AdministraçÃo geral sumário



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5. ABORDAGEM COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO

(BEHAVIORISTA)

Surge em 1947 com o objetivo de democratizar a administração, com enfoque no chamado “comportamento organizacional”. Traz uma nova concepção sobre organização: ela se constituiria em um sistema social cooperativo. Partindo da premissa que o homem é social, ele se juntaria a outras pessoas para alcançar objetivos que sozinho não conseguiria, superando limitações e desenvolvendo habilidades e aptidões.


A abordagem comportamental – também chamada behaviorista (em função do behaviorismo na psicologia) – marca a mais forte influência das ciências do comportamento na teoria administrativa e a busca de novas soluções democráticas, humanas e flexíveis para os problemas organizacionais.

Enquanto o estruturalismo foi influenciado pela sociologia, a abordagem comportamental recebe forte influência das ciências comportamentais, e, mais especificamente da psicologia organizacional.


1.1. TEORIA COMPORTAMENTAL DA ADMINISTRAÇÃO


Para explicar o comportamento organizacional, a Teoria Comportamental fundamenta-se no comportamento individual das pessoas. Para poder explicar como as pessoas se comportam, torna-se necessário o estudo da motivação humana. Assim, um dos temas fundamentais da Teoria Comportamental é a motivação humana. Os autores behavioristas verificaram que o administrador precisa conhecer as necessidades humanas para melhor compreender o comportamento humano e utilizar a motivação humana como poderoso meio para melhorar a qualidade de vida dentro das organizações.

Primeiramente, você sabe o que é motivação?

O termo motivo vem do elemento

Daí vem a ação de mover, isto é, motivação.

A motivação leva você a agir em direção a um objetivo e responder à pergunta:





  • Por que você escolheu administração?

  • Por que você preferiu esta Universidade?

  • Por que optou pelo período noturno?

  • Por que resolveu sentar-se nas primeiras cadeiras?

  • Por que tem preferência pela matemática?

Essas perguntas se referem à direção que você tomou ao realizar uma ação. Depois, alguém lhe pergunta:

  • Por que resolveu estudar Administração, apesar de trabalhar o dia todo e ter de preparar os trabalhos nos fins de semana?

A resposta à essa pergunta diz respeito à persistência da ação.


Direção







Persistência da ação

A direção inicia um comportamento e a persistência mantém esse comportamento.

Ao estudar os motivos humanos, verificamos que é através da conduta do indivíduo, de forma direta ou não, de forma verbal ou não verbal, que poderemos entender os motivos do indivíduo, isto é, as condutas que os levam a agir.

Apesar das dificuldades – estudar à noite, dificuldade de trânsito, tarefas, pesquisas aos sábados e domingos, você CONTINUA.

Você é persistente.

A motivação pode levar você a uma direção, de tal forma que você esteja interessado em atingi-la. A motivação, porém, pode ser “teimosa” e levá-lo a persistir a alcançar o objetivo.

Para compreender a motivação humana, o primeiro passo é o conhecimento do que a provoca e dinamiza.

Cada pessoa pode sentir e perceber seus motivos e necessidades de maneira diferente, em diferentes épocas ou situações.

Apesar das diferenças individuais quanto às necessidades que regem o comportamento das pessoas, elas são basicamente semelhantes quanto à maneira pela qual fazem as pessoas organizarem seu comportamento para obter satisfação. Sob esse ponto de vista, muitas teorias procuram identificar as necessidades que são comuns a todas as pessoas.

A utilidade dessas teorias reside no fato de que o gerente, por ter pleno conhecimento das necessidades, pode tentar motivar sua equipe a agir e a se comportar de acordo com os objetivos da empresa e, simultaneamente, alcançar a satisfação delas por meio do contexto organizacional. Ambos, empresa e indivíduo poderiam beneficiar-se reciprocamente.

Além disso, as empresas precisam conseguir obter o comprometimento pessoal de seus funcionários com relação ao alcance dos objetivos organizacionais. De nada adianta formular objetivos se as pessoas não estiverem plenamente imbuídas de motivação pessoal para atingi-los. Se não houver um comprometimento sincero das pessoas e do grupo, os objetivos poderão ficar apenas no papel ou na intenção. Certamente não serão atingidos, pois faltará o gás necessário.


Pessoas


Objetivos



Comprometimento

As chamadas “Teorias das Necessidades” partem do princípio de que os motivos do comportamento residem dentro do próprio indivíduo: sua motivação para agir e se comportar deriva das forças que existem dentro dele próprio. Algumas dessas necessidades são conscientes, outras não.




A motivação está contida dentro das próprias pessoas e pode ser amplamente influenciada por fontes externas ao indivíduo ou pelo seu próprio trabalho na empresa. O gerente deve conhecer o potencial interno de motivação de cada pessoa e deve saber como extrair do ambiente de trabalho as condições externas para elevar a satisfação profissional e o comprometimento.



Ciclo motivacional
A motivação funciona de maneira cíclica e repetitiva. O chamado ciclo motivacional é composto de fases que se alteram e se repetem. O organismo humano tende a um estado de equilíbrio dinâmico. Esse equilíbrio se rompe quando surge uma necessidade. O equilíbrio cede lugar a um estado de tensão que dura enquanto a necessidade não for devidamente satisfeita.

A tensão (ou estresse) gera ansiedade e sofrimento provocando um consumo mais elevado de energia física e mental. A satisfação da necessidade devolve ao organismo o estado de equilíbrio dinâmico anterior.



Figura 1. O Processo motivacional. CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as pessoas.


A figura retrata um ciclo motivacional resolvido pela satisfação da necessidade, liberação da tensão contida e retorno ao equilíbrio dinâmico do organismo.

Algumas necessidades humanas exigem um ciclo motivacional bastante rápido e repetitivo, como é o caso das necessidades fisiológicas de alimentação, sono, repouso, etc. Outras necessidades exigem um ciclo mais longo no tempo, enquanto as necessidades humanas mais sofisticadas, como a de auto-realização, exige um processo que envolva quase toda uma vida humana.



Nem sempre o ciclo motivacional se completa. Quase sempre o indivíduo não chega a alcançar a satisfação total ou parcial de uma necessidade.

Assim, o ciclo motivacional pode ser resolvido a partir de três maneiras diferentes:




  • Satisfação da necessidade: com descarga da tensão e retorno ao estado anterior de equilíbrio dinâmico. O ciclo motivacional se fecha plenamente, pois o comportamento foi eficaz no alcance do seu objetivo. É o caso de um indivíduo que sonha com uma promoção e a consegue após algum tempo.




  • Frustração da necessidade: quando alguma barreira impede a satisfação da necessidade, que permanece insatisfeita e mantém o estado de tensão no organismo. O ciclo motivacional é bloqueado por alguma barreira impedindo a satisfação da necessidade e provocando um estado de frustração. É o caso de um indivíduo que sonha com uma promoção e não consegue alcançá-la até o final de sua vida profissional.




  • Compensação da necessidade: quando a necessidade não é satisfeita, mas compensada por um meio indireto ou alternativo. O ciclo motivacional é bloqueado por alguma barreira impeditiva e o indivíduo encontra um substituto para aliviar a tensão ou reduzir a insatisfação. É o caso de um indivíduo que sonha com uma promoção e como compensação ganha apenas um aumento razoável de salário.

Hierarquia das necessidades de Maslow:
A teoria motivacional mais conhecida é a de Maslow e se baseia na hierarquia das necessidades humanas.

Antes de estudarmos a “Hierarquia das Necessidades de Maslow”, gostaria de tecer breves comentários sobre uma palavra: necessidade.

A palavra necessidade vem dos elementos:


Negação, não, ausência




Verbo latino que significa ser ou estar

Necessidade é uma força (que ainda não é ou está) à busca de um objetivo ou de alguma coisa que seja satisfatória.

Você não pode falar em necessidade de poder, se a pessoa não está movida (motivada) à procura desse objetivo, a fim de completar um desejo, uma carência.

Só tem necessidade de pão o indivíduo que tem fome e o pão completa uma carência.

O psicólogo Maslow criou uma teoria sobre o desenvolvimento das necessidades. Para ele, as necessidades se desenvolvem em função da ocorrência da satisfação das carências pelo indivíduo.

Assim, quando o indivíduo tem uma necessidade insatisfeita, ele será impulsionado a satisfazê-la.

Abraham H. Maslow criou uma hierarquia, apresentada na forma de pirâmide, onde ele explicita que as necessidades humanas são organizadas e dispostas em níveis, em uma hierarquia de influenciação e importância.

Na base da pirâmide estão as necessidades mais baixas e recorrentes, enquanto no topo estão as mais sofisticadas e intelectualizadas.



  • Necessidades fisiológicas: constituem o nível mais baixo de todas as necessidades humanas, como as necessidades de alimentação (fome e sede), de sono e repouso (cansaço), abrigo (frio ou calor) ou desejo sexual (reprodução da espécie).

As necessidades fisiológicas são também denominadas biológicas ou básicas e exigem satisfação cíclica e incessante para garantir a sobrevivência do indivíduo. Elas orientam a vida humana desde o momento do nascimento. Aliás, o início da vida humana é uma constante busca da satisfação das necessidades elementares, mas inadiáveis. São, portanto, as necessidades relacionadas com a própria subsistência e existência do indivíduo.



Embora comuns a todas as pessoas, elas requerem diferentes gradações individuais para a sua satisfação. Sua principal característica é a premência: quando alguma dessas necessidades não está satisfeita, ela domina a direção do comportamento. Uma pessoa com fome não tem outra preocupação maior do que se alimentar. Entretanto, quando come regularmente e de maneira adequada, a fome deixa de ser uma motivação importante. Quando todas as necessidades humanas estão insatisfeitas, a maior motivação será a das necessidades fisiológicas e o comportamento das pessoas terá a finalidade de encontrar alívio na pressão que essas necessidades produzem sobre o organismo humano.







  • Necessidades de segurança: Constituem o segundo nível das necessidades humanas. Levam a pessoa a proteger-se de qualquer perigo real ou imaginário, físico ou abstrato: a busca de proteção contra a ameaça ou provocação, a fuga ao perigo, o desejo de estabilidade, a busca de um mundo ordenado e previsível são manifestações típicas dessas necessidades. Surgem no comportamento humano quando as necessidades fisiológicas estão relativamente satisfeitas. Exemplo: se as ações e decisões gerenciais refletem discriminação e favoritismo ou alguma prática imprevisível, podem se tornar poderosos ativadores de insegurança entre as pessoas.





  • Necessidades sociais: São as necessidades de associação, de participação, de aceitação por parte dos colegas, de troca de amizade, de afeto e amor. Surgem no comportamento quando as necessidades mais baixas (fisiológicas e de segurança) se encontram relativamente satisfeitas. Quando as necessidades sociais não estão suficientemente satisfeitas, a pessoa se torna resistente, antagônica e hostil com relação às pessoas que a cercam.



  • Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a maneira pela qual a pessoa se vê e se avalia. Envolvem a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de reconhecimento, de status, de prestígio e de consideração.



  • Necessidades de auto-realização: são as mais elevadas, as que se encontram no topo da hierarquia. Essas necessidades levam cada pessoa a realizar o seu próprio potencial e a se desenvolver continuamente ao longo da vida.

Pirâmide das necessidades de Maslow


Figura 2. A hierarquia das necessidades humanas e meios de satisfação. CHIAVENATO, Introdução à Teoria Geral da Administração.



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