A invisibilidade do trabalho feminino nas estatísticas Hildete Pereira de Melo



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A invisibilidade do trabalho feminino nas estatísticas

Hildete Pereira de Melo

Faculdade de Economia/UFF

O campo de estudos de gênero desenvolve-se no Brasil desde o início dos anos 1980 como conseqüência do fortalecimento do movimento feminista nacional e internacional. A referência analítica para este conceito é a construção histórica e social do feminino e do masculino para as relações sociais entre os sexos, vividas na sociedade com forte assimetria. Uma das novidades dos últimos quarenta anos, nos quais recrudesceu a segunda onda feminista do século XX, foi o avanço da produção acadêmica feminista no mundo e a emergência de fundamentos teóricos para interpretar a histórica discriminação das mulheres. 1



A perspectiva de gênero no estudo das relações sociais trata da emergência de uma forma mais consistente de analisar os papéis sociais das mulheres e homens na sociedade, apreendendo as desigualdades e desenvolvendo como um de seus componentes analíticos centrais a assimetria de poder. É necessário ampliar o conceito de gênero para além da percepção de que este seja apenas a consideração dos papéis socialmente atribuídos a mulheres e homens. É preciso uma abordagem transversal e multidisciplinar, que desenhe um quadro geral do papel feminino na sociedade, recuperando aquelas atividades ignoradas na lógica do mundo capitalista.
Primeiro coloca-se a questão da prioridade do ponto de vista teórico e político das atividades relativas ao bem-estar humano e as necessidades das pessoas. Nestas estão compreendidas a produção mercantil de bens e serviços, mas apenas como um dos aspectos da questão. O que se observa é que a economia, a sociologia e a política esquecem do autêntico objetivo das pessoas: a vida, o bem-estar e a reprodução. Em segundo ao privilegiar a produção mercantil de bens e serviços estes campos disciplinares esqueceram das atividades dirigidas ao bem-estar emocional das pessoas, particularmente o trabalho familiar doméstico realizado majoritariamente pelas mulheres. A utilização do conceito divisão sexual do trabalho consolidado desde a industrialização possibilita a subestimação das atividades realizadas pelas mulheres na família, considerado como não-trabalho, porque confunde produção com produção de mercadorias e o trabalho com emprego. Esta percepção contribui para que seja feita uma associação linear entre a atividade masculina com a produção mercantil e a feminina com atividade familiar doméstica e o significado dessa associação é a percepção da invisibilidade do trabalho das mulheres e a desvalorização do lugar da mulher na sociedade. Além do mais é necessário ir além, introduzindo a questão da classe social, da raça/cor e etnia, corte geracional, dos direitos de propriedade, do acesso a terra, da distribuição do poder na sociedade, como os múltiplos estudos de gênero têm difundido.
O FEMINISMO E A INVISIBILDIDADE
Desde os anos 1970 que o movimento feminista vem questionando os paradigmas científicos do mito da neutralidade da ciência e as teorias deterministas biológicas que fazem uma leitura biológica e naturalizante da condição feminina (Aguiar, 1997). As Ciências Humanas tampouco fugiram à regra e tratam as mulheres no âmbito da estratificação social limitada aos estudos sobre a família, nos quais as mulheres reinam. A família é considerada uma estrutura que atravessa a história, linear na sua evolução e perene quanto à composição de seus membros.
A ideologia da natureza feminina criou uma cortina de fumaça que obscureceu as formas de viver das mulheres; a rigor na produção acadêmica, as mulheres apareciam e aparecem como uma categoria estatística. Recebem salários mais baixos que os homens, apresentam taxas de rotatividade mais altas no seu trabalho, atuam preferencialmente no setor serviços e, na indústria, estão concentradas em alguns ramos manufatureiros. Mas, a ciência necessita ir além disso. 2
Os temas arrolados no espaço acadêmico referem-se em grande maioria a problemática do trabalho feminino, da saúde reprodutiva, participação política e família. Uma das temáticas mais recorrentes é a da invisibilidade do trabalho da mulher, numa discussão, sobretudo com a economia sobre a desqualificação do trabalho doméstico. Este é um dos temas mais antigos trazidos pelo feminismo para as ciências sociais e está referenciado a uma tentativa de reinterpretar os conceitos de trabalho doméstico e trabalho produtivo/improdutivo e funciona como um iceberg para a questão da inferioridade feminina. A importante questão sobre porquê o trabalho doméstico é executado predominantemente por mulheres, as diversas ciências sociais, sobretudo a teoria econômica per se tem pouco ou nada a dizer e as análises econômicas tampouco avançaram além de idéias e preconceitos de seus autores.
Esta questão permanece obscura porque tanto na visão liberal como na marxista a subordinação feminina é explicada pela sua exclusão do mundo mercantil e esta exclusão é devida a razões culturais. Marxistas-feministas argumentam que as mulheres na esfera doméstica são exploradas por seus companheiros, sejam eles trabalhadores ou capitalistas, pois os afazeres domésticos é o tipo mais comum de trabalho não-pago. Estas análises partem da idéia de Marx de que a força de trabalho é uma mercadoria especial, cujo valor de uso é produzir valor (de troca). No processo de (re)produção desta mercadoria especial ocorre um segundo tipo de exploração pois o trabalho doméstico para uso da própria família, invariavelmente feito por mulheres, não é pago nem socialmente reconhecido. Pode-se concluir que a “troca” entre capital e trabalho não é uma relação mercantil e não é possível explicar o surgimento do lucro e a reprodução da relação salarial exclusivamente no âmbito da produção e circulação de mercadorias. Não há equivalência na “troca” entre capital e trabalho, mas apenas uma igualdade de estatuto jurídico em sua relação contratual. Não é uma relação de troca entre portadores de mercadorias, e sim uma relação desigual de poder garantida e regulada pelo Estado. 3

