Aldeniza Siqueira Rosa Correia



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GESTÃO ESCOLAR: A Busca do Sucesso Escolar na 2ª Fase do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Colégio Estadual João da Silva Guimarães

Aldeniza Siqueira Rosa Correia



RESUMO: O presente artigo destina-se ao relato das ações da gestão escolar do Colégio Estadual João da Silva Guimarães, localizado no Município de Silvanópolis, Estado do Tocantins, onde se realizou uma minuciosa observação, subseqüente análise de questões atinentes à gestão escolar e às exigências necessárias à formação dos responsáveis pela escola frente às demandas atuais e ao contexto de uma sociedade que se transforma e se modifica constantemente e intervenções necessárias durante o processo de reelaboração do Projeto Político Pedagógico da Unidade de Ensino estudada.
Palavra-Chave: Gestão escolar democrática. Metodologia docente. O aluno e o mundo.
ABSTRACT: This article is intended to report the actions of the management school of the State College João Guimarães da Silva, located in the city of Silvanópolis, State of Tocantins, where there was a thorough observation, subsequent analysis of issues relating to school management and the requirements necessary for the training of the schools in the face of current demands and context of a society that turns and changes constantly and interventions required during the process of redesigning the Pedagogical Political Project of Teaching Unit studied..



Keyword: Democratic school management. Teaching methodology. The student and the world.

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Professora das Séries Iniciais da Rede Estadual de Ensino, licenciada em Normal Superior, cursando ultimo período do Curso de Letras: Língua Portuguesa/Língua Espanhola e Respectivas Literaturas, atual Gestora do Colégio Estadual João da Silva Guimarães em Silvanópolis. Aluna do Curso de Pós-Graduação em Gestão Escolar pela UFT



INTRODUÇÃO
Este artigo analisa algumas questões atinentes à gestão escolar e às exigências necessárias à formação dos responsáveis pelas escolas frente às demandas atuais e ao contexto de uma sociedade que se transforma e se modifica constantemente.  Ser Gestor Escolar nos dias de hoje significa ser dotado de conhecimentos pedagógicos para compreender o processo educacional, compreender a função da escola, articular políticas de formação com a política de gestão – visão estratégica e possuir um novo olhar quanto à construção do projeto político pedagógico que é uma ferramenta que possibilita gestão democrática.  A gestão democrática ainda se encontra muito em aberto à construção do conhecimento e à aprendizagem, dada a dificuldade que se tem de mudanças de paradigmas. Estas não acontecem de forma rápida, pois consistem em um processo histórico e construído com muita dificuldade pela sociedade.

Durante muito tempo, a educação viveu apenas sob o domínio do modelo da modernidade fincado em suas verdades prontas, em seus conhecimentos cristalizados e sem direito à participação da coletividade.   Atualmente, para dar conta de um novo modelo organizacional na escola é preciso passar por várias mudanças como, por exemplo, de paradigma.  É preciso, ainda assimilar novas formas de se relacionar com o conhecimento, a pesquisa, a organização e a função da comunidade no envolvimento da educação. Para atuar em um novo modelo de escola é necessário também compreender sua função, conforme Rios (1993, p. 38).

A escola não está nem fora da sociedade, com uma autonomia absoluta diante dos fatos que estimulam as mudanças sociais, nem muito menos numa relação de subordinação absoluta, que a converte em mera reprodutora do que ocorre em nível mais amplo na sociedade. A escola é parte da sociedade e tem com o todo uma relação dialética – há uma interferência recíproca que atravessa todas as instituições que constituem o social. Alem disso, podemos verificar que a escola tem uma função contraditória – ao mesmo tempo em que é fator de manutenção, ela transforma a cultura.

A escola mantém e transforma ao mesmo tempo, influência e é influenciada pela sociedade.  Neste sentido, destaca-se a importância da formação daqueles que administram as escolas, seus conhecimentos pedagógicos para compreender o processo educacional precisa passar por uma profunda reflexão filosófica sobre a educação, revelando o domínio ético, político e a compreensão da autonomia fundada no respeito à diversidade, à riqueza das culturas e à procura da superação das marcantes desigualdades locais e regionais na partição e no envolvimento de todos.

