A teoria Discursiva de Jürgen Habermas por Clayton Ritnel Nogueira resumo



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Marcelo, veja a loucura entreleçadas nos textos que seguem, promovendo uma enorme complexização da vida, teórica e concretamente, concorda? Veja o texto que antecede um Projeto de Conscientização aos jovens.

Fizemos uma Grande Provocação ao final, de modo extra-texto do autor



A Teoria Discursiva de Jürgen Habermas

por Clayton Ritnel Nogueira

RESUMO: Um agir comunicativo de onde derivam a ação comunicativa e o discurso, que visando à integração social, à cidadania, à democracia direta, não passa de uma utopia no séc. XXI.

SUMÁRIO: I – Introdução; II – Da ação comunicativa; III – Das espécies do discurso; IV – Conclusão; V – Referências.

I – INTRODUÇÃO

Uma teoria atinente à filosofia jurídica, que pode ser considerada em prol da integração social e, como conseqüência, da democracia e da cidadania. Teoria que possibilitaria a resolução dos conflitos vigentes na sociedade e, não com uma simples solução, mas a melhor solução, aquela que é resultado do consentimento de todos os interessados.

Sua maior relevância está, indubitavelmente, em pretender o fim da arbitrariedade e da coerção nas questões que circundam toda a comunidade, propondo uma maneira de haver uma participação mais ativa e igualitária de todos os cidadão nos litígios que os envolvem e, concomitantemente, obter a tão almejada justiça. Essa forma defendida por Habermas é o agir comunicativo que se ramifica na ação comunicativa e no discurso, que será explanado no transcorrer deste trabalho.

II – DA AÇÃO COMUNICATIVA

Habermas objetiva reconstruir os pressupostos racionais, implícitos no uso da linguagem, entendida, segundo Ludwig (2005), como “o lugar intranscendível de toda fundamentação.” Segundo o ínclito filósofo, em todo ato de fala (afirmações, promessas, ordens e etc.) dirigido à compreensão mútua, o falante constrói uma pretensão de validade, quer dizer, pretende que o dito por ele seja válido num sentido amplo. Então, Habermas menciona que quando eu falo algo, digo alguma coisa para uma ou mais pessoas, eu pretendo que aquilo que digo seja válido.

Mas essa pretensão de validade pode adquirir significados diferentes segundo o tipo de ato de fala de que se trate. Nos atos de fala constatadores (afirmar, narrar, referir, explicar, prever, negar, impugnar e etc.), o falante pretende que o seu enunciado (aquilo que é pronunciado) seja verdadeiro. Portanto, se eu narro alguma coisa, ou explico algo para alguém eu pretendo que aquilo que narro, ou explico seja considerado verdadeiro, o que para Habermas só ocorre se houver o assentimento potencial de todos aqueles que estão me ouvindo.

Sendo assim, se um dos meus ouvintes não aceitar o que falo por não acreditar no que digo, ou por outro motivo qualquer, o conteúdo que é transmitido não poderá ser tido como verdadeiro, pois não houve o consentimento de todos sobre a veracidade de meu ato de fala.

Nos atos de fala reguladores (como as ordens, as exigências, as advertências, as desculpas, as repressões, os conselhos), o que se pretende é que o ordenado, exigido etc. seja correto. Portanto, de acordo com este ato de fala, se eu ordeno algo, ou forneço algum conselho para uma pessoa, eu espero, pretendo, que minha ordem ou meu conselho estejam corretos.

Nos atos de fala representativos (revelar, descobrir, admitir, ocultar, despistar, enganar, expressar e etc.), pretende-se que o que se exprime seja sincero. Porquanto, se eu expresso, por exemplo, para o meu treinador que estou cansado, eu pretendo que aquilo que eu exprimo seja considerado sincero.


Então, que fique lúcido a existência de vários atos de fala, e que todos eles compreendem a ação comunicativa, e que em cada tipo de ato de fala a minha pretensão de validade tem um significado distinto.

