A importância do multiculturalismo no processo escolar resumo



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A IMPORTÂNCIA DO MULTICULTURALISMO NO PROCESSO ESCOLAR

RESUMO
O Presente artigo tem como objetivo, demonstrar a importância de trabalhar o multiculturalismo no ambiente escolar, enfatizando a importância dos estudos antropológico, para a construção e implantação de uma educação,pautada na realidade dos sujeitos envolvidos. Entendendo que os modos e costumes de cada individuo representa um papel de grande importância no cotidiano sócio cultural de cada ser. E que, essas diferenças deve ser respeitadas dentro de uma realidade polifônica, harmônica, e assim possa todos os envolvidos tomar consciência de que cada realidade tem sua necessidade especifica, e deve ser respeitada, independente de seus modos valores ou costumes. E a escola ambiente onde se confronta todas essas culturas não poderia deixar de ser, o local mais apropriado para desenvolver e transmitir esses saberes, configurado na pratica pedagógicas.

Palavras-chave: multiculturalismo, relação professor-aluno, educação, preconceito.


As questões que remete ao estudo aqui exposta, tem como objetivo demonstrar o quanto é importante trabalhar o multiculturalismo na sala de aula, enfatizando os problemas e a realidade no ambiente escolar, que em linhas gerais tem causado fortes impactos no contexto sócio cultura da nossa realidade, que em meios aos estudos antropológicos permiti-nos compreender o quanto é essencial o docente obter conhecimento dos diversos tipos de cultura, para reconhecer e saber implantar em sua metodologia novas regras e valores que seja articulado de forma democrática, e que os mesmo tenham a preocupação de valorizar e demonstrar de maneira significativa a importância que cada cultura representa no meio social de cada ser, entendendo que a educação só será reconhecida como um espaço que concede valor e respeito ao sujeito quando estiver seu ensino voltado na transmissão de conhecimento das múltiplas formas heterogênea.

A sociedade não é homogênea, nem estática, a escola como parte integrante da sociedade, também não é. No espaço escolar, há uma diversidade de idéias, visões de mundo, enfim, de culturas que convivem construindo uma dinâmica fundamentada na pluralidade. Partido desse pressuposto torna-se evidente a necessidade de se investir em uma educação voltada para o respeito às diferenças, e que assuma, pois um caráter multicultural.

Precisa-se, nesse contexto que a construção do conhecimento e o currículo escolar estejam pautados na realidade dos agentes educacionais, buscando entender, em linhas gerais, que a escola e a cultura dos indivíduos são universais e estão inter-relacionados. Entendendo que foi justamente está a principal dificuldade apresentada no filme, pois foi possível perceber a relutância que o docente apresentou em lidar com seus alunos, gerando fortes atritos em determinados momentos, principalmente nas horas em que o professor se esforça, para fazer com que seus alunos incorporem o idioma francês, que na concepção dos alunos, foi interpretado como uma espécie de processo de civilização imposta aos mesmos, que apresentava diferentes etnias. Fato este que nós permitiu fazer uma breve reflexão sobre os textos mencionados na sala de aula, possibilitando relacionar o contexto histórico social, que os estudos antropológicos permitir-nos interferir, uma vez que esse mesmo estudo, valorize e reconheça que é preciso desenvolver atividades que seja capaz de englobar e valorizar as diversidades culturais de cada individuo, sabendo-se que o professor deverá ter total conhecimento e sabedoria para por em pratica, reconhecendo e possibilitando aos mesmos a entender e respeitar as diferenças existente no cotidiano de cada indivíduo, ressaltando o valor que cada cultura, costumes e modos representa em seu meio. Como já definia o antropólogo Tylor dizendo que “Cultura e civilização tomada em seu sentido mais vasto, são um conjunto complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte a moral, o direito, os costumes e as outras capacidades ou hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro da sociedade.” (Tylor 1871,p.25).

Falar em uma educação multiculturalista considerando-se a sociedade como sendo constituída de identidades plurais, remete a uma serie de implicações. Um dos principais desafios é no que concerne a preconceito e a discriminação, uma vez falando em termos precisos, a escola sempre teve dificuldade em lidar com a pluralidade e com as diferenças. Sabendo-se que há uma diversidade de raças, padrões culturais e lingüísticos, diferenças quanto ao gênero, no entanto prevalece entre muitos a idéia de monocultura e de não aceitação do que lhe é “diferente”.

O multiculturalismo deve ser trabalhado em sala a fim de acabar com o preconceito existente, fazer com que os alunos tenham uma visão heterogênea e respeite as diferenças. A escola lugar onde prevalece às diversidades de culturas, é um dos lugares onde mais sofrem com esse tipo de preconceito, e o professor deve estar apto para lhe dar com esse tipo de problema, pois a escola é um ambiente heterogêneo, mas prevalece um estudo voltado com valores homogêneo, aonde o currículo já vem pronto, a fim de fazer com que o indivíduo vise a homogeneidade, definindo e estabelecendo padrões que são vistos na sociedade como “bons ou ruins”, “feios ou bonitos”, o que torna a sociedade cada vez mais preocupante em seguir esses padrões, aumentando ainda mais as diferenças, e tornando a sociedade mais preconceituosa.


Em geral o chamado “multiculturalismo” apóia-se em um vago e benevolente apelo à tolerância e o respeito para com a diversidade e a diferença. É particularmente problemática, nessas perspectivas, a idéia de diversidade. Parece difícil que uma perspectiva que se limita a proclamar a existência da diversidade possa servir de base para uma pedagogia que coloque no seu centro a crítica política da identidade e da diferença. (SILVA, 2009, p.73).

O documentário apresentado no filme mostra claramente uma realidade bastante presente em nosso meio, que a cada dia tem se fortalecido, à medida que os fatos são relatados e diagnosticados. No cenário pelo qual estamos falando a relação professor aluno apresenta uma difícil compreensão entre ambos, entendendo que tanto as praticas pedagógicas, quanto a postura que estabelecia os alunos não estava possibilitando em nenhum momento o encontro de transmissão de conhecimento como de fato deveria acontecer. Diante dessa realidade foi possível perceber que não foi criado nenhum método capaz de trabalhar de acordo com as necessidades e realidade desses alunos,entendendo que sem duvidas desde sempre, a visão antropologia de forma generosa e no intuito de obter resultados satisfatório abri-se para a compreensão dos modos de vida em todos os seus aspecto, compreendendo que cada individuo tem suas particularidades e devemos considerar e respeitar, principalmente relacionado a educação.

Segundo Dauster “esta atitude de estranhamento ela visa através da análise de relações sociais concretas o questionamento de categorias abstratas e do senso comum para atingir um conhecimento mais complexo da realidade”. (Dauster, p.9, 2009).

Nesta concepção percebe-se que o ensino antropológico deve permitir que o educador aprenda outras novas relações e postura, mergulhando na literatura antropológica, almejando o discernimento da aprendizagem de outra linguagem, de outro código que possibilite levantar outras duvidas a cerca dos fenômenos tidos como educativo dentro e fora da escola, buscando a partir desses pressupostos compreender e entender quais são os fenômenos capaz de facilitar a pratica em sala, passa-se a dês-naturalização dos fenômenos, mostrado como praticas concepções, e valores são socialmente construídos, e, portanto simbólicos. Que o professor olhe seu aluno com outras lentes, ou seja, analisando a heterogeneidade e a diversidade sócio-cultural, abordando uma postura etnocêntrica.

Para que o professor se considere na condição de sujeito capaz de fazer mudanças e questionar a sua própria prática, é necessário que ele tenha entendido dos problemas socioeconômicos e políticos, para se auto-avaliar e poder fazer mudanças das suas práticas. No entanto é preciso que o mesmo mude de postura, e reflita sobra a sua forma de ensino, descobrindo uma prática adequada para cada realidade, pois cada realidade tem sua necessidade especifica. Reconhecendo que o trabalho coletivo ajuda no entendimento, mas abrangente da avaliação, ou seja, se fazendo uma analise em conjunto, na obtenção de um resultado mais trabalhado e consciente.

Em meio a toda essa conjuntura, uma educação que assume um caráter estrutural baseado no reconhecimento do multiculturalismo como estando no bojo para a formação de cidadãos, deve perpassar pela manifestação e valorização dos diferentes sujeitos socioculturais que constroem toda a dinâmica escolar. É importante, pois, entender que a pluralidade cultural deve ser levada em conta, por exemplo, na construção dos conteúdos, que farão parte da formação ética/social do indivíduo. Neste sentido, é necessário construir e aplicar na prática um Currículo escolar contextualizado, voltado para a compreensão da realidade dos atores que estão envolvidos no processo educacional. Vencer qualquer forma de preconceito é imprescindível uma vez que a sociedade e a escola são dotadas de uma heterogeneidade cultural.

Considerando-se a prática pedagógica, antes de tudo, como uma prática humana, é preciso nortear uma discussão embasada no reconhecimento das formas distintas de se construir conhecimento. Porque indivíduos, na produção do saber, não pensam de maneira uniforme. Por exemplo, a sala de aula é um cenário para o encontro das muitas formas de se construir e reconstruir opiniões. E isso está dentro de uma totalidade que deve considerar as partes distintas.

A escola, por assim dizer, é um espaço onde se forma opinião; onde se constroem ideologias. Então, que se aproveite esse espaço para assim assumir a diversidade cultural, e usar dos artifícios que a escola possui para formar um pensamento de respeito, por meio das pessoas, às diferenças sociais, culturais, políticas, ideológicas.

Toda a discussão sobre o multiculturalismo é válida tanto na sociedade, de um modo geral, como na escola. A educação que assume um caráter formativo dos seus atores precisa enfrentar o desafio que é formar cidadãos considerando a pluralidade que lhes é característica. Conteúdos curriculares que hoje estão na base para a formação social e ética do indivíduo, precisam isso é óbvio, pautar-se na sua realidade cultural. Por isso, fala-se de um Currículo escolar contextualizado. E o que é mais interessante nesse processo é quando se confrontam diferentes realidades. O choque torna-se inevitável, mas o que evidencia infinitas vezes, a variedade cultural.

Em linhas gerais, pode-se dizer que o multiculturalismo é tão próprio à sociedade como também é a quantidade inimaginável de ela ser compreendida. A relação social é, antes de tudo, composta de diferentes ideologias. Quando se confrontam torna-se comum que muitos não aceitem o que lhe é “estranho”. Essa não aceitação gera preconceito e discriminação. Eis o desafio que se torna visível para se construir uma educação comprometida com as identidades plurais. E espera-se que a escola, assim comprometida, assuma e reconheça as diferenças e use do seu poder para formar indivíduos que conheçam e assumam o multicultural como marca da sociedade.

O desafio é posto e deve ser encarado, na sociedade que é multicultural, o Currículo e a educação, de um modo geral, precisam estar adequados a isso. Pois, como se sabe, o que caracteriza o universo escolar é a relação entre as culturas. E a principal barreira a ser vencida é, primeiramente, com relação ao não entendimento, por parte de muitos, sabendo que é preciso compreender que o mundo é dinâmico e há uma infinidade de forma que deve ser visto, por meio de diferentes culturas. Nesse contexto, a escola deve ser compreendida como um espaço de cruzamento e diálogo entre diferentes culturas. E por isso, o Currículo, a escola, a educação, no geral, devem ser polifônicos, dialógicos e contextualizados.
Considerações finais
É de suma importância valorizar a diversidade cultural, é imprescindível, é mais que isso, é preciso lutar para que haja o respeito, por parte de todas as pessoas, a essa diversidade. Por isso faz-se necessário discutir o multiculturalismo no campo escolar. Alias, vale ressaltar que não há experiência pedagógica em que a referência cultural não esteja presente, ao passo que o espaço escolar é fruto de uma dinâmica que comunga de uma variedade idiossincrasias, proveniente, ainda que pareça redundante, de uma diversidade cultural. No entanto a problemática que se torna evidente é quanto à visão de uma única cultura, na visão da educação que acaba construindo uma visão homogênea e padronizada dos conteúdos, bem como de todo processo educacional.


REFERÊNCIAS
Silva, Tomaz Tadeu da Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais / Tomaz Tadeu da Silva (org.). Stuart Hall, Kathryn Woodward. 9. Ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
Rocha, Everaldo P. Guimarães Rocha, 1951 – O que é etnocentrismo / Everaldo P. Guimarães Rocha – São Paulo: Brasiliense, 2007. – (coleção primeiros passos; 124).
LARAIA. R. cultura: Um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1986.

Resumo


O Presente artigo tem como objetivo, demonstrar a importância de trabalhar o multiculturalismo no ambiente escolar, enfatizando a importância dos estudos antropológico para a construção e implantação de uma educação, pautada na realidade dos sujeitos envolvidos. Entendendo que os modos e costumes de cada individuo representa um papel de grande importância no cotidiano sócio cultural de cada ser. E que, essas diferenças deve ser respeitada dentro de uma realidade polifônica, harmônica, e assim possa todos os envolvidos tomar consciência de cada realidade tem sua necessidade especifica, e deve ser respeitada, independente de seus modos valores ou costumes. E a escola ambiente onde se confronta todas essas culturas não poderia deixar de ser, o local mais apropriado para desenvolver e transmitir esses saberes, desenvolvidos na pratica pedagógicas.


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