Acta do conselho geral da cáritas portuguesa



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ACTA DO CONSELHO GERAL DA CÁRITAS PORTUGUESA

-------Entre os dias quatro e seis de Dezembro de dois mil e nove, sob a presidência de D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social. a Cáritas Portuguesa reuniu, na Casa Nossa Senhora do Carmo, em Fátima, o seu Conselho Geral com a participação de representantes de dezoito das vinte Cáritas Diocesanas, estando ausentes as Caritas de Bragança - Miranda e de Vila Real. Os trabalhos foram coordenados pelo Presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio José da Cruz Fonseca, tendo a seguinte ordem de trabalhos:----------------------------------

No dia quatro:Sessão de Abertura aberta ao público, Oração Inicial e Saudação do Presidente da Caritas Portuguesa; Conferência “ A missão do Sacerdote na construção de comunidades solidárias; Debate moderado pela Presidente da Caritas Diocesana de Beja, Maria Teresa Chaves; Sessão de encerramento – D. Carlos Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social;

Reinicio dos trabalhos com a Apresentação da Ordem de trabalhos pelo Presidente da Caritas Portuguesa; Aprovação da Acta do Conselho Geral anterior; Apresentação do Projecto voluntariado nas prisões pelo Pe João Gonçalves, Director Nacional da Pastoral Penitenciária; Atendimento de proximidade: no contexto da actual crise económica e financeira, no tratamento estatístico (NOS); Campanhas em curso- País solidário, Ticket Restaurant, Divani&Divani; Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social – Apresentação do Programa “Inclusion”, Preparação do plano de actividades da Caritas-nivel nacional, interdiocesano e diocesano – para assinalar este ano; Candidatura aos 0,5% do IRS; Preparação da Semana Caritas de 2010- Escolha do tema, Propostas para os materiais de suporte de divulgação, Indicação da Diocese que acolherá as iniciativas nacionais; Operação “10 Milhões de Estrelas” – um gesto pela paz- apresentação do programa. Celebração da Eucaristia com Oração de Vésperas; Jantar e Reinício dos trabalhos. Reuniões interdiocesanas- Análise prévia dos seguintes documentos: Principais Orientações estratégicas para a acção da Caritas Portuguesa e das diocesanas para os próximos três anos, Plano de acção e Calendário de Actividades para 2010; Encontro dos delegados diocesanos para a execução do Programa “País Solidário”. --------------------------------------------------------------------------------------------No dia 5 de Dezembro: Celebração da Eucaristia com Oração de Laudes; Reinício dos trabalhos- Apresentação e aprovação das Principais orientações estratégicas para a acção da Caritas Portuguesa e das diocesanas para os próximos três anos; Apresentação e aprovação do Plano de Acção e Calendário de Actividades para 2010; Apresentação e aprovação de: Orçamento suplementar de 2009 e do orçamento Previsional de 2010; Projectos POPH – acções realizadas, em curso e futuras, Projecto Igualitas – acções realizadas, em curso e futuras, Micro Crédito- análise de proposta do Montepio Geral, Simpósio “Reinventar a Solidariedade” – dar continuidade às propostas apresentadas e às que continuam a chegar; Oração de Vésperas; Jantar; Projecção do filme “O homem da Caridade”- vida e obra do sacerdote Luigi di Liergo.---------------------------------------No dia 6 de Dezembro: Oração de Laudes; Aprovação das Conclusões; orientações pastorais do Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social; Eucaristia transmitida pela TVI.--------------------------------------------------------------------------------

Após a Oração da Manhã, o Dr. Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa deu as boas vindas a todos, agradecendo ao Sr. D. Carlos Azevedo o facto de nos acompanhar durante todo o Conselho Geral e manifestou o seu contentamento pela presença do Sr. D. João Alves, Bispo Emérito de Coimbra. De seguida o Sr. Pe Vicente Altaba, Delegado Episcopal da Cáritas Espanhola apresentou a Conferência subordinada ao tema “A missão do Sacerdote na construção de comunidades solidárias”. Referiu que os Sacerdotes não são simplesmente os homens do culto e da palavra. São também homens de caridade e têm uma tarefa muito importante na animação da caridade das comunidades cristãs. Apresentou cinco critérios fundamentais para compreender a missão do Sacerdote no campo caritativo e social. Descreveu as funções do sacerdote no serviço caritativo e social da comunidade cristã e no final apontou algumas conclusões operativas. Após o intervalo houve espaço para o debate com a assembleia, após o qual o Sr. D. Carlos agradeceu ao palestrante a sua excelente reflexão, informou que a mesma iria ser publicada na integra na revista LUMEN para que os Párocos possam ter acesso à mesma e encerrou a sessão.--------------------------------------------------------------

Após o almoço reiniciaram-se os trabalhos. O presidente da Cáritas Portuguesa apresentou a ordem de trabalhos e saudou a presença de dois parceiros da Pastoral Social, a Comissão Nacional Justiça e Paz e o Secretariado da Pastoral Penitenciária na qualidade de observadores. Referiu que este Conselho Geral é mais prolongado de forma a haver disponibilidade de tempo para análise e reflexão do Programa de Acção e do Plano Estratégico a três anos. Referiu que o mesmo é um ponto central do Conselho Geral e que aquilo que os Delegados decidirem deverá ser cumprido efectivamente. Referiu também se iria debater o documento Projecto Voluntariado nas Prisões – incluindo o apoio às famílias; a necessidade de articulação entre as diversas Cáritas nas acções durante o Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e Exclusão Social; comunicou que a Celebração da Eucaristia para assinalar a campanha 10 Milhões de Estrelas, presidida por D. Carlos Azevedo da Igreja da Santíssima Trindade iria ser transmitida pela TVI.----------------------------------------------------------------------------------------------

De seguida o Sr. D. Carlos desejou votos de bom trabalho. -----------------------------------

Após análise, a acta do último Conselho Geral foi aprovada por unanimidade. De seguida o Pe João Gonçalves – Director Nacional da Pastoral Penitenciária apresentou o documento “Voluntariado em meio Prisional”. Deu a conhecer como tem decorrido o voluntariado nas prisões, em que alguns voluntários acompanham o Capelão para rezar com os presos. Existem grupos de voluntários católicos e outros de outras confissões ou de nenhuma em particular. Com o novo decreto o voluntariado deverá estar mais organizado. Há necessidade de um maior acompanhamento das famílias dos reclusos, com alguns apoios materiais. Também se sente necessidade de dar apoio nas saídas precárias e nas definitivas. Informou que a Conferência Episcopal Portuguesa fundou a FIAR – Federação Instituições de Apoio a Reclusos em 07 de Junho de 1982 e que ainda não foi revogada. Esclareceu que esta FIAR não tem nada a ver com outra Instituição também denominada FIAR de índole ecuménica inter-confessional e que não coordenam o voluntariado a nível nacional.------------------------------------------------------

No actual Decreto-lei nº 252/2009 de 23 de Setembro, o voluntariado está separado da assistência religiosa. Os Assistentes podem indicar colaboradores que não são denominados voluntários. Esses colaboradores podem participar em actos de culto; atendimento individual e acções de formação. O voluntariado tem de se organizar formalmente devido ao decreto-lei da assistência religiosa. O documento da Direcção Geral dos Serviços Prisionais que indica o tipo de voluntariado ainda não está em vigor. Referiu ainda que é importante que as Caritas Diocesanas e Paroquiais articulem com os Capelães para desenvolverem a Pastoral Penitenciária. O Voluntário só entra na Prisão através de uma Instituição Credenciada, e não entra através dos Capelães. Os Assistentes podem não ser Padres , poderão ser diáconos, seminaristas ou leigos. Informou que é o Bispo em cada Diocese que credencia os colaboradores dos Capelães, mas o Director da Prisão poderá não aceitar. O Voluntariado deve ajudar o recluso a preparar-se para a reinserção social após a saída da prisão. Recomendou que fosse criada em cada Diocese a Comissão Diocesana Pastoral Penitenciária e informou que se iria realizar um Encontro da Pastoral Penitenciária nos dias 11 e 12 de Janeiro 2010 em Fátima.-------------------------------------------------------------------------------------------------

O Sr. D. Carlos assinalou que se deve partir da realidade da actual legislação e manter boas relações com os responsáveis da Prisão. Referiu ainda que havendo necessidade de uma Instituição credenciada, haveria conveniência que fosse a Cáritas, tendo em conta que historicamente a Cáritas já participou nesta dimensão. De seguida foram apresentadas pelas diversas Cáritas a sua experiência e situação actual face ao voluntariado penitenciário nas suas dioceses. Após votação foi aprovada a disponibilidade da adesão das Cáritas Diocesanas, com abstenção da Cáritas dos Açores - ao projecto de serem a Instituição credenciada para articular com o Capelão/ Comissão Diocesana da Pastoral Penitenciária para o voluntariado. A Cáritas Portuguesa disponibilizou-se para dar apoio. ------------------------------------------------------------------

De seguida foi apresentado o tratamento estatístico do NOS – Núcleo Observatório Social, pelo Dr. Gil Menezes. Informou que recebeu números estatísticos de dez Cáritas Diocesanas. Foi solicitado ao Dr. Gil Menezes que coloque na intranet da Cáritas Portuguesa perguntas e respostas referente ao projecto NOS.---------------------------------

As Cáritas presentes apresentaram a situação na sua área de intervenção no contexto da actual crise económica e financeira. Foi referido o aumento do número de pessoas com problemas depressivos; alguns desempregados receberam indemnizações e que se sente a necessidade de dar apoio na área de gestão a essas pessoas; que tendo em conta o novo perfil dos carenciados seria necessário criar novas respostas sociais para não piorar a auto-estima e a auto-exclusão. Foi referido que o estigma do Rendimento Social de Inserção torna a Resposta inadequada; que muitas crianças estão a abandonar o Jardim de Infância por incapacidade dos pais pagarem a mensalidade. Necessidade de incentivar a pedagogia da partilha na comunidade para além da roupa. Também nas universidades se encontram situações de risco de abandono devido a problemas financeiros.--------------------------------------------------------------------------------------------

De seguida foi apresentada a Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz sobre Violência Doméstica. Foi assinalada a necessidade de mudança cultural perante o olhar sobre a Violência Doméstica.--------------------------------------------------------------------------------

Após uma pausa foi celebrada a Eucaristia e Oração de Vésperas seguida de jantar.------

Depois do jantar reiniciou-se os trabalhos com a constituição de Grupos de trabalhos por zonas para análise prévia dos documentos “Principais orientações estratégicas para a acção da Cáritas Portuguesa e das diocesanas para os próximos três anos” e “ Plano de acção e Calendário de Actividades para 2010”.--------------------------------------------------

Simultaneamente reuniram-se os delegados diocesanos para a execução do Programa “País Solidário”.--------------------------------------------------------------------------------------

No dia cinco após a Celebração da Eucaristia e oração de Laudes e de pequeno- almoço, reiniciou-se os trabalhos com a apresentação pelos diversos grupos de trabalhos da análise das “Principais orientações estratégicas para a acção da Cáritas Portuguesa e das diocesanas para os próximos três anos.-----------------------------------------------------------

O grupo das Cáritas do sul questionou o prazo para a constituição das equipas diocesanas. Em relação à auto-formação referiu o necessário acompanhamento; e no que se refere à sustentabilidade há necessidade de mais informação. No ponto 5 – reforço da Cooperação Internacional referiu a necessidade de uma maior divulgação das acções desenvolvidas.----------------------------------------------------------------------------------------

O grupo das Cáritas da zona norte referiu que o documento vai ao encontro dos principais objectivos apresentados nos Conselhos Gerais. No entanto, a realidade das três Cáritas da zona norte não corresponde aos principais objectivos apontados. Existem poucos Grupos Sócio-caritativos e pouca motivação nas Paróquias para os criar. O que é pedido aos Grupos no que se refere à documentação é demasiado tendo em conta as suas capacidades. E relação ao Voluntariado, parece correcto a necessidade de enquadramento do voluntariado, nomeadamente Prisional.------------------------------------

Em relação à formação em Doutrina Social da Igreja, foi considerada muito importante mas nem todas as pessoas aderem às novas tecnologias.---------------------------------------

No que se refere à sustentabilidade da Cáritas, os princípios de intenções são pouco esclarecedores. Na Cooperação Internacional estão de acordo em que se articule com as demais entidades. Deveria haver mais divulgação das acções desenvolvidas.---------------

As Cáritas da zona centro consideraram que se a primeira linha estratégica estiver bem estruturada, as outras enquadram-se perfeitamente. Em relação à designação do Grupo Paroquial consideraram que actualmente a organização pastoral já não é necessariamente a nível paroquial. Os movimentos eclesiais são muitas vezes dinamizadores deste âmbito(caridade). O texto não define prioridades. Falta a sensibilização da comunidade eclesial . A mesma deverá ser feita junto dos catequistas, agentes pastorais, conselhos arciprestais etc. Deverão ser criados instrumentos válidos para a formação dos agentes da pastoral social. Necessidade de uma maior definição dos objectivos. Os timings para atingir metas são demasiado ambiciosos.-----------------------

Os representantes da Zona Lisboa e Vale do Tejo concordam com a perspectiva da zona norte no que se refere ao ponto 1. Necessário sensibilizar a comunidade e os párocos, há pouca motivação.-------------------------------------------------------------------------------------

No ponto 1.3 no que se refere às crianças em risco, Santarém e Açores têm experiências desastrosas. Referem que há desarticulação entre a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e os tribunais. A sensibilização e a atenção existem, o que falta são resoluções. Consideraram que não dever ser criadas mais expectativas e depois não conseguir dar respostas.----------------------------------------------------------------------------------------------

No ponto 1.5 consideraram as metas muito apertadas. Estão de acordo no que se refere ao voluntariado. Na formação a Doutrina Social da Igreja deve ser prioritária. No que se refere à proposta de sustentabilidade, consideraram o texto pouco claro. Concordam com as propostas para a Cooperação Internacional.---------------------------------------------

Foi referido a necessidade de subsídios para a formação dos agentes pastorais.------------

Braga referiu a necessidade de reflectir com a Universidade Católica a inclusão da dimensão sócio-caritativa nos planos curriculares de Teologia para uma melhor preparação dos futuros padres.---------------------------------------------------------------------

O Sr. D. Carlos referiu que o actual modelo de Paróquia poderá no futuro ter de ser alterado para Unidade Pastoral que terá um Padre e colaboradores. Considerou que devemos encontrar instrumentos vivos e encontrar meios para os operacionalizar. Insistir com quem é responsável por este sector para que os constrangimentos sejam ultrapassados. As comunidades devem ser implicadas no processo. Realizaram-se as Jornadas Episcopais, o Simpósio e a Semana Social onde foram analisados os problemas, agora é necessário operacionalizar . Quais os passos a dar? Como minar a força de bloqueio? Dar passos com a serenidade de quem pensa, planeia e depois executa. Exortou a que tenhamos um plano exigente com horizontes largos.---------------

No que se refere ao Plano de Acção e Calendário de Actividades 2010 o Dr. Eugénio apresentou algumas das actividades programadas, nomeadamente o Encontro de Apoio Social ao Migrante que irá debater a problemática do tráfico de seres humanos, as Jornadas no Funchal no âmbito do Ano Europeu de luta contra a Pobreza e exclusão Social, o Encontro dos Assistentes Religiosos que poderia ser alargado à presença do Vigário Geral e de quem tenha responsabilidades na Pastoral diocesana; o Congresso sobre a Pobreza em Madrid a 5 e 6 de Junho 2010 em que seria importante a presença de algumas Cáritas situadas geograficamente mais perto; A Semana da Pastoral Social cujo tema é “Dar-se na Verdade, para um desenvolvimento Solidário” a realizar em Fátima de 14 a 16 de Setembro. A visita do Presidente da Cáritas Europa a 25 e 26 de Setembro.----------------------------------------------------------------------------------------------

Foi abordada de seguida a Semana Nacional da Cáritas cujo tema aprovado é “Erradicar a pobreza, radicar a Justiça”. Irão ser enviadas propostas de cartazes a tempo de ficarem disponíveis em Janeiro. O delegados foram informados da disponibilidade para encomenda de caixas de peditório com chave. Foi entregue para preenchimento a requisição do material para a Semana Cáritas.---------------------------------------------------

No ponto referente à Operação “10 Milhões de Estrelas – um gesto pela paz”, o coordenador nacional, Dr. Bernardino, referiu que deve ser discutida a estratégia para a venda das velas, e devidamente divulgada nas localidades, sendo já bem conhecida a filosofia da operação pelas Cáritas Diocesanas, tendo em conta que esta operação já se realiza há sete anos. Considerou que seria importante ter um interlocutor em cada Cáritas Diocesana junto do coordenador nacional. Informou que a Apresentação Pública junto da Comunicação Social decorreu no dia 24. No dia 4 de Dezembro irá realizar-se um evento na Figueira da Foz para angariação de fundos. Foi dada a informação das datas e localidades em que as diversas Cáritas poderão vender as velas no Hipermercado Continente. Lembrou que as Cáritas que se comprometeram em vender as velas no Continente não poderão faltar, pois é a única Instituição que nesses dias poderá ocupar espaços no Continente para vender produtos e alem disso, como aconteceu no ano anterior, a comunicação social poderá aparecer para fazer uma reportagem. Informou que no dia 19 de Dezembro se irá realizar em cada Diocese a manifestação Pública.------

De seguida foram debatidas as acções que se irão desenvolver referente ao “Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social”. Foi clarificado que este ano irá ter como objectivo sensibilizar os cidadãos para esta problemática. A Cáritas Europa propôs uma campanha com todos os países de forma articulada, produzindo para o efeito cartazes, pins, e outros materiais. Irá também ser lançada uma petição on-line para que a exclusão e a pobreza não fique relegada para segundo plano na programação política. A Cáritas Portuguesa irá participar em actividades internacionais, nomeadamente na sessão de abertura do Ano. Irá ser publicado um manual de boas práticas e pretende-se que o tema deste ano faça parte das actividades das Cáritas Diocesanas, nomeadamente recolha de testemunhos para colocação no site europeu, envolvendo para o efeito pessoas em situação de pobreza que poderiam transmitir o seu olhar sobre a forma de reduzir a pobreza. Foi também transmitida informação de acções que estão a ser desenvolvidas por outras entidades, como por exemplo a Oikos que disponibilizou um KIT gratuito para ser utilizado em acções de sensibilização no 1º e 2º ciclo. A Dra. Maria Eduarda Ribeiro da Comissão Nacional Justiça e Paz manifestou o interesse em conhecer as actividades das Cáritas Diocesanas para este ano europeu com a finalidade de parcerias que dessem uma voz mais forte para esta questão.----------------

De seguida foi abordado o ponto referente aos 05% do IRS. Foi votado e aprovado em se fazer uma candidatura em nome da Cáritas Portuguesa e que as Cáritas Diocesanas que, entretanto, já avançaram com a sua própria candidatura, a poderiam manter. Este benefício irá ter efeito em 2011.-------------------------------------------------------------------

De seguida o Tesoureiro, Dr. Domingos apresentou as alterações ao orçamento com mais resultados positivos devido a verbas angariadas com o aumento das rendas. Relembrou a deliberação no Conselho Geral de Castelo de Vide de terminar com a remuneração do Assistente Eclesiástico. Informou das obras efectuadas no edifício da Praça Pasteur nas partes comuns com os outros inquilinos e que implicaram custos. Informou que os orçamentos referentes a 2010 têm um resultado previsional positivo. Referiu que o parecer do Conselho Fiscal é bastante positivo. A Dra Madalena Cruz da Cáritas de Setúbal propôs que as Cáritas Diocesanas partilhassem as despesas com a agência de comunicação Lift. O orçamento foi votado e aprovado por unanimidade. Os membros do Conselho Geral congratularam-se com a forma como o Dr. Domingos, tesoureiro da Cáritas Portuguesa, tem conduzido a gestão financeira e formalizaram o seu agrado com uma salva de palmas.-------------------------------------------------------------

No ponto referente ao Simpósio “Reinventar a Solidariedade” foi dada a informação que entre as diversas iniciativas que nasceram após o mesmo, se realça a criação de uma página interactiva na internet para as pessoas poderem apresentar propostas. A Cáritas Portuguesa e a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) disponibilizam-se para a gestão da Página. Até ao momento só a CNJP acompanhou o processo. No entanto, a Cáritas Portuguesa dispõe já de uma pessoa para dar apoio ao acompanhamento da Página e ao Projecto Ticket-Restaurante. A Dra. Eduarda informou que o processo está um pouco atrasado, tendo-se só realizado uma reunião e que se irá avançar em 2010 pois é importante a colaboração das duas Instituições. A Mª Júlia Rito é a voluntária da Cáritas Portuguesa para estes assuntos. O Dr. Eugénio referiu que é importante as Cáritas Diocesanas consultarem regularmente a Página.------------------------------------------------

No que se refere ao projecto País Solidário foi dada a informação que a campanha foi lançada pela Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação EDP e dinamizada pela Cáritas Portuguesa (CP) e Cruz Vermelha Portuguesa (CV). Os dados estatísticos do INE levou a optar por quatro zonas, Vale Ave – C.V.; Vale Tâmega-CV; Grande Porto – CP; e Península de Setúbal (CP). O projecto está orçamentado em um milhão e trezentos mil euros. O Banco Alimentar entrou no projecto e recebeu um aumento do seu orçamento para essas zonas. O projecto está a alargar-se a outras zonas do país, nomeadamente Beira Interior; Norte; Lezíria Tejo; Entre Douro e Vouga; Alentejo; Açores; Madeira; Viseu; Braga; Aveiro; Sintra e Barlavento Algarvio. A campanha vai decorrer até ao final do ano não havendo ainda informação de como irá decorrer no próximo ano. As problemáticas das pessoas apoiadas referem-se a desemprego, baixo rendimento ou sem subsidio de desemprego nomeadamente pequenos empresários que faliram. No final do ano serão divulgados os dados. O Dr. Eugénio referiu que os apoios dados têm sempre a perspectiva da criação de posto de trabalho, ou seja, não ter uma acção puramente assistencialista. O projecto não financia despesas administrativas. O projecto foi elaborado pela Dra Rita Valadas, tendo como assessora técnica a Dra Mª José Nogueira Pinto. Foi referido que os 35% da Cáritas Portuguesa provenientes da venda das velas do “10 Milhões de Estrelas” irão reverter para as Cáritas Diocesanas que não estão abrangidas pelo País Solidário e que apresentem casos que necessitem de apoios.-------------------------------------------------------------------------------------------------

