A história emocionante de um cristão chinês que levou sua fé às últimas conseqüências



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5. O Caminho da Perseguição

De forma maravilhosa, Deus ia salvando a muitos e enviando-os como novos conquistadores de almas. À medida que isso acontecia, a igreja em nossa região foi crescendo em graça e em número. Contudo a oposição logo se levantou contra nós. A conversão de tanta gente chamou a atenção das autoridades. Antes de nós, não ha­via nem um cristão em nossa vila.

Passaram a perseguir minha mãe, pois acreditavam que ela era a líder de nossa igreja. Colocaram na cabeça dela um grande chapéu com orelhas de burro e fizeram com que ela desfilasse com ele pelas ruas. Obrigaram-na a parti­cipar de aulas de "re-educação", para "ajudá-la e refor­mular suas opiniões incorreras".

Depois que assumi a posição de líder da nossa igreja, a pressão passou dela para mim. Vinham sempre perguntar onde eu estava, mas ela se limitava a ignorá-los e a fingir que não estava entendendo o que eles falavam! Depois de algum tempo eles a deixaram em paz, achando que ela havia enlouquecido.

A primeira vez em que fui preso, eu tinha 17 anos. Nos anos seguintes, em várias ocasiões, fui detido e interrogado pelo Departamento de Segurança Pública.

Em vez de nos enfraquecer, a perseguição nos fortale­ceu. Quanto maior a pressão, mais fogo e amor havia para espalhar o evangelho. Éramos como os filhos de Israel du­rante a escravidão no Egito: "Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam; de maneira que se inquietavam por causa dos filhos de Is­rael" (Êx 1.12).

Meu pai morreu em 1977. Estava fraco e subnutrido havia muito tempo e, por fim, aos 66 anos, foi para a presença de Deus. Entretanto o câncer que o Senhor havia curado em 1974 nunca voltou!

O enterro dele foi um momento de grande emoção para mim. Embora soubesse que ele era salvo e estava no céu, senti uma saudade imensa, pois ele apoiava meu ministério e sentia orgulho de mim. Sempre me incentivou a servir ao Senhor de todo o coração.

No inverno de 1978, começamos a batizar os converti­dos. A única maneira segura que encontramos para fazer isso foi cortar um buraco no rio congelado e batizá-los na água gélida durante a noite, enquanto os policiais dormiam. Em muitas ocasiões batizamos centenas de convertidos nos rios e correntes de água do sul de Henan. Às vezes, Deus realizava um milagre, e ninguém sentia a água gelada. Al­guns chegaram a comentar que ela estava morna!

No fim da década de 70, multidões se convertiam to­dos os dias. A necessidade de ensino e crescimento na fé era imensa. Embora eu tivesse pouco mais de 20 anos, era considerado um líder maduro e era um dos cristãos mais antigos, pois havia me encontrado com o Senhor em 1974!

O ano de 1980 foi fenomenal para a igreja em Henan. Lembramo-nos desse ano como a época em que Deus reali­zou inúmeros milagres grandiosos, muitas curas e falou de maneira sobrenatural através de muita gente. Vimos, nesse ano maravilhoso, a igreja crescer tremendamente. Mais tar­de, os convertidos de 1980 se tomaram líderes da igreja de Deus por toda a China. A Província de Henan foi, para a China, uma espécie de Galiléia - lugar de onde saíram mui­tos dos discípulos de Jesus.

Perto de Nanyang, centenas de pessoas, tanto cristãs quan­to incrédulas, viram um lindo barco flutuando em um mar de nuvens sobre o local da reunião. Muitos pecadores se ar­rependeram e entregaram a vida a Cristo em consequência desse sinal e maravilha.

Na vila de Fen Shuiling ("Colina Divisora de Águas"), também em Nanyang, um incrédulo estava à morte, devi­do a uma doença prolongada. A família nunca ouvira o evangelho. Uma noite, Jesus apareceu a esse homem e dis­se:

"Meu nome é Jesus. Eu vim para salvar você."

