A história do Jornalismo como história de modos de consumir informação noticiosa



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Encontro27.07.2016
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A história do Jornalismo como história de modos de consumir informação noticiosa

Margarethe Born Steinberger-Elias1



Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP

Resumo: Esta pesquisa situa-se no contexto de uma teoria do valor informacional - a economia das representações (Steinberger, 1998b, 2004a), que aborda o efeito social do consumo de bens simbólicos (Bourdieu). Tomando os discursos noticiosos como campo de investigação, assume que o valor de um fato jornalístico relaciona-se não só às suas condições de produção, mas também aos modos como é consumido e como circula em sociedade, gerando efeitos sobre a memória social dos acontecimentos. A partir daí, explora também a implicação de que tais modos per se são acontecimentos discursivos (Foucault) e resultam de uma forma de trabalho social no campo midiático. Resulta, então, que a história do jornalismo pode ser pensada como uma história dos modos de atribuir valor/sentido (consumir) à informação jornalística. Assim, a atribuição antecipada de um potencial de reconversão do fato jornalístico em fato histórico não só deveria ser tratada como critério de noticiabilidade, mas também como fator de definição de um modo historicista de consumo das notícias.
Palavras-chave: Jornalismo, História, memória social, economia das representações, teorias do valor.


1 Coordenadora do Programa de Pós-graduação lato sensu em Comunicação Jornalística da PUC-SP. Atuou como correspondente da Folha de S.Paulo em Berlim após a queda do Muro, cobriu a guerra na ex-Iugoslávia e o processo de reunificação das duas Alemanhas. Lecionou Comunicação e Lingüística durante cinco anos no Instituto de Estudos Latino-americanos da Universidade Livre de Berlim. E-mail: mborn@uol.com.br


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