A história emocionante de um cristão chinês que levou sua fé às últimas conseqüências



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9. Pelo vale da morte



"Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de

vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária

vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida

em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que

também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se,

pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois,

porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus."

(1Pe 4.12-14.)


Durante a longa e dolorosa viagem de volta a Nanyang, o Senhor me consolava continuamente, dizendo: "Aquie-te-se e saiba que eu sou Deus."

A viatura chegou ao portão da cadeia de Nanyang. Os policiais tiraram as algemas da barra de ferro e me empur­raram para fora da van, rumo ao chão congelado. Soprava a brisa gelada vinda do Norte. Meu rosto e meu cabelo achavam-se ensopados de sangue; meus olhos, roxos, e o rosto, inchado. Estava descalço, e as algemas haviam cortado bem fundo meus pulsos.

Levaram-me até uma grande sala de interrogatório, onde uns dez oficiais do DSP esperavam para ver que tipo de Pessoa eu era.

Diante da pequena estatura, do rosto inchado e do ca­belo desgrenhado, deram gargalhadas e zombaram de mim:

- O quê? Você é o Homem do Céu?

O chefe olhou para mim com desprezo e perguntou:

- Você é Yun? O Yun que tem percorrido o país todo causando problemas? Hoje você nos pertence. Nem tente escapar. A lei finalmente o pegou!

O segundo chefe gabou-se, com arrogância:

- Temos uma rede sem furos cobrindo os céus. Você nunca poderá escapar do longo braço da lei! Yun, hoje você foi derrotado. Seus companheiros já estão em nossas mãos. Até colega de crimes, o Sr. Xu Yongze encontra-se sob nosso con­trole. Sua igreja foi totalmente destruída. Seu fracasso foi com­pleto. Você é inimigo do nosso país e do nosso partido.

Quando ouvi essas palavras, fiquei irado. Senti a fé cres­cer de dentro de mim, e falei:

- O evangelho cresce nas dificuldades e irá se espalhar por todo o mundo. A verdade entrará no coração de cada pessoa. A verdade é sempre a verdade. Nada nem ninguém pode mudar isso. Ela sempre vencerá.

Os oficiais me fitaram com total desprezo. Um deles, com um sorriso ameaçador, inclinou-se para mim e cochichou:

- Yun, você já não sofreu o bastante? Quer um pouco mais de "distração"?

Baixei a cabeça e não disse nada. Ele prosseguiu:

- Você deveria entender a seriedade dos seus crimes. A política do governo é tratar bem os que confessam seus cri­mes de forma clara e sincera. Mas, se você mentir e não cooperar, será tratado com severidade.

Eu me sentia forte por dentro, determinado a obedecer a Deus e não ao homem. Meditei na Bíblia: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Se­nhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?" (Sl 27.1.)

O segundo chefe voltou a falar:

- Você cometeu crimes graves contra nossa nação, mas mesmo assim seremos misericordiosos e lhe daremos uma chance. Se você relatar os detalhes do seu trabalho com since­ridade, contar quem são seus companheiros e as atividades que realizaram durante esses anos, garanto que o libertare­mos imediatamente. Então você poderá ir para casa encontrar-se com sua esposa e sua mãe para celebrar o ano-novo.

Ele me julgava um camponês sem instrução, e tentou me enganar com palavras pomposas e suas táticas gover­namentais. Faltavam apenas sete dias para o início das co­memorações do ano-novo lunar.

Ao ouvir as palavras dele, senti vontade de dizer:

"Você promete que vai me libertar se eu confessar meus 'crimes'? Pois garanto que você vai morrer e vai para o inferno se não se arrepender dos seus pecados e aceitar Jesus Cristo."

Entretanto me contive. O que eu disse foi:

- Durante os últimos dias fui torturado, espancado e passei tanta fome que quase morri. Algumas vezes não con­segui nem respirar de tanta dor. Faz muito tempo que não como bem. Agora você quer que eu conte tudo que fiz du­rante vários anos. Não tenho como fazer isso agora, neste estado. Gostaria que me dessem tempo para pensar, des­cansar e me recuperar. Quando acabar de refletir sobre o passado, eu informo.

