A liturgiaevid a 2º Domingo da Quaresma no a



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L I T U R G I A E V I D A

Domingo da Quaresma


NO A




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PROPOSTAS PARA
A CELEBRAÇÃO DA LITURGIA



  1. Cartaz: “Deixa a tua terra, a tua família, a tua casa” ou “Este é o Meu Filho muito amado, escutai-O”.




  1. As primeiras leituras do leccionário dominical da Quaresma proporcionam uma visão panorâmica da História da Salvação, apresentando em cada Domingo uma das suas grandes etapas e figuras: Adão/Criação-pecado (1º); Abraão/Vocação (2º); Moisés/Êxodo-Aliança (3); David/realeza (4); Exílio/promessa da nova Aliança (5). Importa valorizar estas figuras e temas, pondo-as a dialogar com o Evangelho do Domingo correspondente.




  1. O povo cristão deve ser ajudado a tomar consciência da Quaresma como itinerário de renovação, balisando bem o percurso e marcando as suas etapas com celebrações. Bom seria, por exemplo, que pudesse ser anunciado desde o princípio o programa das celebrações penitenciais, com e sem o sacramento da Penitência (ver modelos propostos no Ritual Celebração da Penitência e em Abbá, Pai (Celebrações litúrgicas para o 3º ano preparatório do Jubileu). Cada Domingo poderá ser ilustrado com algum cartaz ou quadro a colocar junto das entradas principais com imagens e frases inspiradas na liturgia do dia. Também sugerimos a solenização da procissão de entrada acompanhada por um cântico significativo. A diferença deste 2º Domingo poderá ser marcada por alguma boa imagem de Cristo, possivelmente o Crucifixo, bem iluminada.




  1. Leitores: 1ª Leitura: A leitura não é difícil. Entretanto façam-se sentir duas vozes: narrador e Deus. Atenção: não é Abraão, mas Abrão. Pelo facto de ser fácil não se descuidem as regras da arte de dizer: respiração, articulação, pronunciação. 2ª Leitura: Não é difícil. Repare-se, no entanto, que uma só frase é meia leitura: "Esta graça, / que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade, // manifestou-se agora / pelo aparecimento de Cristo Jesus, nosso Salvador, // que destruiu a morte / e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho". (Marque o seu texto para assimilar a divisão).




  1. Sugestão de cânticos: Entrada: Senhor, ouvi a minha súplica, F. Santos, NCT 93; Vem, Salvador do mundo, F. Santos, NCT 94 Ofertório: No tempo favorável, M. Faria, NCT 91; Comunhão: Ditosos os que te louvam, F. Santos, NCT 109.


REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS


  1. “Deixa a tua terra… e vai para a terra que Eu te indicar”. É desta maneira que Abraão é apresentado no Livro do Génesis e, com ele, toda a humanidade redimida. “Deixa a tua terra” é muito doloroso, porque é, de certa forma, perder a estabilidade da vida, mas também é sair de uma forma errada de viver, é a busca da verdadeira vida, desejada por Deus. Todos somos convidados, dia após dia, a deixar coisas da vida que nos fazem perder e dispersar e procurar uma nova forma de viver. Recordemos as tentações de Jesus que meditámos no primeiro domingo da Quaresma. Ele rejeitou aquelas “seguranças” que todos pensamos ter, mas que não nos levam à verdadeira vida.




  1. A transfiguração de Jesus é um sinal que manifesta a sua plenitude interior, misteriosa, ou seja, a comunhão total com o Pai do Amor e do Perdão e a doação amorosa, humilde e plena a toda a humanidade. Esta é a sua glória que se manifesta através da luz do seu rosto e das suas vestes. Ele venceu a provação que tenta a humanidade, porque se entregou ao Pai num amor total e generoso. Em Jesus Cristo, termina a caminhada de Abraão, testemunhada por Moisés e Elias. Ele é a presença definitiva de Deus entre os homens que leva o seu Filho à vida plena da ressurreição através da humildade e da entrega amorosa na Cruz. “Para mostrar, com o testemunho da Lei e dos Profetas, que pela sua paixão alcançaria a glória da ressurreição” (Prefácio).




  1. Na transfiguração, os discípulos têm as duas reacções que irão ter sempre na sua relação com Jesus. Por um lado, o engano e o equívoco: “Senhor, como é bom estarmos aqui!”. Eles acompanham Jesus, procurando o seu próprio êxito e felicidade, o que leva os evangelistas a afirmar que ainda não compreendiam Jesus, especialmente os três discípulos escolhidos: Pedro, no primeiro anúncio da morte e da ressurreição de Jesus (Mt 16, 21-23), os outros dois pedindo para se sentarem um à sua direita e o outro à sua esquerda (Mt 20, 20-28) e os três no Jardim das Oliveiras na noite da Agonia (Mt26, 36-41). Por outro lado (a 2ª reacção), o medo: “…caíram de rosto por terra e assustaram-se muito”. Tinham medo de Jesus, ou seja, assustam-se da sua mensagem e do seu caminho de um amor que se entrega e que não se busca. É o medo de Pedro que nega o Senhor. Ao longo da história e em nós, as atitudes dos discípulos repetem-se: engano sobre o que Deus nos oferece e medo de seguir o caminho de Jesus.




  1. “Levantai-vos e não temais”. Esta é a frase consoladora de Jesus a todos nós. Não temais. É a palavra de alguém que ama na humildade até à morte e ressurreição. Isto impressiona-nos, mas levanta-nos, renova-nos, abre-nos a porta à única vida digna de ser vivida. “Ele salvou-nos e chamou-nos à santidade… e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho” (2ª leitura).




  1. “Purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória” (Colecta). Deus revela-nos: “Este é o meu Filho muito amado. Escutai-O”. Escutar significa abrir bem os ouvidos à sua mensagem sobre o Amor de Deus e sobre a nossa vida com Ele; significa abrir os olhos para ver a cruz e a ressurreição de Jesus como a obra suprema de Deus entre nós e como caminho para todos. Não se trata, portanto, de um simples conhecimento ou de um acto de obediência. A mensagem e o mistério de Jesus pedem uma “visão interior”, uma íntima experiência pessoal do Amor, da Vida, do Perdão, da Liberdade, que nos conduz a uma vida nova. A transfiguração de Jesus manifestou a plenitude gloriosa do seu amor entregue pela humanidade para que todos nós possamos viver uma vida transfigurada.


SDPL Viseu

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