Adam Smith desenvolveu a Teoria do Bem Estar Económico, segundo a qual o mercado se ajustaria livremente, como que conduzido por uma mão invisível para a maximização do bem estar económico



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Encontro28.07.2016
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C1. Adam Smith desenvolveu a Teoria do Bem Estar Económico, segundo a qual o mercado se ajustaria livremente, como que conduzido por uma mão invisível para a maximização do bem estar económico. Ou seja, cada indivíduo, actuava na busca do seu bem estar em particular, uma vez que eram os interesses individuais que norteavam a sua conduta no sentido de economizar e fazer escolhas racionais e eficazes, de acordo com os seus rendimentos. O indivíduo procurava então satisfazer as suas necessidades materiais e imateriais.

Neste sentido, cada um denunciaria um certo egoísmo, na medida em que a sua acção se pautava por interesses pessoais, mas tal atitude não deixaria de ser conveniente para o conjunto da sociedade, contribuindo para o crescimento da economia. Isto é: são as necessidades individuais que movem o indivíduo, pelo que este começa a investir na produção, a procurar estabelecer trocas com os demais, procurando algo que o satisfaça e oferecendo algo, como compensação. Considerando que seria esta acção seria comum a todos, gerar-se-iam trocas económicas e se estabeleceria um mercado pautado por relações de oferta e de procura. Daí que a sociedade fosse favorecida e beneficiada.



C2. Karl Marx desenvolveu uma teoria que criticava a dinâmica da exploração capitalista, que se traduzia numa realidade marcada pelas desigualdades sociais e económicas: “homem livre e escravo…”.

Para aquele, a história das sociedades era a história da luta entre explorados e exploradores. No sistema capitalista, a classe trabalhadora era explorada pela classe capitalista da seguinte forma: o proletário incorporava um determinado tempo e dedicação no seu trabalho, recebendo um salário mínimo de subsistência, que assegurava a manutenção e reprodução do seu trabalho. Porém, ao trabalhar mais do que o exigido ou estipulado, as designadas “horas extra”, o trabalhador acabava por criar um valor acrescentado durante o processo de produção, fornecendo mais do que o custo. Esse valor excedente, essa diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador, era, segundo Marx, a “mais valia”, que era apropriada pelos capitalistas, exploradores ou proprietários. Estes últimos procuravam assim aumentar os seus rendimentos e lucros, reduzindo os custos dos produtos e mantendo os rendimentos dos trabalhadores.

Era essa situação de exploração da força do trabalho pelo produtor capitalistas, que, na perspectiva de Marx, haveria de levar à revolução social, à tal “transformação revolucionária”.

C3. David Ricardo formulou a “ Teoria das Vantagens Comparativas”, segundo a qual o comércio internacional era vantajoso, mesmo nos casos em que uma nação produzisse, internamente, a custos mais baixos que a nação parceira. Essa vantagem era resultado da canalização dos recursos, por parte da cada nação, para a produção de bens cuja eficiência fosse, relativamente, maior.

Tal concretizar-se-ia da seguinte forma: os países exportariam os bens internos produzidos de forma relativamente eficiente, e importariam os bens internos produzidos de forma relativamente ineficiente.



C4. Após a crise de 1929, desmoronaram-se as certezas inerentes às capacidades auto-reguladoras do mercado na resolução de crises cíclicas.

Um ciclo económico refere-se às flutuações da actividade económica a longo prazo, envolvendo uma alternância de períodos de crescimento como períodos de estagnação.

A realidade apresentada na conjuntura da Grande Depressão, caracterizava-se por um período de declínio económico, desemprego, falências. Daí que alguns economistas, realçando-se John Keynes, proponham a intervenção do Estado na economia, para corrigir desigualdades sociais e travar agravamento das crises cíclicas de estagnação económica, transformando-as em ciclos de prosperidade.

Keynes defende que o papel do Estado deveria restringir-se à de organizador e regulador da vida económica, complementando-se com o mercado. Tal interferência pautava-se pela adopção de uma política de inflação controlada, de modo a relançar os lucros das empresas. O aumento de lucros apelaria a uma maior produção, o que requeria mão de obra. Consequentemente, aumentaria o poder de compra, invertendo-se a situação de desemprego, estimulando o consumo, a procura e, com isso, a oferta, alcançando-se a prosperidade.

Entretanto, além das funções necessárias do Estado para evitar a instabilidade económica e oscilações financeiras, entendeu-se que o mesmo deveria intervir também na sociedade, em nome de uma maior justiça social, promoção da qualidade de vida dos cidadãos e combate à pobreza.

Daniela Marques Cardoso nº 57625



Economia Política (Curso de Direito, 1º ano)
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