Os oficiais ficaram impressionados com a minha lógica. Consideraram meu pedido razoável e me deixaram voltar para a cela e pensar em minhas atividades. Perguntaram:

- Quando você estará preparado para falar?

- Eu direi na hora em que estiver pronto, respondi. Fui conduzido à cela número dois, passando por quatro

portões de ferro. A prisão era cercada por um muro bem alto de tijolos vermelhos e tinha uma cerca eletrificada no topo. Nos quatro cantos do muro havia guaritas, de onde guardas armados vigiavam atentamente os prisioneiros.

Enquanto eu me ajeitava em meu novo lar, o Espírito Santo me fez lembrar de alguns versículos:

"Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no in­ferno tanto a alma como o corpo." (Mt 10.28.)

"Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." (2 Tm 3.12.)

"Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o Passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança." (Tg 1-2,3.)

O Senhor voltou a falar comigo:

"Aquiete-se e saiba que eu sou Deus."
Comecei a perceber que a presença do Senhor era meu refúgio. Sabia que estava prestes a enfrentar uma dura prova de fogo. Jamais seria como Judas; não entregaria meus ir­mãos e irmãs. Preferia ser esfolado vivo a revelar o nome dos meus preciosos companheiros.

Decidi me apoiar na Palavra de Deus e jejuar e orar para enfrentar a tempestade que se formava no horizonte. Pre­cisava seguir o exemplo de Jesus: ele jejuou no deserto para vencer as tentações do diabo.

"Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribula­ção, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?" (Rm 8.35.)

Em meu primeiro dia na prisão de Nanyang, concluí que Deus queria que eu jejuasse e orasse pelo avanço do evan­gelho. Deveria interceder para que milhares de almas en­contrassem a salvação e para que as igrejas domésticas de toda a China fossem vitoriosas.

Comecei a jejuar em minha cela na noite do dia 25 de janeiro de 1984. A sensação de fome me atacou imediata­mente. Mais e mais tentações me sobrevinham. Sentia tan­ta fome que quase não conseguia suportar.

Meu compromisso foi logo violentamente testado. Naquela noite o diretor da prisão resolveu demonstrar seu lado com­passivo em comemoração à chegada do ano-novo. Então permitiu que os prisioneiros recebessem uma alimentação me­lhor do que a costumeira comida rançosa. Cada homem re­cebeu um mantou, um pouco de sopa de porco e um aipo.

Para prisioneiros famintos, era um lauto banquete. O cheiro da comida inundou os corredores antes mesmo de ela chegar. Os homens devoraram tudo como lobos vora­zes e, literalmente, lamberam as tigelas.

O diabo argumentou comigo:

"Só há uma celebração de ano-novo por ano. Coma um pouco agora, aproveite a oportunidade."

Cheguei muito perto de sucumbir a essa tentação.

Desde minha captura no nordeste de Henan, eu havia comido muito pouco, e emagrecera muito. Estava com fome, ferido e esgotado. Resolvi comer, mas recebi logo uma pa­lavra do Senhor: "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resis­ti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7).

Em seguida, orei:


"Sentimento de desespero, deixe-me agora, em nome de Jesus Cristo."
Devolvi a sopa, o mantou e o aipo ao guarda e disse a ele:

"Por favor, divida minha porção entre os homens desta cela."


No mesmo instante a fome me deixou.

A comida era o deus dos criminosos naquela prisão. Como abri mão da minha porção, eles começaram a me tratar bem e com simpatia. Depois de engolir a refeição, quiseram saber por que eu tinha sido preso. Perguntaram:

"Você é um homem bondoso. Por que está aqui?"

Contei a eles que era por eu ser um vaso escolhido de Deus.

Eles me pediram para cantar uma música, e eu cantei:
O vento norte sopra, mas a brisa do sul virá.

Em tudo a vontade de Deus se faz.

O vento norte, tão frio, não soprará por muito tempo,

Logo a brisa quente do sul virá.


Coro:

Seja paciente, espere, seja paciente, espere.

O Senhor fará tudo belo no tempo certo.

