A história do mato grosso do sul



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- O ditador paraguaio propunha que as terras desde o Iguaçu até a serra de Maracajú fossem incorporadas ao território de Lopez, exigindo ainda, com tamanha incoerência, que entre os rios Apa e o arroio Branco não fossem fixados colonos.

- Segundo Acyr Vaz, Lopez propunha a ‘terra de ninguém’, faixa que não seria por ninguém ocupada, até que se desse solução final ao caso – tal região era habitada pelos guaicurus.

- Para evitar um eventual conflito com os paraguaios, a província do Mato Grosso, pela ação do governo da província, entra em contanto com o Ministério da Guerra para verificar se a região Fecho dos Morros dos ocupada anos atrás, agora já com o Forte Coimbra, seria considerada ‘terra de ninguém’.

- É importante ponderar que se a região fosse tida como terra de ninguém, facilmente os paraguaios poderiam estender os seus territórios além dos rios Apa e Branco, dominando, as terras que correspondem ao atual Mato Grosso do Sul.

- Tendo clara as pretensões de Lopez, o governo brasileiro com a representação do Capitão Joaquim José de Carvalho e uma guarnição de cerca de 31 homens, sob instrução de Costa Pimentel (presidente do MT), fundam na região dos Fecho dos Morros, aos 29 de junho de 1850, o Quartel de Guarnição do Parque das Armas, servindo também como forte permanente – Forte Olimpo.

- A fundação de um forte no Fecho dos Morros pegou Lopez de surpresa. Apesar de que Francisco Bueno da Silva teria deixado a região sem dar início ao forte.

- A reação de Lopez já era esperada. Com um grupo de cerca de 600 homens, rumam em direção ao Fecho dos Morros e, ao chegarem na região, abrem fogo, provocando a retirada de Bueno com cerca de dez perdas.

- Mas a ação de Lopez é justificada pela negação do Império Brasileiro em fornecer armas aos paraguaios para manter, por meio da força, as possessões paraguaias em solo argentinos. Portanto, era uma forma de vingança de Lopez.

- A reação do governo imperial foi rápida e precisa. Com o apoio dos guaicurus – que habitavam a região e eram inimigos dos paraguaios – os brasileiros vencem a batalha. Aproveitando a situação, os índios invadem diversas fazendas paraguaias e as saqueiam.

- Não tendo mais saída o Paraguai assina em 1858 um tratado de Livre Navegação pela Bacia Platina com as demais nações platinas e o Brasil.

- Carlos Antonio Lopez, falece no ano de 1862 sem conseguir ampliar o território paraguaio sobre as terras do Mato Grosso do Sul e, não consegue manter por muito tempo as suas conquistas em solo argentino com foi o caso da província de Corrientes e Entre-Rios, porém assegura uma saída para o Atlântico.

- Governo de Francisco Solano Lopez

- Com o objetivo de manter os sonhos imperialistas paraguaio na bacia platina, assume o governo Francisco Solano Lopez, filho de Lopez. Contudo, Solano Lopez busca manter a estrutura de desenvolvimento manufatureiro e comercial aliado à burguesia paraguaia e alicerçado pelo ideal nacionalista que contava com o apoio das massas populares.

- Mas enquanto, o Paraguai busca suas pretensões isolacionistas e expansionistas, o Brasil também se manifestava com grande interesse na bacia platina fazendo algumas intervenções, vejamos:

1ª intervenção:

- 1852 - Assume o poder na Argentina o nacionalista Manuel Rosas, inimigo do Brasil.

- No Uruguai assume o poder o general Manoel Oribe do Partido Blanco.

- O Brasil intervém no Uruguai e coloca no poder Frutuoso Rivera do Partido Colorado.

- Em 1852 o Brasil ajuda o General Urquiza a depor Manuel Rosas.

  • Fica evidente o intervencionismo do Brasil na Bacia Platina.

2ª intervenção:

- Em 1858 o Paraguai assina com o Brasil um tratado de não intervenção do Uruguai, garantindo assim o livre acesso ao mar.

- No entanto em 1864 o Brasil interfere novamente no Uruguai em favor de Venâncio Flores que depõe Atanásio Aguire.

  • Este é o estopim para que o Paraguai iniciasse as suas ações que conduziriam à Guerra do Paraguai.

- Como reação à intervenção do Brasil no Uruguai – que segundo Solano Lopez ameaçava a soberania paraguaia – em 10 de novembro de 1864, as tropas paraguaias a mando de Lopez, aprisionam o navio ‘Marquês de Olinda’ que conduziam para o Mato Grosso o presidente da Província, o baiano Frederico Carneiro de Campos, que vem a falecer em 1867 em seu cativeiro – o navio foi aprisionando quando passava por Assunção com destino a Cuiabá.

- Estava iniciado o maior conflito bélico da América do Sul que envolveu as principais nações platinas e o Brasil.

- Importante salientar que as causas da Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança contra o Paraguai, não estão associadas diretamente à industrialização paraguaia, são elas:

- Choques de interesses nas Nações Platinas;

- Formação dos Estados Nacionais Platinos;

- Livre Navegação;

- Expansionismo paraguaio;

- Mau exemplo paraguaio – autonomia econômica em relação à Inglaterra;

- Perdas inglesas na região pelas ações paraguaias.

- Dadas as primeiras movimentações de Solano Lopez em invadir a província do Mato Grosso(Corumbá e Coimbra) e posteriormente a província do Rio Grande do Sul (São Borja e Uruguaiana), o governo brasileiro trata de mobilizar as sua tropas na tentativa de barrar Lopez.

- Lembre-se que em 1864 o Brasil está de relações cortadas com a Inglaterra, devido à Questão Christie. Portanto, de novembro de 1864 a 30 de abril de 1865 o Império Brasileiro está sozinho na luta contra o Paraguai, pois em 01 de maio de 1865, após o rei Leopoldo I da Bélgica intervir a favor do Brasil, por influência britânica ocorre a formação da Tríplice Aliança – Argentina, Brasil e Uruguai – para conter os avanços de Lopez.

- Argentina, Brasil e Uruguai possuíam interesses em barrar as pretensões do país guarani, porém foram usados como meros fantoches para proteger principalmente os interesses britânicos na Bacia Platina.

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