Por outro lado, Habermas estabelece que todos estes atos de fala possuem uma pretensão em comum, a de compreensão, ou seja, eu espero que a minha narração, o meu conselho, a minha expressão sejam compreendidas.

Nos atos de fala consensuais, ou seja, aqueles que são estabelecidos visando um consenso, um acordo sobre dado assunto, se pressupõe o reconhecimento mútuo de quatro pretensões de validade:

Primeiramente, eu, como falante, tenho que escolher uma expressão inteligível para que meu ouvinte possa me entender. Logo, a primeira pretensão se refere à compreensão entre o falante e o ouvinte ou ouvintes.

A segunda pretensão é que o conteúdo que eu comunico seja verdadeiro.

A terceira pretensão é que a manifestação de minhas intenções seja sincera, para que o ouvinte possa crer no que manifesto, basicamente, possa confiar em mim.

E a última estabelece que eu, falante, tenho que escolher a manifestação correta, com relação às normas e valores vigentes na sociedade, para que o ouvinte possa aceitar a minha manifestação, de modo que possamos coincidir entre si no que se refere à essência normativa em questão.

III – DAS ESPÉCIES DO DISCURSO

Segundo Habermas estas pretensões de validade, que se ligam a cada ato de fala, que mencionei, podem ser problematizadas, e quando a problemática se encontra nas pretensões de veracidade, correção ou inteligibilidade, ocorre à passagem da ação comunicativa para o que Habermas chama de “discurso”. Exemplificando, eu passo a narrar uma história para meus ouvintes, ou ainda, tento estabelecer um consenso entre eles sobre dado tema, ao fazer isso uma das minhas pretensões é que aquilo que digo seja considerado verdadeiro (haja o assentimento de todos), porém minha pretensão não foi correspondida, ou seja, um dos meus ouvintes não concordou com o que disse, neste caso temos então a chamada problemática na pretensão de veracidade, e assim irá ocorrer à passagem da ação comunicativa (que existia quando eu simplesmente narrava a história, ou tentava estabelecer o consenso) para o discurso.

O discurso quer dizer que o falante tem que fazer uso de argumentos para justificar que suas asserções são verdadeiras (discurso teórico), que uma determinada ação ou norma de ação seja correta (discurso prático), ou ainda explicar algo incompreendido pelo meu ouvinte (discurso explicativo).

Portanto, o discurso seria a argumentação. Como no exemplo citado a problemática se encontrava na pretensão de verdade, ou seja, um dos meus ouvintes não estava concordando com o que falei, eu obviamente vou tentar convencê-lo a acolher minha opinião, o que segundo Habermas (1983) seria “dar razões para fundamentar que minhas asserções são verdadeiras.” Neste caso eu estaria empregando o discurso teórico.

E o mesmo ocorreria se a problemática estivesse na pretensão de correção, porém, há uma diferença no discurso, que não seria teórico, mas prático.

Todavia, neste ponto teremos que analisar um outro aspecto de sua teoria, onde Habermas defende que as questões práticas podem ser decididas racionalmente.

Segundo o próprio Habermas:

É que a inegável diferença entre a lógica do discurso teórico e do discurso prático não são tais que expulsem o discurso prático do âmbito da racionalidade; que as questões prático-morais podem ser decididas “por meio da razão”, por meio da força do melhor argumento; que o resultado do discurso prático pode ser um resultado “racionalmente motivado”, a expressão de uma “vontade racional”, um consenso justificado, garantido ou fundado; e que, em conseqüência, as questões práticas são suscetíveis de verdade num sentido amplo dessa palavra.1

Quando Habermas fala em questões práticas ele se refere a questões das esferas da Política, da Moral, e do Direito. Portanto, ele desejava dizer que as questões de ordem prática também podem ser resolvidas racionalmente mediante a força do melhor argumento.

Além do mais, pronuncia que aquela problemática na pretensão de correção normativa, citada acima, que leva ao discurso prático, deve poder fundamentar-se de forma semelhante ao modo de fundamentação dos enunciados verdadeiros.

Para exemplificar esta parte de sua teoria discursiva, utilizamos a esfera do Direito, onde se encontram problemas de ordem prática, como a elaboração de uma lei, segundo a teoria de Habermas, esta questão pode ser solucionada racionalmente através do discurso prático, ou seja, através da comunicação argumentativa entre os responsáveis pela elaboração desta lei e os possíveis atingidos por ela, para que após a discussão, o levantamento dos argumentos de cada falante, se chegue no princípio da universalização, sendo este uma regra de argumentação dos discursos práticos, pelo qual uma norma só deve pretender validez quando todos os abarcados por esta norma cheguem a um acordo atinente a validade desta, através de um discurso prático, racionalmente motivado e não coercitivo explicitamente. Portanto, essa lei só irá ser válida se não houver coerção, mas sim o consentimento de todos.

Permanecendo dentro da esfera do Direito, observamos com base na teoria do discurso que a norma pode ser válida ou invalida. A partir de uma visão mais ampla desta distinção, Habermas considera:

O Direito é facticidade quando se realiza aos desígnios de um legislador político e é cumprido e executado socialmente sob a ameaça de sanções fundadas no monopólio estatal da força. E de outro lado, o Direito é validade quando suas normas se fundam em argumentos racionais e aceitáveis por seus destinatários.2

É possível perceber que Habermas reiteradamente defende a relevância da comunicação na sociedade ao acastelar que o cerne da justiça e, ao mesmo tempo, da democracia, depende, precipuamente, da comunicação. Situação antagônica se veria esmerar em um regime arbitrário.

Portanto, com relação ao Direito:

O genial da teoria de Habermas reside na substituição de uma razão prática (agir orientado por fins próprios), baseada num indivíduo que através de sua consciência, chega à norma, pela razão comunicativa, baseada numa pluralidade de indivíduos que orientando sua ação por procedimentos discursivos, chegam à norma. Assim, a fundamentação do Direito, sua medida de legitimidade, é definida pela razão do melhor argumento. Como emanação da vontade discursiva dos cidadãos livres e iguais, o Direito é capaz de realizar a grande aspiração da realidade, isto é, a efetivação da justiça.3

E ainda, retomando as pretensões de validade, se a problemática estivesse na pretensão de inteligibilidade ter-se-ia o discurso explicativo, sendo este explicar algo que não foi compreendido por meu ouvinte.

Já a pretensão de sinceridade não é resolvida discursivamente, pois se minha sinceridade fosse dúbia, não haveria como eu provar estar sendo sincero com argumentos. Visto que a única forma de denotar sinceridade é através de meus próprios atos.

É possível notar que há duas formas distintas de interação comunicativa: Por um lado temos a ação comunicativa, onde há apenas a presença das pretensões de validade não-problematizadas inerentes aos atos de fala; de outro lado temos o discurso, onde pretensões de validade tornadas problemáticas podem ser dirimidas através de um consenso com fulcro na argumentação. Essa diferença, segundo Toulmin (2001), “pode ser considerada uma distinção entre o uso instrumental da linguagem (ação comunicativa) e o uso argumentativo da linguagem (discurso).”

É notório que o discurso é uma forma de interação, pois se trata de um indivíduo que com uso de seus proferimentos lingüísticos inicia seu ato de fala e, havendo uma problemática em uma das pretensões citadas, inicia-se, na realidade, uma discussão, pois se trata de um falante visando fundamentar suas asserções com argumentos e ouvintes munidos da mesma arma para provar o contrário, ou seja, que o dito pelo falante não é válido e, assim, chega-se através de uma discussão racional a uma decisão sobre o assunto, sendo estabelecido um consenso que obtém a conclusão de que o falante estava certo ou não. E é obvio, como já disse Habermas, que se trata de uma coação não-coativa, pois não há uma coação explícita, mas implícita através daquele que possui o melhor argumento.

