A teoria de Jung



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Encontro06.08.2016
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A Teoria de Jung

Para Carl Gustav Jung, Psicólogo que rompeu com Freud e criou seus próprios conceitos, o que culminou na Psicologia Analítica, cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado para seu interior ou para o exterior. Para dentro ou para fora de si mesmo. O que classificou como indivíduos introvertidos e indivíduos extrovertidos. Na verdade, o indivíduo não pode ser considerado totalmente introvertido ou extrovertido. Algumas vezes a introversão é mais evidente, em outras ocasiões a extroversão é mais adequada, mas, as duas atitudes se excluem mutuamente, de forma que não se podem manter ambas ao mesmo tempo. Jung Também deixava claro que nenhuma é melhor que a outra, citando que o mundo precisa dos dois tipos de indivíduos

As pessoas introvertidas concentram-se em suas próprias idéias, tendo uma forte tendência à introspecção. Esse tipo de pessoa imerge de forma muito acentuada em seu mundo interior, perdendo ou tornando muito distante o contato com o ambiente externo e com os estímulos do mundo exterior. Uma pessoa distraída é um exemplo claro deste tipo. Normalmente permanece absorta em suas reflexões. Um indivíduo introvertido cuidaria de seu planeta, reciclaria seu lixo, plantaria árvores e reduziria a emissão de Carbono na atmosfera, mas dificilmente sairia em passeata carregando faixas a respeito.

Já os extrovertidos se envolvem com o mundo externo com as pessoas e com as coisas. Eles tem uma tendência a se transformar em mais comunicativos, mais sociais e mais conscientes do que acontece à sua volta. Tem uma necessidade de evitar que sejam dominados por outras pessoas mas são muito mais facilmente convencidos pelos outros. Assim, no aconchego do seu lar, provavelmente não reciclariam os seus resíduos, mas aceitariam sair em movimentos ativistas a favor das baleias ou dos golfinhos, desde que estivessem acompanhados de outras pessoas com o mesmo intuito. Normalmente acabam não demonstrando suas próprias opiniões.

 

As Funções Psíquicas

 

Jung apresentou quatro tipos psicológicos que chamou de fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Cada um desses tipos poderia, ainda, ser introvertido ou extrovertido.



O indivíduo com a função predominante de pensamento está envolta com a verdade e com a justiça. Normalmente se refere a indivíduos racionais com julgamentos lógicos, matemáticos e objetivos. Utiliza a impessoalidade. A este tipo de pessoa Jung costumava chamar de reflexiva, por se basear, praticamente no planejamento e pensar muito antes de tomar uma iniciativa qualquer. Os indivíduos desta categoria não largam facilmente suas teorias, ainda que sejam confrontados ou que demonstrem contradições.

Já os tipos voltados para a função sentimento se voltam  para o aspecto emocional de seus atos. Este tipo de pessoa estará sempre envolvido em emoções intensas. Mesmo que estas emoções tragam resultados negativos. Este tipo de pessoa toma as suas decisões de acordo com os o julgamento de seus princípios e valores e não analisa as conseqüências de forma lógica e reflexiva, como faria alguém com a função pensamento mais aparente.

O indivíduo cuja função predominante é a Sensação, acaba agindo por uma resposta às suas próprias experiências, Ele tem que ver, sentir, tocar, ouvir e perceber. Uma experiência direta acaba prevalecendo, neste tipo de pessoa sobre uma discussão uma teoria ou uma análise.

A pessoa intuitiva, por outro lado, utiliza o passado para chegar às suas próprias conclusões. Experiências passadas são fundamentais para se chegar a uma conclusão sobre um problema atual. Este tipo de pessoa pensa rápido, decodificam informações imediatamente e processam as decisões de forma quase automática, relacionando as experiências passadas com as experiências atualmente em curso.

 

A Percepção

 

A percepção nada mais é do que um processo que nos permita decodificar os estímulos e mensagens externas que recebemos a cada segundo. Se as necessidades e motivações de um indivíduo, analisadas anteriormente, se concretizam, por vezes, na compra e no consumo ou em qualquer outro ato, não deveríamos chegar à conclusão, precipitadamente, que o interior do ser humano é o suficiente para explicar todos os seus atos, comportamento e atitudes. Além de suas necessidades básicas, psicológicas ou biológicas, o que um consumidor compra depende, também, do que há disponível no meio que o rodeia.



De certa forma, podemos descrever percepção como a forma que enxergamos o que há ao nosso redor.

Em termos gerais, a percepção pode ser descrita como a forma como vemos o mundo à nossa volta e o modo segundo o qual construímos a representação a respeito do conhecimento que temos a respeito dos objetos e do ambiente, o que muitas vezes acaba induzindo a erro. Perceber é o ato de captar o através dos sentidos e fixar essa imagem na mente.

As relações entre o indivíduo e o mundo que o rodeia são assim regidas pelo mecanismo perceptivo e todo o conhecimento é necessariamente adquirido através da percepção.

Duas pessoas da mesma idade, do mesmo sexo e da mesma classe social, expostas ao mesmo estímulo podem captá-lo e organizá-lo de forma diferenciada de acordo com as suas necessidades individuais. E as suas expectativas.

Por esse motivo, se torna primordial tentar entender o processo que rege essas diferenças e de que forma a captação de um estímulo e a sua interpretação acabam diferindo de uma pessoa a outra.

A percepção tem início quando, através dos sentidos, a pessoa recebe um estímulo que o envia ao cérebro. Podemos dizer que a percepção nada mais é do que a recepção de um estímulo no cérebro, ou ainda de que forma os estímulos externos são selecionados, organizados e interpretados pelo indivíduo.

