A rede social My English Club como um recurso tecnológico no processo de ensino/aprendizagem da Língua Inglesa Joyce Vieira1 Carla Cardoso2 Prof. Dr. Carlos Henrique Medeiros de Souza3



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A rede social My English Club como um recurso tecnológico no processo de ensino/aprendizagem da Língua Inglesa

Joyce Vieira1

Carla Cardoso2

Prof. Dr. Carlos Henrique Medeiros de Souza3
RESUMO

Sabe-se que os recursos tecnológicos vêm ganhando cada vez mais espaço dentro da realidade dos ambientes presenciais de aprendizagem, aumentando, assim, a possibilidade de o educador trazer para a sala de aula coisas novas, a fim de que os estudantes tenham prazer em aprender um novo idioma. Nota-se ainda que muitas instituições que oferecem ensino de qualidade buscam proporcionar maneiras para que os estudantes se aproximem da segunda língua pretendida, uma vez que estão fora do país onde o mesmo é falado. Dessa forma, o presente artigo pretende investigar a utilização da rede social My English Club (MyEC) inserida no processo de ensino/aprendizagem da Língua Inglesa nesses ambientes, buscando aporte teórico em pesquisadores desta área.



Palavras-chave: redes sociais; My English Club; ensino/aprendizagem; Língua Inglesa; ambientes presenciais.
1 – NOVOS MEIOS, NOVAS PERSPECTIVAS
A Língua Inglesa é considerada, devido a um consenso histórico-cultutal-hegemônico, que não será discutido nesse momento, um idioma global de comunicação e a língua universal da Internet. Devido a essa hegemonia, a cada dia mais pessoas são levadas a aprimorar seus conhecimentos sobre o idioma e a utilizá-lo. No entanto, muitas vezes não existe durante as aulas uma ligação real entre o processo de aprendizagem e o contexto em que esta ocorre, por não haver simulação de situações reais, atividades interessantes e dinâmicas, diálogos e representações, o que leva ao desinteresse e à diminuição da motivação dos alunos. Com este tipo de trabalho na sala de aula, as atividades surgem sem a sua vertente comunicativa, desligadas da sua função real e longe das necessidades concretas dos alunos que não compreendem concretamente a razão para aprenderem a segunda língua pretendida.

Como defende Lévy (1999), a função principal do ensino já não pode ser exclusivamente difundir conhecimentos, mas antes colocar desafios para que o estudante aprenda a pensar, processo no qual o professor se torna um “animador” da inteligência coletiva dos alunos por quem está responsável, de modo a acompanhar e gerir as suas aprendizagens. Cabe ao computador e à Internet, então, enquanto meios pedagógicos e tecnológicos à disposição do professor, mediar o contexto educativo e as necessidades dos alunos nas aulas de Língua Inglesa, dando a estes uma razão para a aprenderem e com ela criarem significados.

Os pesquisadores Souza e Gomes (2009) contribuem com essas premissas ao afirmar que:

A questão das novas tecnologias e conceitos como saber flexível, aprendizagem cooperativa, interdisciplinaridade, transdisciplinariedade, currículo integrado, redes de aprendizagem e educação continuada e à distância começam a se fazer cada vez mais presentes nos ambientes acadêmicos e políticos, sobretudo quando está em pauta a discussão sobre a necessidade de renovação dos processos educacionais, (SOUZA E GOMES, 2009, p.36).


Torna-se necessária, ainda, segundo os autores, a criação de

(...) um novo estilo de pedagogia que incorpore as novas tecnologias e favoreça, ao mesmo tempo, os aprendizados individualizados e o aprendizado coletivo, em rede. (...) As novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC’s) e o ciberespaço apenas as viabilizam e potencializam se utilizadas adequadamente em um contexto pedagógico, (SOUZA E GOMES, 2009, p.37).


Kenski (1998) também aponta essa questão ao explicar que

(...) o estilo digital engendra, obrigatoriamente, não apenas o uso de novos equipamentos para a produção e apreensão de conhecimentos, mas também, novos comportamentos de aprendizagem, novas racionalidades, novos estímulos perceptivos(...). Seu rápido alastramento e multiplicação, em produtos e em novas áreas, obriga-nos a não mais ignorar sua presença e importância, (KENSKI, 1998, p.61).


Nesse cenário contemporâneo, eis que surgem as redes sociais, cujo estudo, segundo a pesquisadora Recuero (2009), não é novo. Em séculos anteriores, pesquisadores já as estudavam, sendo que se preocupavam em detalhar cada fenômeno para que pudessem entendê-lo em sua totalidade.

(...) O estudo da sociedade em rede a partir do conceito de rede representa um dos focos de mudanças que permeia a ciência durante todo o século XX. Durante todos os séculos anteriores, uma parte significativa dos cientistas preocupou-se em dissecar os fenômenos, estudando cada uma de suas partes detalhadamente, na tentativa de compreender o todo, paradigma frequentemente referenciado como analítico-cartesiano (...), (RECUERO, 2009, p.17).


Entretanto, no século passado, novos estudos começaram a despontar com o foco voltado às interações entre as partes. E eis que surgem as Redes sociais da Internet, que, ainda segundo Recuero (2001), nada mais são do que um grupo de pessoas que estabelecem entre si relações sociais por meio da Comunicação Mediada por Computador (CMC). Essas redes surgem a cada dia, aumentando as possibilidades de as pessoas se relacionarem por meio da Internet. Essas relações, de acordo com Primo (2000), são construídas por interações mútuas e reativas.

Severo (2007) ainda diz que as redes sociais representam os graus de contato entre indivíduos que se relacionam informalmente, mediante duas propriedades: densidade e multiplicidade. Dessa forma, observa-se que quanto mais cadastros forem feitos nas redes, mais densidade e, quanto mais contatos os usuários tiverem, mais múltiplas elas se tornam. Estas são características visíveis na rede My English Club, objeto de pesquisa deste estudo, visto que ela possui mais de 20.000 membros, segundo informações do site http://my.englishclub.com (acesso em 03/11/10), que se multiplicam a cada dia e que mantêm contatos constantes entre si, a fim de aprimorarem a Língua Inglesa e se comunicarem através deste idioma com pessoas de todo o mundo.

2 - O PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA
Como já foi observado anteriormente e segundo aponta o professor Adilson Citelli (2000),

(...) O mundo dos media passou a dialogar de maneira mais ou menos integrada às aulas e às práticas escolares; numa tensão e, níveis e graus derivados dos vários cen-tros de pressão que disputam o mercado da troca de informações, de conhecimentos e, eventualmente, de saberes, (CITELLI, 2000, p.18).


Citelli demonstra, portanto, desta forma, que professores e alunos precisam conhecer novas linguagens, tecnologias e suas funções no conhecimento, apresentando as NTIC´s como uma estratégia educacional, apontando para o docente, que este deve reconhecer e valorizar aquela como uma nova maneira de elaborar, circular, receber a informação, o conhecimento.

Partindo desses pressupostos, consideramos, pois, relevante a interação social no processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira, assim como da língua materna. Dessa maneira, La Taille (1992) concorda com o pensamento de Piaget ao afirmar que o homem que se isola, que não se influencia pelos grupos dos quais participa ou pelos legados da história e da tradição, simplesmente não existe.

(...) o homem não social, o homem considerado como molécula isolada do resto de seus semelhantes, o homem visto como independente das influências dos diversos grupos que freqüenta, o homem visto como imune aos legados da história e da tradição, este homem simplesmente não existe, (LA TAILLE, 1992, p. 11).
Segundo Piaget e Vygotsky (1988), tidos como pais da psicologia cognitiva contemporânea, o conhecimento é construído em ambientes naturais de interação social, estruturados culturalmente. Ou seja, cada aluno constrói seu próprio aprendizado num processo de dentro para fora, baseado em experiências de fundo psicológico. Piaget ainda nos alerta sobre o estágio das operações formais que começa por volta dos 11 anos de idade, em que “o adolescente passa a ter domínio do pensamento lógico e dedutivo, o que o habilita à experimentação mental”, (LA TAILLE, 2008). Segundo ele, é durante este estágio, que a inteligência do ser humano chega ao ápice, e o indivíduo está apto para calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro.

Ainda de acordo com o teórico, este período é, finalmente, a “abertura para todos os possíveis”. A partir desta estrutura de pensamento, é possível a dialética que permite que a linguagem aconteça em nível de discussão para que se chegue a uma conclusão. Então, a organização grupal do indivíduo pode estabelecer relações de cooperação e reciprocidade. Assim, como diz La Taille,

(...) afirmar que o homem é ser social ainda não significa optar por uma teoria que explique como este "social" interfere no desenvolvimento e nas capacidades da inteligência humana. O equacionamento que Piaget dá a essa questão passa por dois momentos. O primeiro: definir de forma mais precisa o que se deve entender por ser social". O segundo: verificar como os fatores sociais comparecem para explicar o desenvolvimento intelectual (La Taille, 1992, p.12).
Nesse sentido, Piaget defende que o adulto é social, tomando como critério a qualidade da troca intelectual.

Em 1977, Stephen Krashen e Tracy Terrel4 criam o Natural Approach (Abordagem Natural)5, trazendo uma vasta contribuição ao ensino de línguas estrangeiras. Em seu livro Principles and Practice in Second Language Acquisition (1982), Krashen estabelece uma distinção entre estudo formal e assimilação natural de idiomas e conclui que o ensino de línguas eficiente não é aquele que depende de receitas didáticas em pacote, de prática oral repetitiva, ou que busca apoio de equipamentos, mas sim, aquele que explora a habilidade do instrutor em criar situações de comunicação autêntica, não necessariamente dentro de uma sala de aula, que enfatiza o intercâmbio entre pessoas de diferentes culturas, e que dissocia as atividades de ensino e aprendizado do plano técnico-didático, colocando-as num plano pessoal-psicológico.

Para Vygotsky (1988), a aprendizagem sempre inclui relações entre pessoas. Ele defende a idéia de que não há um desenvolvimento pronto e previsto dentro de nós, que vai se atualizando conforme o tempo passa. Assim sendo, o desenvolvimento é pensado como um processo, em que estão presentes a maturação do organismo, o contato com a cultura produzida pela humanidade e as relações sociais que permitem a aprendizagem.

Portanto, partindo do pressuposto de que a Internet hoje se constitui como um lugar de interação, que acontece de várias formas, acredita-se que no momento em que um estudante entra em contato com novas culturas e pessoas que falam um idioma diferente do seu, através de uma rede social online, ele passa a assimilar novas informações de forma autêntica, uma vez que estará em contato direto com um falante nativo da língua, podendo, então, relacionar-se com ele, colocando em prática e aprimorando seu conhecimento da língua inglesa, anteriormente construído. Além disso, ele é exposto a um leque de possibilidades culturais, estando, assim, inserido no contexto linguístico do idioma pretendido, o que pode vir a ser uma contribuição para a aquisição espontânea e natural dessa segunda língua (KRASHEN, 1982).

Assim sendo, cabe, neste sentido, alguns questionamentos: a aprendizagem da Língua Inglesa seria eficiente nesse ambiente de interação social? De que maneira isso aconteceria? A comunicação/ troca de informações na rede seria suficiente para que houvesse uma aprimoração da língua? Trata-se de uma discussão que não se encerra neste trabalho, mas merece ser mais explorada em outras ocasiões.
3 – A REDE MY ENGLISH CLUB
Segundo informações retiradas do site www.myenglishclub.com (acesso em 09.04.2010), o My English Club é uma rede social diferenciada, utilizada especificamente por falantes da língua inglesa de todo o mundo que se conectam a fim de se comunicarem e praticarem este idioma por meio de mensagens instantâneas ou diretas, comentários nos perfis de seus contatos e conversas através do Skype.

É facilmente comparado a um Orkut para professores e estudantes do inglês ao redor do mundo. Logo ao registrar-se, o usuário deve incluir, além de informações pessoais, seu status de conhecimento da língua (se é estudante, professor ou nativo da língua), se fala outros idiomas, se usa o Skype e ainda tem que concordar em não copiar materiais de outras páginas para a sua e que o site deve ser somente utilizado para ensinar e/ou aprender inglês (não é um site de relacionamento como outro qualquer).

No ambiente do My English Club é possível blogar, adicionar fóruns de discussões, postar fotos, links, músicas, eventos (no calendário), vídeos. Além disso, as postagens deste ambiente podem ser publicadas também no Twitter e no Facebook, simultaneamente. Por fim, o membro do site também pode criar ou fazer parte de grupos, comunidades onde os participantes interagem com temáticas de seu interesse.


