A saúde da mãe deve ser cuidada



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Capítulo 42

Saúde e aparência pessoal da mãe
A saúde da mãe deve ser cuidada
As forças da mãe devem ser carinhosamente nutridas. Em lugar de gastar suas preciosas energias em excessivo trabalho, seus cuidados e encargos devem ser diminuídos. Frequentemente o marido e pai desconhece as leis físicas de cuja compreensão depende a felicidade de sua família. Absorvido na luta pela subsistência, ou empenhado em adquirir fortuna e assoberbado de cuidados e perplexidades, ele consente que pesem sobre a mulher e mãe responsabilidades que lhe sobrecarregam as energias no período mais crítico, causando-lhe enfraquecimento e doença. — A Ciência do Bom Viver, 373. {LA 251.1}

É de seu interesse, e de sua família, que ela evite um desnecessário acúmulo e use todos os meios ao seu alcance para preservar a vida, a saúde e as energias que Deus lhe deu; pois ela necessitará do vigor de todas as suas faculdades para sua grande obra. Uma parte do seu tempo deve ser gasta ao ar livre, em exercícios físicos, para que ela se possa revigorar e fazer seu trabalho em casa com alegria e inteireza, sendo a luz e a bênção do lar. — Pacific Health Journal, Maio de 1890. {LA 251.2}


Advogar a reforma de saúde
A vontade de Deus tem sido claramente expressa a todas as mães; deseja Ele que elas, por preceito e exemplo, advoguem a reforma de saúde. Devem plantar seus pés firmemente no princípio, em caso algum violando as leis físicas que Deus lhes implantou no ser. “Assumindo posição por um propósito verdadeiro”, com firme integridade, as mães terão poder moral e graça do Céu para deixar sua luz brilhar no mundo, tanto em sua própria vida reta, como no nobre caráter de seus filhos. — Good Health, Fevereiro de 1880. {LA 251.3}
Exercer domínio próprio no regime
A mãe necessita do mais perfeito domínio próprio; e para garanti-lo deve tomar toda precaução contra qualquer desordem física ou mental. Sua vida deve ser ordenada segundo as leis de Deus e da saúde. Como o regime afeta de forma profunda a mente e a disposição, ela deve ser muito cuidadosa neste particular, comendo o que é nutriente mas não estimulante, para que possa ter os nervos calmos e o temperamento sereno. Verificará que é então mais fácil exercer a paciência no trato com as variadas tendências de seus filhos e sustentar as rédeas do governo firme e amoravelmente. — Pacific Health Journal, Maio de 1890. {LA 252.1}
Irradiar alegria sob todas as circunstâncias
A mãe pode e deve fazer muito no sentido de controlar os nervos e o espírito, quando deprimida; mesmo quando doente, ela pode, uma vez que se eduque, ser amável e contente, e pode suportar mais ruído do que pensara outrora ser possível. Ela não deve fazer os filhos sofrerem-lhe as enfermidades, e nublar-lhes o tenro e sensível espírito com suas depressões de espírito, fazendo-os achar que a casa é um túmulo, e o quarto da mãe o lugar mais triste do mundo. A mente e os nervos adquirem vigor e resistência pelo exercício da vontade. A força de vontade demonstrar-se-á em muitos casos poderoso calmante para os nervos. Não vos mostreis aos vossos filhos de fronte anuviada. — Testemunhos Selectos 1:136. {LA 252.2}
Considerar a estima do marido e dos filhos
As irmãs não deviam, quando no trabalho, usar vestidos que as façam parecer espantalhos para afugentar os pássaros da plantação. É mais aprazível para o esposo e os filhos vê-las em trajes que lhes assentem bem, do que seria às simples visitas e estranhos. Algumas esposas e mães pensam, parece, que não tem importância a sua aparência enquanto estão trabalhando, e onde sejam vistas apenas pelo marido e os filhos; são, porém, muito exigentes em vestir-se com bom gosto para os olhos dos que não têm direito especial sobre elas. Não é a estima e o amor do esposo e dos filhos mais para serem prezados do que os dos estranhos ou amigos comuns? A felicidade do marido e dos filhos deve ser mais sagrada a toda esposa e mãe que a de todos os outros. {LA 252.3}

Usai roupas apropriadas. Isto aumentará o respeito dos filhos por vossa pessoa. Vede que também eles se vistam de maneira conveniente. Não permitais que contraiam hábitos de desalinho. — Carta 47a, 1902. {LA 253.1}


Não escravizar-se a opiniões alheias
Muitas vezes as mães mostram uma sensibilidade mórbida quanto ao que outros pensam de seus hábitos, vestuário e opiniões; e, em grande medida, escravizam-se ao pensamento do juízo que outros farão dela. Não é uma triste coisa que tais criaturas a caminho do juízo sejam controladas mais pelo temor do que seus vizinhos pensam delas do que pelo pensamento de suas obrigações para com Deus? Nós muito frequentemente sacrificamos a verdade para estarmos em harmonia com os costumes e evitarmos o ridículo. ... {LA 253.2}

Uma mãe não pode se permitir escravizar-se à opinião; pois ela deve educar seus filhos para esta vida e para a vida futura. No que respeita ao vestuário, as mães não devem procurar exibir desnecessária ornamentação. — The Review and Herald, 31 de Março de 1891. {LA 253.3}


Dar lições de asseio e pureza
Se as mães se permitem usar no lar vestidos em desalinho, estarão ensinando os filhos a se apresentarem assim igualmente desleixados. Muitas mães pensam que no lar qualquer roupa serve, esteja embora puída e encardida. Mas logo perdem sua influência na família. Os filhos estabelecem comparação entre o vestuário de sua mãe e o de outras que se vestem com distinção, e seu respeito por ela diminui. {LA 253.4}

Mães, apresentai-vos tão atrativas quanto possível; não por trabalhosos adornos, mas pelo vestuário limpo e bem modelado. Assim dareis a vossos filhos constantes lições de asseio e pureza. O amor e o respeito pelos filhos devem ser da mais alta importância para toda mãe. Tudo em sua pessoa deve ensinar limpeza e ordem e estar associado em sua mente com a pureza. Há um senso de retidão, uma ideia apropriada das coisas, na mente das crianças, mesmo as menores; e como podem elas ser impressionadas com o desejo de pureza e santidade quando seus olhos diariamente estão em vestidos desalinhados e aposentos em desordem? Como podem os hóspedes celestiais, cujo lar está onde tudo é puro e santo, serem convidados em tais habitações? — Christian Temperance and Bible Hygiene, 143, 144. {LA 254.1}

Ordem e limpeza é a lei do Céu; e para estar em harmonia com o arranjo divino, é nosso dever ser asseados e ter bom gosto. — Testimonies for the Church 4:142. {LA 254.2}
Secção 12 — Normas da vida familiar
Capítulo 52

Governo do lar
Princípios para os pais
Muitos no mundo têm as afeições postas em coisas que podem ser boas em si, mas a mente fica satisfeita com essas coisas e não busca os bens mais altos e melhores que Cristo deseja dar-lhes. Ora, não devemos procurar privá-los brutalmente do que eles apreciam. Mostrai-lhes a beleza e preciosidade da verdade. Levai-os a contemplar a Cristo e Sua amabilidade; então se afastarão de tudo que desviam dEle suas afeições. Este é o princípio sobre o qual os pais devem trabalhar na educação de seus filhos. Por vossa maneira de tratar com os pequenos podeis pela graça de Cristo modelar-lhes o caráter para a vida eterna. — Manuscrito 4, 1893. {LA 305.1}

Pais e mães devem tornar a preocupação de sua vida que seus filhos possam tornar-se tão perfeitos no caráter quanto o permita o esforço humano combinado com o auxílio divino. Esta obra, com toda a sua importância e responsabilidade, eles aceitaram, desde que trouxeram filhos ao mundo. — Fundamentos da Educação Cristã, 67. {LA 305.2}


Regras para governo do lar
Todo lar cristão deve ter regras; e os pais devem, em suas palavras e comportamento de um para com o outro, dar aos filhos uma vida de precioso exemplo do que desejam que eles sejam. ... Ensinem às crianças e jovens o respeito a si mesmos, a lealdade a Deus e fidelidade ao princípio; ensinem-nos a respeitar e obedecer a lei de Deus. Então esses princípios lhes controlarão a vida e serão postos em prática em sua associação com outros. — Carta 74, 1896. {LA 305.3}

Princípios bíblicos a serem seguidos
Há necessidade de constante vigilância para que os princípios que jazem no fundamento do governo da família não sejam desrespeitados. É desígnio do Senhor que as famílias na Terra sejam símbolo da família no Céu. E quando as famílias terrestres são conduzidas em linhas justas, a mesma santificação do Espírito será levada para dentro da igreja. — Manuscrito 80, 1898. {LA 306.1}

Devem os pais ser eles mesmos convertidos e saber o que é estar em submissão à vontade de Deus, como criancinhas, levando cativos os pensamentos à vontade de Jesus Cristo, antes que possam representar corretamente o governo que Deus deseja exista na família. — The Review and Herald, 13 de Março de 1894. {LA 306.2}

O próprio Deus estabeleceu as relações familiares. Sua Palavra é a única orientação segura no trato com as crianças. A filosofia humana não descobriu mais do que Deus sabe nem inventou um plano mais sábio de tratar com crianças do que o que é dado por nosso Senhor. Quem pode melhor compreender todas as necessidades das crianças do que o seu Criador? Quem pode sentir mais profundo interesse em seu bem-estar do que Aquele que as comprou com o Seu sangue? Se a Palavra de Deus fosse cuidadosamente estudada e fielmente obedecida, haveria menos angústia de alma por conduta perversa de filhos ímpios. — The Signs of the Times, 24 de Novembro de 1881. {LA 306.3}
Respeito aos direitos das crianças
Lembrai-vos de que as crianças têm direitos que devem ser respeitados. — Carta 47a, 1902. {LA 306.4}

Os filhos têm reivindicações que os pais devem reconhecer e respeitar. Eles têm direito a privilégios tais como educação e instrução que os farão membros úteis da sociedade, respeitados e amados aqui, e lhes darão aptidão moral para a sociedade do puro e santo porvir. Aos jovens deve ensinar-se que o seu bem-estar tanto presente como futuro depende em grande medida dos hábitos que formarem na meninice e na juventude. Cedo devem ser acostumados à submissão, à abnegação e respeito pela felicidade de outros. Devem ser ensinados a subjugar o temperamento rude, a conter as palavras impulsivas, a manifestar invariável bondade, cortesia e domínio próprio. — Fundamentos da Educação Cristã, 67. {LA 306.5}


A um pai iludido por enganadora afeição
Enganadora afeição, barata manifestação de amor, conseguem muito de vossa parte. Passar o braço em torno do pescoço é fácil; mas não devíeis animar essas manifestações a menos que se provem de real valor pela perfeita obediência. Vossa complacência, vosso descaso para com os reclamos de Deus é a pior crueldade. Encorajais e desculpais a desobediência dizendo: “Meu garoto me ama.” Tal amor é barato e enganador. Nem chega a ser amor. O amor, o amor genuíno, que deve ser cultivado na família é de valor porque se comprova pela obediência. ... {LA 307.1}

Se amais a alma de vossos filhos, chamai-os à ordem. Profusão de beijos e sinais de amor cegam vossos olhos, e vossos filhos o sabem. Dai menos importância a essas demonstrações externas de abraços e beijos e descei ao fundo das coisas e mostrai o que constitui amor filial. Recusai essas manifestações como fraude, como logro, a menos que sustentadas pela obediência e respeito por vossas ordens. — Carta 52, 1886. {LA 307.2}


Nem enganadora afeição nem severidade excessiva
Conquanto não devamos tolerar cega afeição, também não devemos exercer indevida severidade. As crianças não podem ser levadas ao Senhor pela força. Elas podem ser guiadas, mas não empurradas. “As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e Eu conheço-as, e elas Me seguem” (João 10:27), Cristo declara. Ele não disse: As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e são forçadas a entrar no caminho da obediência. No governo dos filhos o amor deve ser manifestado. Nunca devem os pais levar seus filhos a sofrer por rispidez e cobranças irrazoáveis. A dureza leva a alma para a rede de Satanás. — The Review and Herald, 29 de Janeiro de 1901. {LA 307.3}
Só a influência combinada de autoridade com amor é que tornará possível dirigir adequadamente a família. Ter em vista a glória de Deus e como nossos filhos devem se portar diante dEle nos livrará de dificuldades e de reforçarmos o mal. — Manuscrito, 24, 1887. {LA 308.1}
A dureza não é requisito para obediência
Ninguém suponha... que a dureza e severidade são necessárias para assegurar obediência. Tenho visto mantido o mais eficiente governo de família sem uma palavra ou um olhar de dureza. Tenho privado com outras famílias onde as ordens são constantemente dadas num tom de voz autoritário, e duras repreensões e punições severas foram frequentemente administradas. No primeiro caso os filhos seguiam o exemplo dos pais e raramente falavam um ao outro em tom ríspido. No segundo também o exemplo dos pais era imitado pelos filhos, e palavras ásperas de censura e de disputas eram ouvidas da manhã à noite. — The Signs of the Times, 11 de Março de 1886. {LA 308.2}

Palavras que intimidam, criando na alma o temor e expulsando o amor, devem ser evitadas. Um pai sábio, terno, temente a Deus, levará para o lar não um escravizante temor, mas um elemento de amor. Se bebermos da água da vida, a fonte produzirá água doce, e não amarga. — Carta 8a, 1896. {LA 308.3}

As palavras ásperas azedam o temperamento e ferem o coração das crianças e, em alguns casos, essas feridas são difíceis de curar. As crianças são sensíveis à mínima injustiça, e algumas ficam desanimadas ao sofrê-la, e nem darão ouvidos a alta e zangada voz de comando, nem se importarão com ameaças de castigo. — Testemunhos Selectos 1:138. {LA 308.4}

Há perigo de crítica demasiado severa em pequenas coisas. O criticismo excessivamente severo, regras demasiado rígidas, levam ao quebrantamento de todas as disciplinas; e mais tarde as crianças assim educadas mostrarão o mesmo desrespeito pelas leis de Cristo. — Manuscrito 7, 1899. {LA 308.5}


Firmeza uniforme e controle desapaixonado
As crianças têm natureza amorável e sensível. Facilmente são agradadas e facilmente sentem-se infelizes. Mediante disciplina gentil em palavras e atos de amor pode a mãe unir os filhos ao seu coração. É grande erro mostrar severidade e ser muito exigente com as crianças. Firmeza uniforme e controle desapaixonado são necessários na disciplina de toda a família. Dizei calmamente o que pretendeis, agi com consideração e ponde em prática o que dizeis sem vos desviardes. {LA 309.1}

Compensará o manifestar afeto no convívio com vossos filhos. Não os repulseis por falta de terna compreensão em seus brinquedos, alegrias e desgostos. Nunca deixeis que haja sobrancelhas carregadas em vossa fronte, ou que uma palavra áspera vos escape dos lábios. Deus escreve todas essas palavras em Seu livro de memórias. — Testimonies for the Church 3:532. {LA 309.2}


Regras e regulamentos não bastam
Queridos irmãos, como igreja haveis desastradamente negligenciado vosso dever para com as crianças e jovens. Conquanto regras e restrições sejam postas sobre eles, deve tomar-se grande cuidado para mostrar-lhes o lado cristão de vosso caráter, e não o satânico. As crianças necessitam constante vigilância e terno amor. Ligai-as ao vosso coração, mantendo diante delas tanto o amor como o temor de Deus. Pais e mães não controlam o próprio espírito e portanto não estão em condições de governar a outros. Restringir e advertir vossos filhos não é tudo o que se requer. Tendes de aprender a praticar a justiça, a amar a misericórdia e andar humildemente com vosso Deus. — Testimonies for the Church 4:621. {LA 309.3}
Conselho a mãe de uma criança obstinada
Vossa filha não é propriedade vossa; não podeis fazer com ela como entendeis, pois ela é propriedade do Senhor. Exercei sobre ela controle firme e perseverante; ensinai-lhe que ela pertence a Deus. Com uma educação assim ela crescerá como bênção para os que a cercam. Mas será necessário discernimento claro e agudo para que possais reprimir-lhe a inclinação de governar a ambos, de ter vontade própria e fazer como lhe apraz. — Carta 69, 1896. {LA 309.4}
Liderança adequada
Tenho visto muitas famílias fracassarem por causa do autoritarismo do chefe, quando por consulta e acordo tudo podia ter caminhado harmoniosamente e bem. — Testimonies for the Church 4:127. {LA 310.1}

Falta de firmeza no governo da família produz grande dano; com efeito, é quase tão mau como não haver governo nenhum. Muitas vezes se faz a pergunta: Por que os filhos de pais religiosos são não raro teimosos, desafiadores, rebeldes? A razão encontra-se na educação do lar. Muitas vezes os pais não estão unidos no governo da família. — The Signs of the Times, 9 de Fevereiro de 1882. {LA 310.2}

Um governo inconstante — ora mantendo as linhas firmemente, ora permitindo o que havia sido condenado — é ruinoso para uma criança. — Carta 69, 1896. {LA 310.3}
Lei mútua para pais e filhos
Deus é nosso Legislador e Rei, e os pais devem colocar-se sob Seu governo. Este governo proíbe toda opressão da parte dos pais e desobediência da parte dos filhos. O Senhor é cheio de longanimidade, misericórdia e verdade. Sua lei é santa, justa e boa, e deve ser obedecida por pais e filhos. As regras que devem reger a vida dos pais e dos filhos fluem do coração do infinito amor, e as ricas bênçãos de Deus repousarão sobre os pais que administrarem Sua lei em seus lares, e sobre os filhos que obedecerem a esta lei. A influência combinada da misericórdia e da justiça deve ser sentida. “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.” Salmos 85:10. Lares que viverem sob esta disciplina andarão no caminho do Senhor, para fazer justiça e juízo. — Manuscrito, 133, 1898. {LA 310.4}
Capítulo 53

Frente unida
Responsabilidades no governo compartilhadas
Unidos e com oração devem pai e mãe assumir a pesada responsabilidade de guiar corretamente a seus filhos. — Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 127. {LA 312.1}

Devem os pais trabalhar unidos como um todo. Não deve haver divisão. Muitos pais, porém, trabalham em oposição, e os filhos são assim prejudicados pela má direção. ... Acontece às vezes que um dos pais é demasiado condescendente e o outro demasiado severo. Esta diferença funciona contra os bons resultados na formação do caráter dos filhos. Nenhuma violência deve ser exercida na condução de reformas, mas ao mesmo tempo nenhuma condescendente fraqueza deve ser mostrada. A mãe não deve procurar esconder aos olhos do pai as faltas dos filhos, nem deve animá-los a fazer o que o pai proibiu. Nenhuma semente de dúvida deve a mãe plantar no espírito dos filhos quanto à sabedoria das decisões do pai. Não deve ela, por sua conduta, contrafazer a obra do pai. — The Review and Herald, 30 de Março de 1897. {LA 312.2}

Se pai e mãe estão em divergência, trabalhando um para contrapor-se à influência do outro, a família ficará em má condição, e nem o pai e nem a mãe receberá o respeito e a confiança necessários ao bom governo da família. ... As crianças são ativas no discernir qualquer coisa que lance reflexos sobre regras e regulamentos do lar, especialmente aqueles regulamentos que lhes restringem as ações. — The Review and Herald, 13 de Março de 1894. {LA 312.3}
Pai e mãe devem unir-se na disciplina dos filhos; cada um deve levar a sua parte de responsabilidade, reconhecendo diante de Deus a obrigação de educar de tal maneira sua prole que lhes sejam assegurados, tanto quanto possível, boa saúde física e caráter bem desenvolvido. — Pacific Health Journal, Abril de 1890. {LA 313.1}
Perigo de dar lições sobre o engano
Algumas mães bondosas toleram nos filhos erros que não deveriam ser suportados nem por um momento. Os malfeitos deles são muitas vezes ocultos ao pai. Artigos de toucador ou qualquer outra concessão é feita pela mãe, com entendimento de que o pai nada deva saber a esse respeito; pois ele reprovaria tais coisas. {LA 313.2}

Aí é ensinada eficazmente aos filhos uma lição de engano. Depois, se o pai descobre esses erros, são apresentadas desculpas, e a verdade é dita só pela metade. A mãe não é franca. Não considera como deve que o pai tem nos filhos o mesmo interesse que ela, e não deve ser mantido na ignorância dos erros ou tentações que precisam ser corrigidos neles enquanto jovens. Têm-se encoberto coisas. Os filhos conhecem a falta de união entre os pais, e isto tem seu efeito. E cedo começam a enganar, encobrir, dizer à mãe e ao pai de maneira diferente, do que na verdade as coisas são. O exagero torna-se hábito, e chegam a ser ditas grossas mentiras quase sem que a consciência se sinta acusada ou repreendida. {LA 313.3}

Esses erros começaram com a mãe esconder as coisas do pai, que tem igual interesse no caráter que os filhos estão formando. O pai devia ter sido consultado francamente. Tudo deveria ter-lhe sido exposto. A direção oposta, porém, tomada para ocultar os erros dos filhos, anima a disposição de enganar, a falta de veracidade e honestidade. — Testemunhos Selectos 1:49, 50. {LA 313.4}
Deve haver sempre, da parte dos pais cristãos, o princípio de estarem unidos no governo dos filhos. Existe a este respeito uma culpa da parte de alguns pais — a falta de união. Essa falta se encontra por vezes no pai, mas mais frequentemente na mãe. A mãe amante mima os filhos e com eles condescende. O trabalho do pai muitas vezes o afasta de casa e do convívio dos filhos. A influência da mãe é que atua. Seu exemplo contribui muito para formar o caráter das crianças. — Testemunhos Selectos 1:49. {LA 314.1}
Pais em desavença, filhos confundidos
A família estável precisa ser bem organizada. Juntos pai e mãe devem considerar suas responsabilidades, e com clara compreensão assumir sua tarefa. Não deve haver divergência. Pai e mãe não devem jamais criticar planos e propósitos um do outro na presença dos filhos. Se a mãe é inexperiente no conhecimento de Deus, deve raciocinar da causa para o efeito, procurando verificar se sua disciplina é de molde a incrementar as dificuldades do pai ao esforçar-se ele pela salvação dos filhos. Estou seguindo o caminho do Senhor? Esta deve ser a principal pergunta. — Manuscrito 79, 1901. {LA 314.2}

Se os pais não estão de acordo em alguma coisa, afastem-se da presença dos filhos até que uma solução seja encontrada. — The Review and Herald, 30 de Março de 1897. {LA 314.3}

Muitas vezes acontece não estarem os pais unidos no governo da família. O pai, que está com os filhos apenas pouco tempo, e ignora suas peculiaridades de disposição e temperamento, é ríspido e severo. Não controla o temperamento, mas corrige com ira. A criança sabe disto, e em vez de submeter-se, o castigo enche-a de ira. A mãe permite que a falta passe uma vez sem repreensão quando de outra vez puniu duramente. As crianças nunca sabem o que esperar, e são tentadas a ver até onde podem transgredir impunemente. Assim semeiam-se sementes do mal que germinarão e darão fruto. — The Signs of the Times, 11 de Março de 1886. {LA 314.4}

Se os pais estão unidos nesta obra de disciplina, os filhos compreenderão o que deles se requer. Mas se o pai, pela palavra ou por um olhar, não aprova a disciplina que a mãe impõe; se acha que ela é demasiado estrita e que ele deve compensar a dureza por mimos e condescendência, a criança ficará arruinada. Logo ela compreenderá que pode fazer o que apraz. Os pais que cometem este pecado contra os filhos são responsáveis pela ruína de suas almas. — The Review and Herald, 27 de Junho de 1899. {LA 315.1}



Os anjos olham com intenso interesse cada família, a fim de ver como as crianças são tratadas pelos pais, tutores ou amigos. Que estranho desgoverno eles testemunham numa família onde pai e mãe estão em desacordo! O tom de voz do pai ou da mãe, suas palavras, e olhares — tudo faz manifesto que não estão unidos na condução dos filhos. O pai lança censuras sobre a mãe e leva as crianças a desrespeitar a terna afeição da mãe pelos pequenos. A mãe pensa que é obrigada a conceder grande afeição aos filhos, adulando-os e mostrando-se condescendente, porque acha que o pai é duro e impaciente e ela deve trabalhar por anular a influência de sua severidade. — The Review and Herald, 13 de Março de 1894. {LA 315.2}

Necessário muita oração e sóbria reflexão
A afeição não pode ser perdurável, mesmo no círculo do lar, a menos que haja uma conformidade da vontade e disposição com a vontade de Deus. Todas as faculdades e paixões devem ser postas em harmonia com os atributos de Jesus Cristo. Se pai e mãe unem seus interesses no amor e temor de Deus a fim de lograrem autoridade no lar, verão a necessidade de muita oração e muita sóbria reflexão. E ao buscarem a Deus, seus olhos serão abertos para verem os mensageiros celestiais presentes a fim de protegê-los em resposta à oração da fé. Eles vencerão as fraquezas do caráter e prosseguirão para a perfeição. — Manuscrito 36, 1890. {LA 315.3}
A suave corda do amor
Pai e mãe, uni vossos corações na mais íntima e feliz união. Não vivais separados, mas uni-vos um ao outro mais intimamente; então estareis preparados para unir o coração de vossos filhos ao vosso pela suave corda do amor. — The Review and Herald, 15 de Setembro de 1891. {LA 316.1}

Persisti em semear a semente para o tempo e a eternidade. Todo o Céu está observando os esforços do pai cristão. — The Review and Herald, 15 de Setembro de 1891. {LA 316.2}


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