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19. Responsabilidade Corporativa

A Responsabilidade Corporativa não é simplesmente uma forma de praticar filantropia, mas é uma importante ferramenta para manter a solidez dos negócios.

Na realidade Responsabilidade Corporativa é a preocupação constante com a qualidade ética nas relações da empresa com as partes interessadas (stakeholders), principalmente no que tange aos acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores, comunidade e Poder Público. Incorporando este conceito na missão da empresa, compreendendo e praticando estes valores no cotidiano da gestão. Divulgando entre todos os interessados, buscando alcançar um desenvolvimento socialmente responsável, econômico e ambientalmente sustentável. Sendo um processo aberto e contínuo que reflete em um ambiente de trabalho produtivo, moderno e participativo
A responsabilidade Corporativa envolve:


  • Responsabilidade Ambiental

  • Responsabilidade Social

  • Responsabilidade Econômica

Na sociedade da informação e da economia globalizada, empresas deparam-se com novas questões e desafios que pedem soluções abrangentes e sustentáveis. O sucesso econômico-financeiro não terá mais longevidade sem o atendimento equilibrado das demandas sociais e ambientais e o bom relacionamento com todos os stakeholders.

Para uma empresa, a responsabilidade corporativa pode ser um bom caminho para melhor administrar riscos, uma vez que entre os seus princípios estão a transparência e o diálogo. A comunicação com os diferentes stakeholders é importante para a identificação de problemas comuns e a busca de soluções conjuntas.

A responsabilidade corporativa também é facilmente relacionada a outros aspectos positivos resultantes da adoção desta postura pelas empresas:

- a imagem institucional e a marca são valorizadas;

- há maior lealdade de todos os públicos e maior capacidade de recrutar e manter talentos;

- melhor administrando riscos, há maior estabilidade e portanto mais longevidade;
- critérios éticos mais rígidos estabelecidos por muitos investidores podem ser atendidos;

- há vantagem competitiva em concorrências e processos de seleção de fornecedores.




A ampliação da responsabilidade das empresas não exclui o seu objetivo natural, que é o crescimento através do lucro. Mas preferencialmente o lucro saudável, em longo prazo, com riscos minimizados, que a atuação sustentável e socialmente responsável permite gerar.


De acordo com Cibele Saviatto, responsabilidade não significa doação ou terceirização de investimento social. Significa sim gestão, atitude. Estar atento ao consumo de insumos, buscar constantemente melhorar seus processos e seus produtos e adequá-los à realidade ambiental, cuidar dos relacionamentos para que eles sejam frutíferos e construtivos para todos os partícipes, ser ético e transparente para garantir que a empresa poderá continuar a exercer seu papel no futuro, trabalhar para garantir a sustentabilidade de seu negócio e ao mesmo tempo do ambiente e da sociedade em que está inserida. No entanto, ao invés de estarem empenhadas em seguir por esse caminho, algumas empresas preferem acreditar que são responsáveis e cidadãs através da criação de um instituto que terceiriza os seus investimentos sociais e apóiam organizações e projetos sociais e ou ambientais.  

 

É evidente que o terceiro setor traz muitos benefícios à sociedade e existe muito espaço para o trabalho de muitas destas entidades, bem como para as fundações e institutos oriundos de empresas. O trabalho de entidades sérias e críveis é muito bem vindo e necessário, principalmente num país com tantas carências e sem políticas públicas claras e o apoio financeiro imprescindível. Certamente a abundância de recursos está na iniciativa privada, que não pode e nem deve se eximir, em especial se escolher campos de atuação afins com o negócio da empresa. No entanto, é importante ficar bem claro que isso não é Responsabilidade Corporativa e nem é só por esse caminho que as empresas encerram seu exercício de cidadania. 



 

Infelizmente esse tipo de atitude, não inserida num contexto mais amplo e estratégico, apenas tira o foco do que realmente é importante e das ações que efetivamente levariam a sociedade, o planeta e as pessoas a uma transformação positiva. Também impede que as empresas olhem para esse assunto com a devida importância, uma vez que passam a acreditar que já estão fazendo seu dever e não percebem que estão incorrendo em riscos futuros irreversíveis e perdendo grandes oportunidades de negócio. Riscos associados à não obtenção ou perda de licença para operar, de perder a credibilidade perante clientes e público em geral, de ter passivos ambientais ocultos. Oportunidades de perceber nichos de mercado, de conhecer melhor o cliente, de ter fidelidade e relacionamento de parceria com fornecedores e colaboradores, de inovar em processos e produtos que podem reduzir custos e criar novos mercados.




Sustentabilidade é um assunto estratégico e a Responsabilidade Corporativa é o caminho de gestão que leva a empresa a ser sustentável.


 

20. Gestão da Informação

A informação está no centro de tudo. O segredo para alcançar um desempenho competitivo superior com a criação de valor e a construção de relacionamento com o cliente no longo prazo está no conhecimento profundo do mercado, apoiado por processos contínuos de aprendizagem e processos de inteligência competitiva viabilizados pelos sistemas de informação.


O sistemático monitoramento das informações do ambiente passou a representar um importante mecanismo das organizações para obter vantagem competitiva por três motivos:


  1. Competição global: obrigou os executivos das organizações a lidar com diferentes culturas competitivas e temas com salários, câmbio e políticas públicas, que afetam diferentemente as organizações conforme sua localização ou nacionalidade.




  1. Volatilidade dos mercados: com o encurtamento do ciclo de vida de produtos, convergência tecnológica e desregulamentação, o monitoramento das mudanças torna-se essencial para a sustentação competitiva da organização. Para a maioria das organizações, as fontes de oportunidades e ameaças se diversificaram e, como conseqüência, o número de variáveis para serem acompanhadas cresceu muito.




  1. transferência tecnológica e gerencial: fez como que os produtos e serviços se tornassem “commoditizados”. A vantagem competitiva é alcançada agora pela capacidade de a organização lidar com o volume de informação que produz a onda de mudanças constantes no contexto de negócios.

A produção de informação que fomentará o desenvolvimento de um estado de inteligência organizacional deve começar com a clara identificação do usuário da informação e de suas demandas. A partir daí, trilha-se o processo informacional, constituído pela coleta, categorização ou classificação, análise e armazenamento, para posterior recuperação e difusão entre os produtos, serviços e processos da organização. Com isso, completa-se o ciclo, e as pessoas passam a ter a matéria-prima para a formação de estratégias e a tomada de decisões.




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