A representaçÃo da realidade na obra infanto-juvenil de josé J. Veiga: o professor burrim e as quatro calamidades



Baixar 36.18 Kb.
Encontro03.08.2016
Tamanho36.18 Kb.


A REPRESENTAÇÃO DA REALIDADE NA OBRA INFANTO-JUVENIL DE JOSÉ J. VEIGA: O PROFESSOR BURRIM E AS QUATRO CALAMIDADES
Nerynei Meira Carneiro (UNESP/Assis)

A justificativa de José J. Veiga para sua opção pelo narrador infantil e os motivos que apresenta para as interações criadas, quando escreve, vão ao encontro das considerações de Regina Zilberman sobre a importância da leitura na escola.

Veiga diz que a criança e o jovem têm um intenso desejo de conhecer, de inquirir, de desvelar o mundo. Já, as intenções cognitivas do adulto, cristalizadas por seus anos de experiência, muitas vezes, se acomodam às “verdades” sacralizadas e aos saberes institucionalizados.

O narrador perscrutador coaduna com o projeto literário de Veiga ao engendrar obras que levem o leitor a participar do processo ficcional. Permite, portanto, que leitor e escritor descubram e componham múltiplos significados. Vamos conferir isso em seus próprios termos:


“Escrevo para conhecer melhor o mundo e as pessoas. Quem prestar atenção verá que os meus livros são indagativos, não explicativos. Isso faz deles um jogo ou um brinquedo entre autor e leitor; ambos indagando, juntos ou não, e descobrindo – ou não. Os meus textos são um exercício, ou uma aventura, ou um passeio intelectual. Eles não “acabam” no sentido tradicional, e nesse não acabar é que entra a colaboração do leitor. Mais tarde encontrei esta frase num livro de Julien Gracq: “Escrevo para saber o que vou encontrar”. Fiquei feliz”.

As formulações de Veiga remetem à assertiva de que ao invés de uma função meramente pedagógica e doutrinária – ensinando normas e regras que, quase sempre, contradizem o universo infantil – a leitura na escola deve ser formadora (na acepção de Antonio Candido). Deve, ainda, desenvolver-lhe a capacidade de investigar e de compreender as circunstâncias que o rodeiam, gerando indagações, reflexões e atitudes críticas.

Neste ponto, deparamo-nos com uma questão decisiva: a literatura infantil vai “formar” leitores conscientes e críticos se, em sua composição textual, apresentar fatos e elementos verídicos ou se trabalhar com o imaginário? Quais desses focos lançarão luzes ao leitor a fim de que desenvolva suas habilidades interpretativas e imagéticas? Deverá haver predomínio de um sobre o outro? A fim de se aclarar tais questionamentos, devem vir à tona dois componentes, incrustados na literatura infantil: o real e a fantasia.


  1. Realismo x fantasia

Zilberman em seu texto O estatuto da literatura infantil, a partir da página quatorze, diz que a literatura infantil não se restringe a apenas uma forma (prosa ou verso) e um conteúdo (romance policial, por exemplo). Essa variedade temática e estrutural faz com que escorregue livremente da realidade para o maravilhoso. A estudiosa questiona se tal ilimitação poderia privar a literatura infantil de verismo. Embora afirme que a fantasia seja um componente indispensável à narrativa infantil, presente nos contos de fadas desde o século 17, com Charles Perrault e no século 19, com os irmãos Grimm, Zilberman aguça a discussão sobre a validade da fantasia ou não, dizendo que o imaginário parece banir o realismo e gerar uma leitura escapista do texto.

A dualidade real/imaginário está no cerne da literatura fantástica. No dizer da teórica Irene Bessière, o fantástico propõe a interpenetração de elementos antagônicos, que não se excluem, pelo contrário, fundem-se, construíndo uma realidade peculiar.

Do ponto de vista de Tzvetan Todorov, esse encontro entre real e imaginário instala a hesitação, a dúvida, entre uma justificativa racional ou sobrenatural para o inusitado. Ambigüidade muito cara ao gênero fantástico, uma vez que além de possibilitar a instalação e permanência do mesmo no decorrer do texto literário, promove a participação efetiva do leitor. Este, não tendo respostas diretas ao inusitado, pactua com o mistério do fantástico e, dessa feita, preenche, com suas próprias conjecturas, as lacunas deixadas na obra.

Bruno Bettelheim explica, no capítulo introdutório: A luta pelo significado, de seu livro A psicanálise dos contos de fadas, que o herói do conto de fadas, muitas vezes, está sozinho e em dificuldades, todavia, obtém auxílio de pessoas e seres para superar os problemas que lhe interpõem o trajeto físico. O estudioso segue dizendo que o isolamento inicial do protagonista implícita que esse fato não conseguirá impedi-lo de estabelecer contatos no decorrer da história. Similarmente, o leitor infantil pode inferir que, apesar de haver obstáculos em sua vida, será capaz de desenvolver relações essenciais para se reverterem circunstâncias contrárias.

