A teologia da Liturgia das Horas (3ª Semana Litúrgica, Seminário Arquidiocesano de São José, Rio de Janeiro, 26/10/1988)



Baixar 32.69 Kb.
Encontro06.08.2016
Tamanho32.69 Kb.


A Teologia da Liturgia das Horas

(3ª Semana Litúrgica, Seminário Arquidiocesano de São José,

Rio de Janeiro, 26/10/1988)
Rezar, sozinho ou em nome da Igreja, não é fácil. Rezar é uma graça. Rezar exige do homem que deixe de ser sensual, mentiroso e vaidoso e se torne um homem de Deus.

Um assunto tão central à vida da Igreja deixa o conferencista inevitavelmente num duplo perigo: ou se limitar a uma rápida enumeração das ricas normas litúrgicas, acrescentando a elas um aprofundamento teológico, ou então de expor todos os aspectos teológicos que dizem respeito ao tema, quase que numa demonstração enciclopedica do conhecimento teológico, perdendo de vista o próprio assunto, a oração da Igreja. Devemos fazer uma escolha dos aspectos e do método: escolhemos os aspectos que nos parecem mais fundantes para (a teologia d)a Oração das Horas. Deixando desfilar, por assim dizer, os aspectos cristológico, soteriológico, eclesiológico e ascético, não tratamos exclusivamente de ampliar nosso conhecimento teológico, mas tentaremos perceber qual a vivência e o amor que devem brotar dos princípios fundantes de nossa fé, isto é, com que atitude de ouvinte, de agraciado, de esperançoso e de comprometido deve ser feita esta Oração, a mais completa após o mistério eucarístico.

Supomos aqui a magnífica Constituição Apostólica do Papa Paulo VI, Laudis Canticum, da festa de todos os santos de 1970, e a Institutio Generalis de Liturgia Horarum.

Para uma reflexão teológica, não basta o argumento “tipológico”: “Jesus rezava os Salmos, logo, devemos nós também rezá-lo” – seria mister perguntar o que os Salmos significavam para sua vida diante de Deus. Nem basta o argumento da Tradição: a Igreja já reza há 2000 anos, por isso, que não se mude mais. Ambos têm grande valor, mas precisam de aprofundamento. Prefiro escolher um outro caminho. Por nosso caminho, de modo talvez mais profundo, mais exigente, mais teológico, consigamos iluminar o que seja rezar, na Oração das Horas, com Jesus Cristo, em comunhão com a Igreja, sem deixar de mostrar a dimensão individual, existencial, histórica, que isto para cada um implica.


1. Aspecto pneumatológico

Não se pode falar do aspecto eclesiológico sem esta dimensão pneumatológica fundante.

Jesus estava cheio do Espírito Santo. Neste Espírito vivia, amava, orava, exultava e neste Espírito entregou-se à morte (cf. Lc 4,1.18; 10,21; Hb 9,14). Esta verdade é, porém, incompleta. Faltam-lhe dois aspectos, que serão esclarecidos se tentarmos responder à pergunta: Qual a novidade que ainda pode acontecer para Jesus, que em sua vida se manifestou Filho de Deus? Será que haverá para Ele algo totalmente novo, algo ainda totalmente inovador? Sim! Há algo por que o Jesus terreno espera ansiosamente: algo que se desdobrará em dois aspectos:

1º Na Ressurreição, acontece o absolutamente novo. Sua alma, sua psique (não obstante a união hipostática e a visão de Deus no centro de sua alma) e seu corpo nunca tinham experimentado a (plena) glorificação, a impassibilidade e o júbilo de Deus sem limite, sem lágrimas, sem volta, sem outra insatisfação senão a sede que a plena felicidade evoca de possuir cada vez mais o Amado. Em linguagem bíblica: ao homem Jesus é dito, na ressurreição: “Senta-te à minha direita”. Toda esta glorificação divina, São Pedro resume na palavra: “portanto, exaltado pela direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido...” (At 2,34). Esperando para si o nunca experimentado antes, ele morre clamando “Pai”. Entronizado, a humanidade de Jesus começa a viver de modo divino; o trílogo divino é o alimento de sua alma e de seu corpo. O homem Jesus é “trinitário”.

2º A segunda novidade: ele, em seu ser herdado de Adão mesmo, sendo portador da glória do Pai, derrama sobre nós as primícias desta mesma glória. Isto é: o Cristo glorioso começa a dar à Igreja os inícios do seu novo ser (em Cristo e com Cristo, a criatura começa a ter realmente comunhão trinitária).

A oração da Igreja não é só continuidade do modo de rezar de Jesus em sua história; mas é participação no poder trinitário do Ressuscitado.


2. Aspecto cristológico

Jesus herdou de Adão uma existência sujeita às vicissitudes, às angústias, às alegrias encantadoras, aos sofrimentos e à morte do homem. Mas, dentro desta existência igual à nossa – exceto o pecado –, Jesus é o homem absolutamente novo. Ele é Deus entre nós. N’Ele, por Ele e para Ele existe tudo (cf. Cl 1,15-17). Ele é o primogênito de toda criatura. Ao dizerem invectivas contra o pecado do povo apóstata ou murmurando – como Oséias – as santas intimidades de Deus para com seu povo, os profetas não fazem mais do que antecipar a voz daquele que não veio para julgar, mas para salvar (cf. Jo 3,17; 5,22). Completou-se em Cristo a história da salvadora esperança. Seu nome é: “assim Deus amou o mundo” (Jo 3,16). Este “nome” de Jesus revela que, por detrás de “sua vida conosco”, abre-se o mistério adorado do Pai em incomensurável profundidade: “Assim Deus amou o mundo”. Este Jesus, Deus conosco e homem conosco, levará em sua Páscoa, em angústica e em confiante certeza, toda a humanidade para dentro do mistério divino que é Ele. Assim a verdade cristológica (Deus conosco; Assim-Deus-amou-o-mundo) completa-se só na perspectiva soteriológica. Ao e;dwken, interpretado por muitos como pare,dwken (cf. Schnackenburg, I, 4241: o “édoken” da encarnação já teria a dimensão soteriológica do “parédoken”), corresponde a realização plena do plano de Deus: “a fim de que cada um que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (3,16); “não o enviou para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (3,17); “quem crê não é julgado, quem não crê já é julgado” (3,18). – Schnackenburg observa que o melhor comentário para esse texto encontramos em 1Jo 4,9-10:

9Nisto se manifestou o amor de Deus por nós: Deus enciou o seu Filho único ao mundo, para que vivamos por ele. 10 Nisto consiste o amor: Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele quem nos amou e enviou-nos o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.”

O insondável amor do Pai para conosco é a razão por que ele entrega à morte seu amado Filho único. – Convém mencionar mais um aspecto do mistério cristológico: já nesta sua carne mortal, Jesus é “o Filho bem-amado, em quem o Pai se compraz” (Mt 3,17). Com palavras mais vigorosas, isto será dito na carta aos hebreus: “Deus constituiu-o herdeiro de todas as coisas (o povo da promessa e a promessa do povo), e pelo qual fez os séculos. É ele o resplendor da sua glória e a expressão de seu ser” (Hb 1,2-3). Tudo isso já pode ser dito do Cristo que ainda carrega a Cruz, mas vale para sua humanidade, ainda passível, só em virtude da “commutatio idiomatum”, isto é, pela misteriosa e ainda oculta participação que sua humanidade já tem em sua divindade. Após a Ressurreição, no entanto, a humanidade de Cristo Jesus é o “resplendor de Sua glória” não só por uma “commutatio” oculta entre Deus e o homem, mas simplesmente pela glória, que, agora, é realmente do homem Jesus.

É deste Espírito da glória (da glória de sua psique, de seu Corpo) que Jesus nos comunica. Por isso, ainda estando em nossa existência mortal, já temos em nós as primícias da glória, já temos em nós as preces e os louvores do Cristo glorioso. É verdade, tudo isso acontece ainda na natural dissonância de nossa vida mortal, receptáculo inadequado dos “cânticos celestes que ninguém pode aprender” (Ap 14,3) (cf. o feliz ruminar em nós que Paulo chama “gemidos inefáveis do Espírito”, Rm 8,26). – Aqui seria mister refletir sobre os “mistérios da vida de Jesus” (por exemplo, os Salmos nos quais expressava o mais íntimo de sua relação com Deus, como servo e como filho que será entronizado) e o significado eterno (soteriológico) no Ressuscitado e para a Igreja.
3. Aspectos soteriológicos

Com a palavra “soteriológico”, não nos referimos apenas a um “tratado” acadêmico escolar. Não! Soteriológico é nada mais do que Cristo que reza, Cristo que se entrega e, entregando-se ao Pai, guarda inscritos em seu amor oblativo os que O conhecem, os que o amam e aos quais Ele amou primeiro. Já o terceiro Prefácio do Natal canta com incontida confiança:

realiza-se o maravilhoso encontro que nos faz renascer; pois “enquanto o vosso Filho assume a nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade; torna-se de tal modo um de nós que nos tornamos eternos”.

Em sua oração e oblação na morte, acontece o novo, o que é o absolutamente fundante de nosso ser cristão:

“Sabemos (cognoscimus; e não “reconhecemos”, como diz o Missal brasileiro) ser digno de vossa imensa glória não só vir em socorro de todos os mortais com vossa divindades, mas usar a nossa condição mortal para nos libertar da própria morte” (Prefácio 3º dos domingos comuns).

Já aqui deve transparecer o que é rezar: nossa natureza mortal foi usada (na Páscoa – e em nosso Batismo) para vencer a morte. Nós, em nossa natureza, na qual ele venceu, já celebramos esta vitória definitiva sobre a morte e sobre o pecado.

Assim, ainda vestidos do homem velho, já somos homem novo. “E se somos (pelo batismo e no Espírito Santo) filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, pois sofremos com ele para também com ele sermos glorificados” (Rm 8,17).

Rezar é sempre já um celebrar jubiloso, mesmo quando rezamos com lágirmas, daquele que se sabe herdeiro de Deus (e é a celabração daquilo que é em nós a herança do herdeiro) e co-herdeiro de Cristo. Deveríamos lembrar aqui a mais plena expressão soteriológica, que eu vejo em 1Cor 15,24.28. Sendo Senhor de todos, adorado por todos os redimidos, Ele mesmo volta-se para o Pai em gesto de adoração. E nós, por ele, com ele e nele já temos em nós esta mesma eterna e perfeita adoração.

O rezar cristão é participar do gesto eterno e glorioso de Jesus, oferecendo ao Pai o preito perfeito e infinito do amor de Cristo.
4. Aspectos eclesiológicos (eclesiais-teologiais)

1º O primeiro aspecto eclesiológico: a Igreja é, no meio do mundo (que fala linguagem tão diferente), sinal de uma esperança que o mundo não conhece ou praticamente nega. E a esperança que a Igreja proclama é, em raiz, já realizada, realizada dentro de nós, que ainda temos as marcas da morte: portanto, é esperança infinitamente segura (já) e simultaneamente dolorosa (ainda não).

Um grande missionário no meio do mundo sem Deus, sem Igreja, dos operários franceses, um sacerdote-poeta (Père Duval) traduziu isto num dos seus muitos e belos cânticos, prenhes de nostalgia e de dor, de lágrimas e de uma imensa certeza, que se alimenta do amor ao Cristo: “Tout au long des longues, longues plaines, peuple immense va chantant. Chants de joie e chats de peine, peuple immense va chantant. Ils n’ont pas avec eux leur Père, mais leur mère les tient par la main”.