Fen Shuiling fica em uma região montanhosa remota. Os pregadores ainda não a tinham visitado. Não havia igre­ja nem pastor, então me surpreendi ao chegar lá e desco­brir que o evangelho se espalhara por muitas vilas e que dezenas de famílias já haviam colocado a fé em Cristo. O próprio Jesus pregara o evangelho a eles! Esses novos cren­tes estavam famintos, desejando receber o ensino da Pala­vra.

Em dezembro de 1980, poucas semanas antes do Natal, o diabo usou uma nova forma de tentação e engano. Em lugar de torturas e demonstrações de força, passou a usar insinuações sutis e artimanhas furtivas. O governo convo­cou uma reunião de 120 representantes religiosos de todo o país. Foram convidados líderes muçulmanos, budistas, taoístas e cristãos.

Ainda não sabíamos nada sobre a Igreja dos Três Pode­res, que o governo estava organizando. "Três Poderes" relacionava-se aos três princípios que orientavam o movimen­to: autopropagação, auto-sustento e autogoverno. A maio­ria dos cristãos considerava isso bom e se regozijava por­que parecia estar raiando um novo dia em que os crentes poderiam adorar em liberdade, sem interferência nem per­seguição. Dirigi-me à reunião completamente aberto à idéia de me unir à nova igreja e liderar o trabalho em nossa re­gião, caso fosse essa a vontade de Deus.

O Departamento de Assuntos Religiosos (DAR) e o DSP locais organizaram juntos a reunião. Pretendiam escolher presidente e membros para o comitê de cada religião. O chefe do DAR me convidou para a reunião porque eu ti­nha a reputação de pregar o evangelho e também porque eu possuía uma Bíblia.

Mais de 90% dos delegados queriam que eu fosse presi­dente da Associação Cristã, mas alguns me difamaram em público, afirmando que eu não era pastor, pois não havia frequentado o seminário.

Um homem chamado Ho foi o principal acusador, por­que queria o cargo. Alegou que acreditava em Jesus desde o útero de sua mãe! Contudo era fato notório que ele nega­ra o Senhor durante a Revolução Cultural e que seguia uma teologia liberal extremamente centrada no homem.

No decorrer da reunião, anunciou com orgulho que era muito mais qualificado do que eu, pois frequentara o semi­nário e até cursara a escola missionária antes de 1949. As­segurou que era a pessoa certa para assumir a responsabi­lidade pela igreja em nossa região.

Ho afirmou que o governo deveria se opor a mim e aos meus colaboradores, porque íamos por toda parte ilegal­mente, pregando o evangelho, curando os enfermos e ex­pulsando demônios. Disse que tínhamos de parar com isso, porque perturbava a ordem social e ameaçava a paz e a estabilidade.

Ele gritava comigo, irado. Fiquei calado o quanto aguentei, mas depois senti o fogo de Deus arder em meu interior, como se deu com Jesus ao confrontar os cambistas no templo.

Ho terminou sua fala. O líder do DSP se levantou e insis­tiu com ele para continuar a acusar os "falsos cristãos, como Yun". Esfregando as mãos com alegria, disse:

- Por favor, conte tudo que o senhor sabe sobre como Yun e seus colaboradores têm perturbado a ordem social. Confesse a sujeira de seu cristianismo. Conte como esses falsos pastores estão tentando destruir nossa nação.

Ho sentiu-se honrado e voltou a se colocar em pé. Com orgulho, declarou: - Nós, os verdadeiros cristãos, temos muitas queixas contra os falsos cristãos como Yun.

Enchi-me de ira ao ver aquele homem difamar e enver­gonhar a igreja de Deus na frente de incrédulos. Não con­segui mais me conter. Levantei-me e ordenei a ele que, em nome de Jesus Cristo, calasse a boca!

A reunião virou um tumulto. Eu estava cheio do Espíri­to Santo e, com palavras poderosas vindas do Senhor, pro­clamei:

- Esta reunião não agrada a Deus!

