A recriaçÃo da oralidade em pepetela



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A RECRIAÇÃO DA ORALIDADE EM PEPETELA

Maria Geralda de Miranda


   resumo: Este estudo visa demonstrar o modo pelo qual a oralidade é recriada no romance A geração da utopia, do escritor angolano, Pepetela. A obra apresenta-se como um jogo de vozes a formar um mosaico, em que a palavra autoral se mistura e/ou se identifica com a voz do narrador, que, por sua vez, convida o leitor para o exercício extratextual. A este cabe o papel de concatenar as vozes da história e as vozes da ficção, para, assim, atribuir um possível sentido ao texto.

   abstract: The aim of this study is to show the way orality is recreated in the novel A geração da utopia (The Generation of Utopy), by the Angolan writer, Pepetela. The work is presented as a voice game to form a mosaic, in which the author’s word mixes and/or identifies itself with the voice of the narrator, who, by his turn, invites the reader to the extra textual exercise. To the former is attributed the role of joining the voices of history and the voices of fiction, so that a possible meaning can be attributed to the text.


   Palavras-chave: Pepetela, polifonia, oralidade.
   Keywords: Pepetela, polyphony, orality.
INTRODUÇÃO

 

Buscou-se abordar neste trabalho o modo pelo qual o escritor angolano, Pepetela, compôs a sua obra A geração da utopia. É uma reflexão acerca dos discursos produzidos pelos narradores e personagens e, ainda, sobre algumas outras questões relativas à voz e à focalização. O autor além de lançar mão do discurso irônico, jogar e brincar com o processo de escritura, recria a palavra oral africana a partir de estratégias narratológicas.



Na abertura de quase todos os capítulos do romance tem-se um comentário do narrador, uma espécie de "mote retórico", que é uma reflexão antecipada sobre o que será contado naquela parte da obra. Além dos comentários iniciais que abrem os capítulos, emprega-se também o recurso do epílogo para fechar cada uma das partes. Os epílogos, todavia, não funcionam apenas como desfecho ou arremate daquela parte da história contada, mas como a possibilidade de uma nova espécie de mote, pois é um convite à reflexão sobre aquele conteúdo narrado e, de certo modo, para o que virá.

Pode-se dizer que com os motes encena-se o convite à roda africana, em que o narrador, normalmente um dos mais velhos e que possui o saber ancestral, ao relatar, interage com o grupo, ou, como diria Walter Benjamin, interage com a "comunidade da experiência coletiva", a qual funda "a dimensão prática da narrativa tradicional, uma vez que aquele que conta transmite um saber, uma sapiência, que seus ouvidos podem receber com o proveito" (BENJAMIN, 1985, p. 205). Benjamin, em seu estudo sobre o narrador, faz uma análise da arte de contar histórias e chega à conclusão de que a realização plena desta arte não existe na sociedade capitalista moderna, exatamente porque a experiência transmitida pelo relato deve ser comum ao narrador e ao ouvinte. Argumenta o pensador:



A narrativa, que durante tanto tempo floresceu num meio de artesão - no campo, no mar e na cidade -, é ela própria, num certo sentido, uma forma artesanal de comunicação. Ela não está interessada em transmitir o "puro em si", da coisa narrada como uma informação ou um relatório. Ela mergulha a coisa na vida do narrador para em seguida retirá-la dele. Assim se imprime na narrativa a marca do narrador, como a mão do oleiro na argila do vaso. (BENJAMIN, 1985, p. 148).

 

Apesar de Pepetela ser um escritor contemporâneo, observa-se em sua narrativa a simulação dessa "forma artesanal de comunicação", até porque o passado histórico representado em A geração da utopia é um passado que o escritor também viveu. Como nos informam Rita Chaves e Tânia Macedo: em 1969, Pepetela "é recrutado para a luta armada, deslocando-se para a segunda região político-militar (em Cabinda), onde se torna responsável da educação. É na guerra que ele recebe o nome de guerra Pepetela, o qual, em umbundo significa pestana", (CHAVES e MACEDO, 2002, p 18).  Na verdade, o início da carreira de escritor está totalmente ligado à luta política e à luta armada. A pequena novela As aventuras de Ngunga serve para exemplificar isso, já que foi escrita inicialmente para servir de material de apoio didático a ser utilizado na frente leste. Sobre este livro em entrevista a Serrano1, Pepetela diz: "foi escolhida a ficção por ter maior impacto, as idéias passavam, as crianças e os guerrilheiros também podiam ler, interessar-se-iam porque era uma obra de ficção".



Não resta dúvida de que é a experiência do passado de luta do escritor o principal ponto de apoio para a escrita de A geração da utopia, mesmo não tendo este livro o aspecto de um livro de memórias, a começar pelo fato de não ser narrado em primeira pessoa. Aliás, esta questão da voz narrativa constitui também um interessante jogo no romance de Pepetela. A escolha da focalização em terceira pessoa leva à simulação do afastamento do enunciador do texto em relação ao conteúdo narrado. No entanto, apesar deste aparente distanciamento, os limites entre os papéis actanciais no romance de Pepetela também produzem ambivalência, pois no comentário, ou mote, que abre o primeiro capítulo, "A casa" (1961), os limites adstritos ao narrador e ao autor também são rompidos. Vejamos:

Portanto, só os ciclos eram eternos. (Na prova oral de aptidão à Faculdade de Letras, em Lisboa, o examinador fez uma pergunta ao futuro escritor. Este respondeu hesitantemente, iniciando com um portanto. De onde é o senhor?, perguntou o professor, ao que o escritor  respondeu de Angola. Logo vi que não sabia falar português; então desconhece que a palavra portanto só se utiliza como conclusão dum raciocínio? Assim mesmo, para pôr o examinado à vontade. Daí a raiva do autor que jurou um dia havia de escrever um livro iniciando por essa palavra. Promessa cumprida. E depois deste parêntesis, revelador de saudável rancor de trinta anos, esconde-se definitiva e prudentemente o autor). (PEPETELA, 1993, p. 11)

 

Após esse comentário, inicia-se a história, propriamente dita, com a apresentação de Sara e a descrição do tempo em Lisboa. Depois narra-se o encontro entre Aníbal e Sara. "Era um dia particularmente luminoso e quente para um Abril lisboeta (...) Decidiu caminhar um pouco, até a próxima parada do auto-carro", (PEPETELA, 1993, p.11). O narrador utiliza o início da resposta dada ao professor do Curso de Letras para iniciar o romance e diz que, por trás dos "parêntesis, revelador de saudável rancor de trinta anos, esconde-se definitiva e prudentemente o autor".



Ora, o autor do livro é Pepetela, participante ativo da geração da utopia, que possui traços que talvez coincidam com os da personagem Sábio, mas preferiu um "simulacro de escritura", isto é, optou por narrar em terceira pessoa e, com essa opção, acabou retirando um possível conteúdo autobiográfico que o seu texto poderia ter. Daí parecer que somente os comentários iniciais são de autoria do escritor Pepetela, e o restante todo é urdido pela pena de um (supra)narrador onisciente e onipresente (mas não onipotente) também alinhado com os valores ideológicos do escritor e da personagem Sábio. Na verdade, há aqui um jogo muito interessante, pois a questão da voz autoral produz muitas ambigüidades. O autor, o narrador e Sábio não são a mesma figura, cada um possui o seu estatuto dentro da narrativa (ou do jogo narratológico), mas os discursos dos três são muito parecidos. É claro que o discurso do autor, propriamente considerado, se situa fora do universo diegético da obra, mas não há como negar que as marcas do autor, Pepetela, estão impressas, como diria Benjamin, em sua narrativa como "as mãos do oleiro na argila do vaso", pois, na vida real, ele, como Sábio, foi um importante dirigente do MPLA na época da guerra de libertação e como este faz severas críticas ao caos social em que se encontra Angola, sobretudo a partir de 1991. Falando sobre o romance A geração da utopia, em entrevista a Bueno, (CHAVES e MACEDO, 1999, p. 35), o escritor salienta:

 

Essa geração realizou parte de seu projeto, a independência. Mas nós lutamos também pela criação de uma sociedade mais justa e mais livre, por oposição à que conhecíamos sob o colonialismo. Por razões várias (constantes interferências externas, desunião interna e erros de governação), este objetivo não foi atingido e hoje Angola ainda é um país que procura a paz e está destruído, economicamente desestruturado e com uma população miserável, enquanto meia-dúzia de milionários esbanja e esconde fortunas no estrangeiro.



 

Nesta entrevista, Pepetela diz que o projeto político angolano não deu certo e analisa as causas. Essa espécie de balanço, a personagem Sábio também faz, só que quase sempre usando metáforas como, por exemplo, quando compara os três estados da  sociedade angolana aos três estados da sociedade francesa antes da Revolução de 1789. Os três estados angolanos descritos por Sábio são: "a burocracia dirigente, os candongueiros e o povo" (PEPETELA, 1993, p. 232-3).  Em uma outra entrevista, sobre política, concedida a Castro (CHAVES e MACEDO, 1999, p. 37), percebemos que o discurso da personagem Sábio tem muitas outras confluências com o discurso do autor. Vejamos:

A minha ideologia não mudou. Eu continuo a ser uma pessoa que pensa primeiro no povo, e depois no resto. Eu me definiria talvez como um socialista utópico. Eu não gosto de pôr rótulos nas coisas. É difícil. O socialismo deve ser a base, sem dúvida nenhuma, mas um socialismo mais para o utópico. Aquilo que ainda não se conseguiu construir.

 

Na verdade, o enunciador de A geração da utopia realiza, na condução de sua história, o que poderíamos designar como focalização interventiva, já que a sua presença na narrativa é marcante, não só nos "motes" e nos epílogos, mas também em muitas outras passagens.  Sobre esse tipo de focalização, esclarece Vitor Manuel de Aguiar e Silva: (AGUIAR E SILVA, p. 780-1).



 

na focalização interventiva (...) o narrador pode ser sujeito de um discurso, marcando assim inequivocamente a sua presença e o significado de sua intervenção. (...) Dirigindo-se explicitamente ao leitor pode orientar a urdidura da intriga, pode comentar um ato ou um estado de espírito de uma personagem, pode desenvolver uma digressão sobre qualquer matéria relacionada com os acontecimentos diegéticos. É através destes comentários e destas digressões que o narrador estabelece o seu distanciamento, ou a sua proximidade, sob o ponto de vista ideológico, ético, etc., perante as personagens da narrativa.

 

Em A geração da utopia há uma proximidade entre as intervenções do enunciador, do ponto de vista ético e ideológico, e as intervenções da personagem Sábio. Como diz Inocência Mata: "Esse mergulho de Aníbal numa zona crepuscular, decorrente do processo da utopia arruinada que a realidade histórica não contribui para reverter, antes a confirma e perpetua, não é ‘propriedade' do antigo guerrilheiro do Leste, senão também da agência autoral" (MATA, 2003, p. 436). E citando Cornejo Polar, Mata observa: "Chega um momento que a história se converte em autobiografia." (IDEM). E segue a autora: "Pepetela não enjeitando uma projeção autobiográfica, afirma, porém, que não se considera tão desiludido como ele - ‘Não tanto...ele [Aníbal] está pior do que eu!" (IBIDEM).



Na verdade, o texto de Pepetela, como os outros dois romances, convida o leitor a um exercício de alcance extratextual entre a ficção e a história. E isso, também, como salienta Mata, derruba o primado da morte do autor, já que "Pepetela, ele próprio, pode inserir-se no grupo de suas personagens como, do mesmo grupo, Sem Medo se anunciara, profeticamente o duplo de Aníbal." (MATA, 2003, p. 442).

 Mas, voltando à análise dos fragmentos que abrem e fecham os capítulos de A geração da utopia, no epílogo do último deles, já citado na epígrafe deste trabalho, o narrador diz: "como é óbvio, não pode existir epílogo, ou ponto final pra uma história que começa por portanto." (PEPETELA, 1993, p. 316). Assim, liga-se o início da história ao seu fim inconcluso, pois, conforme já foi assinalado, o romance de Pepetela desconstrói aquela nação angolana idealizada pela geração da utopia, o "bom lugar" de que nos fala More. Mas a nação real, aquela que se edificou após o fim do colonialismo, apesar da falta de ética dos dirigentes, está-se construindo num processo contínuo e dialético. O narrador põe no discurso de Sábio, que analisa os "desmandos dos dirigentes", a questão da dialética, como uma forma correta de se ver e ler a história do homem e das sociedades. Assim, a sua visão dialética da história o impede de fechar uma narrativa que continuará a ser escrita, mesmo sem a sua intervenção.

A reflexão que abre o segundo capítulo, "A chana", aparece assim concluída: "(duma página arrancada pelo vento ao caderno de apontamentos do Sábio)", (PEPETELA, 1993:121). Nesta parte da obra, encena-se a performance de Vitor Ramos, como atrás analisado, a sua travessia pela chana, com vistas a atingir a fronteira da Zâmbia. Neste trecho, curiosamente, a autoria do mote reflexivo é conferida a Sábio. Curioso, porque o narrador, onisciente e onipresente, utiliza-se dessa folha arrancada para propor a reflexão que norteará o que será encenado no capítulo. Vale dizer que, em outros momentos, o narrador faz uso da teorização de Sábio para representar uma determinada ação passada não necessariamente com ele. Isso dimensiona o peso que tem a voz dessa personagem - uma voz "só de experiências feita" - que é também quem, na narrativa, guarda o vínculo com a tradição ancestral. Tudo que se vincula a essa personagem parece ser um traço que compõe a significação do seu próprio nome, Sábio. Mas voltemos ao mote que abre o capítulo "A chana":

 

A chana não é um deserto, nada tem em comum com um deserto. A areia é um pormenor, não a alma do deserto. O deserto é um mundo fechado. (...) A complexidade da chana está na sua própria definição. Para uns, os otimistas, talvez, a chana é um terreno coberto de capim rodeado por uma floresta; pra outros, os pessimistas, a chana é um terreno sem árvores que cerca uma floresta. No fundo, porquê distinguir optimistas e pessimistas? (...) Ou será a chana, prosaicamente, apenas um terreno sem árvores que é preciso atravessar para chegar à floresta ansiada? (PEPETELA, 1993, P. 121).



 

A chana pode ser definida de várias maneiras, pode ter vários significados, mas, de fato, para Vitor Ramos, ela é, prosaicamente, um terreno sem árvore, portanto, sem muita proteção, que ele precisava atravessar para chegar à Zâmbia, que  é então um lugar certo para articular a sua ascensão política. Já no epílogo, temos o seguinte comentário, só que de Vitor Ramos, mas mediatizado pela voz do narrador: "O Sábio fora um mbambi ou um tronco de árvore que deixa de contar logo que se atinge os frutos. Era coincidência, era superstição, mas esse pressentimento, que de todos calou e lhe trazia um frio no coração, não mais o abandonou." (PEPETELA, 1993, P. 186).

E de fato, como se pode refletir a partir ou através do epílogo, o pressentimento de Mundial estava correto, pois, no capítulo seguinte, "O polvo", encena-se totalmente o exílio de Sábio, bem como a sua tentativa bem sucedida de caçar o animal marinho. No epílogo desse capítulo, o narrador fala do espírito de Mussole, ex-mulher de Sábio, morta no Leste, para cujo espírito, ele, Sábio, plantou uma mangueira em frente a sua casa na Caotinha -

Abraçou-se ao tronco da mangueira (...) a mangueira não respondeu (...) o espírito tinha de novo adormecido, talvez por anos, à espera de novo cataclismo universal. No entanto, todos os dias, ele sabia, haveria de regar a mangueira, acariciar o tronco e falar para ela, cada vez mais velho e fraco, mais descrente também, na esperança de despertar o espírito das chanas do Leste, que nela vivia, dormitando, (PEPETELA, 1993, P. 254).

 

Tanto o "mote" do capítulo "A chana", quanto o epílogo do capítulo "O polvo", que parecem possuir diferentes autorias - o primeiro foi arrancado do caderno de Sábio, o outro é do próprio narrador - são conclusões acerca dos destinos simbólicos de Angola, metaforizados nos presságios de Sábio. Tais presságios indicam o disfórico final do romance em que a falta de ética dos dirigentes é alegoricamente representada pela igreja de dominus. Na verdade, "A chana", "O polvo", "A casa" e "O templo" são representações do processo de construção do sentido do texto. Forma-se uma rede figurativa para narrar "a experiência" coletiva que pôs fim ao colonialismo português, mas que não conseguiu realizar a tão almejada utopia, talvez porque, como diria Said, o imperialismo continua com uma enorme força.



E como o último epílogo é um "falso último epílogo", já que "não pode haver ponto final para uma história que começa por portanto", tem-se, através dele, o grande mote final do romance na sua totalidade. Na verdade, essa história ou as histórias contadas no livro não têm fim. Como o narrador de Benjamin, Pepetela está mais para Sherazade, pois precisa contar muitas histórias para não deixar morrer os feitos e as crenças da geração da utopia. Precisa falar de Angola e da ambigüidade surgida nas sociedades pós-coloniais. Precisa fazer o convite para a roda e pedir assentimento, para falar das reminiscências ancestrais.

E tudo isso faz o romance de Pepetela apresentar-se, também, como um jogo de vozes a formar um mosaico, em que a voz autoral se mistura e/ou se identifica com a voz do narrador e com a do herói, ou ainda com a voz da personagem Sem Medo que, como enfatiza Inocência Mata, é o duplo de Aníbal. E, deste modo, conforme já dissemos atrás, o enunciador de A geração da utopia, ao convidar o leitor para o exercício extratextual, o está igualmente inserindo em seu jogo (também de espelhos), pois ao leitor cabe o papel de concatenar as vozes da história e as vozes da ficção, para, assim, atribuir um possível sentido ao texto. E, neste jogo polifônico, o que se verifica, talvez sugerido pelo epílogo que fecha o romance (pelo fato do enunciador não pôr um final em sua história), é que, apesar do "coro" de vozes presentes na narrativa a representar a história angolana, muitas outras versões poderão surgir, já que o último epílogo deixa em aberto esta possibilidade.

 

1 SERRANO, Carlos. Entrevista recolhida em 1985, em anexo ao texto "O romance como documento social: o caso de Mayombe", In Via Atlântica, no. 3, São Paulo, 1999, apud CHAVES, Rita; MACEDO, Tânia. Portanto... Pepetela, 1999, p. 33.

 

 

 


SOBRE O AUTOR

Doutora em Literatura Comparada pela UFF e Professora da UNISUAM e da UNESA


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