A produção gaúcha sobre trabalho Beatriz Ana Loner



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A produção gaúcha sobre trabalho

Beatriz Ana Loner*


Essa comunicação foi pensada a partir de uma apresentação sobre a situação atual da pesquisa em história do trabalho no estado gaúcho, apresentação esta que revestiu-se de um caráter muito mais quantitativo e descritivo do que analítico. A idéia inicial foi mapear o que já existia e o tipo de produto que resultou da pesquisa, em termos quantitativos. Recentemente, foi publicado um outro trabalho1, restrito à área de história, em que se procurou o enfoque qualitativo, buscando comentar as obras já existentes sobre a história do trabalho livre e urbano no estado gaúcho.

Como resultado de um trabalho ainda em curso, a análise dos dados constantes nas tabelas ainda está incipiente, especialmente em relação as demais ciências da área. Assim, essa comunicação serve muito mais para demonstrar o que existe, do que analisar os tipos e tendências dessa produção. Tentou-se apreender o total das obras sobre trabalho e temas correlatos, ampliando portanto o leque, tanto com a inclusão de outras ciências da área de humanas (educação, ciências sociais) quanto com a ampliação do próprio campo da história do trabalho que saiu do patamar do trabalho urbano e assalariado, para incluir formas de trabalho como o trabalho rural e o trabalho coercitivo.

O critério de inserção utilizado para a conceituação de trabalhador, passou a ser o trabalho feito para outrem, desvinculado de relações de propriedade com os meios de produção (desde que não pertencente a mesma família) em troca de alguma remuneração, em moeda ou espécie, ou apenas pela mera possibilidade de sobrevivência física (caso do escravo). Fica de fora, portanto, do universo de análise, o trabalho do pequeno e médio proprietário urbano ou rural, porque envolve a propriedade dos meios de produção pelo trabalhador e inclui-se o chamado trabalho informal, porque parte da constatação que este trabalhador não conta com nada além de seu próprio trabalho diário para sobreviver.

Buscou-se ainda, ampliar a área de forma a acompanhar o trabalhador em distintas situações e tipos de convivência, em algum dos quais ele realmente não comparece como trabalhador e sim como morador ou cidadão.

O recorte feito foi aquele de trabalhar com obras publicadas (artigos, livros) ou trabalhos acadêmicos de pós graduação tais como monografias de especialização, dissertações, teses, artigos, livros e projetos de pesquisa em andamento, nas áreas de história, ciências sociais, antropologia e política, geografia e educação. Infelizmente, o levantamento não está completo, pois alguns cursos de pós-graduação não atenderam a solicitação de envio da lista de trabalhos publicados, dificultando sobremaneira a busca de informações sobre o tema. Também houve dificuldades em reunir o total da produção dos cursos de especialização no estado. Não se colocou comunicações, palestras ou textos que não estivessem sob a forma impressa. Nas tabelas a seguir compiladas, nem sempre foi preservado o nome original do trabalho, por questões de espaço. Recomenda-se aos eventuais interessados fazer a consulta em relação ao nome do autor. Este trabalho, completo, inclui a bibliografia que serviu de base para sua elaboração, mas que, possivelmente não será incluído nesta comunicação, devido a seu tamanho exceder o previsto . Por outro lado, nas tabelas tem-se tendências de estudo ( com as pesquisas) ou tipos de trabalhos já realizados. Adverte-se, novamente, que a área de história, estará superdimensionada nas tabelas, pois ela comparece em artigos, projetos de pesquisa e trabalhos acadêmicos, enquanto as demais tem uma participação restrita, praticamente, a teses e dissertações. Ë um problema da pesquisa que ainda não conseguiu ser solucionado, mas que não impede que se possa fazer uma primeira leitura da produção gaúcha.

Os temas enfocados foram o estudo de categorias, correntes, partidos, organizações; relações com o governo; experiências e práticas; identidade e consciência; cultura e formas de luta, e temas que atinjam, principalmente, suas condições de vida ou trabalho, como habitação, saúde, políticas governamentais ou da sociedade; disciplinamento e formação do mercado de trabalho, entre outras. Buscou-se também incorporar todos os estudos, dentro destes parâmetros, produzidos sobre o trabalho rural e as várias formas de trabalho coercitivo.

A comparação entre as tendências da produção observadas em cada uma das ciências, ainda não foi feita, mas pode-se observar que a história domina quase absoluta em alguns temas e momentos, como por exemplo a questão da escravidão, disciplinamento de mão de obra e operariado na República Velha. Outros temas são específicos da área sociológica, como a reestruturação produtiva e os novos movimentos sociais urbanos. Sindicato e sindicalismo são temas divididos, embora seja necessário ainda analisar detidamente o perfil dos trabalhos de história e aqueles de sociologia nesse tema, mesma observação que vale para o tema do trabalho rural, ainda muito inflacionado pela discussão sobre o MST.

Na área da ciência histórica, o que se denominou história do trabalho, até bem pouco tempo, referia-se ao trabalho livre e assalariado, urbano principalmente. A grande maioria dos estudos concentrou-se na República Velha, em termos cronológicos indo apenas até as duas primeiras décadas do século XX, pouco destacando (exceto por duas ou três monografias) os anos 20. Tal como no restante do país, há uma falta de continuidade nesses estudos, sendo raros os trabalhos que englobem e ultrapassem o marco de 1930, impondo-se uma dicotomia, tanto em relação ao movimento operário, quanto à classe, que passa a ser percebida de forma completamente diferente, conforme se dirija o foco da análise para o antes ou o depois de 1930. A fronteira dos dois lados dessa data também é muito pouco trabalhada e a evolução histórica de uma situação para outra é completamente desprezada. Assim, embora seja correto considerar que as conseqüências da intervenção do Estado na estrutura sindical e na legislação sobre o trabalho e- por extensão- na própria classe, tenham sido decisivas e irreversíveis para o movimento, é ridículo opor as duas realidades como estanques, sem buscar perceber as linhas de continuidade entre uma situação e outra e a lenta evolução histórica que as atravessa. Por outro lado, Gomes2 já demonstrou que, se a legislação e a posterior campanha de atração trabalhista tiveram êxito entre os operários, é porque correspondiam a anseios dos mesmos no período anterior, expressos em suas próprias reivindicações e lutas.

Os estudos sobre a década de 30 no estado, estão ainda muito concentrados ao redor da temática da Federação Operária do Rio Grande do Sul, dos Círculos Operários e do movimento operário organizado e suas relações com o estado e patrões, a legislação sindical e trabalhista. A época do estado Novo não foi ainda estudada no tocante aos temas de história do trabalho. Numa abordagem mais tradicional, de privilegiamento do movimento, o fato se justifica pela própria falta do objeto, naqueles anos de dura repressão, mas defendo a posição que se trata mais de falta de fontes e de enfoques apropriados, pois o mesmo ocorre em relação à conjuntura de 1945, que é particularmente rica em termos políticos e sindicais, com a redemocratização e um relativo ascenso do movimento operário. Ela já deu origem a vários trabalhos de fôlego no centro do país mas tem passado praticamente incólume no sul. Existem alguns estudos em relação a uma ou outra categoria ou sindicato, ou então, com um enfoque político, em pesquisas referentes a atuação partidária de agremiações mais vinculadas à classe, como PCB e PTB.

Contudo, chama a atenção que o tema do trabalhismo ainda não tenha sido objeto de pesquisas exaustivas, em suas relações com os sindicatos em geral, ainda mais no estado que foi o berço do trabalhismo. Por outro lado, a situação se repete atualmente, pois apesar do PT deter, há 16 anos, a prefeitura mais importante do estado e já ter sido governo estadual, tem despertado poucas atenções dos pesquisadores a análise de suas relações com o movimento organizado. Existem trabalhos, sem dúvida, mas era de se esperar uma maior variedade de análises e situações.

O período dos chamados governos populistas apresenta um maior número de pesquisas, especialmente nas áreas da sociologia e da política. Entretanto, esses estudos normalmente referem-se a categorias profissionais e suas relações de trabalho, seu movimento e representação sindical respectiva, perdendo-se a abrangência e a percepção da análise do conjunto do movimento, contrastando com aqueles referentes ao início do século XX, nos quais pouco se sabia de cada categoria específica, mas se conseguia analisar o conjunto. E quanto mais próximo se está da atualidade, mais essas características marcam a historiografia, aparecendo numerosos estudos sobre categorias profissionais, greves, processo e relações de trabalho, negociação com os patrões, sindicalização, etc. É quase como se a proximidade temporal impedisse uma percepção mais ampla dos processos em curso no mundo do trabalho, obrigando os estudos a terem recortes cada vez menores. Para os trabalhos sociológicos, isso pode ser explicado pela necessidade de maior delimitação para a comprovação das hipóteses, o que normalmente privilegia objetos de pesquisa mais definidos e limitados. Outra possibilidade, talvez mais presente para os historiadores - é de que a própria quantidade de material necessário a ser pesquisado para a elaboração de uma síntese- e a consciência de que este material existe- funcionasse como um freio a tentativas de apreensão da realidade de caráter mais abrangente, para períodos recentes.

Quanto ao estudo de categorias: a maior parte das pesquisas realizadas, se concentraram, até agora, em categorias industriais perto de Porto Alegre, especialmente com relação a metalúrgicos, petro-químicos, trabalhadores de indústrias mecânicas e de material elétrico. No campo dos serviços, existe um grande número de estudos sobre os professores estaduais, a maioria feita por membros dessa categoria, em seus esforços de qualificação profissional. Nesse particular, são estudos presentes em todas as áreas, não só da educação, mas também da história e sociologia. Outros grupos de professores (municipais, federais), também já foram alvo da atenção de pesquisadores-participantes.

Outras categorias estudadas foram: bancários, caixeiros, camelôs, construção civil, eletricitários, estivadores, ferroviários, lixeiros, mineiros, padeiros, petroquímicos, portuários, tanoeiros, tecedeiras, trabalhadores em frigoríficos e em pedra e no setor da informática. Funcionários públicos de várias origens e setores também já foram objeto de análise.

Atualmente, a preocupação com a chamada crise do trabalho, na sociedade contemporânea, orienta esforços para a compreensão das conseqüências dessa situação, como o enfraquecimento do poder de pressão política e da organização coletiva dos trabalhadores. Isso se expressa na quantidade expressiva, nas ciências sociais, na economia, psicologia e educação, de estudos sobre processo de trabalho, reestruturação produtiva, reciclagem industrial e temas correlatos, como recolocação e absorção de mão de obra, desemprego e cooperativismo, além de técnicas e táticas de negociação coletiva e o novo papel dos sindicatos, questionando-se, inclusive o próprio papel central do trabalho como definidor de identidades na sociedade contemporânea

No trabalho rural, há um bom número de pesquisas sobre os grandes movimentos reivindicatórios, como MASTER e MST. Contudo, tem-se tratado apenas da questão da luta pela terra ou dos problemas enfrentados pelos pequenos produtores tanto para produzir, quanto para vender, com ênfase especial no estudo de cooperativas rurais. Esse é objeto de estudos, principalmente na sociologia, porque a área carece de estudos históricos. Essa mesma carência reflete-se na falta de pesquisas sobre o trabalhador livre no passado, recuando ainda ao período da formação do estado, aos peões de estâncias, tropeiros, lavradores nacionais e outros tipos de trabalhadores do campo.

Embora a sindicalização rural já tenha sido objeto de estudos, especialmente na área da sociologia e economia, ainda há um grande espaço para o estudo do assalariado rural e das relações de trabalho capitalistas no campo. Aqui, apenas tem-se que ter cuidado com relação a definição do que se entende por trabalhador, pois no campo aparecem variadas formas de acesso a posse ou usufruto da terra e a definição do trabalhador como um expropriado dos meios de produção talvez tenha que ser matizada, até porque há a figura do pequeno proprietário, cuja terra insuficiente para a sustentação de sua família, o obriga a buscar trabalho na cidade ou em empreendimentos rurais maiores, como forma de sobrevivência do núcleo familiar.



TABELAS DE CONTEÚDO

1- Sobre escravidão:


Autor

Conteúdo

Tipo

Mario Maestri

Escravidão e charqueada - livro

T, H, Bélgica

Mario Maestri

Quilombos e quilombolas em terras gaúchas

Livro

Mario Maestri

Escravidão na fazenda pastoril

Artigo

Mario Maestri

O sobrado e o cativo- arquitetura escravista

Livro

Carmen Schiavon

Abolição e maçonaria- Rio Grande

D, H, PUCRS

Berenice Corsetti

Charqueada escravista gaúcha - Livro

D, H, UFF

Jorge Assumpção

Pelotas: escravidão e charqueadas

D, H, PUC

Ester Gutierrez

Negros, charqueadas e olarias - Livro

D, H, PUC

Ester Gutierrez

Barro e sangue

T, H, PUC

Rita Gattiboni

Escravidão urbana em Rio Grande

M,H, PUC

Ione Meirelles

Lugar do negro escravo em Cruz Alta

D, H, PUC

Ana Simão

Escravidão urbana em Pelotas (1822-1850) Livro

D, H, Puc

Lucia Pereira

Escravos,libertos e a justiça em Porto Alegre

D, H, PUCRS

Marisa Laureano

Laços de parentesco entre escravos (1767-1809)

D, H, PUC

Cristiane de Bortolli

Escravidão no planalto médio gaúcho ( 1850-1880)

D, H, UPF

Doris Magalhães

terras, senhores, colonos, escravos, Vale dos Sinos

T, H, Unisinos

Silmei Petiz

Fugas de escravos para além fronteiras

D, H, UFRGS

Valéria Zanetti

Escravos e libertos em Porto Alegre( 1840-1860)

D, H, UPF

Solimar Lima

Resistência e punição escravos 1818-1833 - Livro

D, H, PUC

Roger Silva

Quizambas e Muzumgas - Livro

D, H, PUC

Paulo Moreira

Criminalidade popular em Porto Alegre 1868-1888

D, H, UFRGS

Veronica Monti

O abolicionismo no Rio Grande do Sul: 1884 - Livro

D, H, PUC

Carmen Santos

Cotidiano mulheres escravizadas PA, séc. XIX

D, H, PUCRS

Marilia Conforto

O escravo de papel- escravo na literatura. Livro

D, H, PUCRS

Claúdia Mortari

Irmandade negra em Desterro

D, H, PUCRS

Ana Simão

Escravidão urbana em Pelotas- livro

D,H, PUCRS

Gunter Weimer

Trabalho escravo no RS

Livro

Paulo Moreira

Os Cativos e os homens de bem

Livro

Margaret Bakos

Escravidão e abolição

Livro

Marcos Mello

Reviras, batuques e carnavais

Livro

Moacir Flores

Negros e índios na literatura

Livro

Paulo Moreira

Escravos gaúchos na guerra do Paraguai

Artigo

Beatriz Loner

Revolta escrava em Pelotas

Artigo

Rita Gattiboni

Cartas de alforria Rio Grande

Artigo

Ana Simão

Manumissões Pelotas

Artigo

Paulo Moreira

Alforrias escravos urbanos

Artigo

Jurema Gertze

Mortalidade infantil entre escravos

Artigo

Helga Piccolli

Resistência escrava

Artigo

Dilson Marsico

Quilombo na serra dos Tapes

Artigo

Regina Xavier

Historiografia da escravidão

Pesquisa

Ricardo Charão

Irmandade do Rosário em S. Leopoldo

Pesquisa

Eliege Alves

Escravidão em São Leopoldo

Pesquisa

Jorge Assumpção

Trabalhadores escravos em Osório

Pesquisa

Adelmir Fabiani

Conflitos e quilombos

Pesquisa

Beatriz Loner

Lutas dos trabalhadores pela Abolição

Pesquisa

Leonardo Monastério

Racionalidade econômica charqueadas

pesquisa

Helen Osório

Ocupação da mão de obra escrava

Pesquisa



2- Sobre transição, disciplinamento de mão de obra, formação do mercado de trabalho:


Autor

Conteúdo

Tipo

Beatriz Weber

Código de posturas e regulamentação

D, H, UFRGS

Claudia Mauch

Imprensa e policiamento urbano

D, H, UFRGS

Rodrigo Simões

P.Alegre. Resistência e controle social

D, H, PUCRS

Anderson Vargas

Imprensa, ideologia e controle social

D, H, UFRGS

Silvia Agnes

Formação mão de obra industrial Pel; RG e México

D, H, PUCRS

Cristine Fortes

Comércio volante em Porto Alegre 1897-1918

D, H, Unisinos

Liane Muller

Irmandades e associações negras Porto Alegre

D, H, PUCRS

Agostinho Dalla Vecchia

Filhos da escravidão

D, H, PUCRS

Agostinho Dalla Vecchia

Os trabalhos e os dias: Filhos de criação

T, H, PUCRS

Sandra Pesavento

Os pobres da cidade: Vida e trabalho 1880-1920

Livro

Sandra Pesavento

Emergência dos subalternos

Livro

Paulo Moreira

Faces da liberdade, máscaras do cativeiro- contratos

Livro

Paulo Moreira

Os cativos e os homens de bem

Livro

Ronaldo Herrlein e Adriana Dias

Trabalho e indústria na 1ª República

Artigo

Margaret Bakos

Regulamento de criados

Artigo

Mário Maestri

Escravidão urbana e posturas municipais

Artigo



3- sobre condições de vida e trabalho, etnias, identidade, estudos regionais


Autor

Conteúdo

tipo

Cleci Klein

Portugueses em Caxias do Sul ( tanoeiros)

D, H, PUCRS

Stella Borges

Italianos e mov. Oper. Porto Alegre. Livro

D, H, PUCRS

Silvia Petersen

Proletariado urbano no Rio Grande do Sul

D, H, UNAM

Agostinho Dalla Vecchia

Filhos da escravidão - livro

D, H, PUCRS

Liane Muller

Irmandade, jornais, cultura negra P.A

D, H, PUCRS

Íris Germano

Negros e carnaval P.A 1930-1940

D, H, UFRGS

Regina Weber

História oral em Ijuí –trabalho fabril

D, H, Unicamp

Silvia Agnes

Proc. formação trabalhador Pel/RG e México

D, H, UFRGS

Paulo Duarte

Caixeiros de Pelotas e Identidade social RS

D, H, PUC

Eduardo Kersting

A colônia africana em P.A – 1890-1920

D, H, UFRGS

Alexandre Fortes

Nós, do quarto distrito...

T, H, Unicamp

Silvia Agnes

Formação mão de obra em Pel/RG e México

D, H, UFRGS

Bernd e Bakos

Negros: consciência e trabalho

Livro

Ester Gutierrez

Negros, brancos e pardos......( Pelotas)

Artigo

João Dornelles

Profissões dos negros Pelotas –1905

Artigo

Beatriz Loner

Negros: organização e lutas – Pelotas

Artigo

Joan Bak

Classe, etnicidade e gênero – greve 1906

Artigo

Heloisa Reichel et al

Vida em bairro fabril

Artigo

Isabel Bilhão

Identidade e trabalho

Pesquisa tese

Regina Weber

Negros e brancos em fábricas nas regiões coloniais

Artigo

Joan Bak

Raça e trabalhadores reformistas 1908-1913

Artigo

Luiza Bazan

Etnia e identidade no setor calçadista Vale dos Sinos

D, Soc, UFRGS

Zulma Tambara

Condições habitação oper. Ind. Transformação

D, Soc. UFRGS

Beatriz Loner

Construção de classe : Op.Pelotas e Rio Grande -

T,Soc, UFRGS

Regina Weber

Os operários e a colméia - livro

T,Ant, UFRJ

Cornélia Eckert

Mineiros de carvão em Charqueadas

D, Ant, UFRGS

Gilmar de Jesus

Futebol da canela preta em Porto Alegre

T,Geo, USP

Petronilha Silva

Educação e identidade negros trab.rurais Limoeiro

T, Edu, UFRGS

4- sobre Biografias, memórias e depoimentos


Autor

Conteúdo

Tipo

João Canha

Memórias - comunista

Livro

Eloy Martins

Depoimentos PCB

Livro

René Gertz

Memórias F. Kniested

Livro

José C. Lima

Navegar é preciso ( memórias- comunista)

Livro

Maestri

Memórias de escravos

Livro

Maria L. Ferreira

Memórias de tecelãs

T,H, PUCRS

Agostinho Dalla Vecchia

Vozes do silêncio( negros zona sul)

Livro

J. B. Marçal

Socialistas gaúchos

Livro

J. B. Marçal

Comunistas

Livro

J. B. Marçal

Anarquistas no RS

Livro

Benito Schmidt

Guedes Coutinho- socialista - Livro

D, H, UFRGS

Benito Schmidt

F.Xavier e Carlos Cavaco

T, H, Unicamp

Clemente e Barbosa

Carlos Santos

Livro

Ivo Caggiani

Carlos Cavaco

Livro

B.Loner; L.Gill

Depoimentos lideranças ADUFPel

Livro

Alexandre Fortes

Memórias de operários sobre enchente 1941

Artigo

Petronilha Silva

História de operários negros

Livro



5- Sobre educação, cultura, jornais, literatura:


Autor

Conteúdo

Tipo

Marcos Silveira

Teatro operário em Rio Grande

D, H, Unisinos

Evangelia Aravanis

Utopia anarquista em Porto Alegre

D, H, UFRGS

José Remedi

Estudo repres. Universo saladeril-Charqueada

D, H, UFRGS

Claudio Boucinha

A história das charqueadas de Bagé na literatura

D, H, PUCRS

Jorge Jardim

Imprensa operária no Rio Grande do Sul

D, H, PUCRS

José A. Santos

Raiou A Alvorada Livro

D, H, UFF

Evangelia Aravanis

Leitura e circulação impressos PA 1906-1911

Artigo

Silvia Petersen

Cultura e trabalho no RS

Artigo

Silvia Petersen

Os anarquistas no RS

Artigo

Adhemar Silva Jr.

O herói no movimento operário

Artigo

Beatriz Loner

Trabalhadores e literatura

pesquisa

Francisco Alves

Jornais riograndinos oper. e o abolicionismo

Artigos

Francisco Rüdiger

A greve no discurso do jornal; construção civil

Artigo

Silvia Petersen al

Guia da imprensa operária gaúcha

Livro

João B. Marçal

Imprensa Operária gaúcha

Livro

Evangelia Aravanis

O corpo operário como arma revolucionária

Projeto de tese

Carlitos Fuch

luta trabalhadores pela escola pública

D, Edu, UFRGS

Simone Santos

Escola de 1º grau na fábrica

T, Edu, UFRGS

Norma Correa

Os libertários e a educação

D, Edu, UFRGS

Eliane Perez

Cursos noturnos masculinos da BBP(1875-1915)

D, Edu, UFRGS

Francisco Rodrigues

Escola básica e luta metalúrgicos PA

T, Edu, UFRGS

Flávia Rieth

infância ( classes trabalh.) e trajetória escolar

D, Ant., UFRGS


6- Sobre mulheres, família, trabalho infantil, vida privada :


autor

conteúdo

tipo

Silvia Arend

Olhar sobre a família popular PA, 1886-1906

D, H, UFRGS

Eliane Garcia

A frente feminina e de intelectuais do PCB

D, H, UFRGS

Maria Machado

Trab.feminino ind.Caxias do Sul - 1900-1930

D, His

Maria A. Silva

Mulheres operárias Pel. e Rio Grande 1890-1920

D, H, PUCRS

Aurea Tomatis

Trabalho feminino em bancos desde 1920

T, H, PUCRS

Isabel Bilhão

Família e movimento operário

Artigo

Silvia Petersen

A mulher na imprensa gaúcha

Artigo

Cleci Favaro

Mulher e trabalho na colônia italiana

Artigo

Margareth Bakos

Mulher escrava

Artigo

Marcia Uber

Conceito de trabalho mulheres vila proletária

D, C S Aplic. Unisinos

Marta Lopes

trabalho enfermeira

D, Soc, UFRGS

Raquel Gazzana

mudança tecnológica e gênero ind. confecções

D, Soc., UFRGS

Rosangela Bastani

Trabalhador criança no RS

D, Soc, PUCRS

Lorena Silva

Estrutura ocupacional feminina RS 1920-1970

D, Soc. UFRGS

Noelle Paule Lechat

A questão de gênero no MST: estudo de assentamentos

Unicamp

Lorena A. Gill

Participação mulheres direção sindicatos Pelotas

Mo, P, UFPel

Alvaro Ribeiro Neto

Fabricando fit-faber. Processo trabalho, formação profissional e trabalho menores

D, Soc, UFRGS

Noemi Britto

Participação sindical feminina 1983

Artigo

Ana Romo

Trabalho, vivência, pensamento mulheres vila proletária

D, Edu, UFRGS

Alba Spier

Dupla jornada: mulher e professora

D, Edu, UFRGS

Silvia Freitas

Trabalho, educação ; mulher econ. ativa

D, Edu, UFRGS

Sandra Pesavento

Trabalho infantil

artigo


7- Sobre instituições, mutualidade previdência e Círculos Operários:


Autor

Conteúdo

Tipo

Iolanda Vargas

História sociedade espanhola soc. Mútuos

D, H, PUCRS

Larissa Chaves

Soc. Beneficência de Bagé

D, H, PUCRS

Hilário Barbian

Círculo Operário e sindicalismo em Ijuí ( 23-46)

D, H, UFSC

Renato Scheirr

História da previdência social no Brasil(1889-1930)

D, H, PUCRS

Ubiratan Silva

União Operária de Cruz Alta

Mo., H, UFSM

Arlete Arruda

Centro Operário de Lages

D, H, PUCRS

Dinah Lemos

História Direito e Justiça trabalho

D, H, PUCRS

Astor Diehl

Circulos operários Rio Grande do Sul

Livro

Álvaro Barreto

Propostas e contradições dos Círculos Operários

Livro

Silvia Petersen

"Que a união operária..".- instituições

livro

Adhemar Silva Jr.

Mutualismo gaúcho

Artigos

Alexandre Fortes

Da solidariedade à assistência: estratégias organizativas PA

Artigo

Adhemar Silva Jr.

Mutualismo no R.G. Sul

Pesquisa tese

Luis Benites

trabalho na previdência social

D, Pol., UFRGS

Elomar Tambara

Círculos e igreja: a formação da classe trabalhadora

Artigo



8- Empresas, tipos de trabalhadores, sindicatos:



Autor

Conteúdo

Tipo

Cristine Fortes

Comércio volante em Porto Alegre(1897-1918)

D, H, Unisinos

Marli Pereira

Mov. bancário durante a intervenção Sul Brasileiro 1985

D, H, UFRGS

Carlos Oliveira

Experiência estivadores Rio Grande-1945-1993

T, H, PUCSP

Neuza I. Silva

Operários Frigorífico Anglo ( 1940-1970)

D, H, PUCRS

Regina Weber

Trabalho fabril em Ijuí

D, H, Unicamp

Vera Albornoz

Frigorífico Armour- Livramento/Rivera

D, H, PUCRS

Berenice Corsetti

Charqueada escravista

D, H, UFF

Adhemar Silva Jr.

Povo, trabalhadores ( calceteiros, trab. Pedra)

D, H, UFRGS

Paulo Duarte

Caixeiros de Pelotas e identidade social

D, H, PUCRS

Marluza Harris

Ferroviários: disciplinarização e trabalho 20-42

D, H, UFRGS

Ignês Ferreira

Sind.trab. ind. metalurg., mec., mat.elét. P. A

Mo, H, Unisinos

Maria L. Ferreira

Fábrica Rheingantz e tecedeiras ( 1950-70) memórias

T, H, PUCRS

Cristine Fortes

O comércio volante em Porto Alegre 1897-1918

D, H, Unisinos

Valentim Lazzarotto

Metalúrgica Eberle- expansão (1905-1970)

D, H, PUCRS

Cleci Favaro Klein

Tanoeiros portugueses em Caxias do Sul – 1911-1931

D, H, PUCRS

Luis G.R. Duque

CPERS e mov. Magist. Público estadual 1972-1979

D, H, UFRGS

João Marcelo Santos

Eletricitários gaúchos

D, H,Unicamp

Edgar Granda

Trajetórias Sindicato portuários de Rio Grande (1959-1969)

D, H, Unisinos

Eliezer Pacheco

Sindicato e projeto pedagógico : CPERS, 45-91

D, H, UFRGS

Edgar Gandra

Portuários de Porto Alegre na década de 60

T, H, UFRGS

José Martins

Trabalhadores educação 1979-1998

D, H, UPF

B. Loner; L. Gill

Adufpel

Livro

Benito Schmitd

Adufrgs

Livro

J. B. Marçal

Comerciários fechem as portas para descansar

Artigo

Joan Bak

Ferroviários e greve de 1917

Artigo

Attico Chassot

Cubeiros – um profissional que desapareceu

Artigo

Cornélia Eckert

Os homens da mina

D, Ant, UFRGS

Maria G. Bulhões

Movim. magistério público estadual RS 77-82

D, Ant, UFRGS

Regina Weber

Operários e a colméia

Livro

Sandra Paraguassú

Consc. Classe trabalhadores metalúrgicos PA

T, Soc. UFRGS

Mario Siede

Trabalho informal: camelôs em PA

D, Soc, UFRGS

Lucia Mascaro

Condições vida e trabalho-construção civil

D, Soc. UFRGS

Edmilson Lopes Jr.

O movim. Luta professores 1º e 2º graus da rede estadual 79-89

D, Soc.UFRGS

Alvaro Ribeiro Neto

Fabricando Fit-Faber. processo trabalho, formação profissional e trabalho de menores

D, Soc, UFRGS

Letícia Schabbach

Práticas e representações funcionários públicos

D, Soc., UFRGS

Francisco Vargas

trabalho safrista indústria conservas Pelotas

D, Soc.UFRGS

Lorena Silva

Operários sem patrões .Cooperativas Wallig

T, Soc. USP

Neli Colombo

Movimento sindical dos metalúrgicos de PA

D, Soc, PUCRS

Francisco Vargas

Trabalhadores safrista, indústria conservas, Pel.

D, Soc, UFRGS

Álvaro Merlo

O taylorismo e a saúde: metalúrgicos PA

D, Soc, UFRGS

Leocilde Garcia

Trabalho, subjetividade e gênero entre professoras

D, Edu, PUCRS

Alba Spier

Dupla jornada: professoras escola pública

D, Edu, UFRGS

Alzira Albano

A ideologia do prof. Estadual e as greves 79-80

D, Edu, UFRGS

Sueli Cabral

Trabalhadores do lixo. Pedagogia da desordem

T, Edu, UFRGS

Pedro Coelho

Associação sindical professores UFSM

D, Edu, UFRGS

José Fortunatti

Habitasul +Sul Brasileiro+ Meridional

Livro



9- Sobre novos movimentos sociais urbanos


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Vânia Soares

Abertura e movimentos sociais PA, 1979-1985

D, His, UFRGS

Edson Antoni

MST e o Exército Libertação Nacional

D, H, UFRGS

Francisco Marcon

Visibilidade e resistência negra em Lages

D, H, Unisinos

Maria T. Ribeiro

Movimentos sociais urbanos em Porto Alegre

D,Soc, UFRGS

Rosemary Ferretti

Uma casa nas costas- mov. social urbano PA

D, Soc, UFRGS

Roselta Mammarela

movimento popular urbano-Vila Santo Operário

D, Soc, UFRGS

Erli Steffen

unicidade X pluralidade. dilema movimentos populares PA

D, Soc, UFRGS


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