Segundo Habermas (1983) “é ideal uma situação de fala em que as comunicações não são impedidas por influxos (influência física ou moral) externos contingentes (eventuais) e por coações decorrentes da própria estrutura da comunicação.” E esta estrutura unicamente não gerará coações se todos os participantes do discurso possuírem uma oportunidade de fala proporcional aos demais.

IV – CONCLUSÃO

Ele não pretende meramente desenvolver uma teoria a respeito da comunicação, mas sim valorizar e alvitrar uma inovadora maneira de agir sociavelmente. Através da qual se efetivaria na sociedade a cidadania, a integração social, a democracia dentre outros. Porém, infelizmente, sua teoria tem muito valor, na atualidade, enquanto intenção, pois não tem condições de se realizar na prática. Visto que o principio da universalidade, que serve de regra para o discurso é uma utopia, porque o que é válido para um indivíduo pode não ser válido para outrem, ou seja, granjear o consenso de todos os envolvidos no que concerne, por exemplo, a validade de uma lei é uma quimera. Já que a consciência individual é muito expressiva na sociedade moderna, os homens além de serem egocêntricos, estão assaz separados por aspectos de natureza cultural e socioeconômica.





V – REFERÊNCIAS

ATIENZA, Manuel. As razões do direito: teorias da argumentação jurídica. 2. ed. São Paulo: Editora Landy, 2002, 352 p.

GUAZZELLI, Iara. A especificidade do fato moral em Habermas: o uso moral da razão. Disponível em:
< http://www.sedes.org.br/Centros/Filosofia/fato_moral_em_habermas.htm>. Acesso em: 16 mai. 2005.

LUDWIG, Celso Luiz. Razão comunicativa e direito em Habermas. Disponível em: < http://www2.uerj.br/direito/publicações/mais_artigos/razão_comunicativa.htm>. Acesso em: 16 mai. 2005.

NUNES JR., Amandino Teixeira. As modernas teorias da justiça: a teoria discursiva de Jürgen Habermas. Disponível em:
< http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=4386.htm>. Acesso em: 05 jun. 2005.

TEXTOS escolhidos: Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jürgen Habermas. Traduções de José Lino Grunnewald [et al.]. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

TOULMIN, Stephen. Os usos do argumento. São Paulo: Martins Fontes, 2001, 375 p.



VI – NOTAS

1. HABERMAS, apud ATIENZA, 2002, p. 352.

2. HABERMAS, apud NUNES JR., 2005.

3. NUNES JR., Amandino Teixeira.

Revista Jus Vigilantibus, Segunda-feira, 19 de junho de 2006.

Como na vida prática, com as coisas do Mundo, vamos lidar? Será que não perpassa essa necessidade de saberes de que fala Habermas, pelos saberes do autor que segue:


Eu lhe respondo com o texto:O HOMEM MODERNO E A CRISE DE INTERIORIZAÇÃO


Uma das mais importantes explorações do homem, se não a maior delas, é a exploração de si mesmo, do seu próprio mundo intrapsíquico. Aprender a se interiorizar; a criar raízes mais profun­das dentro de si mesmo; a explorar a história intrapsíquica arquivada na memória; a questionar os paradigmas socioculturais; a trabalhar com matu­ridade as dores, perdas e frustrações psicossociais; aprender a desenvolver consciência crítica, a conhecer os processos básicos que constroem os pen­samentos e que constituem a consciência existencial são direitos fundamen­tais do homem. Porém, freqüentemente, esses direitos são exercidos com superficialidade na trajetória da vida humana. Um dos principais motivos do aborto desses direitos é que o homem moderno tem vivido uma dramá­tica crise de interiorização.

O ser humano, como complexo ser pensante, é um exímio explorador. Ele explora, ainda>que sem a consciência exploratória, até mesmo o meio ambiente intra-uterino, através dos malabarismos fetais e da deglutição do líquido amniótico. E, ao nascer, em toda a sua trajetória existencial, ex­plora o mundo que o envolve, o rico pool de estímulos sensoriais e in­terpreta-os.