Essa mudança de paradigma tão necessária nas escolas deve perpassar pela implantação de novas práticas voltadas para interação, participação, envolvimento e buscas de parcerias para solução de problemas e ampliação de novos olhares no contexto educativo.  A educação é um processo que se deve ligar ao mundo do trabalho e à prática social, portanto, é necessária a participação para se construir projetos voltados aos anseios da coletividade. E também se fazer política no sentido de modificar a sociedade e ser modificado por ela, para tanto é necessária visão política. As ações educativas estão permeadas das ações políticas, aqui compreende-se a importância dos gestores escolares possuírem uma formação que venha ao encontro dessa demanda, com visão estratégica de futuro.  Pois,

A escola se encontra no centro de atenções da sociedade. Isto porque reconhece que a educação, na sociedade globalizada e economia centrada no conhecimento, constitui grande valor estratégico para o desenvolvimento de qualquer sociedade, assim como condição importante para a qualidade de vida das pessoas. Luck (2000, p. 12).

Este é um enfoque que, se adotado, exige que se abandone o modelo arcaico, antigo e fundado na cobrança.  É preciso que o gestor tenha um novo perfil, com especial atenção às diversas demandas sociais que surgem, é essencial que tenha, também, novos conhecimento e habilidades para que possa dar conta dessa educação que é responsabilidade de todos.  O envolvimento de professores, equipe técnico-pedagógica, funcionários, alunos, pais e comunidade, devem formar um jeito diferente de compreender o papel da escola e sua gestão. Neste modelo, o trabalho deve ser entendido como prática social e orientador da ação de gestão realizada na organização de ensino.

Conforme Luck (2000), o paradigma de gestão escolar tem como base alguns fundamentos muito necessários para a implantação do modelo:

a) a realidade é global onde tudo está interligado;

b) a realidade é dinâmica construída pelas interações entre as pessoas;

c) o ambiente social e comportamento humano são dinâmicos e imprevisíveis;

d) a incerteza, ambigüidade, contradições, tensões, conflito e crise são vistos como naturais e como condição e oportunidade de crescimento e transformação;

e) a busca de realização e sucesso corresponde a um processo e não a uma meta;

f) a responsabilidade maior do dirigente é a articulação;

g) as boas experiências não devem ser copiadas, sim ressignificadas por causa das peculiaridades locais e organizacionais;

h) as organizações devem priorizar a participação conjunta e mobilizar equipes atuantes, pois os talentos e a sinergia humanos são recursos poderosos numa organização. Estes aspectos são essenciais na visão democrática como garantia de mudanças comportamentais e organizacionais.

 Frente às pressões por que um gestor passa, fica evidente que ele necessita de formação condizente com o modelo de gestão que adotou, senão corre o risco de ser dominado pelo sistema ao invés de funcionar como um modificador e transformador do mesmo. Ele deve participar de formação continuada, construir projetos políticos pedagógicos que possibilitem a inclusão social e lutar pelos direitos humanos, para tanto priorizando as categorias de autonomia, democracia, currículo e formação continuada dos professores e da comunidade. Não separando também a realidade social da escola e os referenciais teóricos. Conforme ressalta Freire (2002) uma educação em favor da autonomia do ser. Finalmente, outro aspecto essencial na gestão democrática é evitar a rotatividade, este fato traz a descontinuidade dos processos e prejudica o amadurecido para as transformações.
A discussão sobre o tema a gestão escolar democrática tem inicio na década de 1980. De lá pra cá se tem questionado a direção da Escola por um só individuo e, ainda, o lado educador do diretor escolar. Atualmente, a idéia que está posta é a uma escola representantes dos vários segmentos envolvidos no processo educativo participando da equipe gestora. Portanto, questiona-se: a gestão democrática implementada contribui para ampliar ou limitar o trabalho pedagógico nas escolas?

A Constituição Federal de 1988 estabelece significativas mudanças para as políticas de gestão e de regulação da educação no Brasil que interferem diretamente na organização da escola e nos papeis dos diversos atores que constroem o seu cotidiano. No artigo 206 da referida Lei é mencionada a gestão democrática: “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: VI – gestão democrática do ensino publico, na forma da Lei”.