A criança se identifica com esse personagem, porque também pode se sentir isolada num ambiente novo e desconhecido, no caso, o “mundo” dos adultos, constituído de normas e critérios, por vezes, avessos ao desejo e à compreensão infantil e que lhe interpõem o trajeto existencial. Contudo, à semelhança do herói, saberá que a situação adversa será modificada, pois em algum momento obterá ajuda.





  1. A presença do imaginário

Quanto ao fato do imaginário revelar a realidade hostil, a psicóloga e professora de filosofia Jacqueline Held, em seu livro O imaginário no poder: as crianças e a literatura fantástica, na página 25, afirma que o fantástico não omite as limitações e as frustrações da vida (em qualquer âmbito), mas sugere reflexões e mudanças. Diz, ainda, que “auxiliar a criança a crescer jamais quis dizer preservá-la de qualquer choque, nem pô-la ao abrigo de tal ou tal forma do real, mesmo que seja o real elaborado pelo espírito humano. Auxiliar a criança a crescer significa, ao contrário, dosar essa abordagem de certas realidades, de certos problemas, tentar torná-la progressiva, proporcional às forças, à resistência de uma criança”. (p.99)

A escritora Ana Maria, expondo suas idéias sobre a literatura infantil dos anos setenta (Texto inserido no livro Ana & Ruth, de Dau Bastos), diz que os escritores posteriores e influenciados por Monteiro Lobato, não isolaram, em suas criações, a fantasia do real. Afirma, ainda, que com Lobato, “o faz-de-conta é um dado da realidade tão concreto quanto outros aspectos mais tangíveis. (...) E que “a fantasia é uma linguagem simbólica para expressar o real e não deve nunca ser transformada em algo alienante, escapista e redutor das potencialidades humanas”. (p.51)

Destaca, com pertinência, que a linguagem literária com seus símbolos, metáforas, polissemia e multivocidade, desenvolveu um amplo espaço de liberdade, e, por isso, conseguiu fazer denúncia social, até mesmo na época da repressão política.

Considerando a relação entre texto e leitor um intercâmbio cognitivo, Zilberman, no capítulo: A criança, o livro e a escola, em A literatura infantil na escola, afirma que: “A obra de arte literária não se reduz a um determinado conteúdo reificado, mas depende da assimilação individual da realidade que recria”, o que desencadeia “uma convivência particular com o mundo criado através do imaginário”. (p.24)

Portanto, “seja através do conto de fadas, da reapropriação de mitos, fábulas e lendas folclóricas, ou do relato de aventuras, o leitor reconhece o contorno dentro do qual está inserido e com o qual compartilha sucessos e dificuldades”. (p.23 e 24)




  1. A presença do verismo

Contudo, houve quem pensou diferente, justificando um novo tipo de literatura infantil: a verista (na qual está inserida O professor Burrim e as Quatro Calamidades, de José J. Veiga). André Carvalho, editor da Coleção do Pinto, da Editora Comunicação de Belo Horizonte expressa o propósito do programa realista, dizendo que os textos dessa coleção deveriam tematizar problemas sociais, referentes à realidade imediata da criança brasileira. Zilberman relaciona esses temas no capítulo: O verismo e a fantasia das crianças, em A literatura infantil na escola:

- a vida familiar da classe média brasileira, com suas dificuldades econômicas e com os problemas de relacionamento entre os pais, determinando eventualmente o desquite do casal e a solidão dos filhos;

- a poluição, resultado do crescimento urbano e do abandono pela sociedade de suas fontes naturais;

- a desigualdade social urbana, que origina uma classe marginal, levada ao crime pela necessidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência.
4) Análise do livro O professor Burrim e as Quatro Calamidades
A história circula em torno das desventuras familiares e profissionais de um dedicado Professor de Português, Álvaro Fortuna Burini. Em meio a circunstâncias adversas, vivenciadas em casa e na escola, o professor toma uma difícil decisão que muda, totalmente, os rumos de sua vida, de sua esposa e filhos e dos alunos. O narrador apresenta versões ambíguas sobre os sentimentos do protagonista. Instaura-se, assim, a dúvida: a atitude tomada foi satisfatória ou não ao Senhor Álvaro, enquanto um professor destinado?

