Abel Salazar, 1889-1946



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Abel Salazar, 1889-1946,

Nasceu em Guimarães em 1889 e viveu em Matosinhos na casa que hoje tem o seu nome, durante mais de 30 anos.

Doutorou-se em 1915, na Faculdade de Medicina do Porto, com um Ensaio de Psicologia Filosó­fica, dissertação muito influenciada por Taine, a quem o júri atribuirá a classificação máxima. Em 1919 já era o professor da cadeira de Histologia.

Como Director do Instituto de Histologia e Embriologia (1919), realizou aí uma série de notáveis trabalhos de investigação.

Criou novos métodos de técnica histológica e, entre eles, o método tano-férrico, que o irá tornar mundialmente conhecido.

Representou a sua Faculdade, em muitos congressos internacionais.

Em 1935, começou a ser perseguido por razões de ordem política e foi afastado da regência da sua cátedra, como aliás aconteceu a outros democratas de alto valor. Apesar de expulso da Faculdade e das múltiplas dificuldades que lhe foram levantadas, publicou mesmo assim, muitos trabalhos de índole científica, muitos deles de marcada originalidade e alguns de grande reper­cussão no estrangeiro.

Toda a sua actividade intelectual revela o democrata enérgico e activo, tantas vezes revoltado, na sua enorme ânsia de verdade e justiça social.

Além de cientista de renome internacional, foi também Abel Salazar, pedagogo, artista, prosa­dor, crítico, filósofo criador e sistematizador, divulgador de doutrinas e ideais progressistas.

Como prosador


  • Notas sobre a Filosofia da Arte, 1933

  • A Posição Actual da Ciência, da Filosofia e da Religião, 1934

  • Evolução Histórica do Pensamento, 1934

  • A Socialização da Ciência, 1934

  • A Função Social da Universidade, 1934

  • Uma Primavera em Itália, 1935

  • Um Estio na Alemanha, 1935

  • A Ciência e o Momento Actual, 1938

  • Reflexões sobre a História, 1938

  • Paris em 1934, 1938

  • Digressões em Portugal, 1938

  • Recordações do Minho Arcaico, 1939

  • O Que é a Arte? 1940

  • A Crise da Europa

  • Henrique Pousão, 1947

 

Como Artista

Abel Salazar praticou variadas técnicas, uma das facetas mais notáveis do seu temperamento de artista e da sua capacidade polivalente. Reconhecido como pintor e desenhador, ainda tem uma pujante e qualificada obra como caricaturista, gravador, escultor e martelador de cobres, aqui também, caso único entre os artistas seus contemporâneos.



Como crítico de Arte

São de evidenciar os seus exaustivos estudos sobre o pintor Henrique Pousão, as suas aprecia­ções sobre Soares dos Reis, sobre Columbano e tantas outras figuras de artistas nacionais e estrangeiros, bem como os seus escritos sobre a filosofia da Arte.



O pensador

Deu-nos «A Crise da Europa», estudos de divulgação, interpretação e crítica sobre «O pensamento posi­tivo contemporâneo», sobre a filosofia das ciências e das religiões, a maior parte deles inéditos ou espar­sos em jornais e revistas nacionais ou estrangeiros (principalmente em «O Diabo», «Sol Nascente», «O Trabalho», «Esfera» e «Seara Nova»), escritos do mais alto valor intelectual que carecem ser urgente­mente reunidos, sistematizados e estudados por equipas de especialistas. Neste sector, são de recordar as suas obras: «A Socialização da Ciência», «o Condicionalismo Limitante e a Ciência», «Influência da Totalização da Experiência sobre a Evolução do Pensamento», «A Ciência e o Direito», «Indivíduo e Colectividade», «Clerocracia», «História Científica das Religiões».


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