Apontei o dedo para os que alegavam crer em Jesus:

- Vocês deveriam se envergonhar. E serão julgados pelo Senhor. A Bíblia afirma que crentes e incrédulos não de­vem estar sob o mesmo jugo. Como poderiam habitar jun­tas as trevas e a luz? A igreja de Deus não tem comunhão com os ídolos. O Senhor e a igreja dele julgarão vocês!

Antes que eu terminasse de falar, irmãos e irmãs cris­tãos vieram para perto de mim com lágrimas nos olhos e me empurraram para minha cadeira. Eles imploravam para que eu me calasse antes que piorasse ainda mais a situação.

O DSP e os líderes religiosos ficaram furiosos. Levantaram-se, bateram com o punho na mesa e me ameaçaram:

- Por que você acha que pode interromper a reunião? Nunca mais terá permissão para participar!

Assim que ouvi isso, voltei a me erguer e declarei:

- Vou embora agora. Nunca mais me convidem para uma reunião deste tipo!

Foi assim que o Senhor me levou a dar minha vida pelo evangelho na China e a trabalhar pelo crescimento das igre­jas domésticas. Naquele dia, vi que o reino de Deus jamais se mistura com a política. O alvo final, declarado, do ensi­namento marxista é a erradicação completa de toda reli­gião. A noiva pura de Cristo nunca poderá ser controlada por um governo ateu, nem liderada por homens que odeiam o Senhor!

A verdadeira igreja não é uma organização controlada por regras humanas, é uma coleção santa de pedras vivas, sendo Jesus a pedra angular. Saí da sala me sentindo livre como um pássaro. Um novo cântico nasceu em meu coração:


Desde que saí de casa eu carrego minha cruz

Indo aos confins da Terra por Jesus

Compartilhei do sofrimento do meu Senhor

Proclamando o evangelho com lágrimas nos olhos

Muitas vezes sob vento e chuva

Lágrimas correram pelo meu rosto.

Há grande peso em meu coração,

Mas o amor de Jesus me guia.

Seu amor e sua graça me encorajam

E me sustentam a cada dia.


Orei:

"Senhor, para onde irei? Senhor, como será meu futu­ro?"

Imediatamente ele me fez lembrar de Jeremias 1.5-8: "Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conhe­ci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações. Então, lhe disse eu: ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. Mas o Senhor me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás. Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor".

Nos meses que se seguiram, o Senhor começou a me en­sinar a reconhecer a diferença entre a igreja dele e a Igreja dos Três Poderes.

O governo criara o Movimento Patriótico das Três Au­tonomias e permitira igrejas "abertas, legais". Contudo sa­bíamos que fizera isso apenas para tentar controlar os cris­tãos e inserir o programa político nas comunidades religio­sas.

Consideramos os crentes da Três Poderes pássaros engaiolados. Sim, eles são capazes de cantar para o Senhor, mas têm as asas cortadas e estão em ambiente controlado. Só são livres dentro das restrições que lhes foram impostas. Nas igrejas domésticas, desfrutamos de liberdade para voar para qualquer lugar aonde Deus nos levar e para cantar do fundo do coração. Fomos libertos da gaiola e não pretende­mos entrar nela de novo!

É fato conhecido que os pássaros presos em gaiolas têm dificuldade para se reproduzir. Isso também vale para a maioria dos crentes confinados na estrutura da Igreja dos Três Poderes. Os cristãos das igrejas domésticas amam a liberdade, vagueiam pelo país, por todos os lugares aonde o Senhor os leva e proclamam o evangelho a todas as pes­soas. E a reprodução ocorre em ritmo bem acelerado!

Sabemos que há gente fiel a Jesus na igreja autorizada pelo governo da China hoje. Conheço muitos pessoalmen­te e aprendi a admirá-los. O problema não está nos pássa­ros engaiolados nas igrejas Três Poderes, mas sim na lide­rança corrupta e no poder político usado para controlar o povo.