Quanto à estruturação formal podemos perceber que, logo no início da narrativa, deixa-se uma questão em aberto, esclarecida posteriormente. Este recurso narrativo, muito utilizado por Veiga, visa criar suspense e prender a atenção do leitor, conforme se percebe no trecho a seguir:


Pouco a pouco o Professor Burini foi sentindo que estava caminhando para uma encruzilhada em sua carreira. Mais cedo ou mais tarde ele teria de tomar uma decisão muito importante. Que decisão, ele não sabia. Melhor, sabia, mas evitava pensar nela. Toda vez que brotava em sua mente, ele a empurrava bem para o fundo, e procurava esquecê-la. (1978, p.6)
Há dois momentos descritos na narrativa: um passado imediato e contínuo, expresso pelos verbos no gerúndio (p.6= sentindo; p.8= sabendo; p.12= ganhando), que indica o tempo mais próximo da narrativa, ou seja, aquele em que o professor procura uma solução para seus transtornos. E o tempo de um passado anterior a este vivido pelo professor, quando se iniciaram os problemas de chacotas e indisciplina na sala de aula. Este tempo é marcado pelos verbos no pretérito perfeito (p. 9= começaram, resolveram, apareceram, etc.).

Os espaços mencionados são singelos e obtêm um mínimo de caracterização. Constituem-se de sala de aula, casa e rua. O ponto de vista é quase sempre do adulto, embora o narrador reproduza as opiniões de algumas crianças (Robinho, Queixada) no momento em que travam diálogo com o professor.

A linguagem adotada em O professor Burrim e as Quatro Calamidades é bastante simples e próxima da informal, com provérbios e termos populares. Por exemplo: espalhafato, careta, sustentar os filhos com pouco dinheiro era uma “ginástica” (p.12), “legal” (p.20), “representação” (p.21). A esse respeito, Veiga já dizia que seu objetivo, em termos de elaboração do discurso, era “escrever como quem fala”.

Predomina o discurso indireto, com narrador na 3ª pessoa, mas há discurso indireto-livre como se verificam nos fragmentos “agüentar caretice do professor”, à página nove e “Podia ser legal mesmo”, à página vinte e um. Ocorre discurso direto, principalmente com as construções dos diálogos.

Os nomes dos personagens e dos lugares refletem a fina ironia de Veiga e aludem a críticas socioeconômicas que traça. Veja-se, por exemplo, o sobrenome do professor: Álvaro Fortuna Burini. Com humor, nomeia-se Fortuna, alguém que recebia um mísero salário e que passava, com a família, por difíceis condições financeiras. Subjaz, ainda, a crítica aos órgãos governamentais competentes que não valorizam a profissão de professor, principalmente de ensino fundamental, conferindo-lhe ínfimas remunerações, a despeito da importância que exerce na sociedade enquanto educador e capacitador de indivíduos atuantes.

A ironia segue com o segundo sobrenome Burini. O termo remete, foneticamente, a Burrinho, chacota constante na boca dos “Quatro Calamidades”. Alude-se que, o autor faz uso desta semelhança sonora entre Burini e Burrinho, para sugerir a suposta “burrice” do professor em continuar dando aulas, mesmo não recebendo salário suficiente que pudesse conferir vida digna a ele e a seus familiares. O prazer em ensinar e o apego aos alunos, mesmo aos Quatro Calamidades, suplantaram, por certo tempo, as restrições econômicas. Objetiva e racionalmente, tal maneira de pensar pode parecer, em nossa cultura consumista, uma “burrice”. O professor, por fim, cede às pressões externas, principalmente da esposa, e muda de profissão: torna-se sorveteiro.

Outro fator que pode conotar a burrice do Mestre em insistir lecionar é o desrespeito que ocorre em sala de aula. Os alunos – principalmente quatro deles: Ringo, Queixada, Pisca-Pisca e Coça-Coça – ridicularizam e ofendem o professor. Sua dedicação e empenho não têm nem mesmo o reconhecimento dos alunos, principais favorecidos por seus esforços.

Deliciosamente, Veiga revela que o sorveteiro-professor ou professor-sorveteiro não escapa de sua sina, ou, ainda, de sua vocação e continua dando aulas de reforço a alunos, no portão de outra escola, enquanto vende sorvetes. Aliás, atividade bem mais rentável a ele que mudou o estilo de vida de toda a família. Mas, o “amor ao ensino” encontra-se impregnado no professor. Por isso, lamenta o fato de obter promoção na firma de sorvetes e ter que trabalhar em ambiente interno e deixar de dar as suas saborosas aulas, acompanhadas de sorvetes.

Quando se confere o nome de Centenário à escola e ao aludir à metodologia empregada em sala de aula, tem-se uma crítica ao padrão tradicional de ensino. A preocupação maior do professor parece ser em motivar os alunos para fornecer-lhes informações: “interessar os alunos na matéria que ensina”, sem considerar a realidade vigente. Crítica sugerida, ainda, pela colocação ambígua do narrador sobre o que é ser “careta”, à página nove. Fica a questão: são os alunos ou o professor que não sabe o que se passa em volta?

