A importância da família na escola para o desenvolvimento do ensino aprendizagem



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A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA PARA O DESENVOLVIMENTO DO ENSINO APRENDIZAGEM

Centro Municipal de Educação Infantil Josefa de Almeida Costa


Leovani Carneiro Nolêto1



Naíra Caetano da Silva2
RESUMO: Este Artigo apresenta - se o tema: A Importância da Família na Escola para o Desenvolvimento do Ensino Aprendizagem, cuja pesquisa tem o objetivo de contribuir para o processo da relação entre família e escola buscando melhorias para o ensino-aprendizagem do aluno e justifica-se pela necessidade de interação entre esses agentes para que juntos possam buscar o progresso mútuo da instituição. E isso, faz – se necessário ainda devido o grande déficit de acompanhamento, parceria, presença e envolvimento da família na unidade escolar de seu filho. E, através desta pesquisa pretende – se também vislumbrar paradigmas de interpretação e de uma gestão atuante e democrática da realidade social e educacional de sua instituição escolar, onde Família e Escola, Gestão Escolar e Ensino Aprendizagem possam fazer parte da flexibilidade, da mudança e da prática cotidiana, além das estruturas e das funções tanto da família quanto da escola, havendo de considerar também as transformações que estão ocorrendo na sociedade atual e no que diz respeito aos quadros sociais, efetivos e intelectuais dos alunos exigindo uma compreensão dinâmica e respostas mais condizentes ao contexto de cada realidade que os indivíduos ocupam. Assim, a pesquisa tem como resultado ratificar o vínculo família-escola, que é de extrema importância na construção da identidade e autonomia do aluno, e, durante o processo educacional levar a aquisição de segurança por parte dos filhos que se sentem duplamente amparados. A família na escola constitui contextos fundamentais que contribui para a promoção do desenvolvimento no ensino aprendizagem e implicando nos processos evolutivos tanto da família quanto da escola. Questões sobre acompanhamento, vínculos familiares e a importância do apoio da família para o desenvolvimento nas funções da escola e do gestor quanto parceiros primordiais neste enfoque considerando também a influência das pessoas neste meio. E com isso, buscar compreender as inter-relações entre escola e família através de observações, do diálogo, de reuniões e eventos visando facilitar o ingresso destes agentes no âmbito escolar enfocando a princípio aprendizagem e desenvolvimento humano. A integração entre esses dois contextos é destacada como desafio para a prática profissional e pesquisa empírica.

Palavras-chave: Conhecimento, Desenvolvimento, Escola, Família, Gestor.

1. INTRODUÇÃO
O artigo em tese intitulado A Importância da Família na Escola para o Desenvolvimento do Ensino Aprendizagem aborda assuntos sobre a realidade das instituições de ensino e as preocupações dos autores, estudiosos, pesquisadores e práticas profissionais quanto à freqüência, participação e acompanhamento da família na instituição escolar de seu filho, pois, a família e a escola são responsáveis pela transmissão e construção do conhecimento culturalmente organizado, modificando as formas de funcionamento dos aspectos sociais, psicológicos, afetivos e outros de acordo com as expectativas de cada ambiente.

De acordo com Rego (2003, p. 19) “A escola e a família compartilham funções sociais, políticas e educacionais, na medida em que contribuem e influenciam na formação do cidadão”. Parte também de uma visão crítica do conhecimento adquirido durante o curso onde é descrito experiências, coletas de dados e ponto de vista advindo de um amplo estudo, análise e reflexões sobre tal assunto abordado buscando transparecer não somente idéias aleatórias, mas também vislumbrando teoricamente o que dizem ou confirma os grandes colaboradores dentre os aspectos que contribuem para tal conceito.

Neste sentido, o foco maior desta pesquisa é destacar a família como parte integrante dos processos que a escola abrange tanto administrativamente como pedagógicos e juntos traçar caminhos eficazes que permitam a gradativa melhoria da qualidade do ensino tendo o gestor como suporte primordial neste contexto, além do mais, aproximar os pais do trabalho pedagógico é um dever do gestor escolar e demais funcionários. Além disso, ressalta também o papel do gestor como principal suporte motivador na realização e excelência dos trabalhos, na participação dos professores, na divisão de tarefas e responsabilidades, assim como na elaboração do processo de decisão, onde ele deve coordenar a animação e a circulação da informação, assim como o treinamento em exercício dos professores.

Dessa forma, pretende – se também levar a todos os leitores o conhecimento sobre o assunto abordado e poder contribuir de tal forma para vida tanto acadêmica quanto profissional de quem apoderar - se deste trabalho e demais públicos.



2. INTERAÇÃO DA FAMÍLIA NA ESCOLA
O relacionamento entre a família e escola é, na atualidade, uma das maiores preocupações no campo educacional. Família e escola, duas instâncias imprescindíveis para o desenvolvimento do aluno, devem ser pensadas de forma a garantir, entre ambas, o diálogo harmônico e produtivo possibilitando, assim, ações práticas que contribuam para a construção do aluno e filho que é o objetivo central em comum dessas duas instâncias.

Neste caminhar deve - se entender que a realidade que media estas relações é social e historicamente construída, visto que o aluno se constrói incorporando experiências e conhecimentos produzidos e transmitidos por outras vivências. Neste processo, ele se humaniza na medida em que, ao se relacionar com o meio escolar quanto familiar, desenvolve o seu potencial de entendimento, alterando também o potencial de quem se relaciona com ele. É neste processo de humanização que a interdependência entre os seres humanos é promovida, na produção de conhecimentos, valores e costumes.

É muito importante que exista uma boa relação entre família e escola e é preciso ficar claro que escola e família são contextos diferentes e que nesses contextos, as crianças encontrarão coisas, pessoas e relações diversas por isso os pais devem estar atentos ao que os filhos falam e o que eles fazem, às suas atitudes e comportamentos, e, a escola não deve ser só um lugar de aprendizagem, mas também um campo de ação na qual haverá continuidade da vida afetiva e quando as partes envolvidas buscam ações coordenadas, os conflitos tendem a ser amenizados de forma plausível, salientando-se para o fato de que a família tem de compreender a missão e as propostas da escola, criando meios sobre como contribuir com a mesma.

A educação vai muito além do que discutir conteúdo programático e outros elementos pedagógicos, pois, o que se deve fazer é refletir melhor sobre ela. E que educação (conhecimento) não é somente adquirida na Escola, mas também aquela que vem de casa, ou seja, com a imprescindível participação da família.

Para compreender os processos de desenvolvimento e seus impactos na pessoa, é preciso focalizar tanto o contexto familiar quanto o escolar e suas inter-relações. Neste artigo, o ambiente familiar e escolar é descritos como contextos de desenvolvimento no ensino aprendizagem, ressaltando a importância do estabelecimento de relações apropriadas entre ambos. Ressaltando ainda que a família e a escola sejam ambientes de desenvolvimento do aluno que podem funcionar como propulsores ou inibidores dele.

Neste aspecto, vale explicitar as relações entre eles que constitui fontes importantes de informação, na medida em que permite identificar aspectos ou condições que geram conflitos e ruídos nas comunicações e, conseqüentemente, nos padrões de colaboração entre eles. Nesta direção, é importante avaliar como a escola, o gestor e, especificamente, os professores aproveitam as experiências que os alunos têm em casa e no âmbito escolar. E o mais importante ainda é que a escola conheça e saiba como utilizar essas experiências para gerir as competências imprescindíveis oriundas do acompanhamento da família.

A família não é somente o berço da cultura e a base da sociedade futura, mas é também o centro da vida social. A educação bem sucedida da criança na família é que vai servir de apoio à sua criatividade e ao seu comportamento produtivo quando for adulto. A família tem sido, é e será a influência mais poderosa para o desenvolvimento da personalidade e do caráter das pessoas. Assim, pode-se dizer que a criança precisa sentir que faz parte de uma família e que essa família possa dar a ela o necessário para que cresça e viva como um verdadeiro cidadão.

Todavia, para que isso aconteça é necessário que a família realmente participe da vida escolar de seus filhos. Que a família tenha comprometimento, envolvimento com sua vida gerando assim, um sentimento de amor, fazendo sentir-se amparado e valorizado como ser humano.