Quando a hora chegar, quando a hora chegar,

Graça abundante jorrará para você.

Você, sobrecarregado de dor, não lamente mais.

O Senhor cuidará de você.

Se seu Pai celestial não permitir,

Ninguém poderá lhe fazer mal.
Meus colegas na prisão gostaram muito de ouvir essa rnúsica. Alguns a entenderam, outros, não. Eles acredita­vam no destino - que não podemos mudar o que acontecerá durante nossa vida. Eu lhes disse que Deus, e não o des­tino, estava no controle, que ele e nossa decisão de obede­cer ou não à sua Palavra determinavam o curso da nossa vida. Aproveitei a oportunidade para ensinar-lhes o que a Bíblia diz: "E, assim como aos homens está ordenado mor­rerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim tam­bém Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pe­cado, aos que o aguardam para a salvação" (Hb 9.27,28).

Insisti com eles para aceitarem a Jesus como Salvador.

Depois de falar por cerca de meia hora, senti muita dor na cabeça e no peito, por causa das surras. Mesmo enquan­to compartilhava, minha cabeça pulsava e uma sensação no peito me fazia pensar que eu iria ter um colapso.

Sabia que o Senhor queria que eu descansasse, então fa­lei aos meus companheiros de cela:

"Quero compartilhar mais sobre Jesus com vocês, mas não consigo falar agora porque estou sentindo muita dor na cabeça e no peito. Meu Deus me disse que preciso ficar quieto e descansar. De hoje em diante, então, não vou co­mer nada nem beber água. Vou dar minha porção para vocês. Por favor, não contem aos guardas, porque, se eles souberem, não vão me deixar dar a comida para vocês."

Eles exultaram com minha oferta, porque na prisão os homens recebem tratamento cruel, e a comida é horrível. O estômago era o deus, e a comida, o senhor deles.

Em 29 de janeiro de 1984, fui levado mais uma vez para interrogatório. O juiz que presidia declarou:

- Já lhe demos alguns dias para pensar. Queremos que fale agora. Se for sincero, permitiremos que vá para casa encontrar com sua família.

Eu falei:

- Estive envolvido em tantas atividades que não conse­gui me lembrar de tudo em tão pouco tempo. Não quero atrapalhar os senhores de comemorarem o feriado, então peço que me dêem mais tempo para pensar.

Os dois juízes principais se entreolharam e disseram:

- Yun, você é um homem compreensivo. Vamos manda-lo de volta à cela, mas depois dos feriados do ano-novo você fará uma confissão explícita.

Quando voltei para a cela, o Senhor me disse com carinho:

"Descanse. Não tenha medo, apenas se submeta a mim. Não olhe para as circunstâncias, para si mesmo, nem para os outros. Ore mais, e verá a minha glória."

Eu meditava na Palavra de Deus dia e noite, pensava em tudo o que é santo, tudo que edifica. Lembrava-me dos grandes homens e mulheres da Bíblia que sofreram por cau­sa de sua fé.

Lembrei-me de que Jesus se submetera de boa vontade a Deus e enfrentara a ira de homens perversos. Pensei em José e nas experiências dele no Egito, em Daniel na cova dos leões e em Estêvão apedrejado até a morte. Meditei no que Paulo escreveu enquanto estava preso e na fuga milagrosa de Pedro narrada no capítulo 12 de Atos. Tudo isso foi como uma nuvem de testemunhas cercando meus pensamentos. O exemplo deles dissipou o temor e o peso do meu coração.

Naqueles dias, fiquei como um bebê adormecido nos bra­ços de sua mãe, sugando em paz o seio dela.

Deus purificou meu coração. Deixei de guardar ódio e rancor contra os que haviam me tratado com crueldade. Eu experimentava um relacionamento profundo com Deus. Entendi que tudo o que havia acontecido comigo resultava apenas da vontade dele. Isso me capacitou a sentir amor genuíno pela alma dos homens perversos que me atacaram e tentaram me destruir. Eu me encontrava cheio de mansi­dão e bondade. Meu espírito estava pleno de alegria e gra­tidão enquanto eu engrandecia ao Senhor.

Eu disse a Deus que só voltaria a falar no dia em que visse minha família de novo. Não queria falar, pois o Se­nhor me mandara descansar e confiar apenas nele.

Os dias e as semanas se passavam, e eu não comia nem bebia. O próprio Senhor era meu sustento. Sei que a medi­cina considera impossível uma pessoa viver mais que al­guns dias sem água, mas "Os impossíveis dos homens são Possíveis para Deus" (Lc 18.27).

Nunca deixei de considerar o jejum um milagre, e não sabia que ele duraria tanto. Só sabia que Deus havia me mandado descansar e meditar em Jesus. Foi ele o foco da minha mente e do meu coração nesse período. Depois dos primeiros dias, parei de pensar em água e comida. A cada dia meu espírito se aproximava mais de Jesus. Meu próprio pecado diminuiu na medida em que a presença e a luz do Senhor cresciam em meu espírito.

Aprendi a verdade literal do ensinamento de Jesus: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que proce­de da boca de Deus" (Mt 4.4).

Deus me levou a jejuar para a glória dele. Não foi idéia minha, nem foi um plano elaborado por um ser humano. Só consegui jejuar assim, sem nem uma migalha de alimen­to nem uma gota de líquido, porque Deus o quis. Tudo acon­teceu em obediência à ordem dele, não como sacrifício para tentar agradar-lhe. "O obedecer é melhor do que o sacrifi­car." (1 Sm 15.22.)

O tempo passou rapidamente. Voltei a ser interrogado no dia 11 de fevereiro. Estava tão fraco que um compa­nheiro de cela precisou me carregar até a sala de interroga­tório. Fechei bem os olhos e me limitei a ficar deitado no chão, sem me mexer.

Os oficiais fizeram várias perguntas, mas não abri a boca. Acharam que eu estava fingindo, então começaram a me açoitar com um chicote de couro.

O prisioneiro que havia me carregado até lá deu um sal­to e protestou:

"Desde o dia em que chegou aqui na cadeia Yun sente muita dor na cabeça e no peito. Faz mais de dez dias que ele não come nada."

Meus algozes não puderam fazer nada, a não ser man­dar que ele me carregasse de volta.

Todos os prisioneiros da minha cela testemunharam es­ses eventos. Viam que eu não comia nem bebia. Passava a maior parte do tempo deitado num canto, sem dizer nada. Começaram a perguntar uns aos outros quanto tempo con­tinuaria vivo sem comer nem beber. A medida que os dias e semanas passavam, começaram a perguntar:

"O que faz esse homem continuar vivo?"

Meu corpo ficava cada vez menor e mais fraco, mas meu espírito crescia e se fortalecia.

Não comi nem bebi nada de 25 de janeiro a 2 de março de 1984.

Na noite do 38." dia do jejum, o diabo me tentou:

"Yun, Jesus jejuou durante 40 dias. Como pode você, um servo, superar o Mestre? Vai jejuar mais do que ele? Vai tentar ser melhor que seu Mestre?"

De repente, meu coração foi tomado por nuvens escu­ras. Nunca sentira tanto desespero. Encontrava-me no meio de uma intensa batalha espiritual.

Foi como se milhares de demônios me cercassem e me atacassem com toda a força. Fiquei desanimado, sem espe­rança. Meu corpo e minha mente estavam tão fracos que cheguei a pensar em suicídio. Fazia tanto tempo que eu não falava que, quando tentei orar em voz alta, descobri que minha voz havia se transformado em mero sussurro. Perguntei a Deus:

"Senhor, o que vou fazer?"

Ele não me respondeu na mesma hora, mas eu sabia que ele estava cuidando de mim. Indaguei:

"Senhor Jesus, por que permites que eu seja esbofeteado dessa maneira? Por favor, receba meu espírito."

Após uma longa noite de luta, voltei à presença do Se­nhor. Ele me disse: "Conheço as tuas obras - eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar - que tens pouca força, entretanto, guardaste a mi­nha palavra e não negaste o meu nome" (Ap 3.8).

Meu coração ficou repleto da alegria quando ouvi essas palavras! Senti-me como um garotinho que vê seu pai defendê-lo dos valentões da escola.

