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INFLUÊNCIA DOS FILÓSOFOS



Platão (429 a.C.-347 a.C.), filósofo grego, discípulo de Sócrates, preocupou-se com os problemas políticos e sociais inerentes ao desenvolvimento social e cultural do povo grego. Em sua obra, A República, expõe o seu ponto de vista sobre a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos.

Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), discípulo de Platão, deu enorme impulso à Filosofia, abrindo as perspectivas do conhecimento humano na época. No seu livro, Política, estuda a organização do Estado e distingue três formas de administração pública, a saber:

  1. Monarquia ou governo de um só (que pode redundar em tirania).

  2. Aristocracia ou governo de uma elite (que pode descambar em oligarquia).

  3. Democracia ou governo do povo (que pode degenerar em anarquia).

René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês, é o fundador da Filosofia Moderna. Criou as coordenadas cartesianas e deu valioso impulso à Matemática e Geometria da época. Na Filosofia, celebrizou-se pelo livro, “Discursos do Método”, onde descreve o “método cartesiano”, cujos princípios são:

  1. Princípio da Dúvida Sistêmica ou da Evidência: Consiste em não aceitar como verdadeira coisa alguma, enquanto não se souber com evidência – ou seja, clara e distintamente – aquilo que é realmente verdadeiro. Aceita-se apenas como certo aquilo que seja evidentemente certo.

  2. Princípio da Análise ou de Decomposição: Consiste em dividir e decompor cada dificuldade ou problema em tantas partes quantas sejam possíveis e necessárias à sua melhor adequação e solução, e resolvê-las cada uma separadamente.

  3. Princípio da Síntese ou da Composição: Consiste em conduzir ordenadamente os pensamentos e o raciocínio, começando pelos objetivos e assuntos mais fáceis e simples de se conhecer, para passar gradualmente aos mais difíceis.

  4. Princípio da Enumeração ou da Verificação: Consiste em fazer recontagens, verificações e revisões tão gerais que se fique seguro de nada haver omitido ou deixado de lado.

INFLUÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO MILITAR

A primeira contribuição da organização militar é a hierarquia (escala hierárquica, cadeia hierárquica ou cadeia escalar), cujas principais características são:



  1. Princípio da Unidade de Comando (pelo qual cada subordinado só pode ter um superior).

  2. Variação dos Níveis de Autoridade e Responsabilidade (de acordo com a posição ocupada na hierarquia).

  3. Centralização do Comando (decisões são tomadas em sua maioria na cúpula da organização).

  4. Descentralização da execução.

Vale ressaltar que o Estado-Maior (Staff, órgãos de assessoramento) também tem sua origem na organização militar (Frederico II, O Grande, a criou para aumentar a eficiência de seu exército).







Marechal










































Aspirante a oficial







Sub-Tenente







Sargento







2º Sargento







3º Sargento







Cabo







Soldado

1. Abordagem Clássica da Administração

Iniciaremos agora o estudo da Teoria da Administração, começando pela abordagem clássica. Sua origem remonta às conseqüências da revolução industrial, podendo ser resumida em 2 fatos:



  1. O crescimento acelerado e desordenado das empresas e;

  2. A necessidade de aumentar a eficiência e competência das organizações.

É nesse momento pós-revolução industrial que surge a divisão do trabalho entre os que pensam e os que executam. O panorama industrial vigente (variedade de empresas em tamanhos diferenciados, problemas de baixo rendimento, concorrência intensa, elevado volume de perdas, insatisfação dos operários, decisões mal formuladas etc.), inspirou a criação de uma Ciência da Administração, que substituísse o empirismo e a improvisação, até então dominantes.

(Figura III.1 – Desdobramento da abordagem clássica, pág. 28 – retirada do livro do Prof. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Edição Compacta – 3a. Edição. Editora Campus).

No despontar do século XX, dois engenheiros desenvolveram os primeiros trabalhos a respeito da Administração. Um era americano, Frederick Winslow Taylor, e iniciou a chamada Escola da Administração Científica, preocupada em aumentar a eficiência da indústria por meio da racionalização do trabalho operário. O outro era europeu, Henri Fayol, e desenvolveu a chamada Teoria Clássica, preocupada em aumentar a eficiência da empresa por meio de sua organização e da aplicação de princípios gerais da Administração em bases científicas.

Muito embora ambos não tenham se comunicado entre si e tenham partido de pontos de vista diferentes e mesmo opostos, o certo é que suas idéias constituem as bases da chamada Abordagem Clássica da Administração, cujos postulados dominaram as quatro primeiras décadas do século XX no panorama administrativo das organizações.



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