A natureza das coisas



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Capítulo XII

LUGAR DA NATUREZA NA ONTOLOGIA KANTIANA

Longo e complexo é o caminho percorrido através da KrV até chegar a conceber a Natureza como universitas, quer dizer, como omnitudo compartium absoluta, totalidade coordenada ou partilhada por cada um dos seus elementos. Especialmente difícil foi encontrar o fio que permitisse o salto do nexo subordinante- mecânico ao coordenante-teleológico. A aceitação deste salto, com todas as reservas derivadas do estatuto “regulador” do princípio em que se funda, significa instituir a possibilidade de um saber para além do científico, na sua denotação mais estrita, uma “ciência” menos exacta do que compreensiva, não tanto “objectiva” como “simbólica” ou “analógica”. Ou seja, a um conceito de ciência ligado à atitude do Begreiffen em tudo aquilo que indica acerca de ultrapassar, de contemplar desde uma perspectiva mais elevada e em direcção a mais vastos horizontes, essa mesma realidade fenoménica que, vista segundo a esquemática do Verstehen, se reduzia a uma “construção” espacio-temporal, assumida intelectualmente como determinismo causal. São as preocupações teóricas básicas de Kant que parecem despertar-se no final de um caminho laborioso e difícil, apesar de (ou talvez precisamente por causa de) ser meramente “propedêutico”.

Se olharmos para trás, poderemos reconhecer no plano da Dissertatio o da Crítica de toda a actuação teórica da razão humana, quer dizer, a intenção que guia a KrV na sua vertente especulativa. Poderemos, além disso, reconhecer no inovador Apêndice da primeira, o prelúdio das Introduções à segunda. Um mesmo interesse e um mesmo projecto as conduz: buscar na Natureza o ponto de união da acção teórica de conhecer e da prática de agir. Conhecer, no seu nível mais elaborado, supõe a organização sistemática de todo o conhecido. Mas um sistema não é senão a versão teorética da actividade planificadora da razão humana, que alcança a sua representação suprema no Ideal transcendental, enquanto ideia da plena harmonia ou unanimidade de uma mente arquitectónica omnisciente e uma vontade criadora omnipotente. No entanto, este arquétipo absoluto da própria razão humana não encontra confirmação directa no mundo sensível, ou da experiência, em que nos situamos.

O princípio sistemático adaptado à condição sensível do nosso entendimento permanece ligado ao modo mecânico de causalidade, quer dizer, ao modelo espacio-temporal do nosso entender discursivo. Já nesta “adaptação” poderíamos, quiçá, detectar um sintoma da teleologia imanente da nossa “natureza”, um ponto de encontro entre a sensibilidade e o entendimento, entre o entendimento e a razão. A isso aponta, em certa medida, a questão nebulosa da Grundkraft, cujo esboço na KrV nunca alcança claridade suficiente. Porém, o mecanicismo não aparece como expressão da nossa subjectividade, mas justamente como princípio de toda a compreensão objectiva apodíctica ou categorialmente necessária, transcendentalmente verdadeira, de toda a realidade natural. É, portanto, “natural” que toda a ingerência do princípio teleológico na compreensão dessa mesma realidade engendre conflitos dialécticos. Tal é o problema da terceira e quarta antinomias: a consideração de princípios de causalidade ou de necessidade não naturais, não pode senão recordar a divisão íntima da razão humana entre aquilo que tinha sido a descoberta fundamental da Dissertatio, depois da “grande luz” do ano 69: a clara distinção do mundo sensível e do inteligível, separados e, no entanto, enigmaticamente unidos.



Mecanicismo e teleologia constituem, assim, a irrecusável herança de uma Razão dividida entre os seus projectos ou intenções e a condição forçosa da realização destes: teórica, na procura da compreensão sistemática de um mundo fenoménico; prática, na actuação ética pura, apesar desta dever ter lugar no próprio mundo fáctico que é a Natureza entendida segundo leis mecânicas. Os dois sistemas aparecem, pois, inevitavelmente, como duas rectas paralelas misteriosamente unidas, no infinito de uma experiência constante mas inexplicável. Talvez não exista resposta possível para esta vislumbrada “afinidade”. Ou talvez apenas se consiga representá-la sob o conceito kantiano da “finalidade sem fim”. Mas tal resposta transcende as fronteiras da KrV e, por isso, deste trabalho.

Recordemos simplesmente que na primeira das Críticas, Kant não procura propriamente a conciliação dos dois princípios sistemáticos, mas pretende deixar esboçado o tema, abrindo-o a investigações posteriores, como confessa no repetidamente citado texto dos Prolegomena, § 60. Ficavam-lhe, todavia, por descobrir várias teorias parciais e, sobretudo, esclarecer o papel fundamental da faculdade de julgar – papel a que vai dando progressivamente mais importância, desde a invenção do esquematismo até à redacção da KU, passando pelos Prolegomena e a segunda edição da KrV, em que atribui um protagonismo cada vez maior ao Juízo. Com essa descoberta, já poderia enfrentar-se à questão complexa do finalismo, cujo traçado era essencial para um tratamento correcto do tema do encontro de ambos os tipos de causalidade e sistemas da Natureza. No fundo, poderíamos dizer que todos esses passos se reduzem a um, análogo àquele que conduziu Kant à elaboração da teoria do esquematismo, sem a qual não teria podido responder à questão central – segundo os Prolegomena e os complementos da segunda edição à Introdução à KrV – da primeira crítica, a saber: como são possíveis os juízos sintéticos a priori?

Numa carta a Reinhold de 12 de Maio de 1789, diz Kant: “Uma coisa mais, para terminar: o Senhor Eberhard diz na página 316 que ‘é em vão que alguém procura em Kant qual é o princípio dos juízos sintéticos a priori’. Mas tal princípio é oferecido ao longo de toda a Crítica da Razão pura, a partir do capítulo do esquematismo da faculdade de Julgar, e isso exposto de modo inequívoco ainda que não de uma maneira específica”.405 Assim, pois, a questão da possibilidade transcendental dos juízos sintéticos A priori, ou seja, dos juízos formalmente determinantes do conhecimento, traduz-se na questão da possibilidade da recepção espontânea ou construção imaginativa dos data fenoménicos. Não é, por conseguinte, de estranhar o paralelismo estabelecido no Apêndice a também na Introdução à KU entre a função do juízo e a operação esquemática, tanto no caso dos juízos determinantes como no dos “reflectintes”, ainda que nestes últimos tudo se passe ao nível hiper-sublimado do “como se”.

Com efeito, a realização do Endabsicht teórico da razão humana é possível sempre mediante um certo tipo de juízos, mesmo no caso em que estes não encontrem o seu princípio fundante entre as categorias e, portanto, a sua validade não seja apodíctica, mas hipotética. O supremo “como se” – o mais elevado porque mais afastado do sensível e, portanto, não constatável facticamente, mas simbolicamente plástico – é o princípio da finalidade ou unidade teleológica do Mundo ou Natureza. E um tal princípio, radicado na mais pura intimidade da razão, é o que serve de fundamento, na KU, a um tipo de juízos capazes de detectar a afinidade das coisas da Natureza entre si e com respeito à própria mente humana, e isso tanto no aspecto subjectivo do sentimento estético, como no objectivo do conhecimento da própria Natureza em todas as suas formas.

A Crítica da Razão pura não tinha ainda todos os dados requeridos para dar uma resposta suficientemente fundada ao problema. Não podia, por isso, propor-se mais do que esboçá-lo e, talvez, indicar um caminho ainda imperfeitamente definido de solução. Será a KU uma resposta definitiva? É sabido que a preocupação kantiana pelo tema da Natureza e o seu conhecimento pelo homem perdurou até aos últimos anos da sua vida. O Opus Postumum, a que a historiografia kantiana vem dedicando cada vez mais importância, dá conta das muitas dúvidas e algumas certezas que o nosso filósofo de Königsberg, enamorado do céu estrelado e da lei moral, continuava a ter, depois de todo o seu admirável esforço crítico, com respeito à temática que procurámos tratar ao longo desta investigação. É, pois, de supor que também dessa extraordinária obra de síntese que é a Crítica do Juízo não tenha obtido, nem sequer para si próprio, respostas definitivas. Mas talvez a filosofia não consista tanto nas respostas – para isso está, com o diz Heidegger, a ciência, na medida do possível – como no correcto traçado das perguntas. E estas, no que se refere à questão da “Natureza” para Kant, estavam já presentes na Crítica da Razão pura.

Se, portanto, voltamos atrás e tentamos resumir a contribuição da obra para o tema da Natureza, encontramo-nos com dificuldades resultantes, por um lado, da grande riqueza da sua doutrina e, por outro, do carácter em certa medida paradoxal da mesma.

Não há dúvida que Kant, protagonizando a tendência iluminista de racionalização do universo físico e humano, consegue fundamentar a possibilidade da imagem da Natureza da ciência moderna, cujo momento cume corresponde ao sistema newtoniano, numa teoria coerente acerca das estruturas “transcendentais” da razão humana, a todos os seus níveis, tanto desde o ponto de vista funcional como do operativo. O modo universal e necessário do “transcender-se” daquela – modo que é, ao mesmo tempo, a sua forma de se dar a conhecer e conhecer-se no próprio exercício de conhecer ob-jecta – constitui a legislação universal e necessária da Natur überhaupt, quer dizer, a natureza formal de todas as coisas. O facto desta ter, necessariamente, de partir da intuição sensível, determina a estrutura mecânica, espacio-temporal, da realidade conhecida. O esquema físico-matemático do universo aparece como constructo racional antecipativo de toda a experiência possível. E é esse mesmo constructo que, no seu nível máximo de sistematização, constitui a ciência. Assim, a Metafísica, “ciência dos primeiros princípios da mente humana”, vem a tornar-se Ciência das ciências, ciência dos fundamentos de toda a ciência “da Natureza”, a que a Crítica da Razão pura serve de indispensável propedêutica. Isso constitui, no essencial, aquilo que se considera, com razão, a teoria base do corpus crítico kantiano. No entanto, não apenas não é a única, como não pode compreender-se separada do seu necessário complemento... ainda que este pudesse parecer um mero conjunto de matizes e considerações cheias de interrogações e perplexidades. Pois o filósofo que crê na “maioridade da Razão”, não podia ter-se permitido o deslize de não ter consciência das dificuldades da sua própria doutrina.

Se, com efeito, a filosofia crítica se limitasse a expor, mesmo que fundamentadamente, a justificação transcendental do conceito de Natureza formal, sem dúvida teriam razão aqueles que, como Paton, a censuram por partir de um princípio indemonstrado, a saber, que só há regularidades e repetições na Natureza406, e não haveria resposta adequada à crítica humeana da validade dos raciocínios de tipo indutivo. Mas Kant não tinha esquecido esse questão. O Apêndice oferece uma via de resposta a partir da base transcendental da pura razão. Quer dizer, não procura num princípio exterior ao seu próprio sistema (como poderia ser um “realismo” da coisa em si, jamais traçado), mas no próprio coração do “transcender-se” da razão humana, para a realidade que o entendimento objectiva, o princípio “transcendental” do aparecer das coisas da natureza, na medida em que estas podem constituir matéria de conhecimento. E já que a Razão, na sua intimidade (ou seja, pura), sempre se exerce teleologicamente, “projecta” na realidade a sua imagem pura da finalidade, interpretando as sensações caóticas como “matéria” – “em sentido transcendental” – de experiência possível. Com isso, Kant faz surgir um conceito de Natureza em sentido material, cuja origem “teleológica” vai apagar-se sob a formalização categorial ou mecânica do entendimento.

Não há, pois, conciliação entre ambos os conceitos e sistemáticas do natural. Também não há mais antagonismo que o da “dialéctica natural da razão humana”. E nem sequer creio propriamente correcto dizer que um conceito é, no contexto crítico kantiano, “ortodoxo” e o outro “heterodoxo”, já que ambos dão forma àquilo que a natureza transcendental da nossa Razão institui como Natureza possível. Simplesmente, Kant leva até às suas últimas consequências as premissas teóricas e, mesmo, linguísticas de que partiu. E se iniciou o seu percurso crítico pondo entre parênteses a coisa em si, não é no final que a vai introduzir. Da mesma maneira, se começou por colocar a distinção transcendental entre “forma” e “matéria” do conhecimento (ou da acção ética), tal distinção tem que manter-se até ao fim, com todas as suas consequências. Embora, talvez, esteja a ponto de ser superada no sentimento estético, no puro gozo da “finalidade sem fim”.... Mas isso transcende, sem dúvida, as fronteiras da KrV.

A omnipresença do tema da Natureza na filosofia kantiana denota a sua riqueza. Mais do que um conceito, é uma concepção global o que com ele se manifesta. Já na Dissertatio podíamos adivinhar os seus vagos contornos, que as três Críticas procurarão desenhar com nitidez, mesmo nos abismos de uma experiência impossível. A Natureza é a construção e o projecto de uma Razão que, sem ela, não teria ocasião de actuar e se conhecer. É, talvez, uma miragem, o alter-ego da própria razão; mas sem dúvida está aí, existe (em sentido kantiano) e responde adequadamente às nossas perguntas racionais. É susceptível de ciência, serve os nossos fins técnico-práticos, aceita o desafio humano, confirma as suspeitas racionais de ordem e proceder teleológicos. Nela convergem os dois modelos de actuação e desenvolvimento que apenas na hipótese racional de Deus podemos conceber em perfeita harmonia: o espiritual e o material, o subjectivo e o objectivo, os fins e os meios.

Por isso, mais do que uma noção epistemológica ou gnoseológica, que indubitavelmente também é, a Natureza ocupa um lugar privilegiado na ontologia kantiana do modo relacional de ser da razão humana, quer como termo da intenção transcendental, quer enquanto condição subjectiva, quer ainda como legalidade universal do contingente e do necessário. Neste último e duplo sentido não apenas apresenta o princípio de uma ciência pura da experiência (físico-matemática), mas também oferece o fio metodológico possível para as ciências empíricas em toda a sua variedade, deixando aberta a possibilidade de consideração científica (mesmo se já não no sentido mais exacto da palavra) de campos de investigação nascentes na altura (como a Química ou a História Natural) ou ainda nem sequer vislumbrados como tal (caso das ciências Humanas em geral).

Dizia Cassirer, a propósito da grande contribuição da KU, que “a realidade, que vista através dos conceitos de causalidade e de mecanismo, aparecia como um produto de leis gerais, se estrutura com vista ao princípio teleológico e, graças a este, como uma totalidade de formas de vida”407. É certo que apenas na terceira Crítica isso aparece em toda a sua amplitude. Mas penso ter mostrado que já o Apêndice à Dialéctica transcendental apresenta embrionariamente esse amplo panorama. E, muito mais importante ainda, que já a Crítica da Razão pura oferecia todos os dados fundamentais para a compreensão da Natureza ou Mundo como realidade afim à razão humana e lugar de encontro desta com os seus objectos e projectos.




BIBLIOGRAFIA


I. OBRAS DE KANT
As referências incluídas sob esta epígrafe limitam-se às edições e escritos efectivamente utilizados na investigação. Entre parênteses rectos e, aqui, com o destaque em negritas, menciona-se igualmente, a forma abreviada como a obra aparece mencionada no texto e nas notas do presente trabalho

1. Edições utilizadas:
Immanuel Kant Werke, in 10 Bände, herausgegeben von W. Weischedel Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 21968. [W.]
Kant’s gesammelte Schriften, herausgegeben von der Königlich Preussischen Akademie der Wissenchaften, Berlin/Leipzig, 1902 ss. Da Primeira Secção desta existe uma reprodução fotomecânica em 9 volumes, Berlim, Walter de Gruyter, 1968. [ Ak.]
Immanuel Kant Briefe, herausgegeben und eingeleited von Jürgen Zehbe, Göttingen, Vandenhoek u. Ruprecht, 1970.

2. Obras:
Indicam-se neste apartado as obras de Kant que foram fundamentais para a elaboração deste trabalho, bem como aquelas que foram objecto de consulta obrigatória ou de referência, ordenadas segundo o ano da sua publicação e/ou elaboração. Nalguns casos, indica-se igualmente a ou as traduções consultadas.

1746 Gedanken von der wahren Schätzung der lebendigen Kräfte [Gedanken]

1755 Allgemeine Naturgeschichte und Theorie des Himmels [Allgemeine Naturgeschichte]

1763 Der einzig mögliche Beweisgrund zu einer Demonstration des Daseins Gottes [Beweisgrund] Tr. pt. coordenada por C. Morujão [M], O único argumento possível para a demonstração da existência de Deus. Lisboa, IN-CM, 2004.

1763 Untersuchung über die Deutlichkeit der Grundsätze der natürlichen Theologie und der Moral [Preisschrift]

1765 Nachricht von der Einrichtung seiner Vorlesungen in der Winterhalbejahre von 1765-1766 [Nachricht] Tr. p. parcial de L. Ribeiro dos Santos em A razão sensível, Lisboa, Colibri, 1994, 188-191.

1766 Träume eines Geistersehers, erläutert durch Träume der Metaphysik [Träume]

1770 De Mundi sensibilis atque inteligibilis forma et principiis [Dissertatio]. Traduções consultadas: portuguesa [pt.] de L. Ribeiro dos Santos [RS], Dissertação de 1770 seguida da Carta a Marcus Herz, Lisboa, IN-CM, 1985; espanhola [es.] de R. Ceñal, La Dissertatio de 1770, ed. bilingue, Madrid, CSIC, 1961; alemã [al.] de N. Hinske, no vol. V da citada ed. Weischedel.

1781 Kritik der reinen Vernunft [KrV]

Traduções consultadas: pt. de M. Pintos dos Santos e A. F. Morujão [S-M], Crítica da Razão Pura, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 41997; es. de P. Ribas [R], Crítica de la Razón Pura, Madrid, Alfaguara, 1978; fr. de A. Tremesaygues e B. Pacaud[T-P], Critique de la Raison Pure, Paris, PUF, 61968

1783 Prolegomena zu einer jeden künftigen Metaphysik, die als Wissenschaft wird auftreten können [Prolegomena]

1785 Grundlegung der Metaphysik der Sitten

1786 Was heisst: sich im Denken orientieren?

1786 Metaphysiche Anfangsgründe der Naturwissenschaft

1788 Kritik der praktischen Vernunft [KpV]

1790 Kritik der Urteilskraft [KU]. Tr. pt. de A.Marques e V. Rohden [M-R], Crítica da Faculdade do Juízo. Lisboa, IN-CM, 1992.

1790 Über eine Entdeckung, nach der alle neue Kritik der reinen Vernunft durch eine ältere entbehrlich gemacht warden soll [Resposta a Eberhard]

1791 Welches sind die wirkliche Fortschritte, die die Metaphysic seit Leibnizens und Wolffs Zeiten in Deutschland gemacht hat? [Fortschritte]. Apresentada em resposta à pergunta de idêntico conteúdo proposta a concurso pela Academia de Berlim, no ano 1791, apenas viria a ser publicada postumamente por F. Th. Rink, em 1804. Tr. e ed. es. de F. Duque, Los progresos de la Metafísica, Madrid, Tecnos, 1987.

1798 Anthropologie in pragmatischer Hinsicht [Anthropologie]

1800 Logik. Tr. pt. (parcial) de J.Barata-Moura, em Kant e o Conceito de Filosofia, Lisboa, Sampedro, 1972.




II. LÉXICOS

Eisler, R.: Kant-Lexicon, Hildesheim/ New York, Olms, 1972


Schmid, C.: Wörterbuch zum leichten Gebrauch der kantischen Schriften, Jena, 1798 (neu herausgegeben, eingeleited und mit einem Personenregister versehen von N. Hinske, Darmstadt, Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1976)
Verneaux, R..:Vocabulaire de Kant – Doctrine et Méthode, Paris, Aubier, 1967
VV.AA.: Historisches Wörterbuch der Philosophie, vol. 1-12. Darmstadt, WBg, 1971-2004.

III. ESTUDOS


  1. Comentários totais ou parciais de obras de Kant

Baumanns, P.: Kants Philosophie der Erkenntnis. Durchgehender Kommentar zu den Hauptkapiteln der ‚Kritik der reinen Vernunft. Würzbug, K & N, 1997


Bennett, J.: Kant’s Analitic, Cambridge, University Press, 1966 (tr. es.: La Crítica de la Razón pura de Kant, 1. La Analítica, Madrid, Alianza, 1971)
Bennet, J.: Kant´s Dialectic, Cambridge, University Press, 197 (tr. es.: La Crítica de la Razón pura. 2. La Dialéctica, Madrid, Alianza Editorial, 1981).
Cohen, H.: Kommentar zu Kants Kritik der reinen Vernunft, Stuttgart, Felix Meiner, 1907.
Grayeff, F.: Deutung und Darstellung der theoretischen Philosophie Kants. Ein Kommentar zu den grundlegenden Teilen der Kritik der reinen Vernunft, Hamburg, Richard Meiner, 1951.
Heimsoeth, H.: Transzendentale Dialektik – ein Kommentar zu Kants Kritik der reinen Vernunft, 4 vols. Berlin, W. de Gruyter, 1966-1971.
Kemp Smith, N.: A commentary to Kant’s Critique of Pure Reason, London, Mac Millan, 21923 (reimpressão em Nova Iorque, The Humanities Press, 1962).
Paton, H.: Kant’s Metaphysic of Experience. A commentary of the first half of the Kritik der reinen Vernunft. 2 vols.: London, Unwin and Allen, 1936.
Schmucker, J.: Das Weltproblem in Kants Kritik der reinen Vernunft.Kommentar und Strukturanalyse des 1.Buches und des 2.Hauptstücks des 2.Buches der transzendentalen Dialektik.. Bonn, Bouvier, 1990.
Vaihinger, H.: Kommentar zu Kants Kritik der reinen Vernunft, 2 vols, Allen, Scientia Verlag, 1970 (reimpressão da 2ª ed.: 1972).
Vleeschauwer, H. J.: La Déduction transcendentale dans l’oeuvre de Kant, 3 vols.: Antwerpen/ Paris/ Gravenhage, 1934-1937 (reprodução da edição original em Nova Iorque/Londres, Garland Publishing, 1976).


  1. Obras de carácter geral sobre Kant e/ou o seu meio histórico-cultural

Cassirer, E.: Kants Leben und Lehre, vol. IX da sua edição da obra de Kant, Berlim, Bruno Cassirer, 1918; tr. es. de W. Roces, Kant, Vida e Doctrina, México, Fondo de Cultura Económica, 21968).


Cassirer, E.: Das Erkenntnisproblem in der Philosophie und Wissenschaft der neueren Zeit, Bd. II, Darmstadt, W.B.C.: 1974 (reimpressão da terceira edição de 1922). Tr. es. de W. Roces, El problema del conocimiento en la filosofia e la ciencia modernas, vol. II, México, Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica, mas a versão foi feita a partir do texto da primeira edição alemã, pelo que não tem as correcções e amplos acréscimos da segunda, apresentando grandes diferenças em relação ao texto definitivo de Cassirer.
Cassirer, E.: Philosophie der Aufklärung, New Haven, Yale University Press, 1932; tr. es. de E. Imaz, Filosofía de la Ilustración, México, Fondo de Cultura Económica, 21971.
Casula, M.: La Metafisica di A.G. Baumgarten, Milão, Mursia, 1973.
Maréchal, J.: Le point de Départ de la Metaphysique, Cahiers III (La Critique de Kant) e IV (Le système idéaliste chez Kant et les post-kantiens), Paris, Desclèe de Brouwer, 41964 e 11947, respectivamente.
Morente, M.G.: La Filosofia de Kant, Madrid, Victoriano Suàrez, 1961.
Philonenko, A.: L’oeuvre de Kant, 2 vols, Paris, Vrin, 1969-1972.
Vleeschauwer, H.J.: L’Evolution de la pensée kantienne, Paris, Alcan, 1939.


  1. Catálogo: rdpc -> bitstream -> 10174
    10174 -> Capítulo 1 – Os disfarces de amor
    10174 -> Formação e sustentação da cooperação nas organizações educativas: o dilema da reciprocidade forte
    10174 -> Psicologia do ambiente
    10174 -> Habermas e Ricoeur sobre a Hermenêutica ou uma convergência divergente Fernanda Henriques – Universidade de Évora resumo
    10174 -> O papel do professor na instrução democrática da criança: Uma reflexão crítica ao programa de Filosofia para Crianças de Matthew Lipman
    10174 -> I considerações preliminares de carácter pedagógico e didáctico
    10174 -> Os Docentes e a Biblioteca Escolar: uma relação necessária Ângela Balça & Maria Adelina Fonseca Resumo
    10174 -> Breve nota histórica
    10174 -> 1. Designação do imóvel Ermida de Santa Catarina de Monsaraz
    10174 -> Review of Culture, Macau, Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Ed. Internacional, nº 40, Outubro de 2011


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