Nas páginas dezesseis, dezoito, dezenove e vinte e três, há a descrição dos Quatro Calamidades, os quatro garotos que atormentam a vida do professor Burini. Eles são apresentados, pelo narrador, como alunos traquinas e peraltas, através da descrição de suas ações maldosas. Neste momento, parece imperar certo maniqueísmo, que, todavia, se rompe com o ponto de vista do professor ao afirmar que escondiam coisas boas, em seu íntimo. Pode-se sugerir que a rebeldia dos meninos ocorre como uma agressão à sociedade discriminadora, mas que recai em quem está mais próximo dos insatisfeitos, no caso, o professor. O livro sugere que alunos, professores, familiares são vítimas de um sistema socioeconômico injusto. Embora não o diga com todas as letras aponta para isso, quando explica que a agressividade dos alunos era proveniente da condição de pobreza. (p.14)

Duas famílias são caracterizadas na obra: a do professor Burini, quem fazia todos os sacrifícios para prover as necessidades e os anseios de seus familiares, além de incentivar os filhos a estudarem (p.30, p.35) e a família de Queixada que não lhe dava oportunidade de estudo (p.32).

O texto de Veiga busca uma situação crítica intermediária ao revelar os conflitos desencadeados na família e na sociedade. De um lado, revela uma imatura e conformista diante do sistema, ao mostrar que a rebeldia e a agressão dos estudantes, devido a restrições socioeconômicas, não implicaram mudanças significativas. Os alunos problemáticos foram vencidos ao abandonarem os estudos e o professor Burini ao ceder às pressões e deixar a atividade que se esforçou para obter.

Por outro lado, alude que, apesar dos entraves sociais apresentados, condizentes à realidade, as situações podem ser revertidas e superadas, desde que haja empenho, afinal, nos termos do narrador: “Cada um é responsável pelo seu destino, desde criança” (p.35) e é preciso aproveitar as oportunidades.

Entendemos que esta obra de Veiga possibilita que o indivíduo tenha uma visão mais próxima da realidade e dos problemas existentes. Sugere, também, que as mudanças sociais devem começar por ele. Para isso, torna-se fundamental que aproveite as chances a seu alcance, principalmente, as que concernem à educação. Contudo, se, em decorrência de injustiças sociais e descaso de instituições governamentais, não lhe forem concedidos direitos iguais aos de outros, deve, com afinco, cravar suas próprias oportunidades.




    1. A fusão: real e imaginário

Esta obra, embora escrita nos moldes realista, promove questionamentos e reflexões, contudo, é pelo veio do imaginário, vinculado a uma proposição realista de trazer para o texto fatos vigentes no mundo real, que o leitor será grandemente enriquecido em seu papel de perscrutador de sentidos.

A este respeito, Zilbermam afirma que somente os recursos ficcionais vinculados ao fantástico, de um modo criativo, podem engendrar uma visão de mundo emancipatória na criança e não compensatória (p.91), ou seja, um conhecimento que lhe instigue “vislumbrar” mudanças na realidade opressora. E assim produzirá efeitos favoráveis, tais como:


  • Apresentação dos motivos reais de problemas vividos pelas personagens, já que o recurso do fantástico pode driblar as restrições representativas do espaço e do tempo (além de censuras externas);

  • Incentivo à criança para desempenhar um papel transformador, a partir da identificação com o herói que supera as imposições repressoras;

  • Configuração de um ponto de vista que representa o universo infantil.

Zilberman conclui dizendo que a fantasia conduzirá “a atenção da criança à discussão dos valores que a circundam e, concomitantemente, assentada na realidade imediata percebida pelo leitor”. (p.94)

Jacqueline Held em O imaginário no poder, à página 142, escreve que o imaginário pode ser um extraordinário instrumento para romper com certos lugares-comuns, para fazer com que o homem reflita sobre si mesmo, sobre a sociedade e sobre sua condição.


Referências bibliográficas:
BESSIÈRE, I. Le récit fantastique. In: ___. La poétique de l’incertain. Paris: Larousse, 1974.

BETTELHEIM, B. Introdução: a luta pelo significado. In: ___. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978. p.11-28.

HELD, J. O imaginário no poder: as crianças e a literatura fantástica. Trad. Carlos Rizzi. São Paulo: Summus, 1980.

MACHADO, A. M. A Expansão da Literatura Infantil. In: BASTOS, D (org.). Ana & Ruth. Rio de Janeiro: Salamandra, 1995. p.51-54.

TODOROV, T. Introdução à literatura fantástica. Trad. Maria Clara Correa Castello. São Paulo: Perspectiva, 1975.

VEIGA, J.J. O professor Burrim e as quatro calamidades. [Coleção do Pinto]. Belo Horizonte: Comunicação, 1978.



ZILBERMAN, R. A criança, o livro e a escola. O verismo e a fantasia das crianças. In: ___. A literatura infantil na escola. 4.ed. rev. e ampl. São Paulo: Global, 1985. p.13-31; p.87-94.


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal