A valorizaçÃo da mulher no mercado de trabalho: percepçÃo das profissionais dos grupos de trabalho do crcmg



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A VALORIZAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO: PERCEPÇÃO DAS PROFISSIONAIS DOS GRUPOS DE TRABALHO DO CRCMG.
Bruna Adriane Henriques Goulart e Marina Sena Pedrosa1

Marta Alves de Souza2


RESUMO
As mulheres a cada dia buscam conquistar seu espaço e sua valorização no mercado de trabalho, superando barreiras, como por exemplo, as diferenças salariais e a dificuldade em conciliar trabalho e vida pessoal, e passam por tudo isso para alcançar os objetivos que almejam. O presente artigo teve como objetivo verificar se as profissionais de contabilidade sentem-se valorizadas no mercado de trabalho. Para tanto adotou-se a metodologia de pesquisa bibliográfica e coleta de dados por meio de questionário. Observou-se que alguns aspectos voltados para a profissional contábil não reproduz a realidade do mercado de trabalho como um todo e que as mulheres contabilistas tem opiniões muito positivas acerca da profissão.
PALAVRAS-CHAVE: Mercado de trabalho. Profissional Contábil. Valorização da Mulher.
INTRODUÇÃO
Historicamente, as mulheres têm passado grande repressão de diversos tipos, sejam elas por parte dos homens, das suas famílias e por parte da sociedade como um todo. E em relação ao mercado de trabalho, o que se percebe não é diferente do que acontece e aconteceu.
Apesar de uma maior presença no mercado de trabalho, ainda há uma desigualdade no que se refere aos diferentes gêneros. A mulher, em muitos perfis familiares, acumula tanto as funções trabalhistas quanto as domésticas e também as maternas, ficando, muitas vezes, sobrecarregada.
Sob uma ótica machista, que dominou esta área da vida das mulheres por décadas, o que ocorria é que elas não podiam trabalhar, pois deveriam se preservar, seja para não exporem sua imagem, seja para cuidar de sua casa e família, seja para uma reafirmação masculina.
Na ótica de Saad (2010) apud Bertolin e Andreucci (2010, p. 10):

A relação conjugal imitava a relação estatal com os cidadãos, de natureza hierárquica e moldada sobre o binômio autoridade-submissão, e tinha como palavras de ordem: poder doméstico, controle marital, obediência da mulher[...]. Historicamente o homem e a mulher tem sido educados para serem, respectivamente, dominante e submissa[...].


As repressões contra a mulher ainda são os principais motivos que atrapalham sua evolução nas empresas. Muitos homens acham constrangedor serem chefiados por uma mulher. (TEMÓTEO, 2013).
As mulheres têm se preparado continuamente para atuar nos mais diversos setores e níveis oferecidos pelo mercado, buscando a realização pessoal e contribuição para melhoria do bem-estar da sociedade, agregando a rotina das empresas habilidades próprias e importantes, como a motivação, capacidade de trabalhar em grupo, administrar conflitos e lidar com recursos escassos. E mesmo assim, elas ainda se deparam com as barreiras culturais do preconceito e da discriminação estabelecidas pelos homens.
Este trabalho tem por objetivo geral verificar se as profissionais de contabilidade se sentem valorizadas no mercado de trabalho.
No que tange aos objetivos específicos o que se pretende é demonstrar quais os problemas enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho e mostrar sua contribuição para o mercado de trabalho como profissional.
Diante destes objetivos, a pergunta que norteia o problema de pesquisa proposto é: as profissionais de contabilidade se sentem valorizadas no exercício de sua profissão?
A valorização do papel feminino na contabilidade, assim como em outros segmentos, trouxe várias mudanças, que influenciaram diretamente para derrubar o preconceito, fazendo com que a mulher vencesse barreiras sociais, familiares e profissionais para se firmar e serem reconhecidas na sociedade.
A relevância dessa pesquisa se dá em função de discutir o papel da mulher no exercício da profissão contábil. Ao se destacar as informações pretendidas aqui, é possível colaborar com as atuais e futuras profissionais no que se refere à sua visibilidade, além de ser possível a melhor compreensão por parte de todos os gêneros sobre o que tem enfrentado as pessoas do sexo feminino na conquista de espaço no mercado de trabalho.
REFERENCIAL TEÓRICO
MERCADO DE TRABALHO
O mercado de trabalho atual difere muito do de algumas décadas atrás. O trabalhador que antes permanecia por muitos anos no mesmo emprego, que na maioria das vezes não possuía instrução alguma e geralmente estava amparado por um sindicato, foi substituído por um trabalhador mais qualificado, que permanece um período menor de tempo no emprego, é muito mais individualizado, pois na maioria das vezes não pertence a nenhum movimento sindical, o que o torna frágil e subordinado ao modo de produção capitalista.
O mercado de trabalho consiste entre a oferta e procura de empregos em um determinado momento. Para Chiavenato (2013, p. 70):

Dá-se o nome de mercado de trabalho as transações que envolvem oportunidades de trabalho ou de empregos oferecidas pelas organizações em determinado lugar e em determinada época. O mercado de trabalho é basicamente definido pelas empresas e as oportunidades de trabalho que elas oferecem.

Ao longo dos anos através de avanços tecnológicos, industriais, desemprego e pobreza, o mercado de trabalho vem sofrendo mudanças onde os profissionais devem buscar se adequar para se manterem. Essas mudanças propiciaram um novo mercado de trabalho onde o emprego estável, bem pago e por tempo indeterminado desmoronou.
Segundo Bruschini e Lombardi (2003) com esse cenário foi possível uma participação maior da mulher no mercado de trabalho, podendo assim ocorrer a quebra de padrões comportamentais que essas mudanças trouxeram.
A FUNÇÃO DA MULHER ANTES DE COMEÇAR A TRABALHAR
Desde a Antiguidade, a mulher vive em situação de inferioridade frente ao homem. A mulher ficou subordinada ao poder masculino, tendo basicamente a função de procriação, de manutenção do lar e de educação dos filhos, numa época em que o valor era a força física. Com o passar do tempo, porém, foram sendo criados e produzidos instrumentos que dispensaram a necessidade da força física, mas ainda assim a mulher ficou numa posição de inferioridade, sempre destinada a ser uma parte do homem, jamais seu semelhante. Com tais responsabilidades as mulheres estavam distanciadas no mercado formal de trabalho.
O modelo de família patriarcal existe antes mesmo da Idade Média e até hoje perdura. No entanto, tem experimentado um declínio significativo ao longo do tempo. Nele, é a ação do homem (forte) sobre a mulher (fraca) que vigora, cabendo a ela cuidar da casa, dos filhos e do marido em tempo integral, ou seja, desenvolver o papel de esposa que cuida do lar e dos familiares. De acordo com Araújo e Scalon (2007, p. 124):

[...] o modelo de família com núcleo patriarcal - homem/provedor e mulher/dona-de-casa em tempo integral - é calcado em uma estrutura hierárquica que pressupõe um conjunto de práticas e de valores. Esse modelo baseia-se na dicotomia dos papéis sexuais familiares. Vale lembrar que a conceituação de papel não só compreende o posicionamento do indivíduo no grupo familiar e na sociedade em geral, como também se refere aos modelos culturais e aos sistemas de valores.


No modelo, à mulher cabe o desempenho de atividades afetivas como o cuidado e educação dos filhos e de atividades domésticas. Ao homem, cabe a execução de atividades instrumentais e intelectuais, sendo que vinculando ao emprego legalizado/remunerado. De acordo com Araújo e Scalon (2007, p. 153):

[...] esse arranjo familiar, que variou de intensidade nos diversos contextos sociais e ao longo do tempo, se fortaleceu em razão da marginalização imposta à mulher no espaço público do trabalho, sobretudo nos empregos de mais prestígios e remuneração. A ideologia das “esferas separadas” leva a considerar o espaço privado da família como lugar “natural” da mulher, e o emprego remunerado e o mercado como o espaço masculino por excelência.

INGRESSO E PARTICIPAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
Há indícios das primeiras participações de mulheres junto aos homens, na Revolução Francesa. Esta participação se deu basicamente na vontade de lutar contra as desigualdades e pela fome que assolava os franceses na época. Neste momento da história começou-se a questionar os direitos sociais das mulheres, e é a partir de então que o movimento feminista ganha força, firmando-se com mais convicção no século XX.
Na visão de Martins (2011, p. 6):

[...] a Revolução Francesa mudou a condição feminina, não só porque mudou a condição de toda a França, mas também porque a partir desse momento, passa-se a questionar o papel e os direitos da mulher. É através do período revolucionário, que as mulheres começam a perceber que não precisavam ser submissas aos homens, começaram a ver que eram seres humanos completos, tais como seus pais e maridos. Também conquistaram direitos sobre o estado civil e o divórcio (1792) e se estabeleceu os mesmos direitos de autoridade paternal para o pai e para a mãe (1793). A conquista desses direitos representa a abertura da visão machista em prol dos direitos feministas.


Hobsbawn (2004) ressalta que a Revolução Francesa (1789), culminou com uma nova perspectiva do papel da mulher na sociedade. A partir daí as mulheres começaram a passar a atuar de forma importante na sociedade. Entre as mudanças, pode-se destacar questões relativas à exploração e limitação de seus direitos, cujas características marcaram a atuação da mulher buscando a melhoria da vida e condições de trabalho, com o começo da participação política, o fim da prostituição, a busca à instrução e a procura da igualdade de direitos entre os sexos.
Um fato que colaborou para o acesso da mulher ao mercado de trabalho foi o período da Revolução Industrial, que ocorreu entre os séculos XVIII e XIX. Neste momento, com o advento da industrialização e da mecanização, passou a ser necessária uma mão de obra diferenciada nas linhas de produção.

Para Carlos (1994, p. 29):



No início do período em questão, muitas das unidades de produção eram pequenas empresas familiares que deram origem à manufatura e depois à grande indústria. Neste sentido, a Revolução Industrial, num primeiro momento apoderou-se do instrumento artesanal para em seguida, com a introdução da maquinaria, ampliar o grau de exploração do trabalho.
Carlos (1994) continua dizendo que “A produção passa a requerer a divisão do trabalho, ferramentas especializadas, sistema de transporte organizado e comércio desenvolvido”.
Outro ponto relevante para a participação da mulher no mercado de trabalho foi o advento da II Guerra Mundial, ocorrida entre os anos de 1939 a 1945. Além de terem que passar a trabalhar para manter o sustento da casa, neste momento a indústria bélica estava necessitando de trabalhadores e, em decorrência da ausência de homens, que se encontravam nas batalhas, a mulher passou a ser requisitada para tal função, assumindo lugar nas linhas de produção.
Segundo Baltar e Leone (2008) a inserção da mulher no mercado de trabalho se deve também a dois acontecimentos que marcaram a história da humanidade, e modificou a vida das mulheres. Com as guerras os homens tinham que ingressar nas frentes de batalha e as mulheres passaram a assumir os negócios da família e a posição dos homens no trabalho. Ao final das guerras, o resultado, tinha modificado a paisagem e a estrutura das sociedades mundiais, pois, com o regresso dos homens que lutaram pelo país, onde muitos dos que sobreviveram ao conflito foram mutilados e impossibilitados de voltar ao trabalho, outros ficaram com problemas psicológicos, e muitos outros foram excluídos da vida social das comunidades, entre outras coisas, resultando num novo tipo de sentimento e atitude por parte das mulheres. Nesse momento é que as mulheres novamente deixaram as casas e os filhos para levar para frente os projetos e os trabalhos realizados pelos maridos.
Ainda falando dos fatos que contribuíram para a participação da mulher no mercado de trabalho, é possível citar ainda as condições de acesso à educação. À medida que isto ocorreu, o mercado de trabalho passou a receber o público feminino de forma mais assídua.
Já em uma evolução das legislações brasileiras, passamos a perceber que a partir do advento da Constituição Federal de 1934 o reconhecimento de alguns direitos que impactaram na evolução feminina, antes não citados em normas brasileiras.
Pode-se citar nesta Carta Magna, o Art. 109, que rege sobre o dever de voto à mulher, da mesma forma que o homem. No Art. 113, I, reconhece a igualdade de todos, perante a lei, sem distinção de sexo, raça, profissões, classe social, riqueza, crenças religiosas ou ideias políticas. Já no Art. 121, § 1°, a, fala sobre a proibição de diferença entre salário para um mesmo trabalho, por motivo de idade, sexo, nacionalidade ou estado civil.
A Constituição Brasileira (1988), também cita alguns aspectos acerca da mulher. Em seu Art. 5º, que fala das igualdades entre os cidadãos, fala no inciso I que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.
O Art. 7º, dispõe em seu caput sobre os direitos dos trabalhadores e no inciso XX rege sobre a proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos.
No que se refere à evolução do trabalho da mulher no Brasil, Safotti (1976) apud (SILVA e YAZBEK, 2012, p. 74) explica que:

Somente em 1872, com o primeiro recenseamento brasileiro, que se pode analisar mais seguramente o processo de formação da força de trabalho feminina. Segundo os dados oferecidos por esse censo, as mulheres representavam 45,5% da classe trabalhadora, sendo que do total, aproximadamente 1/3 se encontrava trabalhando no emprego assalariado doméstico.


Mas somente a partir dos anos 70 que se conseguiu perceber o maior crescente de participação feminina, estando este número na casa dos 21% da população economicamente ativa (SILVA e YAZBEK, 2012).
Mais recentemente, conforme gráfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2012) demonstrado abaixo, percebe-se que a participação da mulher ainda está abaixo daquela que o homem exerce. E ainda, que a mulher não economicamente ativa é a maioria. Mas em comparação com os números de 2003, se observa um movimento de inversão de alguns números relevantes.

Gráfico 1 - Distribuição de populações, segundo o sexo (%) – (2003 e 2011)




2003




grupo 1group 120





































































































































































































group 118Homem Mulher




















2011


































group 100group 120


















54,6






















































































































































group 118Homem Mulher















Fonte: IBGE (2012, p. 3)


Vê-se que os números que eram menores em grau positivo estão maiores e os números em grau negativo estão menores, com exceção das mulheres desocupadas, que obteve um aumento. O gráfico demonstra que, de forma geral, neste período de oito anos, a participação feminina no mercado de trabalho teve números crescentes, onde as mulheres ocupadas representaram um percentual de crescimento de 2,40%. Observa-se um crescimento ainda tímido, mas condizente com o histórico lento de evolução feminina esta área.
VALORIZAÇÃO DA MULHER
Acerca da valorização da mulher, a ONU – Organização das Nações Unidas, estabeleceu os Objetivos do Milênio, através da Declaração do Milênio, datado de Setembro do ano 2000, que dentre outras determina:

A Declaração do Milênio das Nações Unidas é um documento histórico para o novo século [...], reflete as preocupações de 147 chefes de Estado e de Governo de 191 países que participaram na maior reunião de sempre de dirigentes mundiais. (ONU, 2001)


Os Objetivos do Milênio visam a melhoria de vida das pessoas ao redor do mundo, e é um reflexo da preocupação de diversos países no que se refere à qualidade de vida.
As estabelecidas pela ONU e os países que assinaram a declaração são oito: acabar com a fome e a miséria, educação básica e de qualidade para todos, redução da mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a AIDS, a malária e outras doenças, qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e todos trabalhando pelo desenvolvimento.
Tem ainda outra meta, que muito tem a ver com o objeto de estudo deste trabalho: Igualdade entre os Sexos e Valorização da Mulher. Este objetivo determina que as desigualdades educacionais entre os sexos sejam sanadas até 2015 e fomentar a participação feminina das áreas da sociedade como economia e política, como forma de igualar às oportunidades que o sexo masculino tem hoje.
O Brasil tem seus próprios programas para enquadramento nos Objetivos do Milênio e neste quesito tem o Programa de Autonomia Econômica das Mulheres e Igualdade do Mundo do Trabalho, e o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Conforme site oficial dos 8 Jeitos de Mudar o Mundo, como as metas são chamadas no Brasil:

As mulheres já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, recebem menos do que homens trabalhando nas mesmas funções e ocupam os piores postos. Em 1998, 52,8% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, comparadas a 82% dos homens. Em 2008, essas proporções eram de 57,6% e 80,5%. A participação nas esferas de decisão ainda é pequena. Em 2010, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas. (OITO JEITOS DE MUDAR O MUNDO, 2015).


A mulher tem se mostrado cada vez mais competente e eficiente, no trabalho em que realiza. Vêm ganhando espaço diversos segmentos, e na contabilidade não é diferente. Segundo dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC, 2012), Mais de 190 mil mulheres contribuem para o desenvolvimento da profissão, o que representa 41% do total de Profissionais Contábeis.
METODOLOGIA

A metodologia, ao se elaborar um trabalho, é tão importante quanto o próprio conteúdo pesquisado. Saber sobre métodos, onde usá-los e como usá-los pode levar-nos à novos caminhos e descobertas dentro e além do que se pretende em uma pesquisa.


Buscando refletir acerca da metodologia, sua importância e conceitos, Magalhães (2005, p. 231) explicita que

A metodologia acaba sendo uma ciência em si, como aquelas que ela própria estuda, mas é oportuno lembrar que o estudo da metodologia como parte da pesquisa da verdade mostra o quão mais frutífera e interessante é a história da ciência que problematiza histórica e filosoficamente suas teorias e métodos.


Para este estudo a ferramenta utilizada, quanto ao procedimento de coleta de dados, se deu por meio de questionários, assim como por meio de pesquisas bibliográficas com base em livros, artigos científicos e reportagens relacionadas evolução e valorização da mulher no mercado de trabalho, especificamente para o ramo contábil.
Sobre pesquisa Cervo; Bervian; Silva (2007) explica que se trata de uma atividade investigativa que tem partida em uma dúvida ou problema e, com o uso do método científico, terá como finalidade encontrar a resposta ou solução.
A escala utilizada no questionário foi a escala Likert, tal escala permite um posicionamento mais preciso. Esta escala de acordo com Costa (2011) possui uma grande vantagem devido a sua facilidade de manuseio, pois é fácil a um pesquisador emitir um grau de concordância sobre uma afirmação qualquer. Adicionalmente, a utilização desta escala contribuiu positivamente para a aplicação do questionário.
Decorrente do uso de questionários, os métodos qualitativos e quantitativos se fizeram presentes na coleta de dados e portanto, Knechtel (2014, p. 97) ressalta que:

A abordagem qualitativa é uma modalidade de pesquisa voltada para o entendimento de fenômenos humanos e cujo objetivo é obter uma visão detalhada e complexa desses fenômenos, analisando a forma como os respondestes os figuram e os apreendem.


Triviños (1987, p. 132) observa que é desejável que a pesquisa qualitativa tenha como característica a busca por:

[...] uma espécie de representatividade do grupo maior dos sujeitos que participarão no estudo. Porém, não é, em geral, a preocupação dela a quantificação da amostragem. E, ao invés da aleatoriedade, decide intencionalmente, considerando uma série de condições (sujeitos que sejam essenciais, segundo o ponto de vista do investigador, para o esclarecimento do assunto em foco; facilidade para se encontrar com as pessoas; tempo do indivíduo para as entrevistas, etc.)


No campo dos métodos quantitativos Richardson (1999) propõe que a pesquisa quantitativa é caracterizada pelo emprego da quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas.
Em outro conceito Diehl e Tatim (2004) dispõe que a pesquisa quantitativa utiliza-se basicamente de quantificação, desde o período de coleta de dados indo até o momento de tratamento destes dados.
Na pesquisa quantitativa, a determinação da composição e do tamanho da amostra é um processo no qual a estatística tornou-se o meio principal e a amostra deve ser muito bem definida.
De acordo com Malhotra (2001, p.55):

A pesquisa qualitativa proporciona uma melhor visão e compreensão do contexto do problema, enquanto a pesquisa quantitativa procura quantificar os dados e aplica alguma forma da análise estatística”.


Neste trabalho ainda foi incluso a pesquisa descritiva, que é uma técnica que preza a descrição daquela população estudada, ou ainda suas inter relações. Diehl e Tatim (2004) ressalta que uma das principais características deste método é o emprego de formas padronizadas de coletar dados, como por exemplo questionário e observação sistemática.
A coleta de dados foi feita com público exclusivamente de mulheres dos GT’s – Grupos de Trabalho do CRCMG – Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais que são compostos por diversas áreas que auxiliam o CRCMG no exercício de suas atividades e seu desenvolvimento. Os grupos, em sua maioria, são mistos, totalizando 146 integrantes sendo 68% homens e 32% mulheres, e foram obtidas 24 opiniões em uma população de 46, possibilitando assim caracterizá-las e observar suas opiniões acerca do tema proposto.
DADOS E ANÁLISE DA PESQUISA
Conforme já explicitado, este trabalho utilizou-se de questionário para responder o problema de pesquisa. No questionário, abordaram-se as seguintes informações: faixa etária, estado civil, tempo de atuação no mercado de trabalho bem como se está ativa e educação continuada.
Pode-se observar que 50% das entrevistadas possuem a idade de 18 a 29 anos, 29% de 30 a 49 anos, 17% de 50 a 59 anos e 1% acima de 60 anos. E em relação a seu estado civil 46% são casadas, 46% são solteiras, 4% são divorciadas e 4% viúvas.
Na questão salarial, 54% das entrevistadas recebem de 3 a 5 salários mínimos, 25% recebem até 2 salários mínimos, 13% ganham de 6 a 8 salários mínimos e outros 8% recebem de 9 a 12 salários mínimos, sendo que 92% estão atuando no mercado de trabalho atualmente e apenas 8% não estão ativas.
Outro ponto observado foi a idade que concluíram a graduação, onde 54% das mulheres concluíram quando tinham entre 23 e 26 anos de idade, 21% até os 22 anos, 13% entre 27 e 30 anos e 12% concluíram acima dos 30 anos. Destas 71% fizeram apenas graduação, 25% fizeram pós-graduação e 4% fizeram mestrado.
No quesito experiência na área contábil 33% das entrevistadas possuem entre 3 e 5 anos de experiência, 29% acima de 13 anos, 13% entre 6 e 8 anos, 13% entre 9 e 12 anos, e 12% até 2 anos de experiência na área contábil.
Sobre os objetivos específicos, buscou-se entender a opinião das profissionais acerca dos problemas enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho e mostrar sua contribuição para o mercado como profissional.
Nas questões que abordam as possíveis dificuldades encontradas pelas mulheres, 46% das respondentes entendem que não há diferença salarial ante aos homens, 21% entendem que o salário é igual e outros 21% acham que há diferença. Ainda há 8% que acham que há muita diferença e apenas 4% acham que existe pouca diferença. Estes dados mostram que a profissional contábil está equiparada aos homens, pelo menos no que se refere a seu salário.

Há autores e dados que mencionam que as diferenças são evidentes. Conforme citam Mota e Souza (2013, p. 13) “[...] a diferença salarial continua sendo um obstáculo a ser ultrapassado pelas mulheres. É certo que houve uma redução nessa diferença, embora não se conseguiu chegar a um patamar de igualdade. ”


Mas de acordo com Narloch (2015) se as mulheres de fato ganhassem menos que os homens para realizar as mesmas tarefas, empresas que buscam o lucro só contratariam mulheres. Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o patrão, é claro, contrataria o mais barato.
Gráfico 2: Diferença Salarial

Fonte: Pesquisa (2015)


Em relação às respostas das entrevistadas sobre a conciliação entre trabalho e vida pessoal a maioria concorda plenamente ou apenas concorda que é possível conciliar os dois e uma quantidade menor concorda em parte que é possível conciliar carreira e vida pessoal.
Ost (2010) diz que conciliar ambos é uma questão fundamental para a sociedade e diz ainda que:

Compatibilizar estas responsabilidades provoca um enorme desgaste principalmente para as mulheres, pois, mesmo com o avanço no mercado de trabalho feminino, bem como a crescente participação das mulheres no espaço público, ainda são elas que assumem, em maior proporção, as tarefas familiares, assumindo assim uma dupla jornada, a de mulher-profissional e a responsável pelo cuidado de filhos e familiares, traduzindo-se, assim, numa sobrecarga para elas. (OST, Stelamaris, 2010, p. 1).
Gráfico 3 – Conciliação entre trabalho e vida pessoal

Fonte: Pesquisa (2015)


Já em outro aspecto, o gráfico 4 demostra que, quando indagadas se mesmo com sua qualificação acham que ocupam cargos mais inferiores em relação aos homens, 33% delas respondem que concordam em parte, 29% concordam plenamente, 25% apenas concordam e 13% não concordam.
Sobre esse assunto o IBGE (2010), através das análises do Censo Demográfico (2010) expõe que:

Apesar da maior escolaridade, a inserção das mulheres em ocupações cuja relação salarial seja marcada pela posse da carteira de trabalho assinada ainda é inferior à dos homens e pode estar revelando a atuação de forças estruturais que, ao se sobreporem às políticas de ativação da oferta de trabalho, se tornam fontes importantes na perpetuação das desigualdades de gênero no mercado de trabalho brasileiro.

Esta mesma pesquisa no IBGE mostra que 19,2% das mulheres com ocupação têm superior completo ante 11,5% de homens.
Neste aspecto é possível perceber que apesar de possuir maior escolaridade, a mulher ainda tem menor participação no mercado de trabalho e; a maioria as mulheres questionadas acreditam que existe esta diferença.
Gráfico 4: Ocupação de cargos nas empresas


Fonte: Pesquisa (2015)
No que tange aos problemas enfrentados por elas no mercado de trabalho, conforme gráfico abaixo, 59% respondem que o acúmulo de atividades é o maior dificultador no exercício da profissão, 29% acham que o problema é a autonomia na tomada de decisões, e as demais veem problemas com atualização profissional, dificuldade em mostrar resultados e falta de confiança na execução de seu trabalho.
Sobre a maior preocupação percebida na presente pesquisa Sigollo (2011) explica que:

[...] esse acúmulo de funções é um dos principais fatores de estresse no sexo feminino. Um levantamento recente da Nielsen com 6.500 mulheres de 21 países revelou que as brasileiras ocupam a quarta colocação entre as mais estressadas, com 67% das pesquisadas. As três primeiras colocações ficaram com Índia (87%), México (74%) e Rússia (69%).