Pelo fato de experimentar, desde sua mais tenra história existencial, os estímulos sensoriais que esquadrinham a arquitetura do mundo extra-psíquico, o homem tem a tendência natural de desenvolver uma trajetória exploratória exteriorizante. Nessa trajetória, ele se torna cada vez mais ínti­mo do mundo em que está, o extrapsíquico, mas, ao mesmo tempo, torna-se um estranho para si mesmo.

O homem moderno, em detrimento dos avanços da ciência e da tecnicidade, vive a mais angustiante e paradoxal de todas as solidões psicossociais, expressa pelo abandono de si mesmo na trajetória existen­cial. A pior solidão é aquela em que nós mesmos nos abandonamos, e não aquela em que nos sentimos abandonados pelo mundo. É possível nos abandonarmos na trajetória existencial? Veremos que sim. Quando o ho­mem não se repensa, não se questiona, não se recicla, não se reorganiza, ele abandona a si mesmo, pois não se interioriza, ainda que tenha cultura e múltiplas atividades sociais.

Os livros de auto-ajuda, embora não tenham grande profundidade inte­lectual, são procurados com desespero nas sociedades atuais, como tentati­va de superar, ainda que ineficientemente, a grave crise de interiorização que satura as pessoas. O homem que não se interioriza é algoz de si mes­mo, sofre de uma solidão intransponível e incurável, ainda que viva em multidões.

"O homem que não se interioriza dança a valsa da vida engessado intelectualmente." Sua flexibilidade intelectual fica profundamente reduzi­da para solucionar seus conflitos psicossociais, superar suas contrariedades, frustrações e perdas.

E mais fácil explorar os fenômenos do mundo que nos envolve do que aprender a nos interiorizar e ser caminhantes na trajetória de nosso próprio ser e explorar os fenômenos contidos em nosso mundo intrapsíquico. É mais fácil e confortável explorar os estímulos extrapsíquicos, que sensibilizam nos­so sistema sensorial, do que explorar os sofisticados processos de construção dos pensamentos, o nascedouro e desenvolvimento das idéias, a organização da consciência existencial, as causas psicodinâmicas e histórico-existenciais de nossas misérias, fragilidades, contradições emocionais, etc.

Mergulhado num processo socioeducacional que se ancora na transmissibilidade e no construtivismo do conhecimento exteriorizante, o ho­mem se torna um profissional que aprende a usar, com determinados ní­veis de eficiência, o conhecimento como ferramenta ou instrumento de trabalho. Porém, tem grandes dificuldades para usar o conhecimento para desenvolver a inteligência: aprender a percorrer as avenidas da sua própria mente, conhecer os limites e alcance básicos da construção de pensamen­tos, regular seu processo de interpretação através da democracia das idéias e tornar-se um pensador humanista, que trabalha com dignidade seus er­ros, dores, perdas e frustrações, e aprende a se colocar no lugar do "outro" e a perceber suas dores e necessidades psicossociais.



Dr. Augusto Jorge Cury

INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL

Análise da Construção dos Pensamentos e da Formação de Pensadores

(8a edição, revista e ampliada)


EDITORA CULTRIX

São Paulo



De: Guilherme Santos [mailto:vamosquivamos@hotmail.com]
Enviada em: terça-feira, 27 de março de 2012 01:40
Para: Guilherme Santos; assisrondonia@ig.com.br
Assunto: FW: A "Reunião de demônios" (Não se assuste com o titulo. Leia!)

 


 

 

 



 
 

  

  



  

 

 
 


VEJAM QUANTA SUTILEZA......   E FIQUEM ESPERTOS....     

 

 



 

A Reunião de satanás

satanás convocou uma Convenção Mundial de demônios.
Em seu discurso de abertura, ele disse:
"Não podemos impedir os cristãos de irem à igreja"
"Não podemos impedi-los de ler as suas Bíblias e conhecerem a verdade"
"Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com o seu Salvador".


E, uma vez que eles ganham essa conexão com Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado.

