A teoria da açÃo comunicativa de j. Habermas inês Lacerda Araújo



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A TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA DE J. HABERMAS

Inês Lacerda Araújo






Número 25

Colección Veracruz

A TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA DE J. HABERMAS

Inês Lacerda Araújo








Depósito Legal:

ISBN: 978-84-937289-0-8

Depósito Legal: PM. 1433-2010
Ediciones de la Fundació Càtedra Iberoamericana
Cra de Valldemossa, Km 7.5
07122 Palma de Mallorca
© del texto y de la edición: Fundació Càtedra Iberoamericana



SUMÁRIO

A TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA DE J. HABERMAS 1

Inês Lacerda Araújo 1

A TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA DE J. HABERMAS 2

Inês Lacerda Araújo 2

SUMÁRIO 4




I. intRoDUÇÃO 8


Parte I. A Evolução Intelectual 13

1. 1a etapa. Teoria e prática. 13

2. 2a Etapa. Reconstruir Marx 15

3. 3a Etapa. A teoria da ação comunicativa 18

1.Conceitos básicos 18

A teoria da ação comunicativa (TAC) é desenvolvida em Teoria do Agir Comunicativo, Consciência Moral e Agir Comunicativo, Discurso Filosófico da Modernidade e Pensamento Pós-Metafísco. O ponto central é o paradigma da comunicação, da intersubjetividade, da ação comunicativa, contraposta à ação estratégica. Ambas constituem um novo tipo de racionalidade, a comunicativa. A TAC demanda uma teoria da sociedade em que o sistema (dinheiro e poder, âmbito da ação estratégica) coloniza o mundo da vida (âmbito de um saber compartilhado, pano-de-fundo para a ação comunicativa, intersubjetiva, capaz de conduzir ao entendimento e ao acordo). A TAC é exposta com detalhes em dois extensos volumes, cada qual com mais de 500 páginas, publicados em 1981: Teoria da Ação Comunicativa I. Racionalidade da Ação e Racionalização Social (Theorie des Kommunikativen Handels. Handlungsrationalität und Gesellschattliche Rationalisierun); e Teoria da Ação Comunicativa II. Crítica da Razão Funcionalista (Theorie des Kommunikativen Handels II. Zur Kritik der Funktionalistichen Vernunft). São três seus objetivos: mostrar que o conceito de racionalidade comunicativa difere da racionalidade instrumental e cognitiva; sustentar um conceito de sociedade que engloba dois paradigmas, o de mundo da vida e o de sistema; delinear uma teoria da modernidade que dê conta das novas patologias sociais como decorrência da submissão da ação comunicativa aos imperativos do sistema. Habermas quer dar conta dos paradoxos da modernidade.O primeiro passo é mostrar que o paradigma das filosofias do sujeito se esgotou. Apenas o paradigma da intersubjetividade fornece uma noção de estrutura racional imanente à ação comunicativa, fruto de uma razão "encarnada simbolicamente e situada historicamente" (1987, vol. I, p. 11). O predomínio do mercado, seu avanço para o Estado, o processo que Habermas chama de "colonização do mundo da vida", não deve levar às atitudes conformistas dos neoconservadores, e nem à radicalização que produz a "desdiferenciação" entre mundo da vida e sistema. A modernidade criou condições para manter a vida social diferenciada do sistema (poder político e econômico). A complexidade do sistema não significa o esmorecimento das formas modernas de vida, e de suas conquistas. Sistema e mundo da vida são estruturalmente diferentes. Após a virada lingüística, como veremos mais adiante, a racionalidade não se limita à estrutura proposicional das afirmações acerca de fatos da realidade empírica, como pensa a filosofia analítica. Nas expressões lingüísticas há um saber e nas ações dirigidas por um fim (teleológicas) há um saber implícito. Uma afirmação comunica algo e uma ação visa um fim, isso significa que nelas se usa um saber confiável, vinculado a uma racionalidade. Esses saberes podem ser criticados com relação a sua veracidade e seu sucesso. O falante (F) tem pretensão de que seu enunciado afirmativo seja verdadeiro, portanto, fundamentável, e que com ele o ouvinte (O) possa agir no mundo. Não se trata da racionalidade de um eu transcendental, e sim da racionalidade encarnada em saberes falíveis que dizem respeito ao mundo objetivo, acerca do qual é possível fazer juízos objetivos, pautados por uma pretensão intersubjetiva de validez. Enquanto a racionalidade cognitivo-instrumental demanda êxito em intervir no mundo e capacidade de lidar com informações, o uso comunicativo decorre de um saber proposicional concretizado por atos de fala. Essa razão comunicativa permite o consenso, pois não se vê coagida nem impelida apenas pelo ponto de vista inicial de cada participante. Eles irão trocar convicções que asseguram a unidade do mundo objetivo e a intersubjetividade do contexto em que vivem. Toda a comunicação reporta a situações, refere-se a algo do/no mundo e liga-se à pretensão de que o ato de fala tenha uma validez, que permite ao ouvinte (O), posicionar-se, aceitando ou recusando essa pretensão de validez. Só assim atinge-se o fim ilocucionário de entender-se com alguém, acerca de algo. A racionalidade instrumental visa intervir no mundo, visto como soma de tudo o que ocorre, e precisa ser controlado. Difere radicalmente do uso comunicativo, que problematiza o mundo em função da necessidade de reconhecer as situações em sua objetividade, tendo em vista o entendimento entre sujeitos capazes de linguagem e de ação. O entendimento depende dessa objetivação. A prática comunicativa cotidiana se dá no contexto "do mundo da vida que [os falantes] compartilham intersubjetivamente" (1987, vol. I, p. 30-31). 19

2. A sociologia, a ação e os atos de fala. 20

3. Ação estratégica e ação comunicativa 22

4. Sociedade como mundo da vida e sistema 24

1. A integração sistêmica e a integração social. 24

5. A ética do discurso 27

6. A crítica à pós-modernidade 32

1. As falhas de Hegel, Marx e Nietzsche. 32

3. O último obstáculo: Foucault 35

4. A defesa da viabilidade do projeto da modernidade 37

7. O que é pensamento pós-metafísico 38

1. O papel mediador da filosofia e o método reconstrutivo em ciências sociais 38

2. A superação da metafísica. 40

3. A TAC e a guinada pragmática 41

4. Os pressupostos teóricos da TAC no seio da filosofia da linguagem 41

5. A teoria pragmática do significado 42

6. O contextualismo moderado e o papel da filosofia hoje 43

7. Os processos de individuação e de subjetivação 46

8. 4ª etapa. O direito como anteparo ao sistema e seu papel nas democracias 47

1. O direito e a TAC 47

2. Novo quadro da ordem social: o direito como intermediação entre mundo da vida e sistema 49

3. A concepção discursiva do direito. 50

4. O poder comunicativo e a esfera pública política 52

5. A democracia radical 53

9. 5a etapa. O retorno às questões epistemológicas 55

1. A nova concepção de conhecimento após o giro lingüístico e pragmático 56

1.1.1.1. 2. A relação entre linguagem e realidade 57

1.1.1.2. 4. O conceito discursivo de verdade 60

5. A contribuição da hermenêutica e da filosofia analítica para o giro lingüístico 61

6. Os quatro tipos de racionalidade 63

7. O uso comunicativo, o acordo, o entendimento 64

10. A razão destrancendentalizada 65

III PARTE: CONSIDERAÇÕES FINAIS 67

1.As 12 teses fundamentais do pensamento habermasiano 67

2. As críticas a Habermas 73

O futuro da natureza humana. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 78

ReferênciaS BibliográficaS 80

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