A história do mato grosso do sul



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PRof. Teko- História Regional




A HISTÓRIA DO MATO GROSSO DO SUL
Os primeiros habitantes foram os índios Guarani. Os brancos, espanhóis – pelo Tratado de Tordesilhas, o Pantanal pertencia a Espanha – chegaram por volta de 1524 subindo o Rio Paraguai. Não houve muito interesse na ocupação devido a descobertas de minas de ouro e prata no Peru e no México. Na segunda metade do século XVI, nas famosas “entradas”, os bandeirantes paulistas alcançaram essas áreas com o objetivo de escravizar índios e encontrar metais preciosos. No início do século XVIII chegaram a Chapada Cuiabana subindo os rios Tietê, Paraná e afluentes do Paraguai. Encontraram grande quantidade de ouro em Cuiabá dando início a conflitos entre a comunidade local e bandeirantes. Os nativos foram resistindo à invasão de seus territórios, algumas sociedades se extinguiram e outras seguiram para áreas de menor interesse econômico.

A ocupação do MS

1)A Pré-História do MS

- A ocupação humana do MS começa a 15000 aC.

POVOS INDÍGENAS DE MATO GROSSO DO SUL

De acordo com estudos recentes, o atual estado de Mato Grosso do Sul ocupa um lugar de destaque no cenário nacional no que se refere à população indígena presente em seu território.

Desde os primeiros contatos estabelecidos pelos europeus em território sul-americano, a grande concentração de povos indígenas sempre foi um desafio e, por diversas vezes, fonte de mão-de-obra, além de outras relações exercidas entre o europeu e o “bárbaro”.

Ao se estabelecerem na região que hoje corresponde ao Paraguai, Argentina, Uruguai e parte Sul do Mato Grosso (Mato Grosso do Sul) encontraram um grande número de sociedades que já possuíam uma organização e distribuição territorial sistemática.

O grande desejo dos europeus era ampliar suas riquezas conforme a perspectiva mercantilista existente na época. Desta forma, o contato entre o nativo e o europeu, se estabeleceu a ‘ferro e fogo’. Muitos nativos tornaram-se a base da mão-de-obra compulsório dos conquistadores na América do Sul. No entanto a resistência de alguns povos indígenas, ameaçava os interesses dos dominantes na Bacia Platina como é o caso dos guaicurus e dos paiaguás. Este primeiro conhecido por dominar com grande habilidade o cavalo que fora introduzido na região pelos espanhóis, impondo de maneira grandiosa a defesa de sua região; já os paiaguás dominavam habilmente o uso da canoa nas regiões alagadiças dos Xaraés (Pantanal).

Mas o contanto entre o nativo e civilizado provocou, indubitavelmente, o extermínio quase que total de alguns povos existentes na região.

A cobiça pela lendária “Sierra de los Martírios”, conduziu a grande marcha castelhana sobre as terras do Mato Grosso, conseqüentemente, sobre as áreas ocupadas por diversas nações indígenas.

O sonho dourado exigia que os desbravadores castelhanos tivessem um grande conhecimento das rotas a serem traçadas, para isso, se valeram da utilização de índios como guias, que lhes indicavam o caminho mais seguro a seguir, bem como ensinavam os perigos da mata e os segredos das plantas e dos alimentos encontrados em suas rotas.

Além de utilizados na busca de metais preciosos, os nativos representaram uma grande fonte de lucros para o ciclo do bandeirantismo.

Agora não só os castelhanos cobiçavam a mão-de-obra indígena, mas a partir da segunda metade do século XVI, o desenvolvimento das ações do bandeirantismo desencadeado por desbravadores paulistas que passam a ultrapassar os limites delimitados por Tordesilhas e buscam, no lado oeste – portanto território espanhol – as suas presas para serem comercializadas nas lavoura canavieiras de São Paulo e outras zonas de produção.

Lembremo-nos de que muitos desses nativos pertenciam à sociedades caçadoras, coletoras e ceramistas, não possuindo nenhum mecanismo de acumulação de bens. Tudo era distribuído entre os habitantes da tribo e cada um exercia sua função social. Com isso, fica claro que ao serem capturados para serem comercializados, ocorre uma grande mudança em toda a estrutura social e econômica dos povos indígenas de toda a Bacia Platina.

No Mato Grosso do Sul pode-se encontrar alguns sinais que comprovam a clara existência de alguns povos nativos na região (alguns extintos) como são os casos das artes em cerâmica encontradas em algumas localidades do Pantanal e também as pinturas em diversas paredes rochosas, a arte rupestre.

A instalação das missões jesuíticas em território indígena foi contraditória. Por um lado foi benéfica por que os nativos que se instalavam na missões sentiam-se mais seguros contra a ação dos bandeirantes; de outro lado, muitas reduções acabaram sendo invadidas e os índios destes núcleos, que já estavam civilizados, não ofereciam uma resistência tão grande como aqueles apresados na mata.

De acordo com os escritos de Acyr Vaz, em toda a região ao longo do rio Taquari, local habitado pelos bravios guaicurus, eram constantes os ataques às monções que por ali se aventuravam, porém os viajantes descobriram (com a ajuda de outros índios) que, ganhando alguma mata ou águas profundas, facilmente se livrariam deles.

Narra ainda que os índios caiuás1perseguiram acirradamente os colonos do povoado de Iguatemi(1767-1777). Eram bons conhecedores do uso do fogo para se comunicarem; quando perseguiam seus inimigos, levantavam no aqui, ali, mostrando a fumaça aos companheiros, para o cerco, afim de liquidá-los. Estes índios eram amigos dos espanhóis. Seu território era extenso; viviam desde o Iguatemi até o rio Brilhante. Durante a Guerra do Paraguai, invadiram as fazendas dos refugiados e estes, de regresso, precisaram se unir para reconquistá-las pelas armas”.2

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