Em relação ao Ticket Restaurante, a Cáritas Portuguesa recebeu donativos de tickets e donativos em cheques, tendo comprado 3.225 euros tickets e recebido encomendas de diversas Cáritas, mantendo actualmente um saldo de 1.685 euros em tickets que estão disponíveis para quem necessite. Foi assinalada a necessidade de ser feita divulgação para alimentar a campanha; de sensibilizar as famílias que recebem parte do ordenado em tickets para partilharem alguns. O Eng Domingos informou que a Ticket Restaurante está a dirigir carta às empresas enviando envelopes sem franquia para sensibilizar os empregados a enviarem tickets para a Cáritas Portuguesa.-------------------------------------

Em relação à campanha de sofás, a Divani & Divani enviou listagem de sofás. A Cáritas Portuguesa tem um maior número de pedidos em relação à disponibilidade de sofás. Na próxima semana a Cáritas Portuguesa irá dar as moradas onde a Davani & Divani deve entregar os sofás.-------------------------------------------------------------------------------------

A Cáritas do Funchal deu a conhecer a programação prevista para o próximo Conselho Geral. No entanto, tendo em conta a situação de crise, foi solicitado uma reformulação do programa, nomeadamente no que se refere ao alojamento para permitir uma estadia mais económica.--------------------------------------------------------------------------------------

Em relação ao Micro-Crédito o Dr. Eugénio informou que o Montepio está interessado numa parceria com a Cáritas.-----------------------------------------------------------------------

Também informou que a Fundação Pórticos de Espanha tem disponibilidade de financiar projectos sociais e que está interessada numa parceria. Estão em diálogo com a CEP, CNJP, UCP, e Cáritas para serem apresentados projectos numa linha de informação/formação e animação. Conhecendo o ponto de situação dos Grupos Paroquiais, aproveitar todas as estruturas já existentes e reflectir propostas inovadoras para chegar às comunidades Paroquiais. Apoiar a Animação de redes locais com o objectivo da implementação dos GSC e da sua animação. Existe também o objectivo de promover formação dos agentes locais , aproveitando o que está feito e promover acções de formação de forma integrada. A Cáritas Portuguesa irá enviar uma proposta às Cáritas Diocesanas, possibilitando às que estiverem interessadas participar neste projecto.-----------------------------------------------------------------------------------------------

No que se refere ao PCAAC (Programa Comunitário de Ajuda Alimentar aos carenciados), a Presidente da Cáritas dos Açores considerou que se deveria denunciar a forma deficiente de como está a decorrer este programa. Existem produtos alimentares que são enviados em quantidades excessivas tendo em conta o número de beneficiários o que provoca desperdício. Por outro lado não disponibiliza outros produtos alimentares necessários. O Dr. Eugénio informou que irá abordar esta questão junto dos nossos deputados europeus.---------------------------------------------------------------------------------

No dia seis, que se iniciou com a oração de laudes, foram apresentados os seguintes projectos em curso:----------------------------------------------------------------------------------

Igualitas – foi comunicada a reprovação das candidaturas para as zonas Norte e Centro. Foi considerado importante que, mesmo assim, fosse completado o estudo em curso, nem que, para isso, se tenha de recorrer a financiamentos mecenáticos.---------------------

POPH – foram apresentadas as acções que já se realizaram e o teor das candidaturas apresentadas nesta segunda fase.-------------------------------------------------------------------

(…)


Antes da celebração da Eucaristia que se realizou na Igreja da Santíssima Trindade e, durante a qual, os representantes das Cáritas presentes levaram, simbolicamente, a “chama da paz” para as suas Dioceses, foram aprovadas as conclusões que fazem parte integrante desta acta e a ela serão anexadas.-----------------------------------------------------

Por nada mais haver a tratar…….


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