A transformaçÃo da indústria naval nacional e a qualificaçÃo dos trabalhadores do pólo naval de rio grande



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13ª Mostra da Produção Universitária

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Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.



A TRANSFORMAÇÃO DA INDÚSTRIA NAVAL NACIONAL E A QUALIFICAÇÃO

DOS TRABALHADORES DO PÓLO NAVAL DE RIO GRANDE
­­ SALVADOR, Berenice de Lemos Silva (autor/es)

VARGAS, Francisco Eduardo B. (orientador)

Evento: Congresso de Iniciação Científica

Área do conhecimento: Sociologia
Palavras-chave: trabalho; qualificação; reestruturação produtiva
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como finalidade central tentar elucidar as transformações ocorridas nos dez últimos anos na indústria naval no Brasil e as mudanças mais recentes no mercado de trabalho, ocorridas na nossa região, mais especificamente na cidade de Rio Grande, em decorrência da implantação do pólo naval nesta cidade. Desse modo, o meu problema de pesquisa é o desconhecimento quanto às exigências, que as empresas do Pólo Naval instituem para a contratação da mão-de-obra. Este trabalho tem por objetivo Identificar as exigências de qualificação requeridas pelas empresas do Pólo Naval de Rio Grande e apresenta como hipótese: a grande maioria dos trabalhadores contratados pelas empresas do Pólo Naval possui no mínimo uma formação técnica.
2 REFERENCIAL TEÓRICO

Para uma melhor sustentação teórica, se fazem necessários a compreensão dos conceitos de “trabalho”, “reestruturação produtiva” e “qualificação”. Para Antunes “as novas realidades do trabalho no Brasil são marcadas por fortes processos de reestruturação produtiva e organizacional” (ANTUNES, 2012). Bravermann (1981) conceitua que: “qualificação está ligada tradicionalmente ao domínio do ofício, isto é, a combinação de conhecimento de matérias e processos com habilidades manuais exigidas para desempenho de determinado ramo da produção”. “A produção capitalista exige intercâmbio de relações, mercadorias e dinheiro, mas sua diferença específica é a compra e venda da força de trabalho” (BRAVERMAN, 1981, p.54).


3 METERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
O material utilizado para orientação metodológica foi dividido em dois grupos. Em um primeiro momento, foi feito um levantamento histórico sobre a indústria naval no Brasil, bem como sobre a história do porto de Rio Grande e de seu pólo naval. Como ocorreu esse renascimento da indústria naval nacional, indaga-se quais foram os fatores que propiciaram essa retomada e de que maneira se deu esse processo.Em um segundo momento, foram analisados os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), para uma caracterização das profissões mais freqüentes, as ocupações que concentram maior número de trabalhadores e suas qualificações necessárias a cada função específica.Por fim, foram utilizados dados que indicam os níveis de crescimento do número de empregos formais da cidade de Rio Grande em comparação com a cidade de Pelotas, confrontando-se essas informações com o cenário Nacional.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com o conjunto de todos os materiais arrecadado, estudados e analisados é possível chegar a algumas conclusões contundentes. A história naval nacional apresenta um ciclo que tem sua alternância em períodos de grande produtividade, seguido por outros períodos decadentes em termos produtivos. Esses períodos estão diretamente relacionados ao mercado internacional e ao mercado interno, conforme a situação econômica. O Pré-sal foi a “mola mestra”, para esse ressurgimento e o governo “LULA” seu maior incentivador. Com os dados da RAIS, podemos verificar alguns dados relativos aos cargos que apresentam uma maior concentração de mão de obra e qual é o tipo de formação necessária para esse perfil de trabalhador. Assim podemos traçar uma relação entre o conceito de “qualificação” e sua aplicabilidade no setor naval. A reestruturação produtiva no Brasil e sua influência direta no mercado de trabalho.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como conclusão para esse trabalho, pode-se traçar alguns aspectos relevantes: que o renascimento da indústria naval, através de políticas econômicas do governo, contribuiu para uma mudança não somente econômica, social, política e de geração de empregos. Mas fundamentalmente, trouxe um novo perfil para cada trabalhador, obrigando-o a procurar uma qualificação específica, para poder ser aproveitado pelo setor naval, assim desta forma, acontecendo um aumento significativo de cursos de qualificação, em decorrência da carência de pessoal capacitado para esse novo mercado de trabalho em franca expansão. As relações de trabalho e de contratos de trabalhos entre empregados e empregadores, também sofreram alterações, acompanhando a tendência do mercado internacional. A cidade de Rio Grande se tornou referência, não só regional, mas nacional em geração de novas oportunidades de empregos, onde um porto que se encontrava em estagnação, passou a atrair novos investimentos e investidores para a cidade e região. As atividades industrial-portuária, atraíram novos investimentos e ganharam um novo impulso.



REFERÊNCIAS
ANTUNES, Ricardo. O continente do labor - As formas diferenciadas da reestruturação produtiva. Ed. Boitempo, São Paulo, 2012.

BRAVERMAN, H. Trabalho e Capital Monopolista: a degradação do trabalho no século xx. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1981.





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