"Sim, Senhor, conheces minhas obras!" clamei.

A voz de Deus causou em mim o impacto de um trovão. Lágrimas jorraram dos meus olhos. Naquele momento, tive uma visão poderosa. Vi uma série de portões de ferro se abrindo, um após o outro.

Milhares de homens e mulheres, de várias nacionalidades, vestidos com roupas bem coloridas, adoravam juntos o Senhor. Meu coração se encheu de luz e força. Deus me concedeu espírito de alegria. Na visão, eu cantava ao Se­nhor, em voz bem alta: "Louvarei ao Senhor durante a mi­nha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu vi­ver" (Sl 146.2).

A visão continuou. Minha infância passou como um raio diante de mim. Foi como se uma cortina fosse puxada, e eu visse, com toda clareza, que Deus havia me chamado para perto dele desde o meu nascimento.

Na visão, exclamei:

"Senhor, não tenho a menor chance de sair da cadeia e pregar o evangelho. Mesmo se abrisses os portões para mim neste exato momento, estou tão fraco que não conseguiria nem engatinhar até a porta."

No entanto o Senhor revelou a vontade dele para mim através de dois versículos em que eu não tinha prestado muita atenção antes: "Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis" (Rm 11.29) e "Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para jun­to do Pai" (Jo 14.12).

Deus aliviou a dor do meu coração e dissipou as trevas da minha alma. Como água viva brotando dentro de mim, um espírito de alegria tomou conta do meu coração.

Senti que havia atravessado o vale da morte. E o Senhor me sustentara.

Continuei a jejuar.

O diabo prosseguiu lançando pensamentos negativos em minha mente. Ele me perguntava: "Quem vai cuidar da sua família quando você morrer? Onde está o seu Deus? Será que ele abandonou você e vai deixá-lo morrer?" Para enfrentar esses ataques, eu meditava em textos da Palavra de Deus, como Miquéias 7.8,9: julgue a minha causa e execute o meu direito; ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça."


*****
DELING: Depois que meu marido foi preso, muitos irmãos passa­ram a me ajudar todos os dias. Claro que eu carregava o peso e a dor de saber que ele estava na cadeia. E eu, nessa ocasião, estava grávi­da. Os crentes, porém, aliviaram minha carga, e a experiência não foi tão tenebrosa quanto seria de se esperar. Os incrédulos da nossa vila tentavam o tempo todo me desanimar, mas eu não lhes dava atenção.

Yun foi trazido de volta de Wuyang para Nanyang em uma van. Passou oito meses sendo torturado no posto policial. As informações que recebíamos indicavam que a sentença dele seria a execução ou prisão perpétua. Até o irmão de Yun afirmou que os crimes dele eram tão graves que ele seria executado.

Os crentes do lado de fora da cadeia ficaram sabendo que Yun estava sofrendo terrivelmente e que adotara uma postura de confiança inabalável no Senhor. Algumas pessoas que recebiam autorização para visitar os parentes presos voltavam contando histórias sobre um ho­mem milagroso que vivia sem comer dentro da cadeia. Muitos, por toda a cidade, comentavam esse fato estranho.

Milhares de cristãos das igrejas domésticas prosseguiram orando e jejuando dia e noite pelo meu marido. Enquanto isso, as igrejas conti­nuavam a crescer. Grandes milagres, sinais e maravilhas aconteciam com frequência, e milhares se uniam ao corpo de Cristo.

O diabo usou meus parentes para me tentar. A esposa do meu irmão mais velho foi à minha casa e me aconselhou a me divorciar de Yun e procurar outro homem enquanto eu ainda era jovem. Outros também me pressionavam no mesmo sentido, principalmente os que acreditavam que ele seria condenado à morte.

Recusei-me a seguir esses conselhos.

Muitos pregadores chineses foram abandonados pelas esposas enquanto estavam presos por amor ao evangelho. Um irmão, Li, foi condenado a muitos anos de prisão. No momento em que leram a sentença no tribunal, a esposa dele se levantou e gritou:

"Eu me divorcio desse homem!"

Eu, porém, não queria agir como ela.


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