    1. – O USO DA REDE MY ENGLISH CLUB COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM

Buscando verificar a percepção dos participantes quanto ao uso da rede My English Club como ferramenta no processo de aprendizagem da Língua Inglesa, foram enviadas três perguntas através do site para 13 participantes, entre estudantes e professores (04 estudantes brasileiros, 05 estudantes estrangeiros e 04 professores estrangeiros). As perguntas enviadas foram as seguintes: 1. Do you think it is possible to LEARN English on My English Club? 2. How much have you learnt from the contact with your 'friends' from here? 3. What are your difficulties when talking in English to people from so different countries?”.

Nas respostas dos participantes foi possível identificar se eles achavam possível aprender inglês por meio do site e o quanto eles têm aprendido através do contato que mantêm com os ‘amigos’ que também fazem parte da rede. Foi possível, ainda, observar as dificuldades que estes encontram se comunicarem em inglês com pessoas de países tão diferentes.

A seguir, é possível conferir algumas respostas obtidas. Para melhor localização e compreensão do questionário aplicado para a pesquisa, adotamos as seguintes nomenclaturas: EB (estudantes brasileiros), EE (estudantes estrangeiros) e PE (professores estrangeiros).

A primeira característica encontrada nas respostas foi o fato de um dos entrevistados (professor) defender que o sucesso da aplicação da rede no processo ensino-aprendizagem pode variar, dependendo do tipo de aprendizado que se deseja obter. Mesmo assim, ele acredita que sites como este podem contribuir sim para o aprendizado, uma vez que é possível praticar a leitura e a escrita, à medida que os posts são lidos e respondidos.

PE 1. It all depends on what you mean by Learning. Sites which provide English lessons etc., can be quite useful as long as speaking is excluded, you can improve your Reading simply by reading the posts and there is no need to say that you improve your writing by answering them. If the person(s) you are communicating are natives or let's say English teachers like me, they can correct your mistakes and so you improve somehow. English Club is one of those sites, remember it is necessary to be in touch with natives or English teachers for if you don't you will not understand your mistakes and there will be no improvement (…).


Ressalta-se, portanto, a relevância da figura do professor ou de um contato que tenha um conhecimento mais amplo neste meio, uma vez que ele é quem poderá dar um feedback para o usuário da rede, mostrando-lhe seus erros e, assim, levando-o a melhorar a habilidade utilizada no dado momento, seja a escrita, a leitura ou a oralidade, dependendo de qual maneira ele esteja se comunicando.

Nessa perspectiva, para os seis entrevistados seguintes, as pessoas que fazem parte desta rede podem melhorar sua fluência através da prática, comunicando-se com outras, participando dos grupos, das discussões nos fóruns e, especialmente falando com alguém que tenha um nível da língua mais alto do que eles, como um nativo ou um professor de inglês, por exemplo. Segundo eles, é possível haver aprendizado sim, quanto à cultura dos países, vocabulário (palavras do inglês americano ou britânico, gírias, expressões etc.), conversação, leitura, escrita, entre outros.



EE 1. In EC we can improve our language even we haven't good english by using conversation us a mean of learning and share and discuss different idea (…).

EE 2. Yes (…).

PE 2. If you study and read, listening and chat, and writing letter you can learn englısh well (…).

EE 3. I think that we can learn english in my english club (…).

EB 1. I think is possible learn english because I learn (…).

EE 4. I believe so, I means i think it's possible to learn english on My english club (…).

EE 5 For my point of view it is very possible to LEARN English here in EC, because we can practice here anytime we want, all the information we needed we can find here.

EB 2. teacher, I think we can learn English here because we talk with many people from different places (...).

Entretanto, está claro na observação que, para ser um membro do MyEC é necessário cumprir um pré-requisito: ter domínio, mesmo que básico, da Língua Inglesa. Ou seja, desde o momento em que o usuário se cadastra no site, já está ciente de que aquele é um meio em que o inglês é a língua que vai mediar a conversa entre ele e seus ‘amigos’. As trocas de informações e tudo o que for postado serão feitos por meio dela, apesar disso não impedir que cada um exiba, eventualmente, alguma coisa em sua língua-mãe, como uma música, um poema etc.

No entanto, durante a observação no ambiente, foram encontradas muitas frases mal formuladas, erros gramaticais, erros de digitação e palavras mal empregadas. Com isso, acredita-se também que participar desta rede social não quer dizer, necessariamente, estar diante de usos empregados sempre corretamente.

Percebe-se, ainda, que os demais envolvidos acham que não é possível aprender inglês nesse ambiente de interação, mas sim, aprimorá-lo por meio da prática da comunicação, principalmente de forma escrita, o que, para eles, não significa aprendizado. Como diz o participante número cinco, se uma pessoa não souber nem uma palavra, ela não terá como aprender ali, mas, se souber, poderá aprimorar o que já sabe:



PE 3. I don't think a person can learn English just from English Club alone. It is a place to practice written English and in some cases a student can ask a teacher or an advanced student for information about English (…).

EB 3. I don't think so, becose english is dificult to learn easy (…).

EB 4. I think it isn't possible. Because the people don't write in the formal form, and sometimes they use abbreviations (...).

PE 4. No, I don't think it is possible to learn English here if you don't know a word of it but it is possible to improve it (…).

Nesse sentido, nota-se que a maior dificuldade encontrada entre eles é que muitas pessoas cometem esses erros, principalmente os não-nativos de língua Inglesa, dificultando o entendimento do significado da mensagem enviada. Além desta, outros obstáculos foram observados: a pronúncia, a entonação, o sotaque (no caso de uma conversa pelo Skype ou do uso de palavras que mantenham um significado em outro país), abreviações de vocábulos, o uso de gírias, etc.:



PE 1. (…) People who are from another country suffer poor pronunciation and intonation, they cannot use correct grammar and as I mentioned earlier if their command of English is bad, you can find lots of mistakes in their posts(…)

EE 1. (…) the problem here is the pronunciation (phonetic) every one write with it way but in spite of the different culture and different countries of membre we can growing up our English.

EE 2. (…) I have been leaning continue, the other country respond is very well.

EE 3. (…)The difficulties consist of understanding people speaking english with many accents, American accent, english accent and many another countries.

EB 1. (…) the difficult is the accent which is different from people to people.

EE 4. (…) I believe is difficult because they have new words.

EE 5. (…) Different difficulties I encountered while talking other members here because they used different word but one meaning, for me, it is hard to understand sometimes because I am not good in English, so I need to find in dictionary but right now I know I understand well because of my hobbies in reading and surfing.
EB 2. (…) For conversation, I have difficulty to read some words depending on the pronunciation (…).

PE 3 (…) The main problem I can see when learners are communicating with each other is that each native language causes people to make mistakes that are related to their individual native languages grammar and pronunciation. So I think it must be difficult for people from different original languages to understand each other's English (…).
EB 3. (…) My dificult to talk in english with another people, is the vocabulary, the slang, this is dificult to me yet.

EB 4. (…) I don't have very difficulties... I am talking well.

PE 4. (…) If the other person is not a native speaker of English,(s)he may mistakes which sometimes makes the meaning incomprehensible (…).

O participante PE 2 não está inserido nesta questão, pois não respondeu a pergunta referente às dificuldades encontradas ao falar em inglês com pessoas de outras nacionalidades.



4 – CONSIDERAÇÕES

É visível na contemporaneidade a relevância dada às Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs) e como elas vêm abrangendo, amplamente, as formas de Comunicação Mediada por Computador (CMC). Redes como Orkut, Facebook, Twitter e várias outras têm se destacado sobremaneira devido à sua densidade e multiplicidade, características citadas por Severo (2007) e facilmente notadas por seus usuários que se multiplicam a cada segundo.

Dessa forma, percebe-se um constante - e cada vez maior - crescimento da rede My English Club, que se destaca por seu diferencial bem definido: a prática da Língua Inglesa como forma de comunicação entre seus membros, que têm aprimorado sua maneira de se comunicar, aprendido novos vocábulos, gírias, culturas, e com esta prática, interagem com pessoas de diversas nacionalidades utilizando o idioma.

Portanto, observou-se no presente estudo que é possível o aprendizado e o aprimoramento do idioma inglês no MyEC, seja interagindo com a cultura de outros países, seja quanto a questões lingüísticas, como o uso de expressões, concordância etc., apesar de ser possível encontrar erros gramaticais (que não atrapalham a comunicação entre os internautas) na escrita veiculada nesta rede.

Por fim, destacou-se também a relevância do professor nesse meio, uma vez que ele tem a tarefa de orientar e ajudar o usuário que apresentar dificuldades quanto à sua performance, seja na escrita, na oralidade ou em outra habilidade utilizada no momento em que estiver interagindo com os demais através de comentários, postagens no blog, bate-papo etc.

O assunto não se esgota neste trabalho, mas abre-se, como um leque, a muitas outras divagações e questionamentos que merecem atenção e devem ser desdobrados em outros estudos.

5 – REFERÊNCIAS

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CITELLI, Adilson. Comunicação e Educação: a linguagem em movimento. São Paulo: Editora Senaco, 2000.

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D’ EÇA, T. (2006). O blog como elemento de motivação para a leitura e escrita na língua estrangeira. Proformar Online, 15; Disponível em: http://www.proformar.org/revista/edicao_15/blog.pdf (acessado em: 05/11/2010).

HARMER, Jeremy. The Practice of English language teaching. London: Longman, 1991. 

LA TAILLE, Yves de. Jean Piaget: o biólogo que pôs a aprendizagem no microscópio. REVISTA NOVA ESCOLA. Edição Grandes Pensadores, Julho/2008, Págs. 89 a 91. 

LA TAILLE, Yves de; OLIVEIRA, Marta Kohl de; DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky e Wallon: Psicologias Psicogenéticas em Discussão http://www.scribd.com/doc/14427478/PIAGET-VYGOTSKY-WALLON-TEORIAS-PSICOGENETICAS-EM-DISCUSSAO/ - PDF completo do livro, acessado em 12/04/10. 

LIMA, Regiane da Silva Macedo. Tecnologias Educacionais como suporte para o processo de aprendizagem de Língua Inglesa: Aspectos Relevantes. ANAIS DO III CELLMS, IV EPGL e I EPPGL – UEMS-Dourados, 2007. Disponível em: http://www.uems.br/cellms/documentos (Acessado em: 13/10/2010).

KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e à distância. Campinas/SP: Papirus, 2003 – (Série Prática Pedagógica).

KRASHEN, Stephen D. (1982). Principles and practice in second language acquisition. Oxford, Pergamon Press. 

RECUERO, Raquel – Redes Sociais na Internet 
http://www.redessociais.net/ – PDF completo do livro, acessado em 10/04/10. 

RECUERO, Raquel da Cunha. O Orkut como formador de novas identidades no Ciberespaço. In: Intercom û Sociedade Brasileira de Estudos Transdisciplinares em Comunicação û XXX CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO. Santos, 2007. 

SEVERO, Cristine Gorsky. A questão da identidade e o lócus da variação/mudança em diferentes abordagens sociolinguísticas. In: Revista Eletrônica de Divulgação Científica em Língua Portuguesa, Linguística e Literatura - Ano 04 n.07 – 2º Semestre de 2007. 

SOUZA, Carlos Henrique Medeiros de. GOMES, Maria Lúcia Moreira. Educação e Ciberespaço. Brasília: Usina de Letras, 2009.

VENTURELLA, Valéria Moura. Uma Breve História do Ensino de Línguas Estrangeiras http://www.scribd.com/doc/27065702/Uma-Breve-Historia-do-Ensino-de-Linguas-Estrangeiras. PDF completo do artigo, acessado em 08/05/10. 

VYGOTSKY, L.S.; LURIA, A.R. e LEONTIEV, A.N. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo; Ícone, 1989. 



VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.


1 Mestranda em Cognição e Linguagem - UENF; pós-graduada em Língua Inglesa; licenciada em Letras – Português / Inglês; E-mail: joycejvieira@gmail.com

2 Mestranda em Cog nição e Linguagem pela UENF; bacharel em Comunicação Social; pós-graduada em Assessoria de Comunicação e Marketing e em Literatura, Memória Cultural e Sociedade. E-mail: carlacardos@gmail.com.

3 Doutor em Comunicação (UFRJ); Coordenador do Mestrado em Cognição e Linguagem (UENF); E-mail: chmsouza@uenf.br



4 Stephen Krashen é um linguista renomado e respeitado por sua contribuição para a Linguística Aplicada, na área de aquisição de segunda língua, educação bilíngüe e compreensão de textos. É mais conhecido por sua Teoria da Aquisição da Segunda Língua - Second language acquisition - e por ter sido co-fundador (com Tracy D. Terrell) da chamada Abordagem Natural (Natural Approach) à aprendizagem de línguas estrangeiras.

5 A Abordagem Natural busca a emergência espontânea nos estudantes do desenvolvimento de habilidades de comunicação quotidiana, como ir às compras ou estabelecer uma conversa em uma reunião social. (...) Sua proposta é coerente com o que ocorre quando estudantes de intercâmbio adquirem a língua estrangeira em sua interação com a comunidade que fala o idioma (VENTURELLA, 2010).





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