Desta forma, o exame dessa questão implica uma análise não-economicista do capitalismo. A esse nível de abstração, o trabalho é cego ao sexo; como a sociedade mercantil se baseia na concorrência intra e inter capitalistas e trabalhadores, o sexo, juntamente com a raça e a educação, consistiria um dos fatores de clivagem dessa concorrência, funcionando como álibi para a discriminação. Na realidade, o capital em geral tenta reproduzir as condições de estabilidade do organismo social. Mas o movimento é contraditório e, como disse Kalecki (1979), “os capitalistas não agem como classe”; quando a dinâmica da acumulação se choca com a ordem social pré-existente, o capitalismo a destrói. A acelerada incorporação das mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas ilustra essa problemática.


Como a produção doméstica é de valores de uso não há no “Capital” referência à questão da família; a reprodução dos seres humanos permanece nebulosa. Pensar esta questão envolve incorporar a produção doméstica não mercantil aos postulados da teoria econômica. Esta permite a reprodução dos seres humanos, portanto dos trabalhadores para o capital. O ocultamento das tarefas domésticas, como algo que foge ao escopo da teoria, porque não é objeto de troca na sociedade, foi tratado pelas feministas marxistas como a construção da imagem partida da mulher, de cidadã de segunda categoria. Para elas a diferença entre valor de uso e valor de troca ou trabalho concreto e trabalho assalariado não é pequena e é fundamental tratá-los separadamente. Isto é agravado pelo fato de não haver nenhum estudo bem feito tratando a questão da reprodução, trabalho doméstico, socialização das crianças e cuidado com os idosos e doentes (tarefas típicas femininas), as pesquisas sobre o uso de tempo são uma realidade das últimas décadas . Estas tarefas, que antes eram organizadas por meio de relações de parentesco e inseparáveis em relação a sexo e classe são, no capitalismo, tratadas separadamente e mantém uma intima relação com a situação de inferioridade da mulher no mundo atual.

A repercussão do movimento feminista levou a formulação do conceito de gênero, e os vários campos do saber têm incorporado este como uma teia de relações de poder que se estabelecem entre as mulheres e os homens (Scott, 1994). Na realidade, deve-se repensar a família, não mais como um conjunto homogêneo, mas uma situação de convivência entre indivíduos de sexos diferentes que realizam atividades produtivas e reprodutivas, compartilhando um projeto de sobrevivência.


O problema é que o desconhecimento da especificidade da contribuição das mulheres leva a aumentar a subestimação das práticas por elas exercidas no espaço familiar e no produtivo, acentuando a idéia do subemprego feminino. A invisibilidade que cerca o estudo das diferenças de gênero fortalece a reprodução das desigualdades junto às possibilidades e às oportunidades de emprego que podem ser oferecidas às mulheres pelo desenvolvimento. Ester Boserup (1970) no seu trabalho pioneiro definiu a divisão sexual do trabalho como um elemento de base na divisão do trabalho. A autora apontou como no cálculo do produto nacional, na produção e nos serviços de subsistência, como as atividades realizadas pelas mulheres e suas contribuições ao bem-estar socioeconômico são subestimadas ou a elas não se dá devida importância.. As criticas realizadas pelas feministas no final dos anos setenta ajudaram a ampliar a discussão sobre as formas de valorizar o papel das mulheres nas duas instâncias sociais: a reprodução e a produção.
Este enfoque mais amplo evidencia que a plena participação das mulheres pode ser visualizada através da eliminação das limitações que as marginalizam ou as tornam invisíveis, seja nas atividades domésticas, seja nas atividades públicas e produtivas. O trabalho de Ann Oakley (1974) ao explicitar a relação do trabalho do homem ao trabalho produtor de mercadorias, e a mulher à casa, conclui que o termo dona-de-casa não pode ser sinônimo de esposa e mãe, mas de trabalho doméstico não remunerado. Isso colocou mais lenha no fogo da rebelião feminina ao não aceitar mais os velhos estereótipos do papel feminino e desmascarar o trabalho não-pago. Pensamos, assim que a perspectiva de gênero possibilita uma avaliação mais rica sobre a quantidade e a qualidade das mudanças que as mulheres vivenciaram nas últimas décadas, devido às transformações acontecidas em todas as atividades econômicas. Esse reconhecimento implica em reavaliar a metodologia de cálculo da contabilidade nacional que vela o trabalho doméstico e desta forma não reconhece sua enorme importância para o bem-estar da sociedade.
É POSSIVEL CONTAR O TRABALHO REPRODUTIVO?
A partir de 1995, na IV Conferência Mundial sobre a Mulher realizada em Beijing o movimento internacional de mulheres vem se posicionando mais fortemente a respeito da invisibilidade que cerca o trabalho reprodutivo. Sua pressão colocou nas recomendações dessa conferência a necessidade de incorporar a contribuição do trabalho não remunerado realizado majoritariamente por mulheres num sistema de contas satélites, como uma forma de visibilizar estas tarefas ocultas no recôndito dos lares. Não há empecilhos técnicos para esta questão e como exemplo podemos citar o exemplo da cidade de Buenos Aires que em 2003 aprovou uma lei para promover uma pesquisa sistemática para quantificar o aporte econômico realizado pelas donas de casa daquela cidade (Consejo Nacional de la Mujer, 2005). Houve na última década uma expansão dos estudos sobre o tempo como forma de subsidiar a tomada de decisões políticas e gestão dos recursos humanos, mas estes ainda são embrionários e longe de responder as demandas do movimento de mulheres.
Acontece que o Sistema de Contas Nacionais segue basicamente as recomendações das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional, Comissão das Comunidades Européias, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e Banco Mundial explicitadas no manual das Contas Nacionais – System of National Accounts 1993 [(SNA), IBGE. 1997]. Estas recomendações são no sentido de que se adote um conceito amplo de produção. Assim sendo, considera-se como produtiva toda operação socialmente organizada para a obtenção de bens e serviços, sejam eles transacionados ou não no mercado, a partir de fatores de produção transacionados no mercado.
A produção de bens e serviços é considerada mercantil sempre que ela puder ser comercializada a um determinado preço estabelecido em mercado. Toda a produção de bens 4 é considerada, por convenção, mercantil, isto é, existe um mercado para aquele bem, de forma a se poder inferir um preço e, portanto, um valor da produção. Isso inclui toda a produção para autoconsumo da agricultura e a produção por conta própria de bens de capital fixo imobilizados pelo próprio produtor. Já os serviços 5 são divididos em mercantis e não-mercantis. São considerados mercantis aqueles cujo objetivo de produção é a venda no mercado por um preço que remunera os serviços dos fatores usados na sua obtenção. Os serviços não-mercantis são aqueles fornecidos à coletividade (todo o país, grupos específicos de pessoas ou famílias) gratuitamente ou por um preço simbólico. Como serviços não-mercantis incluem-se, ainda, os serviços domésticos remunerados, prestados por trabalhadores autônomos. Seu valor da produção é medido pelo valor das remunerações dos trabalhadores autônomos ocupados nessa atividade. Portanto, exclui o serviço doméstico executado por conta própria e sem remuneração. Fica claro, portanto que as contas nacionais medem todos os bens e serviços que envolvam a remuneração dos fatores de produção, fazendo com que prevaleça a identidade na qual o produto é igual à renda. Vale dizer, a utilização de fatores de produção no processo de produção gera o equivalente em remunerações ao que o fator de produção contribuiu para o produto em adição de valor. Não é nosso objetivo discutir essa metodologia, só chamar atenção para as contradições envolvidas na questão, uma discussão maior foi feita por Melo,Considera e Sabbato (2005) sobre o tema.
No caso do trabalho doméstico observa-se que, quando exercido por terceiros, seu valor equivale ao valor de sua remuneração. Entretanto, quando exercido por alguém da própria família ele não é computado nas contas nacionais. Por que razão, como se viu no parágrafo anterior, ao fator de produção trabalho não se dá o mesmo tratamento que ao fator capital? Adicionalmente, do ponto de vista do mercado de trabalho, as pessoas que exercem apenas afazeres domésticos – as donas de casa, sequer são consideradas como força de trabalho (PEA) - são classificadas como população inativa. Curiosamente, se estiverem exercendo, mesmo que sem remuneração, atividades em um empreendimento familiar, são tratadas como população ocupada.
Ë útil notar que o SNA no seu capítulo VI, (a conta de produção) discute estas questões e justifica porque os afazeres domésticos devem ser excluídos do cálculo do PIB. 6 Argumenta exemplificando com a produção de bens agrícolas ou industrias para uso próprio; estes podem se destinar alternativamente ao mercado, enquanto os serviços de uso próprio (afazeres domésticos) não têm essa qualidade, pois não exprimem a realidade do mercado capitalista. Além disso, justifica a imputação dos aluguéis devido a uma pretensa grande diferença entre países dos preços dos imóveis alugados e imóveis próprios.
Portanto, caso os afazeres domésticos viessem a serem considerados nas contas nacionais deveriam ser tratados como produção de serviços não mercantis, produzidos pelas famílias e por elas integralmente consumidos. Isto implicaria em se criar uma atividade produtiva “família” análoga à atividade “administração pública” cujo valor da produção seria medido de forma idêntica ao dos serviços domésticos remunerados.
Desde 2001 a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE investiga o número de horas despendido pela população na execução de afazeres domésticos ou trabalho reprodutivo. A introdução dessa questão no corpo do questionário permite sonhar com uma estimação do valor econômico do trabalho realizado no interior do domicílio. Como a fronteira que se estabelece na economia entre produção e consumo é uma separação convencional que efetua-se para distinguir as transações monetárias das não monetárias utilizadas para autoconsumo. As informações da PNAD sobre os afazeres domésticos permitem conhecer o trabalho reprodutivo por unidade da federação, classificando-as por sexo e faixa etária. Foi graças à introdução desta questão na pesquisa amostral que é possível questionar a mensuração do sistema de contas nacionais. Os afazeres domésticos são exercidos tanto por homens como mulheres embora o número de horas que as mulheres dedicam a estas atividades sejam bem superior ao declarados pelos homens. Na prestação desses serviços não há folga, sábados e domingos são iguais e mesmo as mulheres ocupadas no mercado de trabalho são também donas de casa. O trabalho doméstico não tem aposentadoria, as mulheres começam muito jovens e não deixam de fazê-lo nunca. As mulheres com filhos pequenos acumulam esta atividade com as outras relativas a limpeza, cozinhar, lavação. O ideal seria procurar identificar os diferentes tipos de atividades domésticas e as remunerações específicas médias (por hora) de cada um delas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) e multiplicar pelo número de horas observado para cada tarefa doméstica, segundo as informações da PNAD/IBGE.
No rastro das dificuldades relativas ao trabalho reprodutivo aparece uma outra questão significativa que atinge as mulheres ocupadas, portanto refere-se ao trabalho produtivo não remunerado. Este é extremamente importante, sobretudo para as mulheres rurais. Embora ele esteja presente no meio urbano também. É claro, que também os homens aparecem nas estatísticas como trabalhadores sem remuneração, mas numa taxa de participação muito inferior. É preciso colocar o tema em debate, porque no recorte atual quase 4/5 das mulheres rurais são sem remuneração, quando sabemos que na agricultura familiar os rendimentos gerados na atividade referem-se a todos os membros da família, não há porque alocá-los apenas no varão da família. Uma sugestão seria a criação de uma categoria intitulada trabalhador familiar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O que estas notas sugerem é que se deve contar com um quadro estatístico capaz de medir o trabalho total da sociedade – produtivo e reprodutivo – realizado pelas mulheres e homens. Explicitando todas as inter-relações entre as duas esferas do funcionamento do mercado de trabalho, as formas de reprodução da vida e das pessoas e da divisão sexual do trabalho. Propõe uma pesquisa periódica capaz de coletar informações de todas as atividades realizadas pelas pessoas – trabalho remunerado, ajuda familiar, trabalho familiar doméstico, estudos, trabalho voluntário. Destacando as diferenças entre as mulheres e os homens no uso do tempo, na divisão sexual do trabalho e no emprego, tendo em conta as diversas formas de coexistência existentes na sociedade. Esta proposta coloca para o IBGE pensar os fundamentos conceituais e metodológicos: desde o próprio conceito de trabalho como as interpretações dos resultados.e no emprego, tendo em conta as diversas formas de coeexist do as formas de reproduçpeza, cozinhar
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1 O conceito gênero é um dos principais instrumental teórico utilizado pela produção acadêmica feminista é definido por uma de suas mais relevantes teóricas Joan Scott como “Gênero é a organização social da diferença social” (1992,1994).

2 Sobre as ligações entre ciência e gênero ver Keller, E.F. 1985; Harding, S. 1986; Sayers, Janet, 1989; Nelson, J., 1992; Scavone, L, (org) 1996; Aguiar, N. 1997;

3Ver as citações sobre Marx na referência bibliográfica. Bennetti & Cartelier (1981), Cartelier (1980), De Vroey (1984), Machado & Serrano (1986) e Lopes & Serrano (1987).

4 Os bens são associados a alguma coisa tangível, sendo muitas vezes chamados de bens transportáveis.

5 A literatura econômica não conta ainda com uma definição comum de ampla aceitação do que sejam serviços. De uma maneira geral “serviços” designam atividades diferentes das atividades produtoras de bens agropecuários e industriais. Simplicando é tudo o que não pode ser estocado pelo produtor. (Ver Melo et alli, 1998).

6 O capítulo VI no item 6.17 afirma “A fronteira de produção no Sistema é mais restrita que a fronteira de produção geral. .....as contas de produção não são elaboradas para as atividades das famílias, que produzem serviços domésticos ou pessoais para consumo final próprio, excepto os serviços produzidos pelo emprego de pessoal de serviço doméstico remunerado.

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