 

"Então vamos deixá-los ir para suas igrejas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que nelas organizam, MAS, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo". "O que quero que vocês façam é o seguinte", disse o diabo:


"Distraia-os a ponto de que não consigam aproximar-se do seu Salvador"
Como vamos fazer isto? Gritaram os seus demônios.

 

Respondeu-lhes:


"Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes"
"Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado"


"Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios."
"Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos"


"À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho".
"Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos".
"Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais".


"Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia".
"Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos".
"Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças".


"Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas".
"Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amarem seus maridos à noite, e dê-lhes dor de cabeça também. Se elas não dão a seus maridos o amor que eles necessitam, eles então começam a procurá-lo em outro lugar e isto, sem dúvida, fragmentará as suas famílias rapidamente."


"Dê-lhes Papai Noel, para que esqueçam da necessidade de ensinarem aos seus filhos, o significado real do Natal."
"Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não falem sobre a ressurreição de Jesus, e o Seu poder sobre o pecado e a morte."
"Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que seja tudo feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!".


"Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus. Ao invés disso, mande-os para Parques de Diversão, acontecimentos esportivos, peças de teatro, concertos e ao cinema. Mantenha-os ocupados, ocupados."
"E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em mexericos e conversas sem importância, para que, ao saírem, o façam com as consciências pesadas".


"Encham as vidas de todos eles

com tantas causas nobres e

importantes a serem defendidas

que não tenham nenhum tempo para buscarem o poder de Jesus".

Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem,  sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa."

"Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!"

Os demônios ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que os cristãos, em todo o mundo, ficassem mais ocupados, e mais apressados, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas famílias. Não tendo nenhum tempo para contar
a outros sobre o poder de Jesus para transformar vidas.

Creio que a pergunta é:

Teve o diabo sucesso nas suas maquinações?

Reflita sobre sua vida e da sua família, busque em Jesus a solução para aquilo que não está tão bom.

E, por favor, passe isto adiante, se você não estiver muito OCUPADO(A)! ..

 





Será que não caberia, também os saberes do texto que segue, com sua autoria e expressamente aparece.

Meus telefones:

Limeira, 28 de março de 2012


Ao

Senhor Gilberto de Lima Santos



Limeira-SP
Prezado Senhor,
Venho por meio dessa carta-proposta, apresentar um projeto mínimo de trabalho com jovens nas idades 14/30 anos, estudantes – preferencialmente – do nível ginasial e/ou colegial, primeiro e segundo grau, incluindo universitários de toda linha de pesquisa.
A declaração de missão do Grupo de Estudos e Debates é, em linhas gerais:


  1. Possuir um grupo de no máximo 20  jovens, ambos os sexos, para em estudos dirigidos, proceder a leituras de textos acadêmicos apropriados, possivelmente, para o nível intelectual do Grupo, com a finalidade de elevar seus conhecimentos, mas sobretudo, para colher do Grupo seus anseios e aspirações sociais e acadêmicas para vida, viabilizando uma unidade de entendimentos e compreensões acerca dos vários temas sociais abordados.




  1. Facilitar aos participantes os canais de comunicação de suas idéias e pensamentos sobre o Mundo e a Vida na sua acepção mais científica possível.




  1. Promover debates sobre temas eleitos pelo Grupo, convidando profissionais da área específica da temática, medicina, psicologia, filosofia, poesia, literatura, teatro, cinema, enfim, usufruir de expositores competentes para comunicar aos jovens os pontos de vistas do tema a ser respectivamente abordado.




  1. Não estaria contemplado no presente projeto o debate ou a discussão do tema religião ou religiosidades, senão, quando efetivamente eleito o tema pelo Grupo em sua maioria de modo democrático.




  1. Serão objeto de estudos e debates obras literárias de grande envergadura dentro de seu campo de posicionamento acadêmico.




  1. Autores como Paulo Freire, Sergio Buarque de Holanda, Gilberto Freire – brasileiros – mas também de vários autores estrangeiros, cujas obras tenham efetiva importância para a formação do pensamento nacional. Referidas obras somente serão debatidas dentro da linha do tempo, em seu tempo certo e dentro da solicitação dos membros do Grupo.




