A melhor descoberta da vida justiça a todo preçO



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JUSTIÇA A TODO PREÇO

Marcelo Augusto de Carvalho



O JUIZ INIQUO. Luc. 18.1-8.
- Para quem? Para os discípulos.

- Cena: foi provavelmente no mês de março do ano 31 D.C., pouco tempo depois da ressurreição de Lázaro, e poucas semanas antes de Sua morte, que Jesus contou esta parábola. Local: na Peréia.

- A parábola da viúva e do juiz se aplica especificamente à experiência do povo de Deus nos últimos dias. Diante dos grandes enganos e das perseguições que haverá, somente a oração perseverante poderá trazer segurança e força aos crentes.

- A insistência da viúva para obter justiça contra seu adversário corresponde à oração pela vindicação.

Jesus quer nos ensinar que não devemos deixar de orar mesmo quando se demoram as respostas às nossas orações.

- Em uma cidade, certo juiz: Cristo foi muito cuidadoso ao usar o caso de forma impessoal, assegurando-se de que os ouvintes nunca identificariam os personagem da história. Seus inimigos usariam qualquer oportunidade para acusá-Lo de debilitar a confiança do povo no governo estabelecido.

- Não temia a Deus: fazia o que achava desejava. Não demonstrava amor por Deus nem ao próximo. Tão pouco respeitava a Lei de Deus.

- Uma viúva: no antigo Oriente a viúva era a mais desvalida de todas as pessoas da sociedade, principalmente se não tivesse filhos, que poderiam defender seus direitos. Ela não tinha ninguém, nada. Tão pouco dispunha de recursos para subornar o endurecido juiz, nem algo que pudesse oferecer a quem lutasse por seus direitos. O salmista diz que Deus é o defensor das viúvas. Sal. 68.5.

- Julga minha causa: o esposo havia deixado para ela uma propriedade, quem sabe hipotecada, mas alguém se negava a devolvê-Ia no tempo estipulado pela lei. Lev. 25. A

viúva, sem ninguém para defender seus direitos, dependia totalmente do sentido de justiça e misericórdia do juiz. Mas ele não era nem justo nem misericordioso. Ele refletia Satanás.

- Depois disto: a persistência da viúva o cansou.

- Ela me molesta: a persistência era a única arma que a viúva possuía à sua disposição.

Sua grande necessidade não despertou o sentido de justiça o de misericórdia do juiz, mas sua persistência provocou a impaciência do magistrado.

- Em um instante, e com pouco esforço ele poderia Ter resolvido o caso, mas não o fez até que viu que era mais fácil faze-lo do que relevar a questão.

- Julgarei sua causa: não por um sentido de justiça nem por simpatia pela situação difícil da viúva, mas para evitar mais inconvenientes. Ele tanto não respeitava a lei como era completamente indiferente ao sofrimento e à opressão.

- Não fará Deus justiça? Vemos o agudo contraste entre o caráter daquele injusto juiz e o

caráter de um Deus justo e misericordioso. Se o juiz finalmente ouviu a mulher por motivos egoístas, quanto mais responderá Deus aos que lhe apresentam suas petições.

- Se a persistência tem êxito com um juiz injusto, não há dúvida que a mesma virtude não passará desapercebida e sem recompensa diante de um Deus tão justo como o nosso.
Lições
- Esta parábola nos ensina que Deus vela por Seus filhos. Aconteça o que acontecer, Ele está por dentro de nossas aflições, e mais cedo ou mais tarde, dentro de Seu cronograma, Ele agirá em favor de Seus filhos por justiça.

- Também aprendemos que ninguém deve oprimir alguém, principalmente um filho de Deus. Quem magoar um cristão, te-lo-á feito ao próprio Criador, e toda Sua ira santa cairá sobre este transgressor. As 7 trombetas foram tocadas sobre o Império Romano porque este reino massacrou durante séculos os fiéis cristãos. Deus reduziu este poderoso governo em ruínas. As 7 pragas cairão sobre os ímpios de todo o mundo nos últimos dias da história da Terra pelo mesmo motivo. Portanto, é bom que cada um de nós cuide para não injustiçarmos um servo de Deus, pois Ele tomará tal causa em Suas mãos, para defender o oprimido. E diante dEle, quem pode subsistir?

- Demorando em defendê-los: às vezes parece-nos que Deus demora em responder às nossas orações. Mas, na verdade, está Ele atuando, com presteza, no sentido de acionar forças que Ele considera que convém aos eleitos, e tais forças podem estar atuando muito tempo antes de vermos seus resultados.

- Além disso, Ele pode estar demorando para que os perseguidores de Seu povo tenham tempo e oportunidade de arrependimento. Ele ama tanto a Seu povo como Seus inimigos.

- Acima de tudo, essa aparente demora nos ajuda a perceber nossa total dependência de Cristo. Ele usa este tempo para purificar nosso caráter e nos preparar para receber as bençãos da vitória.

- Se não queremos tanto o que estamos pedindo, a ponto de sermos persistentes, não queremos muito. A persistência mostrará se desejamos ou não as bençãos que pedimos.

- Você já reparou que as grandes bençãos que Deus concedeu a Seu povo só vieram depois de muita persistente e fervorosa oração? Isaque, Esaú, Jacó, Samuel, Sansão, e tantos outros filhos pedidos a Deus só nasceram depois que seus pais passaram anos pedindo esta graça.

Por que houve tanta demora? Deus precisava prepará-los para receberem tão grande missão que estava à sua frente.

- Deus nunca demora, nem deixa de nos responder. O problema é que na maioria das vezes estamos tão longe dEle que não sabemos qual é Seu plano para com nossa vida. Por isto nos desesperamos. Muitas vezes até marcamos um horário, data ou situação para que Ele atue. E se não o faz, O renegamos para sempre. Lembre que Deus não usa nosso relógio. Ele sempre atua como necessitamos e não como desejamos. Nada sabemos e nada conhecemos. Nossa vontade é má. Se Ele agisse baseado no que pedimos, Ele acabaria nos destruindo.

- Esperar- Salmo 37.7- sempre foi esta a marca dos cristãos verdadeiros. Davi esperou que Deus cumprisse Sua promessa em torna-lo rei dos 15 aos 33 anos. (18 anos). José esperou que Deus cumprisse Seu plano de salvar sua família dos 17 aos 39 anos. (22 anos). Jesus aguardou ser aclamado por JB como o Messias dos 12 aos 30 anos. (18 anos). Será diferente conosco?

* Cada uma das parábolas indica um relacionamento. Qual é a diferença entre pedir alguma coisa a um amigo ou parente e fazê-lo a um estranho?

* Sendo Deus nosso pai, quais são as implicações quando não obtemos o que pedimos?

* Qual a relação entre sentimentos e fé? Fé é pensamento positivo ou confiança?
PENSE NISTO


  1. As verdadeiras orações são como pombos-correio: elas não podem deixar de ira para o céu, pois é do céu que procedem; elas estão apenas voltando para o lugar de onde vieram. C H Spurgeon.

  2. Falar com os homens sobre Deus é uma grande coisa, mas falar a deus sobre os homens é algo ainda maior. E M Bounds.

  3. Aquele que deseja algo de deus precisa aproximar-se dele de mãos vazias. R Cunningham.

  4. A oração é uma reunião de cúpula na sala do trono do universo. R A Herring.

  5. O grande segredo de esperar corretamente em Deus é ser levado a uma total impotência. A Murray.

  6. O propósito da oração não é fornecer a Deus o conhecimento das coisas de que precisamos, mas confessar-lhe nosso sentimento de necessidade. A W Pink.

Pr. MARCELO AUGUSTO DE CARVALHO 1998 SP



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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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