Gráfico 5 – Problemas enfrentados



Fonte: Pesquisa (2015)


Acerca das contribuições da mulher, as respostas encontradas foram variadas. Algumas respondem que a capacidade de ser detalhista, a capacidade de organização e de executar diversas funções ao mesmo tempo, a agilidade na execução das tarefas e também a dedicação é o que de mais relevante tem a mulher que atua no mercado de trabalho.
Outras respostas obtidas citam o senso de responsabilidade, a seriedade, a capacidade de ter uma visão mais complexa e até mesmo sua feminilidade, que pode ajudar trazendo conforto aos usuários da contabilidade com quem lida.
Abordando a partir daqui o problema de pesquisa, que pretende mostrar a valorização das profissionais contábeis, tem-se como primeiro quesito o sentimento em relação à sua valorização ao ocupar um cargo na área contábil. 42% das mulheres sentem-se valorizadas às vezes, 37% mulheres já se sentiram desvalorizadas e outros 21% nunca se sentiram desvalorizadas.
Silva (2014) afirma que todo profissional almeja ser valorizado pela sociedade, mas somente alguns são recompensados com o sucesso. Muitos, no desespero pela sobrevivência, não percebem a adoção de práticas que os levam a contribuir com a desvalorização da profissão e de suas próprias pessoas e carreiras.  

Gráfico 6 – Desvalorização ao ocupar cargo na área contábil



Fonte: Pesquisa (2015)


Na questão que aborda sua valorização no atual emprego 46% se sentem valorizadas, 21% sentem-se muito valorizadas, 17% pouco valorizadas e outros 16% nem muito nem pouco valorizadas. Não se obteve respostas de profissionais que se sentem desvalorizadas.
Segundo pesquisa realizada, Carneiro (2013) afirma que a carreira contábil está entre as que registram maior avanço de mulheres. Hoje, no Brasil, existem mais de 500 mil profissionais de contabilidade e 220 mil são mulheres, 41% do total. As mulheres identificaram na contabilidade uma profissão rentável, que permite realizar seus sonhos dentro do seu perfil de organização e disciplina. 
Gráfico 7 – Valorização no atual emprego

Fonte: Pesquisa (2015)

Ainda sobre o quesito valorização, 45% das mulheres respondem que o que as faz sentir valorizadas é a possibilidade de carreira, que engloba aspectos como evolução salarial, promoções e reconhecimento de seu trabalho. 32% acham que a confiança que recebem ou transmitem é o que as valoriza. As demais respostas permeiam entre atualização profissional, satisfação do cliente, autonomia para decisões e experiência adquirida.
Segundo Braz (2013) a mulher consegue transmitir a importante e árdua tarefa de modificar hábitos com a delicadeza e a clareza necessária para despertar o envolvimento de cada indivíduo e a importância da mudança de cada um. Ela passou a ser mais valorizada e conquistou um lugar extremamente importante no mercado de trabalho e na sociedade, ocupando, algumas vezes, os melhores cargos em uma empresa.
Gráfico 8 – Sentimento sobre a valorização

Fonte: Pesquisa (2015)


CONSIDERAÇÕES FINAIS E SUGESTÕES
Frente ao objetivo geral, que buscou verificar se as profissionais de contabilidade se sentem valorizadas no mercado de trabalho, nota-se que o mundo do trabalho sofreu uma série de mudanças no que diz respeito à inserção das mulheres, considerando suas diferenças em relação ao universo masculino e pode-se perceber uma maior valorização das mulheres.
A pergunta norteadora do artigo foi: as profissionais de contabilidade se sentem valorizadas no exercício de sua profissão? Para tanto foram utilizadas pesquisas bibliográficas que, quando de cunho genérico, mostraram uma realidade ainda negativa para as mulheres atuantes no mercado de trabalho. No entanto percebeu-se que para a profissional de contabilidade a tratativa do mercado está diferente, pois em suas respostas sobre a valorização, observa-se que não há uma visão negativa ou pessimista.
Sendo assim, sobre o objetivo geral e o problema de pesquisa propostos, observou-se que sobre sua valorização há uma realidade favorável, onde profissionais das diversas faixas etárias e dos diversos tempos de experiência na área, têm uma percepção otimista sobre a sua vivência no ambiente contábil. Em todas as respostas sobre este tema, as maiores porcentagens mostraram respostas em grau positivo, o que reflete uma realidade diversa daquela observada no mercado de trabalho de forma geral.
Já sobre os objetivos específicos, que buscaram verificar os problemas no exercício da profissão bem como as contribuições femininas, constatou-se também que o clima de otimismo permanece. Dentre os aspectos levantados como possíveis dificultadores para sua atuação, elas entendem, em sua maioria, que os seus salários estão compatíveis com o dos homens e acreditam ainda que é possível conciliar a vida pessoal e trabalho. Já nos aspectos que abordaram ocupação de cargos nas empresas, não há uma concordância geral onde ainda pode-se perceber que os homens saem na frente quando há oportunidade de ocupação de cargos superiores.
As entrevistadas percebem ainda que há outros problemas para sua atuação no mercado, tais como acúmulo de atividades, falta de autonomia da tomada de decisões, dentre outros. As mulheres neste aspecto, geralmente listaram mais de um problema cada.
Desta forma o que se pode concluir é que apesar de acreditar que seu salário é compatível e sentir-se valorizada, há empecilhos que ainda as fazem ter uma grande luta pela frente para conseguir exercer sua profissão e continuar sendo valorizada por isso. A pesquisa mostrou que pode haver um futuro mais igualitário em outras profissões e também entre os gêneros, e que todos poderão ser vistos como iguais em capacidade, independentemente de qualquer relação social.
Sugere-se então que as mulheres continuem buscando seu espaço naquilo a que se prepõem fazer; e que o governo, as empresas, os educadores, as mães e os pais, enfim, aqueles que podem formar opinião e que tem força para mudar uma realidade, continuem valorizando as mulheres para que elas consigam continuar sendo respeitadas no mercado de trabalho.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Clara; SCALON, Celi. Gênero, família e trabalho no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007
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APÊNDICE
Questionário Valorização da Mulher na Profissão Contábil
Você está convidada a responder este questionário que faz parte da coleta de dados do trabalho de conclusão de curso com o tema: “A VALORIZAÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO: ENFOQUE NA PROFISSIONAL CONTÁBIL DE BELO HORIZONTE - MG”, sob responsabilidade das alunas do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de Belo Horizonte – Uni BH.