Nesta lenta caminhada, no meio deste coro de vozes contrastantes e dissonantes, falta alguém que saiba o grande tema desta marcha (a luta no mundo). Alguém que saiba a direção certa. Alguém que anime os outros e em cujo olhar luminoso todos podem ler a certeza de que já experimentou a luz, a paz, o júbilo que nos espera a todos.

O rezar, cantar, celebrar, surge sempre do segredo do coração de Deus e, envolvendo nosso ser, toma as configurações de nossas esperanças e de nossas lágrimas; este rezar e celebrar é um necessário testemunho que damos a todos, mesmo aos que ao nosso lado andam com passo aparentemente firme e convicto.

2º Um segundo aspecto eclesiológico: os peregrinos da fé trazem sinais, uns visíveis, outros invisíveis. Ambos os sinais, os externos e internos, nos irmanam. Os sinais externos: “incessantemente e por toda parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus” (th.n ne,krwsin tou/ VIhsou/ evn tw/| sw,mati perife,rontej), 2Cor 4,10. Somos estranhamente irmanados com todos os homens por essas chagas que marcam nossas vidas. Os cristãos, e só os cristãos, sabem que estes sinais são marcas da vitória (“a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo”, l.cit.). Completamos em nosso corpo o que falta na paixão de Cristo (cf. Cl 1,24). Mas se esse sofrimento que conosco carregamos (nékrosis Iesou) são realmente as chagas de Cristo, então entendemos que o rezar em comunhão com Cristo tem uma dimensão muito existencial e total, que envolve exatamente não só uma fé transcendente, mas a nossa história ferida, nossas imperfeições e dores.

Mas a Igreja tem, com cada membro, outros sinais, também esses, sinais de Cristo. São os sinais visíveis. Trata-se da identidade mais radical do cristão e da Igreja toda. – É o selo inapagável, é o amor, a paz, a alegria do Espírito Santo, impressas em nós com os traços do próprio Deus Pai:

“Aquele que nos fortalece convosco em Cristo e nos dá a unção é Deus, o qual nos marcou com um selo e colocou em nossos corações o penhor do Espírito” (2Cor 1,22; cf. Ef 1,13s; 4,30).

No Apocalipse, os sete selos do livro (librum signatum sigillis septem: bibli,on... katesfragisme,non sfragi/sin e`pta,; Ap 5,1) são os selos não só da palavra de Deus, mas são os selos que guardam o segredo íntimo da Igreja, Virgem-Esposa do Verbo. Desses selos do livro da vida, isto é, dos selos que guardam a indefectibilidade da Igreja, participa todo aquele que, com o Espírito Santo, é selado, na virtude do Cristo glorioso.

3º Aqui se abre a terceira perspectiva eclesial e eclesiológica: em mim, os selos de Deus podem-se quebrar, por minha instabilidade, fragilidade e propensão à infidelidade (isto é, pelo pecado); a Igrejacomo um todo, no entanto, a Igreja como a Virgem-Esposa do Verbo divino, já não se perde, nem é subjugada pelas forças do inferno. A liturgia das horas, não por acaso, mas por íntima comunhão com os mistérios da vida de Cristo, mistérios hoje plenitude de sua flória, é a oração oficial da Virgem-Esposa do Verbo. É belo podermos falar, podermos rejubilar-nos, falar, cantar e até chorar e suplicar com a única voz desta Esposa de Deus, infalivelmente amada. Sempre que rezamos este Ofício (é mais “munus” – dom, presente, munificência – do que ofício), é a Igreja toda que se serve de nossa voz para conversar com o Verbo eterno e com Deus Pai. E é Deus, em Cristo, que nos fala, ou melhor, que, em nós, fala à Esposa do Verbo. Eu empresto à Igreja minha voz; e ela, a Igreja, me empresta sua ternura, que é só dela, da Virgem-Esposa, para que eu fale a Deus, em Cristo, com o poder da Igreja, que é eternamente eleita, irrevogavelmente salva.

Resumindo, vista a dimensão eclesiológica na perspectiva cristológica e soteriológica, devemos realçar dois aspectos existenciais:

a) Enquanto minha oração pessoal pode ser relativa, marcada por meu coração impenitente, a oração da Liturgia das Horas (se a rezo realmente, em generosa disposição em nome da Igreja, isto é, que a Igreja reza através de mim) é oração ouvida com infalível amor por parte de Deus. Aqui está em jogo toda a concepção, tão relativizada, da Igreja. Para mim, Igreja, Corpo místico, é realmente uma realidade (pessoa) verdadeira ou nossa fé já passou por esse processo de corrosão e extenuação, de forma que a Igreja, além de minha comunidade, já não existe; já não reconheço o Cristo-cabeça que faz esta comunhão mística de todos os santos e de todos os batizados. Em nome da Igreja universal, tocamos o coração de Deus.

b) Minha oração poderá até ser santa. Mas é belo eu ter uma oração que, além de ter em si, certamente, os méritos de Cristo, tem ainda o fulgor da invicta fidelidade dos mártires, o vigor divino das Virgens, a alegria dos confessores, aqueles que já estão unidos ao Cordeiro no triunfo e aqueles que ainda enxugam lágrimas e ainda se curvam sob sua cruz e sob a cruz dos outros.
5. Aspectos ascéticos

Ama! Obedece! Oferece!

O mais profundo é o amor. Mas a maior garantia de ser sincero o meu amor é a obediência. E o antídoto contra a morte precoce de meu amor chama-se oblação.

Enquanto somos terrestres, nossa participação na comunhão trinitária só pode ser vivida sob o signo da obediência, isto é, com amor oblativo e sacrificante. Sem esta característica, a oração da Igreja já não seria a oração do Cristo, que no seu amor de obediência (cf. Rm 5,12ss) venceu a morte e o pecado e nos abriu a vida. A oração da Igreja, reflexo desta obediência e deste amor, arranca-nos das constantes veleidades e da volubilidade do coração e de seus caprichos. A disciplina na oração, como a liturgia das horas a propõe (e impõe), é-nos proteção para jamais trocar, pelo momentâneo e fugaz de meu sentimento, a certeza absoluta da Igreja orante.

Em segundo lugar, não só a Igreja reza em mim. Mas eu rezo pela (e com a) Igreja. Esta Igreja tem ainda contornos difusos e indecisos. O mundo, a dor, a morte, o pecado, ainda não querem entregar-se a este Deus. Minha labuta, minha entrega em prol dos outros, meu desgaste a fim de que outros sejam mais felizes, até mais felizes do que eu, tudo é uma tentativa de ganhar o mundo para Cristo. Quando rezo, rezo também com o coração sangrante de tantos que não vivem de verdade. Em nome deles, isto é, em nome do mundo, rezo. Mas isto só é sincero, só é autêntico, se minha vida se gasta e se sacrifica por este mundo. A oração da Igreja – que é o mundo salvo (em progressiva salvação) – é a forma mais conveniente de se rezar pelo mundo que ainda ignora seu salvador. Nesta oração, de modo eminente na oração oficial da Igreja toda, o mundo é consagrado ao Cristo. Se na oração oficial da Igreja, infalivelmente, o Cristo glorioso reza em nós, então esta oração é a forma mais plena de carregarmos o peso uns dos outros e assim cumprirmos a Lei de Cristo (cf. Gl 6,2). Quem reza na força do Cristo Ressuscitado, própria da oração da Igreja, carrega realmente o peso da Igreja toda, e o fardo do mundo.



Se você ama e crê, e quer aprender a rezar, então reze para que Deus lhe dê, um dia, a grande graça de rezar. E, ao rezar em nome da Igreja, saiba que você se reveste da autoridade e ternura de toda a Igreja, Virgem Esposa do Verbo.



Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal