Alessandra Garrido Sotero Mestranda de Língua e Literatura Italiana ufrj



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PINÓQUIO: DO PRINCÍPIO DO PRAZER AO PRINCÍPIO DA REALIDADE

Alessandra Garrido Sotero



Mestranda de Língua e Literatura Italiana - UFRJ


No espaço contemporâneo, no qual o homem tem grande preocupação em “ter”, e muitas vezes não se impõe limites para isso, propõe-se, a partir de As aventuras de Pinóquio, que se faça uma viagem psicanalítica, buscando uma verdadeira significação de vida. Trata-se de uma análise que focaliza a necessidade de o homem se libertar do estigma de “marionete”, saindo do seu egocentrismo e mirando àquilo que está a seu redor, tornando-se pessoa.

A história de Pinóquio teve início em 1881, quando Carlo Lorenzini, conhecido pelo pseudônimo Carlo Collodi publica Storia di un burattino em um jornal dirigido às crianças, no estilo folhetim. Devido a um grande sucesso obtido, das histórias foi feito um livro, Le avventure di Pinocchio, cuja primeira edição foi lançada em 1883. Foi traduzido em todas as línguas, encantando crianças e adultos de todo o mundo.

A história de Pinóquio começa com a surpresa de um velho marceneiro, chamado Mestre Cereja, ao perceber características humanas em um pedaço de lenha. Assim, ele dá o estranho pedaço de madeira a seu amigo Gepeto, que o transforma em uma marionete. É um fato interessante esse dado fantástico: um pedaço de madeira com características humanas. Logo, nos remete a idéia do homem como coisa, que precisa ser esculpido, o homem aproximado ao animal se não se educa; chamando a atenção para a necessidade de culturalização.

Percebe-se na história, que Pinóquio é um garoto, um rapazinho; e isso é notável por causa do seu comportamento, que não é como de um neném. Durante as suas aventuras, Pinóquio não tem uma preocupação com o certo ou com o errado, ele sempre age de acordo com aquilo que lhe dá vontade, preocupando-se com a sua satisfação imediata. Ele é exatamente a falta do dever e da moral, a falta de compromisso com qualquer princípio ou regra, a procura do prazer absoluto sem preocupar-se com qualquer coisa que seja. Um exemplo claro da sua conduta observamos no quarto capítulo, quando ele responde ao Grilo Falante qual é a sua profissão: “- A de comer, beber, dormir, me divertir e vagabundear de manhã até de noite” (p. 22). Verdadeiramente, isso é tudo o que queremos quando somos crianças, dominados por aquilo que Freud chama de princípio do prazer, que vem a ser uma tendência inata do organismo de evitar a dor e buscar o prazer. Segundo Kaplan e Sadock, no livro Compêndio de psiquiatria, esse princípio nos segue durante toda a vida, mas precisa ser modificado pelo princípio da realidade, que é uma função adquirida através do EGO, que traz as influências do mundo exterior, pressionando o ID. No livro Teoria da literatura: uma introdução, no capítulo que se refere à Psicanálise, Terry Eagleton fala da necessidade que o homem moderno tem pelo trabalho. Essa necessidade implica a repressão das tendências naturais humanas de buscar o prazer e a satisfação. Eagleton segue dizendo que todas as pessoas precisam reprimir parcialmente aquilo que Freud chama de princípio do prazer em favor do princípio da realidade (p. 210). Para Kaplan e Sadock, esta repressão é feita desde que haja a recompensa, talvez o adiamento do prazer imediato por uma satisfação maior no decorrer do tempo. O princípio da realidade é uma função adquirida, tendo uma estreita relação com as funções do Ego, quando este traz as influências do mundo exterior para pressionar o Id. Retornando a Eagleton, ainda no capítulo sobre a Psicanálise, ele indica na obra de Freud a sublimação, que é um modo pelo qual podemos enfrentar as repressões sobre o princípio do prazer. Os desejos podem ser sublimados e dirigidos a uma função social de maior valor social, e desta maneira que surge a civilização, a nossa história cultural: quando o homem sai do seu autocentrismo e se preocupa com o meio em que vive (p. 210).

Assim como vimos, o princípio do prazer é inato nos seres humanos, e nos segue durante toda a vida, porém deve ser parcialmente reprimido para o surgimento do princípio da realidade. Pinóquio é a própria metáfora do princípio do prazer, e as suas aventuras nos permitem ver como conquistamos o princípio da realidade: na vida.

A fome, por exemplo, é algo muito característico em Pinóquio; e o faz ter atitudes sem pensar nas conseqüências. Segundo Bettelheim, no livro A psicanálise dos contos de fadas, quando trata sobre o princípio do prazer versus princípio da realidade (p. 56), comer é diferente de devorar. Podemos ver em várias partes da história de Pinóquio que ele devorara os alimentos: “Comidas, ou melhor, devoradas as três peras...” (p.30), “Pinóquio não comeu, devorou” (p.106) etc. Segundo Bettelheim, devorar significa comer imediatamente sem medir as conseqüências, de acordo com o princípio do prazer; enquanto comer, guiado do princípio da realidade, significa procurar comida de maneira inteligente e racional, com os meios lícitos.

Embora Pinóquio tenha vida, ele não é uma pessoa (entendendo por pessoa, aquele ser capaz de viver em sociedade) e somente no fim da história, quando ele se ajusta ao princípio da realidade, então merece ser transformado em uma pessoa. Sempre que Pinóquio está sendo sugerido pelo princípio do prazer, se afasta da condição humana, e isto é representado pela sua “animalização”. Em diversas partes da história, Pinóquio se transforma em um animal, e, isto acontece sempre quando ele é sugerido pelo princípio do prazer. Por exemplo, nos capítulos 20 e 21, quando ele, tomado pela fome, pula dentro de um campo para pegar algumas uvas, e cai em uma armadilha. O proprietário, quando vê, o coloca dentro da casinha do cão dele, preso por uma coleira, obrigando-o a tomar conta das suas terras à noite, como fazia o antigo cão que morava ali. No capítulo 28, um outro exemplo claro: quando Pinóquio fugia dos policiais, mergulhou no mar e foi preso por uma rede de um pescador. O pescador o passa na farinha e quase o frita, como se ele fosse uma espécie diferente de peixe. E finalmente, no capítulo 32, no país dos brinquedos, no qual existem só jogos e diversões e não há escola nem estudo. Nesse tentador lugar, ele se transforma em um burrinho e depois é vendido a um circo; em que sofre todas as humilhações que sofrem os animais. Nos três casos narrados, ainda mais no último, Pinóquio segue totalmente a satisfação do prazer imediato, e, nessa tensão de busca sem pensar nas conseqüências, ele é animalizado.

Geralmente, os animais têm um papel muito importante nos contos de fada; e em Pinóquio não podia ser diferente. Bettelheim, no seu livro citado, lembra o pensamento animista, que é característico da infância; uma criança pode ser convencida de que um animal pense e sinta igual a ela. E lembra ainda que assim como os animais despertam a curiosidade das crianças, eles podem também transmitir uma mensagem significativa. (p. 60).



Observamos por exemplo, o Grilo falante: ele tenta aconselhar Pinóquio, mas não no sentido de obrigá-lo a nada, ele pretende, ao contrário, mostrar-lhe as conseqüências das suas ações. O Grilo aparece na história sempre como a consciência que começa a nascer em Pinóquio; representando a relação com a realidade despertando considerações importantes sobre a vida. O Grilo é a personificação destes pensamentos, e Pinóquio, freqüentemente nega essas percepções, brigando com o animalzinho, ou seja, com a sua consciência. No capítulo 4, observamos a aparição deste animal, no momento em que Pinóquio provocou a prisão de seu pai, Gepeto. Então, o Grilo lhe aconselha a estudar ou a trabalhar e a ser um bom filho para o seu pai, e, imediatamente, Pinóquio, tomada pela raiva, o mata. No capítulo 13, quando Pinóquio segue dois aproveitadores (um gato e uma raposa que lhe prometem enriquecer), aparece a sombra do grilo que o adverte sobre os perigos e sobre a impossibilidade de enriquecer-se de um dia para o outro. Pinóquio não acredita nele, o ignora e continua seguindo adiante, na esperança de tornar-se rapidamente rico. No capítulo 16, depois de ter caído na armadilha dos usurpadores, e de estar doente na casa da fada, aparece uma outra vez o Grilo, quando a fada chama três médicos: um corvo, uma coruja e o grilo falante. O corvo diz que a marionete está morta, a coruja não está de acordo, e o Grilo prefere não afirmar nada, em vez disso, ele declara as características nada boas de Pinóquio e este, ao escutar a voz da consciência, chora muito. Uma outra vez, a consciência o acusa. Neste trecho, podemos observar toda a simbologia da obra através dos animais: entre outros significados, o corvo simboliza um agouro, a coruja, a sabedoria; e o grilo, a própria consciência. No capítulo 36, quando Pinóquio está já junto de seu pai procurando uma casa para repousar, acha uma cabana, cujo proprietário diz para eles entrarem. Quem é o proprietário? O Grilo falante. Pinóquio o chama de “grilinho querido” e ele responde: “Agora você me chama de Grilinho querido, não é? Mas está lembrado de quando, para me enxotar da sua casa, me atirou um cabo de martelo?” Assim, Pinóquio reconhece o seu erro e diz que se o grilo fizer o mesmo, será muito justo. O Grilo, entretanto, não o faz e os acolhe, dizendo que teve de lembrar-lhe para mostrar-lhe que devemos fazer aos outros aquilo que queremos para nós. Um outro dado importante é que quando Pinóquio tem fome, através de certas estratégias, o Grilo ensina a ele o trabalho: diz-lhe para ir a um lugar, no qual Pinóquio pedindo leite deverá trabalhar para tê-lo. Deste modo, Pinóquio estabelece a paz com a sua paciência. Notamos como é interessante o desenvolvimento do comportamento de Pinóquio perante o Grilo Falante, isto é, perante a sua consciência: na primeira aparição do Grilo, Pinóquio o mata; na segunda, Pinóquio o ignora; na terceira, Pionóquio chora e reconhece os seus maus atos, e finalmente, na última aparição, Pinóquio reconhece a sua consciência, quando a escuta. É o ingresso no princípio da realidade, é o escutar, que é muito importante quando se vive em sociedade, quando se sai de si mesmo. As aventuras de Pinóquio representam, nesse sentido, o desenvolvimento do processo de amadurecimento.

É interessante observar ainda no capítulo 16 a possibilidade de morte de Pinóquio. Ele desmaiou, e não se sabia se estava ou não morto, e então, surgem três animais: o corvo, a coruja e o grilo falante, representando os médicos capazes de diagnosticar. Pressupõe-se, então, que esses animais representavam aqueles que tinham cultura, tinham um certo desenvolvimento intelectual. A coruja e o corvo se confundiram, e brigaram todo o tempo sem chegar a nenhuma conclusão lógica, enquanto o grilo, consegue descrever bem tudo o que aconteceu. Podemos dizer que somente o desenvolvimento intelectual não basta, porque o corvo e a coruja o tinham, logo, é essencial desenvolver os valores morais. O grilo, sim, percebeu o outro, saiu do seu narcisismo, enquanto a coruja e o corvo insistiram na vaidade intelectual. Esta vaidade representa ainda uma alta tendência ao princípio do prazer sem medida, sem o devido ajuste do princípio da realidade, a consciência de que não estamos sozinhos. O grilo, ao contrário, representa a intelectualidade perfeitamente integrada ao princípio da realidade, à consciência.

Um outro animal importante na história é o caracol, que surge duas vezes na história. No capítulo 29, Pinóquio volta à casa da fada, depois de ter-lhe feito diversas desobediências, e quando ele bate na porta, surge o caracol na janela do último andar. Era noite, e Pinóquio tinha fome e frio, mas o caracol desceu bem devagar e chegou na porta só ao amanhecer. Esta situação nos mostra a necessidade de paciência, a necessidade de esperar; ou seja, nem tudo pode ser da forma que se quer, como propõe o princípio do prazer. Podemos observar a realidade se confrontando com o princípio do prazer: Pinóquio se lamenta porque tem pressa, demonstrando-se agressivo, assim como o princípio do prazer, sem pensar o porque e nem as conseqüências, somente seguindo os impulsos. A realidade é como o caracol, nem sempre tem pressa e é da maneira que queremos, suscitando a paciência, que é algo necessário para conquistar a maturidade, o princípio da realidade. Quando o caracol se aproxima de Pinóquio, lhe dá alimentação, mas quando ele “devora”, percebe que não era de verdade. Este trecho nos faz refletir sobre as dificuldades da vida, os momentos amargos da existência, que fazem parte da nossa condição no mundo. O outro trecho no qual aparece o caracol, no capítulo 36, Pinóquio pergunta-lhe notícias sobre a fada e o caracol diz que ela precisa de ajuda. Pinóquio dá tudo aquilo que tinha consigo para ajudá-la, e agora, curiosamente, o caracol tem pressa. Podemos fazer uma reflexão sobre essas duas partes: à princípio, o caracol caminhava muito devagar, porque Pinóquio não era ainda ajustado com o princípio do prazer, no segundo momento, o caracol corre, tendo em vista que Pinóquio demonstrou-se generoso. Neste sentido, o caracol tem muito para nos ensinar: para convivermos em sociedade é necessário sair do egocentrismo, de si mesmo e ver aquilo que há em torno. É necessário, verdadeiramente, negar o pensamento de que tudo funciona em função de si mesmo.

Quando Pinóquio aprende a trabalhar e a estudar, arcar com as despesas, cuidando de seu pai, consegue economizar algumas moedas para comprar algumas roupas novas e neste momento encontra com o caracol. Como já vimos, Pinóquio dá todas as suas economias para ajudar a fada. Depois, quando Pinóquio dormia, sonha com a fada e ela lhe diz que por causa de seus bons atos, ele será transformado em uma criança de verdade: “ Muito bem, Pinóquio! Graças ao seu bom coração, perdôo-lhe todas as travessuras que você aprontou até hoje. Os meninos que cuidam amorosamente dos pais nos seus sofrimentos e nas suas enfermidades, merecem sempre muitos elogios e muito afeto, mesmo quando não podem ser citados como modelos de obediência e de bom comportamento. Crie juízo para o futuro e seja feliz”. A atitude de Pinóquio, de estar com o seu pai, cuidando dele, significa exatamente que ele não pensava mais só nele, se preocupava com os outros. Ora, a fada diz claramente que ele não é perfeito, logo não é esta a mensagem desse conto, mas a tentativa de vencer as atitudes impensadas provocadas pelo princípio do prazer, é o reconhecer-se dentro de um conjunto. Podemos concluir que quando Pinóquio dá toda a sua economia é a representação da saída do egocentrismo, é o início de um princípio da realidade. O princípio da realidade traz uma grande mudança na vida de Pinóquio: Gepeto volta a trabalhar e a rir. Algo muito importante no fim da história é a admiração com a qual Pinóquio observa a marionete que era, que lhe parece até divertida. Este comportamento é comum quando se cresce e se observa como um bobo, uma criança. Pinóquio, finalmente conquistou a sua maturidade. É relevante dizer que não é o fim do princípio do prazer, pois este continua durante toda a nossa vida em nós, mas é a representação de uma maturidade através do aprimoramento do princípio da realidade. Este aprimoramento é contínuo, é um processo lento que ocorre no decorrer da vida, assim como propõe As aventuras de Pinóquio.

ANEXO:

“-Entre todas as profissões do mundo, só tem uma de que eu realmente gosto.



-E qual seria essa profissão?

-A de comer, beber, dormir, me divertir e vagabundear de manhã até de noite.”(p.22)

“Comidas, ou melhor, devoradas as três pêras, Pinóquio deu um interminável bocejo e disse choramingando: - Ainda estou com fome.”(p. 30-31)

“(...) agarrou a marionete pelo cangote e carregou-a até chegar em casa como se carregasse um cordeirinho..., atirou-a no chão e, pondo um pé no seu pescoço, disse: -As nossas contas acertamos amanhã. Enquanto isso, como hoje morreu o meu cachorro que ficava de vigia à noite, você vai logo tomar o lugar dele. Você vai ser o meu cão de guarda...Se esta noite começar a chover, você pode deitar naquela casinhola de madeira...E se por desgraça vierem os ladrões, lembre-se de ficar de orelhas em pé e de latir.” (p.88-90)

“- Que raça de peixe é esta? Peixes assim não me lembro de ter comido nunca! (...) O pobre menino implorava com os olhos! Mas o pescador verde, sem nem ligar, rolou-o cinco ou seis vezes na farinha, enfarinhando-o tão bem que parecia ter virado uma marionete de gesso.” (125-126)

“(...) viu sua imagem enfeitada por um magnífico par de orelhas asininas.(...) dobraram-se os dois até ficarem de quatro(...) seus braços se tornaram patas, seus rostos se alongaram e se tornaram focinhos, e suas costas se cobriram de um pelame cinza-claro salpicado de preto.(...) Em vez de gemidos e lamentações, emitiam zurros asininos, e zurrando sonoramente repetiam os dois em coro: ih-o, ih-o.” (p.149-154)

“Pinóquio levantou-se de um salto e, furioso, pegou sobre um banquinho um martelo de madeira e atirou contra o Grilo-Falante.(...) o pobre Grilo só teve força para fazer cri-cri, e em seguida ficou ali, fulminado, grudado na parede.”(p.22)

“-Não confie, meu menino, naqueles que prometem enriquecê-lo de um dia para o outro.(...) Ouça o que lhe digo, volte para trás...” / “-Muito pelo contrário, eu quero ir em frente. (...) Sempre a mesma história. Boa noite, Grilo.” (p.56)

“- (...) essa marionete não me é estranha, eu a conheço faz tempo!(...) é um tratante de carteirinha. (...) é um moleque, um preguiçoso, um vagabundo(...) Essa marionete aí é um filho desobediente, que vai partir o coração de seu pobre pai!”/ “Imaginem como ficaram todos quando, levantando um pouco os lençóis, souberam que quem chorava e soluçava era justamente Pinóquio.” (p.66-67)

“- Oh! Grilinho querido-disse Pinóquio cumprimentando-o educadamente.” / “Agora você me chama de Grilinho querido, não é? Mas está lembrado de quando, para me enxotar da sua casa, me atirou um cabo de martelo?(...) tive de lembrá-lo de uma grave grosseria recebida, para lhe ensinar que neste mundo, sempre que possível, temos que ser delicados com todos, se queremos que nos retribuam com igual delicadeza nos dias de necessidade.” (p.183)

“- Muito bem, Pinóquio! Graças a seu bom coração, perdôo-lhe todas as travessuras que você aprontou até hoje. Os meninos que cuidam amorosamente dos pais nos seus sofrimentos e nas suas enfermidades, merecem sempre muitos elogios e muito afeto, mesmo quando não podem ser citados como modelos de obediência e de bom comportamento. Crie juízo para o futuro e seja feliz.”(p.188-189)

COLLODI, Carlo. As aventuras de Pinóquio. Trad.: Marina Colasanti. Ilustrações de Odilon Moraes. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002.



Bibliografia

COLLODI, Carlo. As aventuras de Pinóquio. Trad.: Marina Colasanti. Ilustrações de Odilon Moraes. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002.

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EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. Trad.: Waltensir Dutra. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

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