Os líderes restringiram ao máximo a liberdade dos pas­tores e membros da Igreja dos Três Poderes. Ninguém pode ministrar sem a permissão deles. O evangelismo é desacon­selhado. Todo trabalho com crianças foi proibido. Chega­ram a proibir a pregação de certas porções da Bíblia, como a segunda vinda do Senhor Jesus. Também é proibido ensi­nar sobre curas divinas e libertação dos demônios. Todo o livro de Apocalipse foi banido!

Nós, nas igrejas domésticas, simplesmente não podemos aceitar esse tipo de controle e interferência. Cremos que Je­sus, e não o governo, é o cabeça da igreja. Rompemos com a Igreja dos Três Poderes e adotamos postura firme contra todas as tentativas de nos colocar sob o domínio dela.

As autoridades chinesas reagiram com uma longa tem­porada de "caça aos pássaros". Não suportam as aves li­vres que se recusam a acatar seu controle. De vez em quan­do conseguem pegar uns pássaros e os prendem atrás de barras de ferro. Mas até dentro dessas gaiolas os pássaros livres põem ovos e se reproduzem - conquistam muitas al­mas para o Senhor nas prisões.

Nessa época, comecei minha carreira no "evangelismo de fuga". Isso significa que eu pregava o evangelho e fugia logo para outro lugar, com a polícia nos meus calcanhares, exatamente como Jesus instruiu seus discípulos: "Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra" (Mt 10.23).

Em julho de 1981, escapei por um triz de ir para a ca­deia ao ser detido quando dirigia uma reunião de 120 cren­tes de igrejas domésticas. O pneu do carro da polícia que me levava para a delegacia furou, e consegui desaparecer na escuridão. Naquela noite, prostei-me no solo molhado e clamei a Deus:

"Por que eles nos tratam assim? Por que o Senhor não nos protege?"

O Espírito Santo me fez lembrar de dois textos bíblicos:

"Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exem­plo para seguirdes os seus passos." (1 Pe 2.21.)

"Embora o Senhor vos dê pão de angústia e água de aflição, contudo, não se esconderão mais os teus mestres; os teus olhos verão os teus mestres. Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele." (Is 30.20,21.)

Mais uma vez ele me fez lembrar do chamado para pre­gar o evangelho no Oeste e no Sul. A graça de Deus é sufi­ciente para mim, e os caminhos dele são mais elevados que os meus. Temos de nos submeter a ele e aceitar tudo que ele permitir que aconteça. Há períodos de paz e outros de lu­tas e perseguição, mas tudo vem do Senhor, para nos mol­dar e nos transformar nos vasos que ele deseja que sejamos.

Naqueles dias muitos de nossos companheiros não po­diam ir para casa, porque eram procurados pela polícia. Se voltassem, seriam presos imediatamente. Por isso, fugiram para comarcas e cidades diferentes, pregando o evangelho.

Nem minha esposa podia ir para casa. A polícia entrava nos lares e confiscava nossos pertences. O ministério tornou-se noturno. Nós nos reuníamos à noite e dormíamos de dia, para diminuir as chances de sermos identificados.

Todos nos sentíamos profundamente encorajados pelo exemplo deixado pela igreja primitiva. Sabíamos que o que estava acontecendo conosco não era novidade. Milhares de crentes de todos os séculos haviam sofrido provações seme­lhantes e ainda assim tinham perseverado até o fim.

A Palavra do Senhor confortava e fortalecia nosso cora­ção: "Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores, em que, de­pois de iluminados, sustentastes grande luta e sofrimentos; ora expostos como em espetáculo, tanto de opróbrio quan­to de tribulações, ora tornando-vos co-participantes com aqueles que desse modo foram tratados. Porque não somen­te vos compadecestes dos encarcerados, como também aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ci­ência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e du­rável" (Hb 10.32-34.)

Durante vários séculos o evangelho lutou para se esta­belecer na obstinada China. O solo era rochoso demais e não acolhia a raiz do evangelho. Mas, em seu tempo, Deus cumpriu seu propósito e estabeleceu a sua igreja. Sofrimen­to, perseguição e prisão fizeram o evangelho se espalhar rapidamente pelo país. Se nossa vida fosse fácil, provavel­mente teríamos permanecido cada um em sua vila. No en­tanto, como estávamos sempre fugindo para novos luga­res, a mensagem se espalhou para muitas regiões.

O DSP ofereceu uma recompensa pela minha captura. Fui acusado de "perturbar a ordem social". Havia cartazes com minha foto como "procurado" em todas as estações de trem e de ônibus, em centenas de postes telegráficos e nos muros. Policiais à paisana tentavam me encontrar nos locais públicos.

Fui detido várias vezes, mas o Senhor sempre permitia que eu escapasse.

Certa ocasião, realizamos uma grande reunião no celei­ro de uma fazenda, numa região afastada. O Espírito San­to se moveu com tanto poder que os crentes não conseguiam ir embora, ficaram adorando a Deus a noite toda, todas as noites. Chegou o dia em que eu precisei dormir. Para me afastar do celeiro, onde a música era muito alta, resolvi me deitar na plantação de milho que ficava nas redondezas. Dormia profundamente quando o DSP chegou e pren­deu os outros líderes. Foram todos amontoados nos veícu­los policiais e levados à delegacia para interrogatório. A polícia descobrira que eu estava pregando e queria me en­contrar. Ficaram sabendo que eu estava dormindo em al­gum lugar, mas ninguém sabia que eu estava na plantação.

Os policiais revistaram todos os quartos e prédios, mas não me encontraram. Então tiveram a idéia de desligar o gerador a diesel, que fazia muito barulho, para me locali­zarem na noite silenciosa.

Logo ouviram um barulho na plantação. Era meu ron­co!

As botas de bico de metal me acordaram. Contudo eu estava dormindo fora do celeiro e ninguém podia provar que eu estava envolvido na reunião. Foram obrigados a me deixar livre.

Esses incidentes foram os primeiros de muitos anos de provações e sofrimento. O Senhor começou a nos ensinar a andar pelo caminho da perseguição.


*****
DELING: No início da década de 1980, nenhum de nós tinha Bí­blia. Havia centenas de membros nas igrejas, mas possuíamos ape­nas um Novo Testamento. Pouco depois, começamos a receber exem­plares como resultado da Operação Pérola, em que cristãos estrangei­ros tiveram a coragem de levar um milhão de Bíblias para a China em um navio. Quando as recebemos, estavam molhadas e tivemos de secá-las ao sol e separar as páginas, mas isso não nos incomodou. Para nós, as Bíblias eram mais preciosas do que ouro!

Nesse tempo, Yun se colocou contra a igreja controlada pelo gover­no, e eu recebi uma visão do Senhor. Eu caminhava em direção a um espelho na parede, onde vi que havia duas Bíblias sobre minha cabe­ça.

Na visão, descobri que podia voar como um pássaro. Estava total­mente livre! Pousei em uma rocha, com as Bíblias ainda na cabeça. Quando me coloquei sobre a rocha, homens e mulheres perversos me vaiaram e jogaram sujeira em mim. Queriam me destruir, mas eu po­dia voar em segurança no Espírito toda vez que eu precisasse. O Senhor me mostrou que era esse o tipo de vida que eu teria com meu marido. Por um lado, seríamos livres no Espírito, mas, por outro, teríamos muitos inimigos que iriam querer nos perseguir e destruir. Poderíamos voar no Espírito, mas, toda vez que pousássemos, tería­mos esse tipo de experiência.

Foi uma revelação clara da vida que se seguiria. Não entendi a visão naquela hora, mas com o passar dos anos fui vendo tudo acon­tecer exatamente como o Senhor me mostrara.




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