Quando falta ao educando um ambiente familiar saudável e equilibrado, no qual ele convive com uma desestrutura familiar, ou seja, a ausência de pai, de mãe, ele se deixa levar pelo impulso em direção da irresponsabilidade ou inconseqüência, gerando assim ações inadequadas e insensatas que irão desorganizar e prejudicar a formação do seu caráter e da sua personalidade por isso a participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares.

A escola como uma instituição social que se caracteriza como um local de trabalho coletivo voltado para a formação, diferente de outras tantas instituições sociais, constata-se que ela é responsável pela educação escolar, é um espaço destinado ao trabalho pedagógico formal, ao entendimento de regras, à formação de valores éticos, morais e afetivos, ao exercício da cidadania.

É importante ressaltar, que inúmeras dimensões de envolvimento da família na escola e quanto aos cursos de formação, eventos, palestras de conscientização e demais trabalhos desenvolvidos no âmbito escolar, tem retratado mais compromisso da família na escola. E no que diz respeito, a esta duplicidade família/escola e às responsabilidades que estes dois contextos assumem perante aos objetivos almejados, é válido salientar que a escola também vem conscientizando seus colaboradores sobre tais aspectos e que os pais estão mais envolvidos com as atividades escolares de seu filho e sua atenção esta constantemente voltada ao acompanhamento e aproveitamento escolar.

Os pais estão mais em supervisão e acompanhamento do que somente a realização das atividades escolares e alguns também ainda adotam, em suas residências, estratégias voltadas à disciplina. Estas ações permitem a eles analisarem, identificarem e realizarem intervenções nos processos de desenvolvimento e aprendizagem dos filhos. (SANDERS & EPSTEIN, 1998, p. 50).


Assim, como cita Sanders e Epstein (1998) acima pode – se dizer que o envolvimento da família ocorre sob diferentes formas de acompanhamento das tarefas escolares ou, ainda, em orientações sistemáticas do comportamento social e engajamento dos filhos nas atividades da escola, realizadas por iniciativa própria ou por sugestão da instituição.

Considera-se, que os laços afetivos, estruturados e consolidados tanto na escola como na família permitem que os indivíduos lidem com conflitos, aproximações e situações oriundas destes vínculos, aprendendo a resolver os problemas de maneira conjunta ou separada. Nesse processo, os estágios diferenciados de desenvolvimento, característicos dos membros da família e também dos segmentos distintos da escola, constituem fatores essenciais na direção de provocar mudanças nos papéis da pessoa em desenvolvimento, com repercussões diretas na sua experiência psicológica dependendo do nível de desenvolvimento. Dessa forma (Marques 2002, p. 69) destaca: “O envolvimento dos pais em atividades, em casa e no meio social afetam a aprendizagem e o aproveitamento escolar”.

O desafio de transformar a escola num espaço onde se vivencia a plenitude da democracia implica a construção de uma política pública que contemple a participação efetiva não só da família como dos diversos atores sociais do universo escolar, dos conselhos, e como tal a família e a escola emergem assim como duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos dos indivíduos, compartilhando no seu crescimento físico, intelectual, emocional e social.

Têm-se a perspectiva, de que na escola, os conteúdos curriculares asseguram a instrução e apreensão de conhecimentos, havendo uma preocupação central com o processo ensino-aprendizagem. Já, na família, os objetivos, conteúdos e métodos se diferenciam, fomentando o processo de socialização, a proteção, as condições básicas de sobrevivência e o desenvolvimento de seus membros no plano social, cognitivo e afetivo. Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96), artigos 1º, 2º, 6º e 12°; Plano Nacional de Educação (aprovado pela Lei nº 10172/2002), que define como uma de suas diretrizes a implantação de conselhos escolares e outras formas de participação da comunidade escolar (composta também pela família) e local na melhoria do funcionamento das instituições de educação e no enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos.

Vale lembrar, que se deve registrar também a iniciativa do MEC – Ministério da Educação e Cultura, que instituiu a data de 24 de abril como o Dia Nacional da Família na Escola. Em que família dos alunos possa participar de suas atividades educativas, pois conforme declaração do Ministro Paulo Renato Souza: “Quando os pais se envolvem na educação dos filhos, eles aprendem mais”. Além do mais, o acompanhamento familiar pode evitar uma possível reprovação e possibilitar o verdadeiro aprendizado do educando. Ressalta-se ainda que se houver a parceria entre pais e escola, possivelmente, ocorrerá o alcance de bons resultados em relação à educação, os valores, e a formação do caráter além, da carência afetiva que muitas crianças trazem de casa, esperando que o professor supra essa necessidade.

È verdade que o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade depende cada vez mais da qualidade e da igualdade de oportunidades educativas. Mas sabe - se também que é inevitável que a família cumpra com seu papel uma vez que isso é de suma importância para o êxito do crescimento socialmente dito e educacional dos filhos sem deixar de frisar que parte da família o primeiro contato e exemplos que o filho (aluno) tem antes de ir à escola. Contudo, a família e a escola são instituições da sociedade nas quais a criança atua efetivamente como sujeito individual e social, e, ambas tornam – se como um espaço concreto e fundamental para a formação de significados e para o exercício da cidadania: na medida em que possibilita a aprendizagem de participação crítica e criativa do ser humano.





    1. O Gestor e o seu Papel no Âmbito Escolar

Diante do estudado no que diz respeito à democracia no âmbito escolar vale dizer que não se pode pretender que a união em torno desta democracia no contexto escolar elimine conflitos ou divergências, eles são parte intrínseca dessa construção e deve assim ser enfrentada e com isso, a presença da família na escola contempla e constrói um processo forte de gestão democrática e de liderança compartilhada nas escolas, de alcançar a melhoria permanente da qualidade de ensino onde a conscientização de todos os colaboradores sobre os objetivos tanto da escola quanto da gestão, estabelecem orientações que passam a fazer parte do cotidiano escolar buscando saberes de como orienta e que forma vem ocorrendo à liderança de sua escola.

A participação da comunidade escolar possibilita o conhecimento e a avaliação dos serviços oferecidos e a intervenção organizada na vida da escola podendo influenciar na democratização da gestão e na melhoria da qualidade de ensino (LIBÂNEO, 2001, p. 87).
O gestor deve também procurar educar para a liberdade e oferecer, dentre outras coisas, condições ambientais onde a criança possa conquistar as suas aptidões, nos tempos e momentos certos, respeitando a maturidade completa, de cada aquisição considerando ainda a intervenção de toda comunidade escolar inclusive a família.

Entende-se, que a família reflete os problemas da sociedade bem como a presença ou ausência de valores nos diversos contextos humanos, e, desse modo é importante pesquisar sua relação com os propósitos escolares do filho tendo como objetivos investigar a influência da família no desempenho escolar. Vale também enfocar os sentimentos dos pais em relação à escola, o relacionamento que as famílias mantêm com a escola, a interação social em sala de aula dos alunos e as atitudes em relação ao trabalho.

Dessa forma, vale dizer que a família nunca esteve tão vulnerável às emergentes problemáticas sociais enfrentadas no seu cotidiano, uma vez que se enfoca também, os trabalhos educacionais, ou seja, a própria educação do filho, a tarefa de propiciar condições de formação para a cidadania, autonomia, acesso e garantia aos direitos sociais, resultantes do processo de oportunidade, ensino-aprendizagem, reflexão e conscientização das famílias envolvidas, onde ao mesmo tempo possam se sentir capazes e fortalecidas a ponto de vislumbrar outra sociedade, onde seja possível a sua inclusão.
As instituições escolares vêm sendo pressionadas a repensar seu papel diante das transformações que caracterizam o acelerado processo de integração, participação da comunidade e a interação entre família e escola e isto não deveria ser reduzida apenas a reuniões formais e contatos rápidos, mas ocorrer regularmente em momentos de maior intercâmbio nos quais a família pudesse efetivamente participar do cotidiano da escola. É importante salientar que o fracasso ou o sucesso escolar de cada um é influenciado por diversos fatores, sendo um deles o envolvimento da família com a escola.

A gestão escolar tem na relação escola e família a busca de formas de interação mais efetivas entre elas, um importante instrumento de inovação educacional, desde que utilizado numa perspectiva democrática. Esta relação, entretanto, pode ser analisada sob múltiplas visões como a participação no processo das tomadas de decisões no que diz respeito aos objetivos da escola e às formas de alcançá-los.


A gestão democrática participativa valoriza a participação da comunidade escolar no processo de tomada de decisão, concebe a docência como trabalho interativo, aposta na construção coletiva de objetivos e das práticas escolares, no diálogo e na busca do consenso. Libâneo (2001, p.131-132).

A participação é uma necessidade humana, inerente à natureza social da pessoa é a partir dela que se obtêm instrumentos necessários para a transformação da realidade de uma sociedade. E nesta perspectiva a escola não deve ser diferente por comportar – se indivíduos de diversas atitudes e comportamentos.

Numa gestão de qualidade, com o envolvimento da comunidade, o espaço de participação se efetiva na mobilização não só nos setores administrativos, mas, principalmente, com a família e sua atuação em âmbito escolar. Pois, Família e escola deveria ser ponto de apoio e sustentação ao ser humano, sendo marcos de referência existencial. Quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos e significativos serão os resultados na formação do cidadão.

Os princípios da gestão democrática na escola apontam para ações pensadas e decididas no coletivo, dessa forma, para que a escola possa dar conta de sua função social, ou seja, ensinar bem e preparar os indivíduos para exercer a cidadania e o trabalho no contexto de uma sociedade complexa, (VIEIRA, 2002), vê-se a necessidade da sua articulação de forma sistemática e contínua com a comunidade, em particular, os familiares diretamente evolvidos.


A escola e sua gestão constituem-se de construção da sociedade, da cidadania e de sua comunidade; devendo incentivar a participação de todos os que estão envolvidos em sua construção permanente, visando à aprendizagem e o exercício da democracia, visando à transformação social e a superação das desigualdades e favorecendo, principalmente, a formação do cidadão. (GODOY, 1999, p. 54).
As instituições família e escola constituem-se em ambientes necessários para a vida da criança, podendo buscar melhores condições de comunicação e de entendimento na interação entre si, como forma de contribuição e de co-responsabilidade pelo desenvolvimento social do aluno e da gestão escolar e, somente com estruturas gestoras fortalecidas, as escolas podem consolidar princípios, métodos, práticas e relações de gestão tanto eficientes como democráticas. Esse fortalecimento possibilita uma nova relação de poder dentro das unidades escolares, sendo essencial para a construção de um projeto escolar comprometido com a qualidade de ensino e aprendizagem e com a formação do cidadão estimulando ainda a participação dos atores sociais envolvidos com a educação. Nesse aspecto, a escola pode ter a sua gestão como meio facilitador para a transformação da realidade educacional, através do incentivo e do desenvolvimento de uma prática democrática e participativa e a motivação dos alunos para a aprendizagem deve fazer parte do processo educacional, uma vez que este reconhece que a aprendizagem é um processo pessoal, reflexivo e sistemático que depende do despertar das potencialidades do educando, de maneira sozinha ou com a ajuda do educador e demais agentes que o rodeia.


    1. A qualidade do Ensino Aprendizagem

O processo de ensino-aprendizagem só é significativo se for prazeroso assim afirma Alves (2001):


Da mesma forma que uma comida indigesta não pára no estômago e é colocada pra fora pelo organismo, o esquecimento é o conhecimento sendo “vomitado” pelo cérebro. Então, o ser humano não interioriza o conhecimento, não existe uma aprendizagem significativa se não houver estímulo para ela. Quando a atividade é prazerosa, a aprendizagem é muito mais rápida e eficiente. (ALVES, 2001, p.29)
Neste contexto, quando há envolvimento de toda a equipe responsável pelo desenvolvimento das atividades educacionais propostas pelo PPP ou pelas ações descritas pelas exigências do aluno e da unidade a aprendizagem implica mutuamente e passa a fazer parte de um todo que depende, quer na sua natureza, quer na sua qualidade, de uma série de condições internas e externas ao sujeito, além do mais, a aprendizagem é extremamente complexa, pois, envolvem aspectos cognitivos, emocionais, orgânicos, psicossociais e culturais dentro de um contexto participativo onde há família e escola numa perspectiva da qualidade do ensino, e com isso, certamente a aprendizagem é resultante ao desenvolvimento de aptidões e de conhecimentos, bem como da transferência destes para novas situações.

O pensamento propriamente dito é gerado pela motivação, munida da participação não só do educador como tal de todo o campo escolar, tanto isto é, por nossos desejos e necessidades, nossos interesses e emoções. Por trás de cada pensamento há uma tendência afetivo-volutiva. Uma compreensão plena e verdadeira do pensamento de outrem só é possível quando entendemos sua base afetivo-volutiva. Para ele a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas. A relação do individuo com o mundo está sempre medida pelo outro. Não há como aprender e apreender o mundo se não tivermos o outro, aquele que nos fornece os significados que permitem pensar o mundo a nossa volta. Com isso entende-se que o desenvolvimento do individuo é um processo que se dá de fora para dentro, sendo que o meio social e familiar influencia o processo de ensino-aprendizagem. (VYGOTSKY, 1991 p. 101)


A escola não tem condições de suprir todas as carências existentes na formação educacional e cultural dos seus alunos. É claro que se devem exigir professores qualificados e acima de tudo preparados para realidade atual. Todavia, deve-se compreender que o papel da família também é imprescindível no processo ensino-aprendizagem. O que de primeiro instante parece ser estrita a responsabilidade do professor a qual deve também ser dividida com a família.

A busca constante pela ampliação das relações sociais, numa perspectiva de educação para a cidadania, contribui com o processo de transformação social, uma vez que a realidade é dinâmica e a busca pela superação e ampliação dos horizontes educacionais pode ser norteada também pela construção e reconstrução do cotidiano escolar.

A escola pode ser entendida como espaço de respeito às diversidades socioculturais, onde a inter-relação entre família, escola, comunidade e gestão escolar ultrapassam e superam juntos ao que está posto, além de proporcionar estímulo à reflexão dos alunos, com vistas ao processo de emancipação cidadã, social e educacional, onde teoria e prática se correlacionem e se transformem. A partir de uma tomada de posição pela democracia, a escola pode ser uma agência aberta à superação dos conflitos de ordens sócio-políticos e culturais, vislumbrando um cotidiano de evolução educacional e ético-político, onde, por exemplo, a função social da escola, acerca da contribuição para a formação e desenvolvimento global do aluno, seja realmente efetivada e a gestão uma vez preocupada com as finalidades educacionais, garante à escola uma prática de objetivos e metas pertencente a uma gestão democrática pautada na participação ativa da família e da comunidade na escola garantindo a coletividade na flexibilidade das diferentes iniciativas, funções e concepções tanto pedagógicas quanto administrativas.

Assim, isso requer, da parte da instituição escolar, uma atitude permanente de reflexão sobre a funcionalidade de sua gestão no que assegura a democracia quanto ao respeito o diálogo e a aprendizagem dos alunos. O gestor também não deve esquecer que o espaço escolar precisa estar adequado aos níveis e modalidade que a escola oferece e às exigências dos educados. Além do mais a gestão democrática no âmbito da escola é parte integrante do projeto político-pedagógico da unidade a qual o artigo teve como tema abordado.

A escola deve contar com uma gestão que tem como expressão a sua autonomia, mas, comportar – se também de segmentos que compõem as tomadas de decisões por parte do exercício participativo e coletivo criando-se um clima de convivência democrática onde não há gestor e sim equipe gestora comprometidos com a educação e a participação ativa da família e da comunidade nas questões da escola e gerando na família o compromisso com a aprendizagem e o sucesso tanto da escola como do seu filho, pois Os laços afetivos formados dentro da família, particularmente entre pais e filhos, podem ser aspectos desencadeadores de um desenvolvimento saudável e de padrões de interação positivos que possibilitam o ajustamento do indivíduo aos diferentes ambientes de que participa. Além disso, a família, presente em todas as sociedades, é um dos primeiros ambientes de socialização do indivíduo e mediadora principal dos padrões e responsável pelo comportamento e pela transmissão de valores e significados que estão presentes nas sociedades.

No processo de participação os professores, os alunos e toda a comunidade escolar estão envolvidos com as questões da escola e, conseqüentemente, contribui para melhores condições sobre a existência de um ensino de qualidade e da gestão democrática da escola, pois as decisões e escolhas, enfim, os caminhos a serem trilhados, não ficam somente sob a responsabilidade e decisão de um grupo minoritário de pessoas envolvidas com a educação. Porém, a prática da participação no processo de gestão da escola, por si só, não esgota as ações necessárias para que seja assegurada a qualidade de ensino. Tanto quanto os vários elementos do processo organizacional, e como um dos elementos deste, o processo de interação escola e família são um meio de alcançar melhor e mais democraticamente os objetivos da escola, que se centram na qualidade dos processos de ensino e aprendizagem. Dessa forma, é viável que as discussões sejam em torno da gestão educacional ou da gestão escolar mais especificamente, continuarão, indefinidamente, porque as questões que perpassam a educação são constantemente desafiadoras e devem ser vistas e entendidas dinamicamente.

Contudo no processo de ensino-aprendizagem sendo a escola um espaço de formação e transformação da sociedade deve também manter sua autonomia perante aos alunos e educadores e assim executar trabalhos buscando a interação entre todos os sujeitos dentro e também fora da escola, visando à produtividade e a qualidade no ensino. O papel da escola também esta ligado aos estímulos da inteligência do educando no que desenvolve suas habilidades educacionais.

Portanto, escola e família devem incumbir-se de facilitar tanto os meios que almeja os propósitos pedagógicos quanto aos sociais de forma que as novas estratégicas de aprendizagem possam atingir patamares aceitáveis de qualidade  educativa.


3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dado o exposto conclui – se que a família é essencial para o desenvolvimento do indivíduo, independentemente de sua formação, pois, a família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. Ressalta-se que mesmo tendo objetivos em comum, cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor.

Considera-se, que o ideal é que família e escola tracem as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade levando em conta o principal suporte advindo da gestão escolar, pois, o gestor deve estar ciente de seu papel contribuidor perante os atos participativos que a escola deve almejar quando se trata de uma comunidade escolar participativa e resta a este gestor ainda proporcionar caminhos onde esta comunidade possa de verdade ser presente tanto nas questões pedagógicas quanto administrativas para que se tenha progressivamente uma escola onde não só a família, mas toda a comunidade de seu âmbito sinta motivada a participarem das decisões tomadas na escola.



Verifica-se, que existe assim um engajamento maior, com todos se sentindo responsáveis pelos resultados apresentados e se posicionando como sujeitos ativos e capazes de mudar os rumos da escola para melhor e tendo ali a satisfação de um gestor democrático que garante mecanismos de participação efetiva e democrática da comunidade escolar, que define e aprova o plano de aplicação financeira da escola e que participa de outras instâncias democráticas, da estrutura educacional, para assim, definir, acompanhar e fiscalizar políticas educacionais de sua escola contando com a assiduidade de todos no oferecimento de transparência e participação. Todavia, existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola podem oferecer, propiciando o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus alunos onde os critérios da qualidade devem ser considerados como prioridade para ambas as partes.
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, Antonio de R. Importância da Aprendizagem. São Paulo: Atica, 2001.
BRASIL. Lei Federal nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
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BUFFA, E. ARROYO, M. G. e NOSELLA, P. Educação e cidadania: quem educa o cidadão? 4ª ed. São Paulo: Cortez. 1993
DIAS, J. A. Gestão democrática da escola. In: Vários autores. Educação básica: políticas, legislação e gestão – leituras. São Paulo - 2004.
GENTILINI. J. A. Gestão educacional na transição para o século XXI: Cadernos de Educação. V. 2. 2001.
GODOY, A. C. de S. Gestão escolar e prática reflexiva. In: BELOTTO, A. A. M.; RIVERO, C. M. da L; GONSALVES, E. P. (Org.). Gestão Escolar. Campinas: Alínea, 1999.
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LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Alternativa, 2001.
Marques, Geovanni de Macedo. A Família na escola. São Paulo: Martins Fontes, 2002
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VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes, 1991.
______________Pensamento e Linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1993.



1 Graduada em Filosofia, Coordenadora do CMEI Josefa de Almeida Costa do Município de Colinas-TO, pós-graduanda em Gestão Escolar.

2 Graduada em Normal Superior, Coordenadora do CMEI Josefa de Almeida Costa de Colinas-TO, pós-graduanda em Gestão Escolar.


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