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22. As mudanças na tecnologia da informação e o impacto nas organizações

O mercado de trabalho trocou, ao longo da Revolução Industrial, as fazendas pelas fábricas. Agora, na revolução da informação está se deslocando rapidamente do setor industrial para a economia de serviços. Gradativamente, a indústria oferece menos emprego, embora produzindo cada vez mais graças à modernização, tecnologia, melhoria de processos e aumento da produtividade das pessoas. E cada vez mais, o setor de serviços oferece mais empregos.

A modernização das fábricas vai na direção de produtos melhores e mais baratos, ampliando o mercado interno de consumo e ocupando uma fatia maior no mercado externo ou global. O aumento do consumo e da exportação funciona como alavancador do emprego no setor de serviços.

A modernização industrial provoca uma migração de empregos e não extinção de empregos, tal como aconteceu na modernização da agricultura no Primeiro Mundo. É o que afirma Joelmir Beting, que defende a tese de que quem faz o emprego do trabalhador não é produtor, mas o consumidor, que é o próprio trabalhador. De preferência, o trabalhador devidamente remunerado e com carteira assinada.

Como diz Joelmir Beting, a discussão do emprego já está emplacando 250 anos e vem desde o começo da Revolução Industrial: de um lado, alguns especialistas sustentam que a tecnologia é inimiga do emprego, outros garantem que a tecnologia e o emprego são verdadeiros irmãos siameses.

No Brasil, essa controvérsia tem menos de 50 anos. José Pastore assinala que, historicamente, a inovação tecnológica e a melhoria da produtividade sempre estiveram associadas à expansão do emprego, e não à sua redução, como se costuma pensar. Pois a modernização enobrece o trabalho humano, melhora a qualidade de produtos e serviços, reduz o custo relativo da produção e amplia o mercado, a produção e o emprego. É o “processo de destruição criativa” teorizado por Shumpeter nos idos dos anos 30: a inovação destrói o velho. É o caso da obsolescência programada: cada produto novo torna o produto anterior arcaico e obsoleto.

Mais ainda: as novas tecnologias não são responsáveis, em si mesmas, pelo desemprego. Elas só se tornam destrutivas quando o regime contratual do trabalho se torna rígido.
A legislação trabalhista constitui o elemento rígido que impede a flexibilidade do emprego.
Para ele, quanto maior a flexibilidade de contratação e de demissão, tanto maior a oferta de emprego. E acrescenta: entre nós, estamos reféns de um sistema realmente perverso – ou se contrata com todos os encargos trabalhistas, que são muitos, ou se emprega sem direito algum. Daí a ocupação informal, que já atinge 57% da força nacional de trabalho.

As novas tecnologias não mudam o perfil de todas as profissões, pois não existe um movimento único em direção a um maior nível de qualificação para todas elas. A demanda por trabalhadores de baixa qualificação vai continuar viva na crescente economia de serviços. Isso é bom para os mais velhos. Quanto aos jovens, devem buscar o futuro na educação, que se torna cada vez mais importante que o simples treinamento. O novo trabalhador deve ser polivalente, sabendo realizar de quase tudo um pouco, acrescenta Pastore. Quem for capaz de resolver problemas terá emprego garantido. Não bastará ser educado. É preciso ser bem-educado. Acabou a profissão de tamanho único. Diz ele que o desemprego no Brasil está sendo provocado menos pelo avanço tecnológico e muito mais pelo atraso educacional. Quando se fala em competitividade global, o desafio é também da escola e não apenas da empresa.




A maior pressão dentro das organizações está relacionada com o impacto do desenvolvimento tecnológico e das contínuas inovações, no sentido de proporcionar maior produtividade e qualidade no trabalho. Isso significa fazer cada vez mais e melhor com cada vez menos recursos. Em outros termos, com menos pessoas. Isto significa produtividade e qualidade para proporcionar competitividade através de produtos melhores e mais baratos.



O profundo impacto da TI
A Tecnologia da Informação está promovendo uma nova ordem no mundo global. As empresas ponto.com definiram os novos padrões da chamada Nova Economia, revolucionaram a maneira de fazer negócios, criaram uma nova maneira de trabalhar e uma nova cultura de relacionamento entre as pessoas. A comunicação é o núcleo central. A Internet, Intranet, a utilização do computador para integrar processos internos e externos estão modificando com uma rapidez incrível o formato organizacional e a dinâmica das organizações como nunca se viu antes. A virtualização crescente das organizações é a decorrência disso. O desafio reside agora na busca incessante de novas soluções e a essência da efetividade está se deslocando para a busca de redes e parcerias em conexões virtuais dentro de um contexto ambiental mutável.

23. Análise de risco e fatores críticos de sucesso na administração e desenvolvimento de sistemas

Usando o máximo de informação e conhecimento do presente e do passado, a inteligência organizacional busca minimizar as incertezas e riscos nas decisões tomadas no presente, tendo em vista suas inferências para o futuro.

Há três níveis de planejamento estratégico que estabelecem o tipo de informação utilizada: estratégico, tático/funcional e operacional:


  • Nível estratégico: é da responsabilidade dos primeiros escalões da organização que trabalham com informações do contexto de negócios da organização. Proporciona a base para a formulação do diagnóstico estratégico e informações inferidas para o futuro (cenário) para a elaboração de prognósticos estratégicos. A missão da organização, a visão de negócios e os valores organizacionais são informações fundamentais e serão sempre referência ao longo do desenvolvimento do planejamento estratégico, Nesse nível, procura-se identificar as ameaças do ambiente que deverão ser administradas e as oportunidades do ambiente que deverão ser aproveitadas ou otimizadas de acordo com a análise feita dos recursos e competências da organização, que identificam seus pontos fortes e fracos.

  • Nível tático/funcional: está associado às funções executivas clássicas como finanças, marketing, produção, recursos humanos e administração. Nesse nível, a questão fundamental é a integração informacional das diferentes áreas funcionais da organização. Os programas integrados de gestão, conhecidos por ERP (Enterprise Resourse Management) facilitam essa tarefa.

  • Nível operacional: as informações buscadas nesse nível tem o propósito de controle e correção dos desvios de execução e estão associadas ao desenvolvimento de indicadores de desempenho e mensuração, provendo informações de feedback. Deve-se medir o erro ou o desvio que é a diferença entre o valor planejado do indicador e o valor real medido. O resultado indica a necessidade de promover ações corretivas.



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