A síntese na nova civilizaçÃO



Baixar 40.32 Kb.
Encontro06.08.2016
Tamanho40.32 Kb.
A SÍNTESE NA NOVA CIVILIZAÇÃO
Iva Marques da Fonseca

(Seminário em Teresópolis 11 a 13 setembro 2009)


TENDÊNCIA PARA SÍNTESE

É a qualidade do indivíduo que determina a qualidade da cultura de um povo e é a qualidade desta cultura que determina a qualidade da civilização.

Como deve ser a Nova Civilização?

Para responder esta pergunta é preciso que se faça outra pergunta: qual deve ser a qualidade do indivíduo nessa Nova Civilização? E aí fica no ar uma outra pergunta: como é o indivíduo nos dias atuais?

Diz a ciência espiritual que tudo o que existe é o resultado da união do Espírito com a Matéria, e dessa união surge uma Vida com uma Aparência expressando uma Qualidade.

Em todo universo existente, cada vida repete esta mesma técnica de manifestação:

Vida-Qualidade-Aparência.

Tudo o que existe é a expressão duma consciência espiritual, que através de sua vida inerente espiritualiza todas as formas materiais. Há o aforismo que diz: a matéria é o espírito no ponto mais baixo de sua atividade cíclica e o espírito é a matéria do plano mais elevado. Tudo é a Divindade em manifestação. Esta é a 1ª lei Cósmica - é a Lei da Síntese.

Vida-Qualidade-Aparência formam uma síntese no universo manifestado e, também, no ser humano encarnado. Cada ser humano é uma réplica em miniatura de todo o Plano.

O ser humano é uma entidade psíquica, uma Vida que, por meio da influência irradiante dessa Vida, construiu uma forma, colorida pela sua qualidade psíquica que lhe é própria e apresentando ao mundo circundante uma aparência que durará durante o tempo que esta Vida ocupar a Forma.

Assim, o ser humano se vê como essa dualidade: espírito e matéria ou como corpo e alma. Ele se vê tendo um corpo físico, que o faz agir, comandado pelo que ele sente e pelo que ele pensa. Enquanto ele se encontra na forma, ela não permite que ele tenha condições de conhecer o que é a Vida e suas leis.

Como fazer para descerrar o véu no qual o ser humano está envolvido? Como fazer com que ele veja além das aparências? Este tem sido o grande desafio dos Senhores responsáveis pela Civilização. O desafio maior tem sido causado por uma das qualidades inerentes aos seres humanos: o livre arbítrio. Ele tem a liberdade para escolher aquilo que ele achar que é melhor para ele. Por isso a tarefa dos Mestres tem sido muito árdua, é a tarefa de mostrar aos seres humanos que eles estão numa situação equivocada. A tarefa dos Mestres é mostrar a necessidade que a humanidade tem de se libertar da armadilha da matéria e de tudo que mantém as almas humanas presas, liberando-as para a liberdade do Espírito.

Esta tarefa, este trabalho está sendo feito pela energia da Síntese.

Sabemos da física que toda energia gera uma força que pode ser usada para desenvolver um trabalho.

Já foi dito aqui, mas vou repetir para ficar bem gravado: a Síntese é um aspecto da Vontade que mantém toda manifestação em correto relacionamento todo o tempo e em todo espaço. A habilidade em manter a energia que cria essas condições é a tarefa dos discípulos do Ashran da Síntese.

É bom lembrar que a Síntese não é apenas conhecimento, mas é um estado de ser onde a capacidade do coração, da mente e da vontade, gradualmente sintetizadas, é que irão eliminar a desordem.

É dito que esta síntese traz o melhor do passado e o que será útil para o futuro, para poder aplicá-Ia no presente. É a síntese que se move para além do tempo linear, transcendendo-o e move-se em tempo circular ou esférico; é nesse tempo esférico onde permanecemos no nível da alma; aí temos acesso a toda dimensão do tempo onde nossa consciência superior permanece. Bem no centro, é onde está o Eterno Agora, a Síntese do tempo, onde passado e futuro podem ser vistos e conhecidos.

Já que isso é possível vou voltar ao passado, há 2500 anos atrás, onde Buda na sua missão como o Senhor do Aspecto Sabedoria, levou o Ensinamento aos homens que naquela época, como agora, estavam em busca da felicidade e tudo fazendo para se livrarem do sofrimento.

No seu ensinamento, Ele falou de três princípios que estão interligados:


IMPERMANÊNCIA

Todas as coisas são impermanentes. Tudo muda e o tempo passa sem parar, e tudo se transforma. Nada é igual nem por um instante. O que traz o sofrimento não é esta impermanência em si, mas o desejo de que as coisas sejam permanentes, o que elas não são. Impermanência é movimento, é vida.


NÃO-EU

Nada que existe tem existência em si mesmo, nada tem uma existência separada e independente. Cada coisa precisa estar ligada à outra e com todo o universo para poder existir. Cada coisa é uma junção de elementos que não são ela mesma. Não existe nada que seja separada do resto, nada que exista de forma independente e definitiva. No ser humano não existe um eu permanente e independente e que tem vida eterna. O eu, o indivíduo que nós somos, é formado de várias partes que vão se modificando para evoluir.


INTERDEPENDÊNCIA ou INTERRELACIONAMENTO

Nada pode existir por si mesmo. Tudo é criado por várias condições, e todos os fenômenos estão relacionados. É a unicidade.

Olhem uma onda na superfície do oceano. Uma onda é uma onda. Ela tem começo e fim. Pode ser alta, baixa, mais bonita ou menos bonita quanto às outras ondas. Mas, uma onda nada mais é que água. A água é o fundamento do ser da onda. A onda é água e não apenas uma onda. A mesma coisa acontece conosco; vivemos nossa vida como indivíduos e acreditamos que temos um começo e um fim e que estamos separados dos outros seres vivos. É preciso olhar mais profundamente até atingir o fundamento de nosso ser. Quando contemplamos profundamente tocamos a natureza da realidade. A onda não tem que procurar a água, ela já é água.

Somente quem compreende profundamente esta verdade, pratica a Compaixão, pois ele vê que é um com tudo o que existe e, assim, pratica o Amor que é a ausência da individualidade. O Amor é um sentimento incondicional que nasce da compreensão dessa unidade fundamental de todas as coisas.

Mas os seres humanos comuns estão como que estacionados diante de um rio (o rio do Samsara), cujas águas caudalosas, da ilusão e da miragem, os impedem de alcançar a outra margem: a margem da paz, da liberação, da harmonia. Como fazer esta travessia?

Ninguém poderá fazer esta travessia por nós. Cada um vai ter que nadar ou remar, o que significa um grande esforço. Além do esforço para compreender que a margem onde ele está não lhe dá as alternativas para ele entender a sua situação.

Buda ensinou o meio de atravessar este rio: praticando os Paramitas, palavra sânscrita significando Perfeição ou Realização Perfeita.
As Perfeições são seis ações que, semelhante a um barco, nos ajudam a atravessar o rio do samsara, pois elas nos treinam para irmos além das limitações da visão dualista e para desenvolvermos uma mente clara e capaz de melhor discernir.

Estas Perfeições existem em interdependência uma das outras. Em qualquer uma das seis podemos ver as outras cinco - isto é o princípio fundamental da sabedoria budista: o Um contém o Todo.

A finalidade das Perfeições não é a de alcançar algum padrão de perfeição, elas são mais uma caminhada exploratória, não uma série de mandamentos a serem obedecidos.

O Reino da Paz, o Reino da luz, o Reino Divino é uma semente dentro de nós. Se esta semente for plantada numa terra cuidada e adubada pelas Perfeições, ela se tomará uma árvore, cujos ramos abrigarão a Boa Vontade.

As Perfeições são: Generosidade, Ética ou Moralidade, Paciência ou Tolerância, Esforço ou Disciplina, Concentração Meditativa, Compreensão Correta ou Sabedoria.
PERFEIÇÕES


  1. GENEROSIDADE - é a Perfeição de dar, de doar.

A fim de abrir mão dos nossos apegos, temos que aprender a dar e aprender que a riqueza fundamental está disponível a cada momento para ser usada e doada.

Esta Perfeição significa mais que uma doação material, é também uma doação moral e ética, um posicionamento livre de trocas e julgamentos. Cada um, para poder praticar esta Perfeição, deve conhecer bem:

a) a quem dar; b) o que dar; c) como dar; d) por que dar.

A Generosidade está relacionada com a Compaixão; relacionada com a eliminação do ego individual que deve permear o nosso modo de vida, para alcançarmos a impessoalidade. Generosidade é dar sem pedir nada em troca. Isso nunca é fácil, mas é preciso que haja de nossa parte, o Esforço, a Disciplina. A sua prática leva à Boa Vontade que pode conduzir ao bem estar geral.

A Compaixão nasce de uma mente onde a Impessoal idade cresce, e com ela a motivação de amar todas as criaturas porque nos tomamos capazes de vê-Ios como eles são realmente, com suas faltas, seus fracassos, suas conquistas tudo o que os faz ser como eles são, mas mesmo assim desejar que todos sejam libertados da dor e do sofrimento. O Amor verdadeiro é baseado, não no apego, mas na Generosidade.
2) ETÍCA - é a Perfeição da Conduta Virtuosa ou da Moral.

A conduta ética ou virtuosa é aquela que não se envolve em qualquer situação ou acontecimento que possa ser prejudicial aos outros.

A Perfeição da Conduta Ética é quando desenvolvemos, ao máximo, a convicção de não prejudicar as outras pessoas e todos os seres que vivem.

Essa Perfeição é como uma chuva suave que extingue o fogo do apego, e até do rancor e da raiva dentro de nós e nos obriga a ter a visão correta da situação. Ao praticarmos a observância dessa Perfeição, nós estamos respeitando cada criatura e assim toda a humanidade. Na vida temos que agir, mas para isto é preciso que o façamos com toda ética possível, dentro de cada situação, para que os efeitos de nossas ações sejam benéficos e duradouros. Mas para isto temos que praticar a Equanimidade.

Ao praticarmos esta Perfeição estamos tentando saber usar a Vontade para o Bem.
3) PACIÊNCIA - é Perfeição da Tolerância, da Aceitação da Verdade.

Praticar a Paciência nos faz pensar mais antes de agir; nos faz avaliar a situação que enfrentamos usando a Sabedoria para entender a situação presente e futura e as conseqüências daquilo que estamos pensando e executando.

É dito que a Paciência é a armadura que nos protege da nossa raiva quando somos atingidos por qualquer dano infligido pelos outros contra nós. A raiva destrói o nosso poder de julgamento que pode nos conduzir a um constante tormento emocional. Ao praticar esta Perfeição estamos praticando a inofensividade que é a chave que libera a natureza inferior das garras da ilusão mundial e do poder da existência fenomênica.

O sofrimento de doenças e o processo de envelhecimento não nos devem esmagar.

Devemos praticar a Paciência para sermos capazes de suportá-Ios.

Mestre Moria diz: "que ninguém sobe em pedra lisa”. Isto quer dizer que devemos estar preparados para suportar as adversidades que estão envolvidas na prática do ensinamento e numa vida devotada ao bem estar definitivo de todos os seres vivos. A prática da Paciência fará com que aceitemos os sofrimentos no processo de nossa caminhada.

Para praticar a Paciência precisamos de outras Perfeições como a Compreensão, a Generosidade e a Concentração Meditativa.
4) DISCIPLINA – é a Perfeição do Esforço

O Esforço serve como alicerce para as práticas através das quais evitamos cair nos domínios inferiores da existência. O Esforço é considerado o precursor de todas as ações virtuosas.

O Esforço ou a Disciplina é como uma armadura que nos possibilita suportar qualquer forma de sofrimento ou de adversidade no processo do trabalho em benefício das outras pessoas. Esta Perfeição nos protege do desencorajamento e da depressão bem como da preguiça.

O Ensinamento diz que há três espécies de preguiça:

a) a preguiça da indolência, que é o desejo de adiar o que é preciso ser feito.

b) a preguiça da inferioridade, que é a sensação de não ser capaz de fazer alguma coisa.

c) a preguiça que está ligada ao apego das ações negativas.

Para superar todos esses obstáculos ao progresso de nossa prática temos que ter Confiança no objetivo a ser alcançado e começar a desenvolver Coragem a fim de exercermos o Esforço necessário para alcançar os objetivos.

Nada deve ser deixado pela metade, para isto é preciso Disciplina, Confiança e Coragem para que as tarefas sejam terminadas. A Confiança para perceber o dano que as ilusões podem causar, Coragem para não permitir que elas perturbem a nossa capacidade de trabalhar em benefício das outras pessoas.

Alem disso devemos fazer o Esforço para cultivar o poder da Alegria. A alegria de estarmos nos esforçando para praticar o ensinamento.


5) MEDITAÇÃO - é a Perfeição da Concentração Meditativa

O nosso estado mental comum é o da distração; a nossa mente está sempre sob a influência das ilusões, está sempre preocupada em tornar as coisas mais fáceis para alcançarmos o que desejamos. Em conseqüência temos que suportar o sofrimento causado pelas insatisfações. A mente quando está anuviada pelo ódio, pelo egoísmo, pela inveja faz com que percamos, não só o controle, como nosso próprio discernimento.

Para acabar com este círculo vicioso é preciso transformar a nossa mente e ganhar o controle sobre ela. Diz o ensinamento: como um cavalo adestrado, a mente deve ser direcionada para as atividades mais positivas que levem a um estado de equilíbrio.

Para desenvolvermos esta Perfeição é preciso que treinemos:

- Atenção plena.

- Concentração Correta.

Ao assim fazermos, estaremos conseguindo a tranqüilidade da mente que nos levará a introspecção e a intuição.
6 - COMPREENSÃO - é a Perfeição para alcançar a Sabedoria.

Esta prática é muito importante, porque sem a Sabedoria, a prática das outras perfeições não vai nos dar as condições para atravessarmos o rio caudaloso das ilusões. Isto porque a força da Sabedoria complementada pelas outras atitudes é que faz com que o indivíduo possa realmente combater as forças das ilusões. A Sabedoria virá através da Compreensão dos ensinamentos. Quanto mais aumentamos os nossos conhecimentos, melhor será a nossa compreensão.

A Compreensão é fruto da prática da Concentração. Compreender é olhar em profundidade significando estar lá, estar atento, estar concentrado.

Buda sabia quanto era difícil obter a compreensão que leva à Sabedoria e alertou sobre os obstáculos a serem vencidos:

- 3 Defeitos:

1) Não prestar atenção ao Ensinamento.

2) Prestar atenção, mas esquecê-Ios.

3) Ouvi-Ios com a mente cheia de pensamentos negativos.


- 5 modos errôneos de estudar o Ensinamento:

1) Lembrar cada palavra, mas não do significado.

2) Lembrar do significado, mas não das palavras.

3) Lembrar de ambos, mas falhar em reconhecer sua intenção verdadeira.

4) Lembrar de ambos, mas confundir a ordem.

5) Lembrar de um significado erradamente.


- 4 Máculas:

1) Ouvir os ensinamentos com orgulho.

2) Ouvir os ensinamentos sem fé.

3) Ouvir os ensinamentos de forma indiferente

4) Ouvir os ensinamentos distraidamente.
Para que se possa vencer todas essas negatividades, Buda conclama para que cada um desenvolva as outras 5 Perfeições.

Diz um ditado tibetano: -Não é suficiente que a doutrina ou o ensinamento seja excelente; a pessoa que pratica deve ter excelente atitude.

As Perfeições devem ser praticadas em nossa vida diária. Mas um bom treinador precisa também cultivar certas qualidades que servem para superar a nossa tendência de repetir os mesmos padrões que nos levam sempre de volta ao mesmo lugar: a separatividade; naquela margem do rio.

Estas qualidades são Amor, Alegria, Compaixão e Equanimidade que são como uma espécie de energia necessária para superar os obstáculos, os desafios para que haja Corretas Relações entre todos os seres.

Por que falei das 6 Perfeições? Porque a prática dessas perfeições é uma condição prévia indispensável no caminho do Bodhisatva.

Bodhisatva, literalmente é aquele cuja essência (sat) é o conhecimento perfeito (bodhi), mas resolve adiar sua marcha para o Nirvana a fim de ajudar todos os seres sensientes com os quais se sente inter-relacionado.

Estas perfeições consistem em evitar o que é ruim ou pernicioso e cultivar o que é bom e saudável, mas acima de tudo consiste nos atos de Amor e Compaixão nascidos, quando o sofrimento dos outros é sentido com a mesma intensidade como se fosse em nós mesmos.

Aquele que procura a sua própria salvação sem levar em consideração os que estão em sua volta, pode até ser virtuoso, mas continua egoísta,

Jamais devemos esquecer que só podemos servir os outros seres se trabalharmos cada vez mais em nós mesmos, a cada momento, para formar um instrumento cada vez mais perfeito a serviço do bem estar de todos os seres e em atenção a todos os que estão presos ao sofrimento. Mas, principalmente, não só trabalhar no bem estar daqueles que sofrem mas trabalhar para, de modo adequado, levar até eles o conhecimento para que eles possam compreender o que é a Vida e assim saber como vive-la.


As Seis Perfeições
A perfeição da generosidade é a jóia que realiza as esperanças do mundo,

A melhor ferramenta para cortar o nó das misérias que constrangem os corações,

A prática de bodhisattva que faz nascer os poderes infalíveis do espírito,

O fundamento de todos os benefícios.

Sabendo disso, o sábio pratica a dedicação

De seu corpo, de suas posses e de seus méritos.


A ética é a água que limpa as máculas do mal, O luar que esfria o calor da delusão,

Uma brilhante elevação, como uma montanha entre os seres, A força que une pacificamente a humanidade.

Sabendo disso, os praticantes espirituais guardam-na

Como se fossem seus próprios olhos.


A paciência é o melhor armamento dos heróis verdadeiros, O ascetismo supremo que supera as delusões,

O pássaro -garuda que destrói a serpente do ódio, A armadura que protege das flechas da crítica. Sabendo disso, familiarize-se de todos os modos

Com a armadura da paciência suprema.
Se alguém usar a armadura do esforço inflexível,

As qualidades do aprendizado e da compreensão irão aumentar como a lua crescente,

Todas as atividades tornar-se-ão significativas,

E todos os trabalhos iniciados serão completados.

Sabendo disso, os bodhisattvas aplicam-se

Ao esforço vasto, que dispersa a apatia.


A concentração meditativa é o rei que domina a mente.

Quando estabilizada, senta-se como uma montanha;

Quando direcionada, pode entrar em todas as virtuosas meditações.

Ela conduz a toda felicidade física e mental.

Sabendo disso, os grandes yogis sempre confiam nela,

A destruidora da vagueação mental de nosso inimigo interior.


A sabedoria é o olho que vê a essência,

A prática que arranca a raiz do samsara,

O tesouro das excelências exaltadas em todas as escrituras,

A lâmpada suprema para dispersar as trevas da ignorância.

Sabendo disso, o sábio que busca a liberdade

Dedica cada esforço para gerá-Ia.


(Lama Je Tsong Khapa, 1357 – 1419)


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal