A revolução Keynesiana



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A Revolução Keynesiana
J. M. Keynes – nasceu 1883 e morreu em 1946.
Keynes foi o economista e autor mais influente dentro de teoria econômica no século XX.
1. OBRAS:


  • Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, (1936).

  • Indian Currency and Finance, (1913).

  • The Economic Consequences of The Peace, (1919).

  • Tract on Monetary Reform, (1923).

  • Economic Consequences of Mr. Churchill, (1925).

  • The End of Laissez – Faire (1925).

  • Can Lloyd George do it? (1929)

→ a partir de 1925 – início do período de transição – que culminará com a Teoria Geral.


- Germe Analítico → Treatise on Money Teoria Geral
Qual era?
→ a da separação dos atos de poupar e investir e das suas interelações com a teoria monetária na explicação das flutuações econômicas e sobre o nível de renda.
→ Inicia o trabalho que terminará com a publicação em 1930 do Treatise on Money.
Treatise on Money → um marco → até a sua publicação pode ser considerado um clássico, um ortodoxo.
→ Começa a se afastar da ortodoxia → representada pela Lei de Say.
Lei de Say → a OFERTA cria a sua própria D, isto é, no agregado, não existe impedimento para a realização das vendas correspondentes a qualquer nível de produção global.

De acordo com essa lei → não poderia haver escassez do poder de compra da economia no sistema econômico.

Do trabalho que se segue entre 1930 e 1935 – resulta a publicação da Teoria Geral em 1936.
→ Da crítica a “Lei de Say”, Keynes caminha em busca de uma explicação analítica do DESEMPREGO
→ tenta dar fundamento teórico à sugestão da intervenção estatal como geradora de D para garantir níveis elevados de emprego.
→ É importante notar que outros economistas de orientação ortodoxa também advogaram a utilização dos gastos públicos para combater o desemprego – Pigou e Roberston.
→A crítica de Keynes a esses autores: inconsistência entre os fundamentos teóricos desses autores e suas recomendações práticas.
→Primeira tentativa de superar a teoria clássica resultou na publicação de Treatise on Money em 1930.
→ Tentativa frustrada.
→Ainda que não tenha encontrado uma explicação analítica para o problema do desemprego reafirma neste livro seu prestígio intelectual como conhecedor das questões monetárias.
CRÍTICA MAIS SEVERA → dizia respeito ao fato de que Keynes havia desenvolvido uma teoria de flutuações do nível geral de P, que pressupunha, a exemplo dos clássicos, a H de produto constante a nível de pe
→ Em suma: não explicava o que se propunha explicar: as flutuações do emprego e da produção.
→ A avaliação dessas críticas → induzem a Keynes a uma nova explicação.
→ Do trabalho que se segue entre 1930 e 1935 resulta a publicação da “Teoria Geral” em 1936.

MODELO DE KEYNESIANO

→ Afinal, qual a mensagem de Keynes na T. G. ?


→ Que o SISTEMA capitalista tem um caráter INTRISICAMENTE INSTÁVEL.
→ Ou seja, que a “MÃO INVISÍVEL”, ao contrário do que pensavam os clássicos/ortodoxo → não produz a HARMÔNIA entre os interesses (egoístas) dos agentes econômicos x bem-estar social.
→ Os agentes econômicos → produtores, consumidores e assalariados → em busca de seu ganho máximo – podem gerar CRISES. → Mesmo com as forças automáticas dos mercados livres.
E o que são essas crises?

→ Elas advém, da insuficiência da DA


→ Assim, para estudar as FLUTUAÇÕES NOS NÍVEIS DO PRODUTO e do EMPREGO, Keynes começa a estudar os determinantes da DA e da OA
→ Afirma que mesmo que os níveis da PRODUÇÃO e do EMPREGO sejam determinados pela igualdade entre DA = OA → isto não garante que todas as pessoas que desejam trabalhar, efetivamente encontrem emprego.
Onde reside o problema?

na DEMANDA AGREGADA



DA → Composta por BENS DE CONSUMO e BENS DE INVESTIMENTO.

DEMANDA POR BENS DE CONSUMO

C = f (Y) – é função da Y e secundárias da “r”.



“Lei Psicológica Fundamental” → Sua principal inovação: que o nível de C cresce menos que proporcional Y. Relação estável.



DEMANDA POR INVESTIMENTOS
C. P. → autônomos, independentes do nível de Y.

L. P. → dependem das EXPECTATIVAS DOS LUCROS FUTUROS

A REGRA DO I → cristalizada no conceito → EFICIÊNCIA MARGINAL do K e da taxa de juros. → relaciona o CUSTO do investimento do K sobre os retornos esperados dos projetos do I.
→as EXPECTATIVAS → fatores psicológicos → importantes efeitos no I e na Y.
→ o I tem um efeito multiplicado sobre a Y.
A grande contribuição de KEYNES a teoria econômica e da DE ou DA → O CARÁTER INSTÁVEL DAS DECISÕES DOS I.
→Como há sempre riscos na decisão de I – “animal spirits” – dos capitalistas – fundado na motivação básica do capitalismo: AKK, AKK e AKK.
→ O capricho do I privado, junto com o efeito multiplicada sobre a Y → dificuldade de predição do nível da Y e da DA.
Modelo IS-LM – Hicks/ Hansen diagrama de popularização do trabalhador Keynes
Modelo de equivalente estático.
EQUÍBRIO COM DESEMPREGO → ilusão monetária

PREFERÊNCIA PELA LIQUIDEZ ou “regra do dinheiro em Keynes” - D especulativa por Moeda.
Clássicos: D para transações e para precaução (1 dia chuvoso)

K – D para especulação/preferência pela liquidez

LS - função da demanda de moeda para a especulação.

Alternativa entre reter ativos e moeda.


ARMADILHA PELA LIQUIDEZ.
Princípio DE → é a explicação teórica da EXISTÊNCIA DE EQUILÍBRIO com DESEMPREGO INVOLUNTÁRIO.
Ou seja, abaixo do p.e., existem infinitivos níveis de emprego de equilíbrio, valores que são determinados pelo volume da DA

REAÇÃO DE KEYNES AOS CLÁSSICOS

1º) Negou a lei de Say.

O equilíbrio de S e I não é automático como queriam os clássicos.

2º) As rigidezes existentes na economia, como monopólios, sindicatos impedem o movimento fluído dos W e P para o nível de p.e.


3º) Desemprego → só poderá ser eficientemente atacado pela manipulação da DA
KENYNES E A POLÍTICA ECONOMICA:
DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO
E → elemento integrante e indispensável ao bom funcionamento do sistema econômico capitalista.
E → caberia eliminar a carência de DE nos momentos de recessão e de desemprego.
Keynes→ a causa da depressão é a S excessiva frente à expectativa de lucro futuro num momento de elevada preferência pela liquidez.
CRISE → representa a carência de I, e ociosidade de máquinas e homens e não carência de S.

Keynes – Bibliografia





  1. MEEK – R. – Posição de Keynes na H. P. E.

  2. DOBB – Cap. 8

  3. EKLUND – Cap. 16

  4. A TEORIA GERAL – Cap. 5 – O Princípio da Demanda Efetiva

  5. DOBB – Cap. 8

  6. ROLL – Cap. X

  7. RIMA – Cap. 19


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