A parábola do filho pródigo



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IGREJA CRISTÃ MARANATA

PRESBITÉRIO ESPÍRITO SANTENSE



A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO



INTRODUÇÃO:

Lc 15 é a Palavra do Senhor Jesus dada às pessoas ao seu redor, para ensinar alguma coisa muito importante. O Senhor Jesus usa de parábolas para que entendessem direitinho aquilo que Ele queria dizer.

Parábola, portanto, é uma ilustração, um fato contado em forma de estória para ensinar uma verdade.

Vejamos pois no Cap 15 de Lucas, um só ensino, mostrando três vezes porque O Senhor achou muito importante que todo mundo entendesse muito bem o que Ele queria dizer.



Na primeira parábola Ele fala de um homem que possuía cem ovelhas e perdeu uma.

O que aconteceu? Perdeu uma.

Ele foi procurar, achou, trouxe-a nos ombros e nem achou pesado carregá-la pelo gozo de tê-la achado.

No segundo a mulher tinha dez dracmas (moedas) e perdeu uma.

Que fez?


Procurou muito até achar, e achando-a alegrou-se muito.

Nos dois casos houve algo perdido.



A terceira parábola é a mais rica em detalhes; a respeito de como se perdeu um filho, como foi achado, e quanta alegria houve.
Um pai tinha dois filhos.

É enfatizado dois porque representa duas situações do ser humano, salvo e perdido.

O mais moço disse ao pai: “Dá-me a parte da fazenda que me pertence”.

Que pedido estranho! Porque a herança só se recebe quando o pai morre.

Então vemos uma coisa séria; sim pediu a herança porque para ele o pai já estava morto.

Como o pai sentiu esta realidade terrível, não objetou em atender o pedido. Repartiu pois a fazenda e ajuntou tudo o que era do pai, que nós chamamos a bagagem do Pai e partiu.

Para onde ele foi? “Para uma terra longínqua”, significa que ele foi para bem longe do pai. Passou a viver longe do pai, mas ainda com a bagagem do pai.


É o período quando o jovem ou o filho se afasta de Deus mas ainda tem a riqueza do Pai na Obra de Deus: o clamor, o jejum, a oração.

Então ele não vai mais à igreja como filho, mas ele se acha bem, porque lê a Bíblia, ora e até clama pelo sangue de Jesus diante dos perigos. Assim ele vai se enganando e dizendo: estou bem, porém, quando não há reposição, a riqueza acaba.


Quando estamos na casa do Pai, há abastecimento. Deus está nos fortalecendo, corrigindo-nos, abençoando-nos.

Quando saímos da casa do Pai tudo se desgasta e assim aconteceu:


Havendo gastado tudo (não tinha mais a Bíblia, não orava, não tinha comunhão com o Pai), houve uma grande fome na terra e começou a padecer necessidade.

A fome da terra é a mesma que o mundo sem Deus passa em qualquer época.

Ele procurou o dono de outra fazenda.
Vejam a que loucura chegou esse filho!

Nessa outra fazenda, o dono disse: tenho trabalho para você sim, vá apascentar porcos, mas quando der as bolotas para eles comerem, você não tem direito não.

Aí é que ele viu quão mau era o dono daquela outra fazenda. É a figura do inimigo aqui apresentada. O mesmo inimigo que o levou a sair da casa de seu pai e a desperdiçar toda a fazenda do pai, dá para ele agora o trabalho de apascentar porcos; e diz a Bíblia que ninguém lhe dava nada.

Sabe porque não davam? Porque também não tinham para eles. O inimigo só tira, não dá nada, e os servos dele fazem o mesmo.


Jesus veio para dar vida em abundância e o inimigo veio para roubar, matar, destruir. É isto que Jesus quer nos dizer nesta parábola.
Agora esse pobre filho teve um momento de reflexão.

Vs.17 – “E tornando em si disse: quantos jornaleiros (trabalhadores) de meu pai têm abundância de pão (Palavra de Deus) e eu, aqui pereço de fome”.

Vs.18 – “Levantar-me-ei e irei Ter com meu Pai...”

É esta a atitude certa. Levantar e ir.

Quem pensa em voltar não chega nunca; há de se fazer isto. Levantar de uma vez e ir.
Ele pensou, estudou o que dizer ao Pai. Coitado, estava ainda confuso, não conhecia o Pai.

Vs.18-19 - “... Pai, pequei contra o céu e perante ti: Já não sou digno de ser chamado teu filho, faze-me como um dos teus jornaleiros”.

A VOLTA


Faze-me como um dos teus empregados. Ele não podia ser servo porque ele era filho e como servo ele não merecia o lugar, porque abandonou a fazenda e, portanto, se fosse questão de mérito não mereceria mesmo ser servo. Que servo seria se nunca trabalhou como servo?

Ele só tinha um caminho. Aceitar aquilo que o Pai ofereceu: o lugar de filho. Direito a tudo que o filho na fazenda, na casa do pai, tinha.


Como servo ele não teria servos a servi-lo, como filho ele teria.

Assim, nós temos servos, anjos, que a mando do Pai, nos servem. Aleluia!



Vs.20 – “Levantou-se e foi para o seu pai”.

O PAI VIU-O DE LONGE


Deus nos vê sempre e nos espera, mas o filho é que foi para o pai, e o pai movido de compaixão foi encontrá-lo (porque Deus tem dó de nós), abraçou o filho sujo, cheirando a chiqueiro, e o beijou.
Bem, e agora? O filho vai ficar assim sujo na casa do pai?
Vs.22 – “Trazei depressa o melhor vestido” – É o sangue de Jesus para lavar e cobrir os pecados. Tirar os trapos imundos. “Anel no dedo” – sinal de que somos filhos. É o Espírito Santo que nos sela. (Ef 2:1). “Sandálias nos pés” – andar agora como convém, na fazenda do Pai (Ef 6:16).

FESTA COM O BEZERRO CEVADO


Fala do banquete e para que gozemos do banquete, o bezerro cevado. Isto é, preparado, teve que ser morto. Jesus foi o Cordeiro de Deus que foi morto para que houvesse salvação.

FESTA NA CASA DO PAI


Revolta do filho que ficou em casa.

Primeiro porque o bezerro foi morto para que houvesse a festa. Quando não se entende a morte do cordeiro, há de fato perseguição, luta.

Segundo – o filho ficou com o pai, é tipo daquele que não foi para o mundo, mas está lamentando por não ter ido, isto, porque ele não entendeu o valor da casa do pai e nem penetrou nas suas bênçãos.

Assim ele se irou, aborreceu-se, não se alegrou com o irmão de volta.

O pai saiu para tentar convencê-lo de participar da festa e nem assim ele quis, mas começou a recriminar.
Eis que te sirvo há tanto tempo” – lamentava servir o pai.

Nunca transgredi os teus mandamentos”- achava-se bom, merecedor, e não era, porque o servia por obrigação, apresentando suas bondades.

Nunca me deste um bezerro” – acusando o pai.

O pai pacientemente disse-lhe:



Vs 31 – “Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minha coisas são tuas”.

Filho – chamou a atenção para a grande bênção; era filho, portanto, todas as coisas do pai, como filho, a ele pertenciam.
Quantos estão assim nesta situação, não sabem daquilo que a eles pertence!
Somos do Senhor?

Temos não apenas salvação (tipificada no Cordeiro morto), mas santificação, batismo com o Espírito Santo, dons espirituais, frutos do Espírito (gozo, alegria). Quantas bênçãos! Mas como aquele pobre filho, desconhecemos o direito da herança do Pai.

Todas as minhas coisas são tuas”. Que riqueza temos, não é?

Agora, é preciso desfrutar, pois se não aproveitarmos, faremos igual a esse filho tolo que não sabia de que tudo que era do pai era dele também.


Vs. 32 – “Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se”.

Lucas 15:7

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.


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