A história emocionante de um cristão chinês que levou sua fé às últimas conseqüências



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Prólogo

Li o livro do Irmão Yun com alegria, de um só fôlego e com muita empolgação. Tive a sensação de voltar a essa época agitada e revivi lembranças preciosas.

Eu e o Irmão Yun nascemos na mesma região, frequen­tamos a mesma igreja e trabalhamos juntos no campo. Jun­tos, choramos, nos alegramos, pregamos e fomos rejeita­dos. Comemos e dormimos ao ar livre, permanecendo uni­dos em tempos bons e ruins. Nós nos amávamos como se fôssemos irmãos de sangue.

Trabalhamos juntos muitos anos, até sermos presos em Nanyang. Na prisão, nos colocaram em celas distintas, mas gritávamos pelos corredores, esperando que o outro ouvis­se e fosse encorajado. Tentávamos fazer chegar às mãos um do outro bilhetes para fortalecer nossa fé.

O testemunho de Yun foi escrito com sangue e lágrimas. A jornada dele incluiu lutas terríveis. Mas, em vez de recla­mar e murmurar, ele aprendeu a avançar em oração con­tra os obstáculos, sempre de joelhos diante de Deus.

Os crentes chineses pensam nele como um bravo que sempre ora de joelhos, levantando as mãos ao Senhor em gratidão enquanto lágrimas correm por seu rosto. Na ca­deia, Yun enfrentou grande sofrimento. Mas, afinal, Deus não apenas lhe abriu o portão de ferro da prisão, como tam­bém passou a usá-lo para abençoar a igreja deste novo sé­culo - tanto a chinesa como a ocidental.

O Irmão Yun tem o dom de entrar em contato com cren­tes de igrejas diferentes e, com bondade, ajudá-los a formar uma unidade. Deus o tem usado como um fio para unir tecidos de várias cores e formar uma bela colcha. Nos últi­mos anos, nossos caminhos tomaram direções opostas, e algumas vezes cheguei até a censurá-lo de longe. Mas logo depois ouvi os relatos de como Deus estava usando-o, e fi­quei sabendo do caminho que ele havia seguido com fideli­dade. Então fui tomado de admiração por ele e corei de vergonha ao mesmo tempo em que censurei a mim mesmo.

Na igreja chinesa, vi muitos servos de Deus surgirem cheios de poder e autoridade, mas, no Irmão Yun, percebi um servo de Jesus que sempre vem em humildade e mansi­dão, refletindo o coração do Filho do Homem, que não veio para ser servido, e sim para servir e entregar sua vida.

Oro para que você, leitor, goste tanto deste livro quanto eu, e para que seja desafiado, assim como eu fui.

- Zhang Rongliang

Igreja Doméstica Fangcheng, China

Introdução

Em 2001, numa tarde quente de setembro, um pequeno grupo de cristãos reuniu-se no Aeroporto Internacional de Bangcoc para receber o Irmão Yun. Fazia mais de oito meses que não víamos seu rosto sorridente, pois ele havia sido preso em janeiro daquele ano. Nos primeiros dias na prisão, os guardas o espancaram tanto que quase o mataram. Depois disso saiu sua sentença - foi condenado a sete anos de prisão. De vez em quando seus amigos, espalhados por todo o mundo, recebiam uma mensagem vinda da cadeia. Uma delas dizia: "Deus me colocou neste lugar para testemu­nhar. Aqui há muita gente que precisa de Jesus. Vou ficar exatamente o tempo que ele determinou. Não vou sair nem um minuto antes nem ficar um minuto a mais. Quando ele decidir que meu ministério na prisão acabou, vou sair".

Yun foi libertado milagrosamente, no tempo perfeito de Deus, depois de cumprir apenas sete meses e sete dias da sentença de sete anos.

Agora estávamos no aeroporto, aguardando sua chega­da. Será que viria doente, cansado e abatido, depois de uma provação tão terrível?

De repente, Yun apareceu no portão de desembarque, muito diferente do que prevíramos. O rosto brilhava, e o sorriso ia de uma orelha a outra.

"Louvado seja Deus! Aleluia!" foram suas primeiras palavras. "Glória a Deus!"

Nós nos demos as mãos e curvamos a cabeça em oração de gratidão. Enquanto isso os demais passageiros passa­vam por nós apressadamente, rumo aos balcões do aero­porto, olhando-nos espantados.

O Irmão Yun é conhecido em toda a China como o "Ho­mem do Céu", por causa de um incidente ocorrido em 1984, quando se recusou a revelar às autoridades sua verdadeira identidade para não colocar em perigo outros cristãos. Di­ante das ameaças e da violência do Departamento de Se­gurança Pública, em vez de dizer seu nome e endereço, ele gritava:

"Sou um homem do céu! Meu lar é o céu!"

Os crentes, que ainda estavam reunidos em uma casa próxima, ouviram os gritos e perceberam que era um aviso. Fugiram e, por isso, escaparam da prisão.

Em sinal de respeito à coragem e ao amor de Yun pelo corpo de Cristo, os crentes da igreja doméstica da China o chamam até hoje de "Homem do Céu".

Yun é o primeiro a reconhecer que há muita coisa nele que não tem nada de celestial! Como todos nós, enfrenta tentações e fraquezas, mas ele sabe que, sem a graça de Jesus, não tem nenhum valor. Uma vez, ele disse a Deling, sua esposa:

"Não somos absolutamente nada. Não temos nada de que nos orgulhar. Não possuímos habilidades nem coisa alguma a oferecer a Deus. O fato de ele decidir nos usar decorre unicamente de sua graça. Não é mérito nosso. Não poderíamos nem pensar em nos queixar se ele resolvesse levantar outras pessoas para cumprir seus propósitos, sem nunca mais nos usar."

Oswald Chambers escreveu: "Se você der a Deus o di­reito de controlar sua vida, ele fará de você um experimen­to santo. E os experimentos dele sempre dão certo". Com toda certeza isso se aplica ao Irmão Yun. Desde que se en­controu com Jesus Cristo, ele vem se empenhando em ser­vi-lo de todo o coração. Conhecer suas experiências e apren­dizado pode servir de encorajamento para cristãos - de qualquer parte do mundo - que estejam empenhados em seguir o Senhor Jesus.

O testemunho do Irmão Yun reflete a fidelidade e a bon­dade de Deus. Mostra que o Senhor pegou um garoto fa­minto de uma vila pobre da Província de Henan, na China, e o usou para abalar o mundo. E em vez de se fixar nos muitos milagres ou nos sofrimentos que presenciou e expe­rimentou, Yun prefere contemplar o caráter e a beleza de Jesus Cristo. Deseja que todo o mundo conheça Jesus como ele conhece, não como uma figura histórica e distante, mas como o Deus todo-poderoso, capaz de todas as coisas, sem­pre presente, cheio de amor.

Enquanto eu fazia pesquisas para este livro, entrevistei dezenas de crentes na China. Eram pessoas que tinham pre­senciado os eventos narrados aqui ou haviam constatado a veracidade deles. Intercalei em todo o livro pequenas contri­buições de Deling (esposa de Yun) e de alguns líderes da igreja doméstica da China. Essas porções ajudarão o leitor a ver por outra perspectiva episódios cruciais da vida de Yun, ao mesmo tempo em que darão uma imagem mais completa das situações. A maior parte das reflexões de Deling foi feita enquanto seu marido estava preso por amor ao evangelho.

Alguém disse:

"Não são os grandes homens que transformam o mun­do, mas sim os fracos,

nas mãos de um grande Deus."

Quem conhece o Irmão Yun sabe que ele é um servo humilde de Deus, que não deseja que nada em sua vida traga glória para si mesmo nem para qualquer outro ho­mem.

O Irmão Yun deseja que sua história conduza toda aten­ção e toda glória para o único Homem do Céu - o Senhor Jesus Cristo.

- Paul Hattaway




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