Deixamos aqui nossos agradecimentos antecipados por sua participação.


*Obrigatório

Faixa etária *

( ) De 18 à 29 anos.

( ) De 30 à 49 anos.

( ) De 50 à 59 anos.

( ) Acima de 60 anos.
Estado civil? *

( ) Solteira.

( ) Casada

( ) Divorciada.

( ) Viúva.
Faixa salarial? *

( ) Até 2 salários mínimos.

( ) De 3 à 5 salários mínimos.

( ) De 6 à 8 salários mínimos.

( ) De 9 à 12 salários mínimos.

( ) Acima de 12 salários mínimos


Está atuando no mercado de trabalho no momento? *

( ) Sim.


( ) Não.

Quando concluiu a graduação, qual era sua idade? *

( ) Até os 22 anos.

( ) Entre 23 e 26 anos.

( ) Entre 27 e 30 anos.

( ) Acima dos 30 anos.
Após a conclusão da graduação você se especializou? *

( ) Não, fiz apenas a graduação.

( ) Sim, fiz Pós Graduação.

( ) Sim, fiz Mestrado.

( ) Sim, fiz Doutorado.
Qual seu tempo de experiência na área contábil? *

( ) Até 2 anos.

( ) De 3 a 5 anos.

( ) De 6 a 8 anos.

( ) De 9 a 12 anos.

( ) Acima de 13 anos.


Na empresa em que você trabalha, há diferença salarial em relação aos homens que executam as mesmas atividades? *

( ) Há muita diferença.

( ) Há diferença.

( ) É igual.

( ) Existe pouca diferença.

( ) Não há diferença.


Você concorda que é possível conciliar o trabalho e vida pessoal? *

( ) Concordo plenamente.

( ) Concordo.

( ) Concordo em parte.

( ) Não concordo.

( ) Discordo plenamente.


Na sua opinião, mesmo com toda a qualificação que a mulher possui atualmente, ela ainda ocupa cargos mais inferiores em relação aos profissionais do sexo masculino? *

( ) Concordo Plenamente.

( ) Concordo em parte.

( ) Não concordo nem discordo.

( ) Discordo em parte.

( ) Discordo totalmente.


Na sua opinião qual o principal problema enfrentado ao ocupar um cargo na área contábil? *

( ) Autonomia na tomada de decisão.

( ) Dificuldade em mostrar resultados.

( ) Falta de confiança na execução do seu trabalho.

( ) Acúmulo de atividades.

( ) Outro: ______________________________________


Em sua opinião, qual a contribuição mais relevante das mulheres em relação ao mercado de trabalho? *

____________________________________________

____________________________________________
Você já se sentiu desvalorizada ao ocupar um cargo na sua profissão? *

( ) Sim.


( ) As vezes.

( ) Não.
Sente-se valorizada no atual emprego? *

( ) Muito valorizada.

( ) Valorizada.

( ) Nem muito nem pouco valorizada.

( ) Pouco Valorizada.

( ) Desvalorizada.
O que te faz sentir valorizada no emprego? *

____________________________________



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1 Graduandas em Ciências Contábeis do Centro Universitário UNIBH – e-mail: brunaahenriques@yahoo.com.br e msena2@hotmail.com

2 Professora Orientadora. Mestre em Administração e Sistemas de Informação – e-mail: marta.souza@prof.unibh.br



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