O processo é dividido em duas partes. A sensação em si, ou seja, o mecanismo físico no qual os órgãos sensoriais como ouvidos, olhos e nariz registram e enviam os estímulos ao cérebro e a interpretação do processo, que tem a função de fornecer à pessoa um significado sobre o estímulo recebido.

A sensação é uma resposta imediata dos órgãos sensoriais a um estímulo recebido do exterior como a luz, a cor, o som, uma música, um diálogo ou o cheiro de um perfume. A sensibilidade da pessoa a este estímulo externo pode variar de acordo com a saúde de seus próprios órgãos (um deficiente audito não terá a mesma percepção de um som que uma pessoa com audição normal) e a o volume, a intensidade e a quantidade de estímulos emitidos em nossa direção. Quando um dos sentidos enfraquece, os demais são fortalecidos. Um deficiente visual acaba desenvolvendo a audição e o tato a níveis maiores dos que os de uma pessoa que enxergue bem.

A Sensação ocorre de forma diferencial, ou seja, as pessoas só reparam naquilo que se distingue do geral, naquilo que é diferente, nos desvios, nas irregularidades, nas coisas diferentes. Naquilo que não é normal. À medida que o nível de estímulos sensoriais diminui, a capacidade de perceber as diferenças dos estímulos é ampliada sobremaneira. Passamos a notar melhor os estímulos que nos são expostos. Quanto menores as condições de estimulação, tanto maior será a sensibilidade. É por este motivo que a atenção aumenta, por exemplo quando vemos uma pessoa sozinha e não junto a uma multidão. Ou quando vemos um carro vermelho junto a dezenas de outros, por exemplo, na cor prata.

A sensação oferece uma diferenciação de diversas amplitudes, cuja interpretação aparece de diversas formas, seja por diferenças de tamanho, cor, brilho ou forma.

A percepção depende também da relação do estímulo com o meio ambiente e com as condições do indivíduo.

A mesma imagem pode ser percebida diferentemente por dois indivíduos. Uma pessoa falando alto pode dar a idéia para alguns de que está de mau humor e para outros que está querendo ser entendido. As pessoas podem entender de forma completamente diferente uma mensagem que está se tentando passar devido às diferenças em percepção. Esse processo ocorre devido a tres fatores que nos fazem apresentar comportamentos diferenciados em di diversas situações:  a atenção seletiva, a distorção seletiva e retenção seletiva.

 

Atenção Seletiva

 

Recebemos diariamente milhões de estímulos. Com certeza ninguém atende a todos os estímulos que recebe. Podemos citar alguns exemplos:



É mais provável que as pessoas percebam os estímulos relacionados a uma necessidade atual. Se desejarmos comprar um automóvel, provavelmente prestaremos atenção nos carros da rua, anúncios e reportagens sobre automóveis.

Da mesma forma prestaremos mais atenção em conversas sobre automóveis do que conversas sobre a atual situação política.

Outra constatação é que as pessoas irão perceber mais os estímulos cujos desvios sejam maiores em relação a um estímulo normal. Provavelmente prestaremos mais atenção em um anúncio que oferece condições especiais de financiamento para a compra de um carro que um anúncio oferecendo três desodorantes ao preço de dois.

 

Distorção Seletiva

 

Nem sempre os estímulos ocorrem da maneira prevista por seus criadores. A distorção seletiva é a tendência de as pessoas interpretarem as informações de acordo com os seus desejos particulares. Dessa forma, o indivíduo reforça os seus preconceitos em vez de contrariá-los.  No caso do automóvel, se alguém nos falar bem ou mal de uma determinada marca que estamos dispostos a comprar, provavelmente reforçaremos o que já tínhamos de positivo e não reteremos o que nos foi falado de negativo.



 

Retenção Seletiva

 

As pessoas têm uma tendência a esquecer muito mais informações do que aprendem, mas existe uma tendência de guardar aquelas informações que interessam no momento, ou que reforçam suas atitudes e crenças. No caso do automóvel, é provável que nos lembremos sempre dos pontos positivos da marca que queremos comprar e acabemos nos esquecendo de informações positivas sobre outras marcas.



 

A Segmentação do consumidor

 

Diversos modelos e instrumentos falharam ao tentar agrupar os indivíduos em grupo e determinar características semelhantes a esses mesmos grupos.



É comum, em pesquisa de mercado descrever “pessoas do sexo masculino de 19 a 24 anos”. Da mesma forma, quando se desenvolve uma campanha ou um novo produto está se tornando cada vez mais constante o uso de objetivos como “homens e mulheres, das classes A e B, de 25 a 45 anos”. Apesar de ser a forma mais comum de classificar as pessoas, a segmentação por sexo, faixa etária ou classe social não representa uma divisão ideal.

Uma determinada empresa pode lançar um produto para determinada classe social, com determinada idade e depois de alguns meses constatar que a venda foi um fracasso.

Um item primordial é sempre esquecido neste tipo de classificação. Duas pessoas “iguais”, ou seja, do mesmo sexo, com a mesma idade, que moram no mesmo bairro e são pertencentes à mesma classe social, podem ter comportamentos, gostos e atitudes completamente diferentes. Uma gosta de rock, outra de música sertaneja. Um adora viajar e outro permanece em casa nos fins de semana. Um experimenta novidades, outro é conservador. Um recicla o lixo, outro não.

Assim, fica fácil entender para quem oferecer um disco de rock, uma viagem internacional ou uma campanha pelo meio ambiente.



Este tipo de classificação, que leva em conta o estilo de vida e os gostos dos indivíduos leva o nome de “psicográfica”. Inúmeras tentativas de classificar o ser humano pelas suas “qualidades” e “estilos” foram tentadas, mas dois prevaleceram com o passar do tempo: o modelo VALS 2 e o AIO.

 


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