Portanto, dar prioridade a uma reflexão de consideráveis proporções a respeito da educação e sobre a influencia direta que ela exerce no desenvolvimento social e econômico de um país é tema emergencial a ser desenvolvido com a participação ativa de todos os envolvidos com a escola.

Há uma grande distância entre o ideário da lei e a realidade. Superá-la perpassa pela necessidade de se assumir compromisso de forma responsável e articulada, avaliando as conquistas e projetando as metas. Sem este esforço não há garantias de iniciativas capazes de realizar a viabilização das conquistas sociais da Constituição de 1988 Além disso, outra Leis dão suporte para efetivação de uma gestão de fato democrático.

O Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica se trata de um Curso de Pós-Graduação, voltado para a formação continuada e Pós-Graduada de dirigentes da educação básica, sobretudo gestores das escolas publicas, a realizar-se por meio da Educação à Distância e do fundo de fortalecimento da Escola para o desenvolvimento da educação. Fortalecimento esse que busca, mediante intervenções nas disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna e Matemática.

Dentre as intervenções que se fizeram necessárias à melhoria da qualidade e ao fortalecimento da escola, como melhorar os níveis de desempenho dos alunos frente às avaliações internas e externas, como o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), discutir com os pais e professores melhores metodologias no ensinar e no aprender, articulação entre os conteúdos a ser ministrado e os eventos que fazem parte desse currículo mediante a atuação do grêmio estudantil, realização de eventos cívicos e sociais diversos, a promoção e incentivação a formação continuada dos professores, acompanhamento individualizado aos alunos que estão apresentando desenvolvimento insatisfatório e outras.

Algumas alterações foram necessárias para melhor eficácia do plano de intervenção, como, por exemplo, trabalhar com os alunos com baixo rendimento em horários paralelos ao horário de suas aulas, sendo que o resultado foi surpreendente, uma vez que a individualização permite ao aluno maior acesso ao que, de fato, não está assimilando na sala de aula convencional.

Dentro dessa perspectiva, os professores do Colégio Estadual João da Silva Guimarães tem agora a oportunidade de implementar projetos voltados para o desenvolvimento de novas práticas docentes em sala de aula.

Verifica-se que um dos obstáculos no ensino dos conteúdos programados das disciplinas supra citadas que permeiam os ambientes educativos é a dificuldade de participação de todos os alunos nas atividades propostas, principalmente no que se refere a escrita. Devido ao grande número de alunos inseridos nas salas do ensino regular, há a dificuldade de implementação de práticas diferenciada na sala de aula.

Desta forma o intuito da proposta de intervenção é a necessidade de interligar o interesse dos alunos como uma pratica significativa, dando a oportunidade aos alunos de atingir um nível de competência linguística que lhes permitirão acesso e acompanhamento das informações do mundo globalizado, contribuindo para sua formação geral enquanto cidadão, resgatando, assim, a função social e educacional do ensino no currículo da Educação Básica.

O Projeto Político Pedagógico – PPP perpassa a história da educação brasileira. Falar do mesmo não é uma novidade para os profissionais de educação, principalmente para professores e equipe gestora de Unidade Escolar. Segundo Veiga (1998), o Projeto Político Pedagógico tem sido o objeto de estudos para professores, pesquisadores e instituições educacionais em nível nacional, estadual e municipal, em busca da melhoria da qualidade do ensino.

Que a educação seja o processo através do qual o individuo toma a história em suas próprias mãos, a fim de mudar o rumo da mesma, Como? Acreditando no educando, na sua capacidade de aprender, descobrir, criar soluções, desafiar, propor escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizando com desenhos pré-formulados para colorir, com textos criados por outros para copiarem, com caminhos pontilhados para seguir, com histórias que alienam, com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende. (FUNK, 1994, p.14-15).

Diante dessa consciência, inserir-se a concreticidade do trabalho educativo é poder assim desenvolver a função crítica do desvelamento do discurso ideológico e passar do nível de controle, alcançando a marca desejável da libertação. A esse respeito afirma Paro (1996 a: 160):
“Por isso, uma teoria e prática de Administração escolar que se preocupa com a superação da atual ordem autoritária na sociedade precisa propor como horizonte a organização da escola em bases democráticas. E para a Administração Escolar ser verdadeiramente democrática é preciso que todos os que estão direta ou indiretamente envolvidos no processo escolar possam participar das decisões que dizem respeito a organização e funcionamento da escola.”.
Desse modo, a administração da educação toma responsabilidade de reconstruir seu estatuto teórico/prático, assegurando a viabilidade e a exeqüibilidade de uma formação de melhor qualidade para todos e o cumprimento de sua função social e seu papel político institucional, pois através da gestão, a escola coloca em prática, concretizam diretrizes emanadas das políticas que estabelecem parâmetros de ação e, de forma dominante, determinam o tipo de mulher e de homem a serem formados.

Na maioria das escolas da rede pública os conteúdos programáticos das disciplinas limitam-se a leitura, interpretação de textos, tradução, verbos, regras gramaticais em exatas as quatro operações matemáticas.

Assim os professores vêm buscando, já há algum tempo, o desenvolvimento de metodologia que desprenda os educadores da abordagem tradicional, particularmente dos procedimentos característicos do método gramática-tradução, que ainda faz parte da prática docente de vários professores da rede pública. Segundo Almeida Filho (2005).
“A modificação de uma prática pedagógica, só ocorrerá nas rupturas (após reflexão e estudos), com as concepções mantidas quanto à linguagem e desenvolvimento de um trabalho sistemático e contextualizado dentro da abordagem construtivista”.
A gestão escolar não se reduz apenas a dimensão técnica, mas também como ato político, pois implica em tomada de decisões dos envolvidos (pais, alunos, professores e funcionários). A gestão democrática presume uma construção coletiva que pressupõe discussão e participação nas tomadas de decisões, nas formas de organização e gestão, mecanismos de distribuição de poder e etc.
Um diretor de escola é um gestor da dinâmica social, um mobilizador e orquestrador de atores, um articulador da diversidade para dar-lhe unidade e consistência na construção do ambiente educacional e promoção segura da formação de seus alunos, suas ações tenha em mente o conjunto todo da escola e seu papel educacional. Não apenas imediato, mas de repercussão no futuro, em acordo com visão estratégica e com amplas políticas educacionais. (LUCK, 2000).
Cabe ao gestor possibilitar abertura para participação assim como cabe aos envolvidos uma participação mais efetiva. É preciso que na organização do trabalho se busque pela autonomia, isto é, que a escola construa o seu próprio projeto político pedagógico, que se tenha abertura, um canal de participação, que exista a transparência administrativa, a democratização das informações e que seja feita avaliação permanente do desempenho escolar.

Necessário se faz novas formas de organização e efetivação das ações. Que sejam cultivadas relações que valorizem normas de convivência, que sejam respeitados limites individuais e coletivos, que a escola seja uma construção dinâmica pautada num trabalho coletivo, primando pela função social, tendo o diretor como articulador mediador e facilitador neste processo, pois, em relação ao sistema hierárquico a relação de poder, conforme colocado por Paro, é:


“O que nós temos hoje é um sistema hierárquico que pretensamente coloca todo o poder nas mãos do diretor, Não é possível falar das estratégias para se transformar o sistema de autoridade no interior da escola, em direção em uma efetiva participação de seus diversos setores, sem levar em conta a dupla contradição que vive o diretor da escola hoje. Esse diretor, por um lado, é considerado a autoridade máxima no interior da escola, e isso, pretensamente, lhe daria um grande poder de autonomia; mas, por outro lado, ele acaba se construindo, de fato, em virtude de sua condição de responsável ultimo pelo cumprimento da Lei e da Ordem na escola, em mero preposto do Estado. Esta é a primeira contradição. A segunda advem do fato de que, por um lado, ele deve deter uma competência teórica e um conhecimento dos princípios e métodos necessários a uma moderna e adequada administração dos recursos da escola.
DESENVOLVIMENTO E DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
O PPP da escola é um instrumento teórico-metodológico para intervenção e mudança da realidade e sua construção deverá permitir o encontro, a reflexão, a ação sobre a realidade numa práxis libertadora.

Dessa forma, o projeto foi desenvolvido a partir da discussão após análise dos rendimentos do l bimestre através do instrumento PES, reuniu-se a equipe para traçar metas de intervenção para sanar o baixo rendimento nas disciplinas críticas. Primeiramente a equipe se organizou com o planejamento, em seguida, foi feita reunião com os alunos, professores e os pais, onde houve a integração de todos no processo e que todos iriam acompanhar os discentes de maneira que os mesmos se interassem melhor nas atividades escolares: os professores mudassem a rotina das aulas, os pais acompanhassem seus filhos e os alunos participariam mais das aulas evitando conversas paralelas e brincadeiras em sala de aula, e as atividades propostas permitiriam o envolvimento total do aluno no processo de construção do seu conhecimento, bem como a contribuição para o seu crescimento como cidadão.

No final do ano letivo de 2009, ao encerrar o projeto, observou-se grande avanço com relação ao baixo rendimento, pode-se sentir diferença no decorrer dos bimestres durante o ano, pois a cada resultado era analisada e aplicada metodologia diferenciada.

Entendemos, com os resultados satisfatórios no ano de 2009, que a aplicabilidade do projeto de intervenção deve ser implementado e estimulado, uma vez que a prática deu certo, pois o índice final de aprovação nas diversas disciplinas, principalmente nas turmas do Ensino Médio cresceu gradativa e consideravelmente, no ano de 2008 teve-se um índice de 88% de aprovados , no ano de 2009 obteve-se um de 91% em todas as disciplinas.




CONCLUSÃO
Constata-se que o projeto de intervenção na aprendizagem escolar, mediante diagnóstico das dificuldades apuradas ao final de cada bimestre, aplicado nas disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Matemática, é viável e necessário. Os resultados de aprendizado e o interesse pelas referidas disciplinas com o grupo em que a proposta de intervenção foi implementada é um exemplo disso.

Práticas metodológicas como as que foram utilizadas no projeto de intervenção, mesmo as corriqueiras podem ser implementadas, sistematizadas com coerência para atender o processo de ensino-aprendizagem nas disciplinas.

Importante, ainda, destacar que o ensino, principalmente, de Língua Inglesa deve se desprender dos métodos muito convencionais, onde o aluno é ouvinte passivo, por não ser uma língua materna o aluno não tem autonomia, nem interesse para participar ativamente das atividades.

As observações realizadas e os resultados obtidos durante a aplicação do projeto de intervenção permite-nos afirmar que o envolvimento do aluno na construção do seu conhecimento é altamente benéfico para ele e, gratificante para o professor.

Dentro das análises de todo o projeto, mediante resultados, pode se ver que realmente falta ainda uma boa comunicação entre comunidade escolar e família, neste estudo ficou também evidenciado questões de conhecimento de mundo que os alunos adquirem no seio familiar, portanto é importante ressaltar que a comunicação é, sem dúvida, a mais preciosa virtude que há no convívio educacional, social e familiar do ser humano. Sobretudo, foi possível constatar que o processo de ensino-aprendizagem se efetiva mediante a interação professor-aluno, mas só será eficaz, sistemático, significativo e organizado se contar com um gestor escolar capaz de articular, sistematizar, liderar, coordenar, orientar, supervisionar.

REFERÊNCIAS
BRASIL, Projeto do Curso de Especialização em Gestão Escolar. Brasília: MEC/SEB,2006.

ALMEIDA FILHO, José Carlos P. de. Dimensões Comunicativas do Ensino de Línguas. Campinas: Pontes Editores, 1993.

Luck, H. Perspectivas da Gestão Escolar e Implicações quanto à formação de seus gestores. Em aberto, Brasília, v. 17, n.72, 11-33, fev. /jun.2000.

_____________, Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica. Brasília: MEC/SEB/CAFISE,2006.

MARCONDES. Danilo. Filosofia. Linguagem e Comunicação. 3ª ed. São Paulo: Cortez. 2002.

_____________. Consciência Moral e Agir Comunicativo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 1989.



PARO, Vitor Henrique. Gestão Democrática da Escola Pública. 3.ed. São Paulo: Ática, 2000.

Veiga, I.P.A. Educação Básica e Educação Superior: Projeto Político Pedagógico. Campinas. Papirus, 2004.


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