdição, da mesma forma que aos que compuserem o quadro do Grande Oriente do Distrito Federal, oriundos do Colegiado, não se exigirão as contribuições tributárias cobradas, no exercício em curso, pelo Grande Oriente do Brasil.
Artigo 4º - As Lojas federadas ao Grande Oriente do Brasil. sediadas no território do Distrito Federal ficam jurisdicionadas ao Grande Oriente do Distrito Federal.
Artigo 5º - As Lojas do Grande Oriente do Distrito Federal que não tiverem representação junto à Soberana Assembleia Federal Legislativa e à Poderosa Assembleia Legislativa do Distrito Federal promoverão no prazo de noventa dias, eleições para seus respectivos deputados.
Artigo 6º - Revogam-se as disposições em contrário.
Dado e traçado no Gabinete do Grão-Mestre Geral, no Poder Central, em Brasília, Distrito Federal, aos treze dias do mês de abril do ano de mil novecentos e oitenta e cinco, da E V, 163º da fundação do Grande Oriente do Brasil.
O GRÃO-MESTRE GERAL

Jair Assis Ribeiro

O GRSECRGERAL DE ADM

Moacyr Salles

O GRSECRGERAL DA GUARDA DOS SELOS

João Rosário Dória

O GRSECRGERAL DE FINANÇAS

Arthur da Cunha Bastes Júnior

O GRSECRGERAL DE EDUCAÇÃO

Guilherme Fagundes de-Oliveira

O GRSECRGERAL DE PREVE ASSIST

Jafé Torres

O GRSECRGERAL DO PATRIMÔNIO

Rudolf Walter Franz Wuensche

O GRSECRGERAL DE CULTURA

Luiz Braga Mury

O GRSECRGERAL DE RELAÇÕES MAÇÔNICAS EXTERIORES

Ricardo Bath Crespo

O GRSECRGERAL DO INTERIOR E RELAÇOES PÚBLICAS

Cândido Ferreira de Almeida







GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL

Poderosa Assembleia Distrital Legislativa

SQN 415 – Área Especial de Templos

CEP 70878-000 Brasília-DF - Tel. (61) 3340-1828

TÍTULO ORIGINAL: PAEL – ORIGEM E EVOLUÇÃO

Por Orlandino Alves de Araújo

1º Presidente da PAEL do GODF (pós-reunificação)

Coube-me a mim a subida honra, mas a difícil missão de falar em nome dos 18 Ex-Presidentes desta Casa Maçônica de Leis, originalmente denominada PAEL – Poderosa Assembleia Estadual Legislativa e hoje ADL – Assembleia Distrital Legislativa. A seguir nominativa dos ex-Presidentes em ordem cronológica:
PRESIDENTE PERÍODO

José de Melo e Silva - “in memoriam” 24.06.72 a 17.11.72

Raimundo Rodrigues Chaves - “in memoriam” 18.11.72 a 23.06.74

José de Melo e Silva - “in memoriam” 24.06.74 a 23.06.76

Yolando Barboza Castro 24.06.76 a 23.06.78

Ildefonso Gadioly Santos - “in memoriam” 24.06.78 a 23.06.80

Geraldo Aguiar Viana 24.06.80 a 23.06.83

Geraldo Aguiar Viana 24.06.83 a 23.06.85

Orlandino Alves de Araújo 24.06.85 a 29.08.85

Orlandino Alves de Araújo 30.08.85 a 11.12.85

Orlandino Alves de Araújo 12.12.85 a 23.06.86

Orlandino Alves de Araújo 24.06.86 a 30.11.86

Antonio de Lisboa Pontes Ursolino – interino 01.12.86 a 23.06.87

Marcos José Muniz 24.06.87 a 23.06.89

Claudionor Moura Nunes 24.06.89 a 23.06.91

Carlos Roberto Schiffer 24.06.91 a 23.06.93

Alberto Sanches 24.06.93 a 23.06.95

Juvêncio Cirilo Neto 24.06.95 a 23.06.97

Inácio Jose da Silva 24.06.97 a 23.06.98

Adelson Júlio Cardoso 24.06.98 a 23.06.99

Victor Nunes do Valle 24.06.99 a 23.06.00

Carlos Rinaldi Penatti 24.06.00 a 23.06.01

Marco Antonio W. Braga 24.06.01 a 23.06.02

William Teixeira 24.06.02 a 23.06.03

Astrogildo Almeida Melo 24.06.03 a ...

RETROSPECTIVA HISTÓRICA


Para promover o progresso da Sublime Ordem Maçônica na capital federal, o Grande Oriente do Distrito Federal foi fundado em 21 de abril de 1971, graças à brilhante ideia das administrações de doze Lojas Maçônicas aqui citadas em ordem alfabética: Abrigo da Virtude, Acácia do Planalto, Águia do Planalto, Atalaia de Brasília, Aurora de Brasília, Brigadeiro Proença, Estrela de Brasília, Fraternidade e Justiça II, Gonçalves Ledo, Luz e Fraternidade, Sete de Setembro VII e União e Silêncio.
Fundado em novo Grande Oriente, tornara urgente a formação de uma Assembleia Constituinte para elaboração, discussão e promulgação da primeira PAEL – Poderosa Assembleia Estadual Legislativa, cuja promulgação deu-se em 2 de junho de 1973, sendo seu primeiro Presidente o Emin Ir José de Melo e Silva.
Cercada de naturais dificuldades, sem um lugar definido para suas reuniões ordinárias, reuniu-se por alguns anos, a título de cessão sem ônus, no Templo da ARBLS Aurora de Brasília, depois nas dependências do Poder Central, de lá para o Cine Centro São Francisco em dependências de propriedade da ARBLS Acácia do Planalto e, finalmente, hoje está instalada definitivamente neste prédio (SQN 415)..
No ano de 1973 houve uma Cisão na cúpula do Grande Oriente do Brasil, fruto de vaidades e inexplicável ganância pelo Poder, em face de eleições gerais, em todo o território nacional, para o Grão-Mestrado do Poder Central. Como nefasto resultado, houve um “racha”, originando, como consequência, duas Potências: o Grande Oriente do Brasil e o “Colégio de Grão-Mestres dos Grandes Orientes Independentes”. Surgida Nova Potência, a PAEL-Pod.·.Ass.·.Est.·.Legislativa do GODF/GOB deixou de existir, dando lugar à Sob.AssFederal Legislativa do Grande Oriente do Distrito Federal como Potência Maçônica Independente e jurisdição nacional, constituída de Lojas no Distrito Federal (maioria) e também nos estados de Goiás e Bahia..
A estrutura política-administrativa adotada pela nova potência foi a Confederação (à semelhança das SSerGGdes.Lojas) e, de três em três anos havia eleições, em rodízio, a fim de eleger um Grão-Mestre Estadual Presidente do Colegiado naquele período. Concomitantemente havia eleições para DDep.Federais em todos os OOr.·.Independentes, sendo dois por cada Loja, sem suplentes e, à época, representando a ARBLS União e Silêncio os DDep João Mascarenhas e Orlandino Alves de Araújo..
O GODF/Independente, por localizado na capital da república, foi eleito Vice-Presidente permanente e, ao longo do tempo, foi perdendo força, vigor e poder, já que não podia concorrer à Presidência. .
Decorridos treze anos da Cisão, em oito de março de 1985, o Sob.· Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Ir Jair Assis Ribeiro e o Sob Grão-Mestre do Grande Oriente Independente do Distrito Federal, Ir Ildaci Silvério Borges acordaram e assinaram o Tratado de União do Grande Oriente do Distrito Federal, Vice-Presidente do Colégio de Grão-Mestres Independentes da Maçonaria Brasileira e o Grande Oriente do Brasil, “In Verbis”:
“TRATADO DE UNIÃO DO GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL, FILIADO AO COLÉGIO DE GRÃO-MESTRES DA MAÇONARIA BRASILEIRA E O GRANDE ORIENTE DO BRASIL”

1 – O “GRANDE ORIENTE DO BRASIL”, neste ato representado pelo seu Grão-Mestre Geral, JAIR ASSIS RIBEIRO, e o ”GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL”, neste ato representado pelo seu Grão-Mestre, ILDACI SILVÉRIO BORGES, tendo em vista a unidade da Maçonaria no país, o que é ardentemente desejado por todo o Povo Maçônico, RESOLVEM, pelo presente Tratado, o que segue:

2 – Considerando a vontade de todos os Maçons de se unirem sob uma só bandeira, para que a Maçonaria Brasileira se fortaleça, o GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL e o GRANDE ORIENTE DO BRASIL se unem formando uma Potência Única, mantendo a denominação “GRANDE ORIENTE DO BRASIL e a sua administração em nível nacional, bem como a do “GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL”.

3 – As Lojas originárias do GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL elegerão imediatamente junto à Soberana Assembleia Federal Legislativa do “GRANDE ORIENTE DO BRASIL” os Deputados Federais. As Lojas do “GRANDE ORIENTE DO BRASIL” que se jurisdicionam ao GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL elegerão seus Deputados à respectiva Poderosa Assembleia Legislativa.

4 – São assegurados ao GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL e a todas as suas Lojas o direito de domínio, posse, administração e livre disposição de seus bens, sem prejuízo dos preceitos da atual Constituição do GRANDE ORIENTE DO BRASIL.

5 – Serão tomadas iniciativas para elaboração de reforma da Constituição do GRANDE ORIENTE DO BRASIL.

6 – O GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL adaptará imediatamente sua legislação à do GRANDE ORIENTE DO BRASIL.

7 – São reconhecidos todos os títulos de Benemerência, Honoríficos e/ou outros concedidos ao GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL às Lojas ou à Maçons, devendo os mesmos serem registrados no GRANDE ORIENTE DO BRASIL.

8 – O GRANDE ORIENTE DO BRASIL se compromete a ratificar os Tratados do GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL com outras Potências Maçônicas Internacionais regularmente constituídas e reconhecidas, ressalvadas as colidências com outros tratados existentes.

9 – As Lojas homônimas, por força deste Tratado, poderão mudar seu título distintivo ou manter o nome, o qual será, porém, esclarecido em expressão que o distinga.

10 – Os obreiros que compuserem, em razão deste Tratado, o quadro do GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL, não estarão sujeitos a contribuições que não as fixadas anteriormente para o exercício em curso, e

11 – O presente Tratado será assinado, em Sessão Solene, na sede do “GRANDE ORIENTE DO BRASIL”, após ter sido aprovado pela SOBERANA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO GRANDE ORIENTE DO DISTRITO FEDERAL e pela SOBERANA ASSEMBLEIA FEDERAL LEGISLATIVA DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL.

Brasília, DF, 08 de março de 1985 E.·. V.·.

JAIR ASSIS RIBEIRO

Grão-Mestre Geral

ILDACI SILVÉRIO BORGES

Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal

ALBERTINO JOSÉ RIBEIRO

Grão-Mestre Adjunto do GODF

JOSÉ DE MELO E SILVA

Grande Procurador
Conforme previsto no item onze do Tratado supracitado, o então Sap.·. Presidente da SAFL do GODF, Ir. Gerardo Aguiar Viana, em 13.04.85, “ad referendum” submeteu o aludido Diploma à discussão e apreciação do plenário da Assembleia. Depois de muita discussão e acalorados debates, próprios da atividade parlamentar, o Tratado foi aprovado por maioria.

Posteriormente, houve a transformação da SAL – Soberana Assembleia Legislativa em Assembleia Constituinte e, em tempo recorde, foi promulgada, em 11.12.85, a primeira Constituição do GODF, Federado ao Grande Oriente do Brasil, depois da Reunificação. Assim, foi extinta a SAL – Sob.·.Ass.·.Legislativa, ressurgindo a PAEL do GODF que, em face de processo evolutivo, hoje é denominada ADL – Assembleia Distrital Legislativa do Grande Oriente do Distrito Federal.

Em síntese, meus Irmãos, esta é a origem, a evolução e a trajetória da PAEL – Pod.·.Ass.·.Est.·.Legislativa do GODF.

Em.·. Ir.·. Presidente, por oportuno, passamos às suas mãos, a fim de que, doravante, faça parte do acervo desta Augusta Casa, um exemplar da primeira Constituição do GODF, promulgada pela PAEL em dois de junho de 1973; um exemplar original da segunda Constituição do GODF, promulgada pela PAEL em dezoito de novembro de 1977, um exemplar original da terceira Constituição do GODF promulgada pela PAEL em onze de dezembro de 1985 e uma fotocópia do Tratado de Reunificação, exemplares que, até hoje, faziam parte de meu acervo.

Em Ir Presidente, isto assente, os Ex-Presidentes desta Augusta Casa de Leis gostariam de agradecer ao GADU, que é Deus, por nos ter premiado com o maior de todos os prêmios: a Vida. De igual forma, agradecimentos efusivos às nossas cunhadas pela compreensão e tolerância por nossas constantes ausências do lar, para dedicarmo-nos ao árduo trabalho diuturno, na qualidade de Parlamentares Maçônicos. Ademais, agradecimentos a todos que, de alguma forma, tenham contribuído, ensejando a que pudéssemos, cada um à sua maneira e/ou modo, prestar, ao longo destes 33 anos de existência do GODF, relevantes serviços na esfera do Parlamento Maçônico na capital de todos os brasileiros.

Esta é, Emin.Ir Presidente Astrogildo, uma síntese da verdadeira história do GODF INDEPENDENTE que marcou indelevelmente para sempre no hiato histórico da Maçonaria do Distrito Federal no período de 1973 a 1985, prestando relevantes serviços na concreta implantação de nossa Sublime Ordem em Brasília-DF.

Temos dito e muito obrigado a todos.
ORLANDINO ALVES DE ARAÚJO

Presidente da PAEL/ GODF

Brasília, abril/2004

FONTES DE CONSULTA – Boletins Oficiais dos Grandes Orientes do Brasil e do Distrito Federal e A História da Maçonaria em Brasília, 1ª edição 2006, lançada na administração do Grão-Mestre Distrital Eminente IrHélio Pereira Leite e prefaciada pelo Maçonólogo Innnocêncio de Jesus Viégas (*), obra de autoria do Maçom Adirson Vasconcelos.


(*) Este livro A História da Maçonaria em Brasília levou três anos para ser concluído.

Adirson Vasconcelos trabalhou de 2004 a 2006. Teve o inexcedível apoio do Grão-Mestre Helio Pereira Leite, que não mediu esforços para ajudá-lo, incitando os Irmãos a fornecerem as informações solicitadas e dando apoio logístico até à impressão da obra.

Um marco das comemorações dos 33 Anos do Grande Oriente do Distrito Federal. Adirson Vasconcelos todos o conhecem. Maçom dedicado jornalista respeitado e escritor primoroso. Para definir-se profissionalmente prefere que o chamem de repórter. Em verdade, o Repórter da História. De acurado senso investigativo, tem-se notabilizado, nos últimos 50 anos, pelo resgate memorialístico de Brasília, com dezenas de livros já publicados, muitos reconhecidos como didáticos.

A História da Maçonaria em Brasília é um manancial de informações preciosas e de elucidação de importantes fatos ocorridos ao longo deste meio século de vida e de serviços da Arte Real na Capital de todos os brasileiros. E cada Loja Maçônica teve um tratamento evocativo próprio, desde o momento de sua fundação até os tempos de hoje, entremeando-se relatos de suas atividades no correr dos dias.

Um livro de consulta, de pesquisa histórica, de boa leitura, de recordações, de aprendizado e de estímulo aos ideais de liberdade, de igualdade e de fraternidade, fundamentos capazes de construir uma humanidade de homens mais felizes.
A reprodução acima é uma iniciativa do Pod Ir JOSÉ ROBSON GOUVEIA FREIRE, Secretário de Comunicação do GODF (Administração do Eminente Irmão JAFÉ TORRES – 2011/2015)


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