  1. Não haverá presidente no Grupo a ser formado, devendo, em cada sessão, ser eleito um presidente da reunião de modo democrático e por maioria de votos. A o presidente de cada encontro competira conceder a palavra, bem como delimitar o tempo para manifestação de cada participante nos debates, havendo, ainda, um mediador dos debates desde que seja pessoa capaz de esclarecer algum “nó” da discussão.




  1. Não é objetivo do Grupo  lidar com dependentes químicos de qualquer espécie, podendo eventualmente ser tolerada a presença de pessoas vitimas de alguma espécie de dependencia química, desde que não interfira no bom andamento dos trabalhos objetivados pelo Grupo como um todo.




  1. Da mesma forma não representa objetivo do Grupo o debate e ou a crítica religiosa de toda e qualquer linha ou corrente. Todavia, se houver apresentação do tema de modo natural, ele será enfrentado, sempre sob a ótica da ciencia. Faltando competência para o Grupo enfrentar a questão, esta será levada à apreciação dos Dirigentes da Comunidade Santa Ifigênia, a quem competirá se desejar, lançar a manifestação que julgar mais adequada.




  1. A meta do Grupo, além dos debates e dos estudos dirigidos, se desejarem os membros do Grupo, criar um grupo teatral para atuar, inicialmente, na forma de jogral, trabalhando principalmente com a poesia.




  1. Ficam abertos os caminhos para os acréscimos que vierem a ser devidamente eleitos pelos membros do Grupo, de modo democraticamente assegurada a participação de cada membro, sem distinção de cor, religião, poder economico ou social, ficando terminantemente proibida toda espécie de discriminação. Um membro, um voto.  Três minutos ou cinco minutos para uma manifestação, serão as mesmas regras para o Grupo, conforme ele mesmo assim o decidir preliminarmente, logo após a eleição do presidente da mesa dos trabalhos, em cada encontro.




  1.  É condição absolutamente de impedimento a participação de políticos, candidatos ou autoridades, exceto quando pelo Grupo devidamente convocados para falarem sobre determinado tema aos membros do Grupo.

Senhores,

Esse seria grosso modo uma sugestão de estatuto e uma declaração de missão do Grupo.
Eu, Francisco Assis dos Santos, brasileiro, casado, advogado inscrito nos Quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo, Capital, sob o nº 114.508, residente na rua Trinidad e Tobago nº 29,  Parque Residencial Balinha Ometto, Limeira, fones: 19 – 9867.6712 e 11- 9878.6897, Mestre em direito, especialista em direito ambiental, aluno especial do curso de doutoramento da Unicamp durante 4 anos, autor de algumas publicações feitas no site “textolivre.com.br” sob o pseudônimo de Assis Rondônia, bem como com currículo acadêmico devidamente publicado na Plataforma Lattes, no endereço: http://lattes.cnpq.br/3529342544167070.

Eu, acima qualificado proponho-me a auxiliar na fundação do Grupo até que ele próprio por seus membros possam dar continuidade de modo livre e democrático.


Senhores, essa é a singela proposta que faço.  Caberia à Comunidade facilitar os espaços físicos destinados às reuniões que poderão ser quinzenais ou mensais.  Caberá também à Direção da Comunidade a publicação dos encontros e/ou convocações dos jovens da comunidade.
Sendo o que se me apresenta como desejo de contribuir para com a Comunidade, aguardo a análise e aprovação do Projeto e Declaração de Missão.

                                                   Atenciosamente,

                                          Francisco Assis dos Santos

O HOMEM MODERNO E A CRISE DE INTERIORIZAÇÃO

Uma das mais importantes explorações do homem, se não a maior delas, é a exploração de si mesmo, do seu próprio mundo intrapsíquico. Aprender a se interiorizar; a criar raízes mais profun­das dentro de si mesmo; a explorar a história intrapsíquica arquivada na memória; a questionar os paradigmas socioculturais; a trabalhar com matu­ridade as dores, perdas e frustrações psicossociais; aprender a desenvolver consciência crítica, a conhecer os processos básicos que constroem os pen­samentos e que constituem a consciência existencial são direitos fundamen­tais do homem. Porém, freqüentemente, esses direitos são exercidos com superficialidade na trajetória da vida humana. Um dos principais motivos do aborto desses direitos é que o homem moderno tem vivido uma dramá­tica crise de interiorização.

O ser humano, como complexo ser pensante, é um exímio explorador. Ele explora, ainda>que sem a consciência exploratória, até mesmo o meio ambiente intra-uterino, através dos malabarismos fetais e da deglutição do líquido amniótico. E, ao nascer, em toda a sua trajetória existencial, ex­plora o mundo que o envolve, o rico pool de estímulos sensoriais e in­terpreta-os.

Pelo fato de experimentar, desde sua mais tenra história existencial, os estímulos sensoriais que esquadrinham a arquitetura do mundo extra-psíquico, o homem tem a tendência natural de desenvolver uma trajetória exploratória exteriorizante. Nessa trajetória, ele se torna cada vez mais ínti­mo do mundo em que está, o extrapsíquico, mas, ao mesmo tempo, torna-se um estranho para si mesmo.

O homem moderno, em detrimento dos avanços da ciência e da tecnicidade, vive a mais angustiante e paradoxal de todas as solidões psicossociais, expressa pelo abandono de si mesmo na trajetória existen­cial. A pior solidão é aquela em que nós mesmos nos abandonamos, e não aquela em que nos sentimos abandonados pelo mundo. É possível nos abandonarmos na trajetória existencial? Veremos que sim. Quando o ho­mem não se repensa, não se questiona, não se recicla, não se reorganiza, ele abandona a si mesmo, pois não se interioriza, ainda que tenha cultura e múltiplas atividades sociais.

Os livros de auto-ajuda, embora não tenham grande profundidade inte­lectual, são procurados com desespero nas sociedades atuais, como tentati­va de superar, ainda que ineficientemente, a grave crise de interiorização que satura as pessoas. O homem que não se interioriza é algoz de si mes­mo, sofre de uma solidão intransponível e incurável, ainda que viva em multidões.

"O homem que não se interioriza dança a valsa da vida engessado intelectualmente." Sua flexibilidade intelectual fica profundamente reduzi­da para solucionar seus conflitos psicossociais, superar suas contrariedades, frustrações e perdas.

E mais fácil explorar os fenômenos do mundo que nos envolve do que aprender a nos interiorizar e ser caminhantes na trajetória de nosso próprio ser e explorar os fenômenos contidos em nosso mundo intrapsíquico. É mais fácil e confortável explorar os estímulos extrapsíquicos, que sensibilizam nos­so sistema sensorial, do que explorar os sofisticados processos de construção dos pensamentos, o nascedouro e desenvolvimento das idéias, a organização da consciência existencial, as causas psicodinâmicas e histórico-existenciais de nossas misérias, fragilidades, contradições emocionais, etc.

Mergulhado num processo socioeducacional que se ancora na transmissibilidade e no construtivismo do conhecimento exteriorizante, o ho­mem se torna um profissional que aprende a usar, com determinados ní­veis de eficiência, o conhecimento como ferramenta ou instrumento de trabalho. Porém, tem grandes dificuldades para usar o conhecimento para desenvolver a inteligência: aprender a percorrer as avenidas da sua própria mente, conhecer os limites e alcance básicos da construção de pensamen­tos, regular seu processo de interpretação através da democracia das idéias e tornar-se um pensador humanista, que trabalha com dignidade seus er­ros, dores, perdas e frustrações, e aprende a se colocar no lugar do "outro" e a perceber suas dores e necessidades psicossociais.

Dr. Augusto Jorge Cury

INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL

Análise da Construção dos Pensamentos e da Formação de Pensadores

(8a edição, revista e ampliada)



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